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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Elkeson e Herrera: Indecisão no ataque para Domingo



Jogadores de características diversas, os dois brigam por uma posição, e a escolha pode até mudar esquema da equipe



Mesmo às vésperas da decisão da Taça Rio, contra o Vasco, o setor ofensivo do Botafogo ainda tem uma vaga em aberto: Elkeson e Herrera brigam por um lugar no ataque, ao lado de Loco Abreu. Jogadores de características diferentes, a escolha de um dos dois pode mudar a forma do time atacar para a finalíssima de domingo.

Os atletas têm sido observados pelo técnico Oswaldo de Oliveira nos últimos dias, cada um em seu momento. Ontem, Elkeson fez trabalhos físicos e Herrera, o treinamento tático. O argentino esteve entre os ti-ulares e jogou mais pela direita, como está acostumado a fazer quando Loco Abreu atua centralizado.
Na última quarta-feira, porém, Elkeson foi titular durante o treino tático, jogando bem próximo de Loco Abreu, dentro da grande área. Na ocasião, Herrera efetuou apenas trabalhos na academia do clube.

O argentino segue sendo o artilheiro do Botafogo na temporada. Até agora, foram 11 gols no ano. O esquema 4-2-3-1 do Alvinegro não deve se alterar caso o camisa 17 realmente comece jogando, mas o atacante deverá cair pela direita, o que o impede de atuar como homem de área, de fato.

Já com Elkeson, Oswaldo de Oliveira pode montar a equipe no 4-4-2. O maranhense tem jogado como meia-direita, mas sua experiência anterior como atacante, no Vitória, e o bom aproveitamento em finalizações nos treinos recentes, podem fazer o técnico mexer na equipe.

Caso treinem juntos, a definição sobre quem joga a decisão já pode sair hoje, na penúltima atividade antes do jogo de domingo. Seja qual for a escolha, o Botafogo estará bem servido de opções no ataque.



ELKESON: DE VOLTA À GRANDE ÁREA
Caso realmente entre na equipe titular no domingo, o meia Elkeson pode voltar a atuar na posição que o levou ao Botafogo. Como atacante, o jogador se destacou com a camisa do Vitória, especialmente nas duas últimas temporadas pelo clube baiano, em 2010 e 2011.
Pelo Leão, Elkeson viveu seu melhor momento na Copa do Brasil, há dois anos, quando foi um dos destaques do time. Apesar de só ter feito um gol no torneio, ajudou o time a ir à final diante do Santos.
Por ser um meia de ofício, o maranhense raramente jogou no ataque pelo Alvinegro, especialmente pela concorrência de Loco Abreu e Herrera. Domingo, porém, ele pode ter nova chance.



'DUPLA MERCOSUL' BUSCA MAIS EM 2012
Apesar de Loco Abreu e Herrera serem dois dos jogadores mais antigos do elenco, eles não têm grande aproveitamento neste ano quando começam juntos uma partida. Desde o começo da temporada, Loco e Herrera foram titulares juntos em apenas quatro partidas. Foram três empates e só uma vitória.
O único resultado positivo da dupla como titular foi a vitória em cima do Volta Redonda, pela Taça Rio. Nas outras ocasiões, houve empates diante de Fluminense, Bangu e Treze (PB). Nesta temporada, Herrera e Loco raramente jogaram juntos entre os 11 titulares, especialmente pelas ausências do uruguaio por conta de seguidas lesões.

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Parceiro de Oswaldo há 45 anos, Luiz Alberto é a voz da razão no Botafogo


Amigo, auxiliar, consultor e confidente do técnico, ex-goleiro do Fla disseca décadas de idas e vindas e se iguala num quesito: bom contador histórias



Às vésperas da decisão da Taça Rio, contra o Vasco, muitos torcedores estão loucos para saber o que se passa pela cabeça do treinador do Botafogo. Pois há apenas uma pessoa que tem todas essas informações. Há 45 anos indo e voltando na vida de Oswaldo de Oliveira, o auxiliar Luiz Alberto é a verdadeira voz da razão das atitudes tomadas no comando técnico do clube. A amizade de infância se estendeu para o futebol, consolidou-se nos bastidores do exterior e teve seu laço mais estreito a partir de 2001, quando a dupla, definitivamente, não se separou mais.
Ex-goleiro do Flamengo, pelo qual foi campeão do mundo em 1981, o confidente do chefe alvinegro é discreto em escala máxima, a ponto de poucos notarem sua presença, sempre mais observadora e com papos ao pé do ouvido com Oswaldo. Luiz "San", apelido que recebeu no Kashima Antlers, do Japão, admite que tem diversas semelhanças com o amigo, porém a maior delas foi facilmente identificada em menos de cinco minutos com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, após um treino no Engenhão: a veia para contar histórias.

seleção 1972 Luiz Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)
A imagem perdeu a cor com o tempo, mas é possível ver Luiz Alberto (segundo em pé) e Oswaldo (o primeiro agachado) sem camisa, de cabelos loiros longos. Ele não jogou a partida amadora (Foto: Arquivo Pessoal)
Se deixar, confirma, ambos varam a noite batendo papo sobre futebol com um chopinho gelado na mesa. A memória privilegiada de lado a lado só falha num detalhe: quem é o mais velho?
- Eu tenho 60 anos, mas o Oswaldo (61) é gato, porque ele era mais novo que eu na infância. Ficamos um tempo separados... Temos essa impressão, é estranho (risos) - diverte-se.
Desde o colégio Daltro Santos, em Bangu, quando o atual treinador do Botafogo era um meia-direita de categoria, a aproximação já existia. Luiz Alberto recorda-se de grandes partidas disputadas contra turmas rivais. Mas os caminhos distintos o separaram. Enquanto um firmou-se como profissional na Gávea, o outro estudou e virou preparador físico, espelhando-se no professor Carlos Alberto Parreira, que o orientou na Zona Oeste carioca.

Estamos construindo o caminho para sermos campeões. As equipes começam de trás para frente. Ter um poder defensivo sólido é fundamental, sem abrir mão do trabalho de ataque. No Botafogo, existiu um entendimento rápido disso. O esquema é parecido (com o do Kashima), marcamos sob pressão e temos três meias"
Luiz Alberto

Em 1973, o primeiro reencontro: o Bangu, de Luiz, enfrentaria o Bonsucesso, de Oswaldo. Um longo abraçou e uma promessa: trabalhariam juntos um dia. Na década de 80, ao encerrar precocemente a carreira debaixo das traves, que nunca lhe assegurou um posto de real destaque, o hoje auxiliar também correu atrás de sua graduação completa e foi parar na seleção do Qatar, a convite de Evaristo de Macedo. Lá, bateu de frente novamente com o antigo parceiro.
- Eu o ajudava no clube dele, o Al-Arabi, sempre que dava. E fazíamos muita coisa juntos na cidade, até cozinhávamos. Abríamos um livro de receitas, como os da Ana Maria Braga, e aprendíamos como fazer tudo, na marra. Nunca tivemos um atrito - conta, orgulhoso, Luiz San.

Parceria definitiva

A terceira e derradeira oportunidade surgiu quando Oswaldo de Oliveira, então campeão recente do Mundial de Clubes da Fifa, pelo Corinthians, o trouxe para o Fluminense, em 2001, ainda como preparador de goleiros. Em 2005, se tornaram enfim técnico e auxiliar principal. Além da ligação afetiva por tantas décadas, as características de Luiz Alberto completam o ponderado comandante, que vez por outra não evita seus momentos de perda de controle.
- Luiz é muito, muito calmo e me conhece bem. Nossa confiança e entrosamento um com o outro são enormes. O equilíbrio e a inteligência dele para o futebol fazem com que eu o consulte para tudo, desde substituições, mudanças táticas a avaliações de desempenho. Por exemplo: quando passei o Fellype Gabriel para a lateral esquerda pela primeira vez, ele endossou na hora. Ganhamos o jogo no Japão - destacou Oswaldo, que vive às voltas de improvisar seu versátil meia mais uma vez, justamente na final do turno, que acontece neste domingo.

Luis Alberto auxiliar Oswaldo Botafogo (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
Luiz Alberto puxa na memória histórias dos encontros entre os dois (Foto: André Casado/Globoesporte.com)
- Já nasci com isso, sempre fui frio. É algo que se desenvolve ainda mais quando goleiro. Nas piores situações, me mantenho calmo. A frequência cardícada baixa pode ajudar, enxergo o jogo de cima e passo minha visão do adversário no intervalo, já que ele não gosta de ponto no ouvido, e confrontávamos as ideias - detalha Luiz "San", sem negar uma semelhança da invencibilidade do Glorioso na temporada (21 partidas) com a menor que emplacaram na chegada ao Japão.
- Lá foram 13 jogos, se não me engano, e tínhamos de tirar uma diferença de doze pontos para o líder. O time estava bem atrás, em 2007. Fomos campeões e ganhamos respeito. Estamos construindo aqui o caminho para sermos campeões. As equipes começam de trás para frente. Ter um poder defensivo sólido é fundamental, sem abrir mão do trabalho de ataque. No Botafogo, existiu um entendimento rápido disso. O esquema é parecido, marcamos sob pressão. E o Oswaldo trabalha o emocional do jogador como poucos fazem - acredita.

Sem sonho com carreira solo

Luiz Alberto e Oswaldo de Oliveira  (Foto: Arquivo Pessoal)
Antes de uma partida pelo Kashima, Luiz Alberto e
Oswaldo posam para foto (Foto: Arquivo Pessoal)
Na onda atual dos assistentes que seguem carreira solo, Luiz Alberto diz que não vai embarcar. Sua lealdade não deixaria. E também reconhece que não tem o perfil:
- Estou recente nesta função e quero ajudar meu amigo o tempo que eu puder com ele. Sei que posso ser mais útil assim, e ele enxerga qualidades em mim. Isso me basta.
Sem pestanejar, em contrapartida, o treinador parece não abrir mão de sua presença diariamente, com a prancheta de atividades e as novas ideias.
- É meu braço direito e esquerdo - resumiu.

Por André CasadoRio de Janeiro


Brasileiro sub-23: Fla e Bota vencem, e Vasco é surpreendido na estreia



Rubro-Negro faz 6 a 1 no Confiança-SE, Glorioso bate o Avaí por 5 a 2 e o time da Colina perde para o Messejana-CE por 10 a 9, na primeira rodada


O jovem Lukinha roubou a cena no primeiro dia do Campeonato Brasileiro sub-23 de futebol de areia, que está sendo disputado na Arena da Gávea, na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro. Com o número 10 às costas, o jogador do Messejana estufou as redes seis vezes e foi o maestro da equipe cearense na surpreendente vitória por 10 a 9 sobre o Vasco, do atacante Mauricinho, convocado recentemente para a seleção brasileira, nesta quinta-feira, em confronto emocionante que terminou com festa nordestina. Entre outros resultados, o Botafogo venceu o Avaí por 5 a 2 e o Flamengo goleou o Confiança-SE por 6 a 1.

Vasco futebol de areia sub-23 (Foto: Rodrigo Molina/Divulgação)
Lukinha, do Messejana-CE, brilha na vitória sobre o Vasco, no Rio (Foto: Rodrigo Molina/Divulgação)
Pela primeira vez jogando no Rio, Lukinha, de 21 anos e apenas 1,62m, destacou a força coletiva do Messejana, exaltou o bom resultado, mas fez questão de manter os pés no chão.

- Vencemos um jogo importante, derrotamos um time muito forte, mas não podemos nos iludir. Foi um resultado importante, que nos dá moral dentro do campeonato, mas temos que pensar já no próximo jogo. Nossa equipe mostrou muita força de vontade, muita superação, e acho que isso foi fundamental para conseguirmos a vitória - comentou Lukinha, atleta da ‘Escolinha do Dito’, na praia da Iracema (em Fortaleza), há cinco anos.

Flamengo futebol de areia sub-23 (Foto: Rodrigo Molina/Divulgação)
Flamengo estreia com goleada por 6 a 1 sobre o Confiança-SE, no Rio (Foto: Rodrigo Molina/Divulgação)
Doze equipes de dez estados do país disputam o I Campeonato Brasileiro sub-23: Flamengo (RJ), Vasco (RJ), Botafogo (RJ), Bahia (BA), Portuguesa (SP), Sport Recife (PE), Avaí (SC), Confiança (SE), Asa (AL), Palmas (TO), Aruc (DF) e Messejana (CE). A competição prossegue nesta sexta-feira, dia 27, com mais seis jogos pela segunda rodada. A decisão está marcada para a próxima terça-feira, dia 1 de maio (feriado).

Abaixo as chaves e a tabela do campeonato:

Grupo A – Flamengo (RJ), Asa (AL), Palmas (TO) e Confiança (SE)

Grupo B – Bahia (BA), Botafogo (RJ), Sport Recife (PE) e Avaí (SC)

Grupo C – Vasco (RJ), Aruc (DF), Portuguesa (SP) e Messejana (CE)

Fase de classificação

Quinta-feira (Dia 26)

8h - Sport Recife 2 x 1 Bahia

9h15min - Botafogo 5 x 2 Avaí

10h30min - Messejana 10 x 9 Vasco da Gama

13h - Aruc 4 x 5 Portuguesa

14h15min - Asa 7 (1p) x (0p) 7 Palmas

15h30min - Flamengo 6 x 1 Confiança

Sexta-feira (Dia 27)

8h – Palmas x Confiança

9h45m – Asa x Flamengo

10h30m – Avaí x Bahia

13h – Botafogo x Sport Recife

14h15m – Portuguesa x Vasco

15h30m -Aruc x Messejana

Sábado (Dia 28)

8h – Vasco da Gama x Aruc

9h45m – Portuguesa x Messejana

10h30m – Confiança x Asa

13h – Flamengo x Palmas

14h15m – Bahia x Botafogo

15h30m -Sport Recife x Avaí

Quartas-de-final

Domingo (Dia 29)

8h – 1o Grupo A x Melhor 3o colocado (Jogo 19)

9h45m – 1o Grupo B x 2o Melhor 3o colocado (Jogo 20)

10h30m – 1o do Grupo C x 2o Grupo B (jogo 21)

13h – 1o do Grupo D x 2o Grupo C (Jogo 22)

Semifinais

Segunda-feira (Dia 30)

9h30m – vencedor Jogo 19 x vencedor Jogo 21 (Jogo 23)

10h30m – vencedor Jogo 20 x vencedor Jogo 22 (Jogo 24)

Terça-feira (Dia 1)

Disputa de 3º lugar

9h30m – perdedor Jogo 23 x perdedor Jogo 24

Final

11h – vencedor Jogo 23 x vencedor Jogo 24

* horários e ordem das partidas podem sofrer alterações a criterio da organização

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro