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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Bola aérea é responsável por quase metade dos gols sofridos pelo Botafogo


Arma dos adversários, gols pelo alto preocupam Luís Castro, mas deixa o time na média do Brasileirão



O Botafogo sofreu mais uma vez com as bolas pelo alto nesta temporada. O 1 a 1 com o Ceará mostrou novamente a deficiência alvinegra quando Mendoza apareceu na segunda trave após cobrança de escanteio de Vina para marcar o gol de empate. Cruzamento na área alvinegra tem dado dor de cabeça para Luís Castro e um caminho para os adversários.


Ao todo, 11 dos 24 gols sofridos pelo Botafogo foram em jogadas aéreas. Esse número coloca o time de Luís Castro bem no meio dos times do Brasileirão. Junto da equipe estão Ceará e Fortaleza, mas com um percentual diferente.


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Botafogo tem sofrido na bola aérea — Foto: André Durão



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Embora o índice de 46% de gols sofridos pelo alto assuste, o Botafogo não figura entre os times que mais lidam com o problema no Brasileirão. Pelo contrário: o time de Luís Castro é o sexto que menos leva gols aéreos.


Na tabela abaixo, o Espião Estatístico, do ge, fez um balanço de quantas vezes os 20 clubes da Série tomaram gols de bola aérea e, na sequência, comparou com os gols sofridos em outras jogadas. O levantamento exclui pênaltis, faltas diretas e gols olímpicos.


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*Sem contar pênaltis, faltas diretas e olímpicos (ou seja, lances de chutes diretos para o gol, que não podem ser marcados nem em jogadas aéreas e nem em jogadas rasteiras).


Fragilidade é explorada por adversários

O confronto de sábado - o empate em 1 a 1 com o Ceará - foi mais um exemplo de resultado que escorreu das mãos alvinegras por falhas pelo alto. O problema tem sido tão recorrente, que já começa a virar pauta nos treinamentos adversários antes de enfrentar o Botafogo.


- Nós estudamos a equipe do Botafogo e percebemos que havia essa deficiência tática e exploramos isso pra que pudesse também ser um fator que nos levasse à vitória. Propusemos isso aos atletas - explicou o treinador do Ceará, Marquinho Santos.


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Aos 3 min do 2º tempo - gol de cabeça de Mendoza do Ceará contra o Botafogo (https://ge.globo.com/futebol/video/aos-3-min-do-2o-tempo-gol-de-cabeca-de-mendoza-do-ceara-contra-o-botafogo-10827003.ghtml)




Falha na bola aérea custou eliminação na Copa do Brasil

Os números do Brasileirão preocupam, mas não foi só nos pontos corridos que o Botafogo sofreu com as jogadas adversárias pelo alto. Na Copa do Brasil, contra o América-MG, os três gols marcados pelos mineiros no primeiro confronto foram em bolas alçadas na área.


No jogo de volta, a vantagem do time de Vágner Mancini não foi revertida, e o Botafogo levou mais dois gols no Nilton Santos - estes em jogadas pelo chão -, quando a possibilidade de classificação já era praticamente nula.


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Os gols de América-MG 3 x 0 Botafogo pela Copa do Brasil (https://ge.globo.com/futebol/video/os-gols-de-america-mg-3-x-0-botafogo-pela-copa-do-brasil-10717437.ghtml)



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Castro admite preocupação

Por mais que não esteja entre os times que mais sofram gols por bolas aéreas percentualmente, o número incomoda Luís Castro. O técnico português reconhece que é uma preocupação e falou sobre isso em entrevista coletiva depois do empate em 1 a 1 com o Ceará, no último sábado. O treinador chamou a atenção para os escanteios defensivos, mas ressaltou que é algo que tem trabalhado para corrigir.


- Muitos gols de bola parada. Algo que preocupa sempre os treinadores. Os treinadores preparam muito as bolas paradas. Em uma das bolas paradas conseguimos fazer o nosso gol e acabamos também por sofrer o gol de bola parada. No nosso ciclo normal de semana, trabalhamos muito, muito a bola parada. É um dos fatores de jogo que trabalhamos até por termos problemas. Temos feito alguns ajustes, temos tido marcações individuais a dois, com linha e losango à frente no primeiro poste. Já temos tido marcações a três com linha no primeiro poste.


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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

A sete dias do fim da janela, Botafogo tem quatro dos oito reforços prometidos por Textor




Dois jogadores estão perto de fechar com o Botafogo, mas número está aquém do que disse o empresário



Apesar de ter quatro reforços confirmados no Botafogo e dois perto de chegar, o número de jogadores que chegam nesta janela de transferências ainda está abaixo do que o prometido por John Textor. O empresário americano disse, em entrevista ao jornal O Globo, em junho, que a estimativa era de buscar oito atletas com "forte padrão de Série A". A uma semana do fim da janela de transferências, a tendência é de que este número seja menor do que o esperado.


+ Botafogo vence o Athletico-PR no 1º jogo das quartas do Brasileirão Feminino A2


Até o momento, o Botafogo tem quatro contratações para o returno do Brasileirão. Desses, três estrearam e um ainda não. Marçal, Eduardo e Luis Henrique já vestiram a camisa do clube desde que começaram a treinar no Espaço Lonier. Apenas Adryelson tem figurado no banco sem conseguir atuar ainda.


+ Análise: Botafogo peca coletivamente e falha mais uma vez na bola aérea contra o Ceará


Marçal e Eduardo têm sido escalado por Luís Castro no time titular com mais frequência. O lateral-esquerdo, porém, não esteve em campo no empate em 1 a 1 com o Ceará por causa de dores na coxa e por ter contraído virose gastrointestinal no surto que acometeu o Botafogo nesta semana. Apesar disso, entrou para ser dono da lateral e mostrou qualidade nas partidas contra Santos e Athletico-PR.





Marçal em Santos x Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Titular no último sábado, Eduardo não conseguiu dar a mesma qualidade na saída de campo que mostrou contra a equipe paranaense. Não fosse o desfalque em cima da hora contra o Corinthians por causa da virose, o jogo contra o Ceará teria sido o terceiro dele como titular com a camisa do Botafogo.


Luis Henrique começou jogando pela primeira vez no retorno ao Bota também no 1 a 1 no Nilton Santos. Aberto mais pelo lado direito, imprimiu velocidade e foi vertical com a bola. Ainda precisando se habituar ao time de Luís Castro, ele pecou em finalizações, mas também sofreu com a desorganização do time, que não ofereceu opções de passe em muitos dos ataques.


Jogadores a chegar


Mesmo com os nomes que o Botafogo têm no radar e que a imprensa já noticiou, o clube não chega no número de oito reforços pretendido por John Textor há dois meses. Apesar disso, ainda há movimentação alvinegra no mercado, principalmente em duas contratações: Danilo Barbosa e Tiquinho





Botafogo sai na frente, mas Ceará empata no segundo tempo (https://globoplay.globo.com/v/10828053/)


Com o volante que estava no Nice e foi emprestado ao Palmeiras está tudo certo. Apenas questões burocráticas separam o jogador do Botafogo. Após se acertar com o clube francês, o Bota teve que esperar um pouco mais para fechar com o volante. A negociação com Danilo progrediu e é questão de tempo para que ele seja anunciado como novo reforço alvinegro.



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Já com Tiquinho a espera é um pouco maior. O atacante ainda é utilizado pelo Olympiacos na Liga Europa e considerado peça importante no time grego, que busca se classificar para a fase de grupos da competição. A equipe europeia pediu para o Botafogo aguardar até quinta, quando faz o jogo de volta pela fase preliminar da competição - o primeiro jogo terminou em empate com o , Slovan Bratislava, da Eslováquia. Entre Bota e atacante está tudo acertado.


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domingo, 7 de agosto de 2022

Análise: Botafogo peca coletivamente e falha mais uma vez na bola aérea contra o Ceará


Semana de treinos foi afetada por surto de virose gastrointestinal, que gerou reflexos na partida



O empate do Botafogo com o Ceará por 1 a 1, no Nilton Santos, caiu como uma quebra na evolução que o time vinha apresentando gradualmente nas últimas partidas. Admitida por Luís Castro, a desorganização foi a principal responsável por mais um resultado negativo dentro do Nilton Santos.


+ Castro diz que Botafogo quis vencer "com o coração" e se desorganizou no segundo tempo



A semana atípica, no entanto, não pode ser eliminada do contexto. Uma virose gastrointestinal afetou cerca de 10 jogadores alvinegros e prejudicou o cronograma de treinamentos, segundo ressaltou o treinador em entrevista coletiva após o empate.


+ Atuações: Lucas Fernandes e Jeffinho se salvam em empate do Botafogo


- Teve jogador que perdeu quatro quilos devido ao problema. Outros não aguentavam nem 20 minutos de treino - desabafou Castro.


   


Luís Castro em Botafogo x Ceará — Foto: Vitor Silva/BFR



Com as baixas, Castro teve de fazer uma mudança no time. Marçal, com lesão leve na coxa direita, não pôde ser substituído por Hugo, que foi hospitalizado durante a semana devido à virose. Assim, Daniel Borges voltou a ser improvisado na lateral-esquerda.


Coletivamente, o time sofreu com a falta de treinamentos durante a semana e não conseguiu funcionar. Aquela evolução, que pôde ser identificada a partir das derrotas contra Atlético-MG e Santos e que culminou na vitória sobre o Athletico-PR, regrediu.


+ Contratações do Botafogo: veja quem chega, quem fica e quem vai embora do clube


O Botafogo abusou das jogadas individuais e pecou na conclusão. Com o time desorganizado, os jogadores pareciam querer resolver os ataques a todo custo e apressavam as ações - o que prejudicava a tomada da melhor decisão. Não fossem as arrancadas coordenadas entre Lucas Fernandes e Jeffinho, além da mobilidade de Eduardo, a equipe teria pouco a apresentar no Nilton Santos.








A bola aérea novamente foi problema para o Botafogo. Depois de sair na frente logo cedo, com gol de Cuesta, os cariocas foram envolvidos pelo Ceará no primeiro tempo e, no segundo, pressionados no próprio campo. Assim, os visitantes aproveitavam os espaços para aumentar o volume de jogo.


O Ceará conseguiu o empate muito cedo no segundo tempo e só não aumentou por falta de capricho nas finalizações e também por defesas difíceis de Gatito. O gol saiu de escanteio alçado para a área. A bola passou por Daniel Borges e raspou em Eduardo, o que tirou o goleiro alvinegro do lance e deixou Mendoza livre dentro da pequena área.


A fragilidade do Botafogo pelo alto foi trabalhada durante a semana pelo técnico Marquinho Santos, que explorou um dos pontos mais fracos da equipe de Castro.



"A gente vai brigar realmente pra não cair? Sério?", diz Pedro Dep | A Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/a-gente-vai-brigar-realmente-pra-nao-cair-serio-diz-pedro-dep-a-voz-da-torcida-10827190.ghtml)



- Nós estudamos a equipe do Botafogo e percebemos que havia essa deficiência tática e exploramos isso pra que pudesse também ser um fator que nos levasse à vitória. Propusemos isso aos atletas - explicou o treinador do Ceará.


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Preocupado em fechar frontalmente à área para evitar finalizações de fora da área do Ceará - uma das virtudes dos adversários -, Castro pediu para Luis Henrique e Jeffinho atuarem defensivamente pelo meio. Como o Ceará pressionou muito, nas poucas vezes em que o Botafogo teve a bola para atacar, faltavam opções verticais para arrancar em direção ao gol adversário.


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O Botafogo volta a campo no próximo sábado (13), às 21h, no Nilton Santos. O time enfrenta o Atlético-GO pela 22ª rodada do Brasileirão.