Páginas

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Bota dispara na etapa final, derrota o Vasco e praticamente elimina o rival


Com gols de Rafael Marques, Lodeiro e Fellype Gabriel, time de Oswaldo de Oliveira se aproveita do desespero cruz-maltino e vence mais uma vez


Se o Vasco depositava no clássico as suas esperanças de se manter vivo na Taça Rio, o Botafogo tratou de enterrá-las sem piedade. Com um segundo tempo muito eficiente, o Glorioso se aproveitou da grave crise no rival e fez 3 a 0, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, na noite desta quarta-feira. Os gols foram de Rafael Marques, Lodeiro e Fellype Gabriel.

Agora, só um milagre dará a classificação ao clube de São Januário, que permanece com um ponto e na última posição do Grupo A. Basta uma vitória do próprio time de Oswaldo de Oliveira nas quatro partidas que lhe restam para eliminar o Vasco. O Alvinegro tem nove pontos e está em segundo, atrás do Volta Redonda, que tem um jogo a mais e 12 pontos.

Depois de um ano e quatro meses, o estádio Raulino de Oliveira recebeu um jogo de grande porte, em virtude da interdição do Engenhão, e teve 5.478 pagantes (6994 presentes) com renda de R$ 111.670,00. Parte dos torcedores cruz-maltinos virou de costas nos minutos finais do duelo, em protesto pela péssima fase. São cinco partidas consecutivas sem anotar um gol sequer.

Início morno e encharcado

Em termos de estrutura, o novo palco principal do futebol carioca não teve reestreia pomposa. Com rachaduras maquiadas na arquibancada, que recebeu público razoável, e poças no gramado castigado pela chuva, o Raulino viu um clássico ríspido e de pouca categoria em seu início. Não faltaram eventuais lances de perigo, no entanto, mesmo que atabalhoados de lado a lado. Aos oito minutos, Fellype Gabriel acertou belo voleio da entrada da área, que passou pertinho da trave direita de Alessandro e esquentou o clássico.

Fellype Gabriel comemora seu gol com André Bahia, Renan, Sassá e Bruno (Foto: Fábio Castro / Agif)
O Botafogo foi melhor em campo e dominou as ações nos primeiros 15 minutos. Aos poucos, porém, o Vasco equilibrou e, mesmo desordenado, assustou Jefferson em cruzamentos para a área e contragolpes. Na parada técnica, Paulo Autuori pediu que Wendel e Eder Luis presisonassem a saída do rival, para reduzir a diferença de posse de bola entre as equipes.

Mas a jogada que talvez tenha chamado mais atenção no Raulino de Oliveira foi o duro carrinho de Sandro Silva em Fellype Gabriel, que acertou em cheio o tornozelo direito do meia alvinegro. O árbitro mostrou apenas o cartão amarelo ao volante, ignorando dos protestos de time e torcida. Aos 37, Alessandro rebateu duas bolas em uma tentativa ofensiva esquisita do Botafogo, num reflexo das dificuldades que ambos encontraram para criar com qualidade.

Carlos Alberto é desarmado no clássico e reclama
de falta (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)
Eficiência x descontrole

Na volta do intervalo, nenhuma alteração no papel nem na prática. Entretanto, logo aos sete minutos, saiu o primeiro gol. Bruno Mendes desviou de cabeça no primeiro pau, Alessandro só raspou na bola, e Rafael Marques completou para o fundo da rede. Era a senha para o desespero do Vasco, que partiu para cima em desespero. Pedro Ken e Bernardo entraram nas vagas de Wendel e Eder.

Apesar disso, foi o Glorioso que marcou novamente, afundando o Cruz-maltino ainda mais na crise: aos 13, Julio Cesar cruzou, Alessandro errou mais uma vez e deixou Lodeiro livre para tocar para a meta vazia. Para completar a lambança, o camisa 12 foi expulso no lance posterior, ao colocar a mão na bola fora da área. Para evitar o vexame, Tenorio, o único atacante do Vasco, foi quem saiu para o goleiro reserva Michel Alves entrar e fazer sua estreia. Mas o clássico já parecia definido.

Sob os gritos de "eliminado", a equipe de Autuori não tinha mais forças. Ciente da virtual saída melancólica do Carioca, mesmo a três rodadas do fim, baixou a cabeça e assumiu o golpe. Restou ao Bota tocar a bola, e a Oswaldo fazer substituições para experimentar outras situações, sem forçar mais a barra. No fim, protestos cruz-maltinos e vibração alvinegra.

Por GLOBOESPORTE.COMVolta Redonda, RJ

Goleada! Botafogo faz 3 a 0 no Vasco e praticamente elimina rival da Taça Rio

Rafael Marques, Lodeiro e Fellype Gabriel marcaram para o Alvinegro; Cruz-Maltino teve goleiro Alessandro expulso após colocar a mão na bola fora da área



Vasco x Botafogo - Lodeiro (Foto: Bruno de Lima/LANCE!Press)
Lodeiro fez o segundo gol do Botafogo
(Foto: Bruno de Lima/LANCE!Press)
Quem irá parar o Botafogo? Com uma ótima atuação no segundo tempo e contando com a expulsão do goleiro Alessandro, o campeão da Taça Guanabara goleou o Vasco por 3 a 0 e afundou de vez um de seus maiores rivais, na noite desta quarta-feira, no péssimo gramado do Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Com gols de Rafael Marques, Lodeiro e Fellype Gabriel, o Alvinegro manteve 100% de aproveitamento na Taça Rio e praticamente eliminou o Cruz-Maltino, que tem apenas um ponto e segura a lanterna do Grupo A. Apenas um milagre fará o Gigante da Colina passar de fase.

A próxima partida do Bota será contra o Olaria, domingo, também no Raulino. Enquanto isso, o Vasco joga no mesmo dia, mas contra o Friburguense, em São Januário.

PRIMEIRO TEMPO MONÓTONO

Disputada em um campo com péssimas condições e repleto de poças de água, a partida não foi das melhores no primeiro tempo. A mudança tática imposta por Oswaldo de Oliveira, com Rafael Marques e Bruno Mendes no ataque, não surtiu muito efeito. Os jogadores não encontravam o melhor posicionamento e o time não criava muitas chances.

Do lado do Vasco, Carlos Alberto tentava chamar o jogo mas estava em uma péssima noite. Com Eder Luis sumido e um trio de volantes que não possui muita criatividade, o Cruz-Maltino ficou sem poder de fogo e Tenório isolado no ataque não conseguia fazer nada diante de Bolívar e Dória.

O lance que mais chamou atenção na primeira etapa foi uma entrada criminosa do volante Sandro Silva no apoiador Fellype Gabriel. O lance com força excessiva por parte do vascaíno no tornozelo esquerdo do alvinegro poderia ter causado uma fratura e o juiz apenas aplicou o cartão amarelo.
Fellype saiu de campo, retornou mancando, mas aos poucos foi melhorando e não precisou ser substituído - Vitinho já estava no aquecimento.

É GOLEADA!

Ao retornar para o segundo tempo, Oswaldo afirmou que tinha ajeitado o posicionamento do ataque e do meio-campo do Botafogo. E dessa vez, a mudança foi efetiva.

Logo aos sete minutos, Bruno Mendes desviou a bola após cobrança de escanteio, Alessandro não segurou e a pelota sobrou limpa para ele, Rafael Marques, empurrar para o gol. Foi o segundo do centroavante com a camisa do Botafogo.

Prontamente, Paulo Autuori - que segue sem vencer no comando do Vasco - pôs Bernardo no lugar de Wendel e botou o time para cima. Mas quando o Vasco ainda tentava assimilar o golpe, Julio Cesar cruzou da esquerda e Alessandro - em péssima noite - espalmou nos pés de Lodeiro, que só teve o trabalho de colocar no fundo das redes, de direita.

Com o Glorioso cada vez mais à vontade, nem o próprio time alvinegro contava com mais um lance infeliz de Alessandro. O goleiro cortou uma bola com a mão e recebeu o cartão vermelho. Foi a senha para desanimar de vez a torcida vascaína e incendiar o lado vencedor, que começou a gritar "Eliminado" para o time do Vasco, que está praticamente fora da disputa da Taça Rio.

Para fechar com chave de ouro, Fellype Gabriel - aquele que levou uma entrada criminosa no primeiro tempo - ainda marcou o terceiro gol e afundou de vez o rival, que segue em uma crise que parece não ter fim. Ah, ainda tiveram de ouvir o grito de "Olé"...
FICHA TÉCNICA

VASCO 0 X 3 BOTAFOGO

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data-Hora: 3/4/2013 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Luis Antonio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Jackson Lourenço Massara Santos (RJ)
Renda e público: R$ 111.670,00 / 5.478 pagantes / 6.994 presentes
Cartões amarelos: Sandro Silva e Yotún (VAS); Bolívar (BOT)
Cartão vermelho: Alessandro 16'/2ºT (VAS)
Gols: Rafael Marques 7'/2ºT (0-1), Lodeiro 13'/2ºT (0-2) e Fellype Gabriel 27'/2ºT (0-3)

VASCO: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Yotún; Sandro Silva, Wendel (Bernardo 11'/2ºT), Fellipe Bastos e Carlos Alberto; Eder Luis (Pedro Ken 14'/2ºT) e Tenório (Michel Alves 17'/2ºT) - Técnico: Paulo Autuori.

BOTAFOGO: Jefferson; Lucas (Edílson 40'/2ºT), Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel (Henrique 41'/2ºT) e Lodeiro; Rafael Marques (Vitinho 36'/2ºT) e Bruno Mendes - Técnico: Oswaldo de Oliveira.


Luiz Gustavo Moreira - Rio de Janeiro (RJ)LANCENET! 

Botafogo se reúne com prefeitura, mas situação do Engenhão segue indefinida



Diretor executivo Sérgio Landau afirmou que não existe chance de devolver estádio para a prefeitura do Rio de Janeiro




Engenhão (Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
Prefeitura e Botafogo ainda não
 chegaram a uma definição sobre estádio
(Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
O presidente do Botafogo Mauricio Assumpção se reuniu na manhã desta quarta-feira com o prefeito Eduardo Paes para tentar chegar a uma definição em relação ao Engenhão, que está sob concessão do clube até 2027. Em pauta, assuntos como a manutenção do estádio enquanto estiver interditado e o prejuízo que o Botafogo terá por não poder utilizá-lo.

Porém, nada ficou decidido no encontro. Por ora, o prefeito mantém o discurso de trabalhar ao lado do Glorioso e ajudar o clube no que for necessário.

Os conselheiros mais influentes do clube vão se reunir com as principais lideranças da situação - entre elas o presidente Mauricio Assumpção - na noite de quinta-feira, em General Severiano, para um "conselho de emergência".

Nele irão discutir, entre outros assuntos, a possível devolução do Engenhão para a prefeitura, hipótese defendida por uma ala mais conservadora da política do Botafogo e que tem Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do clube, como principal defensor.

Do outro lado da política alvinegra, alguns conselheiros acreditam que seria um absurdo a devolução. Eles também temem uma possível aquisição do Engenhão por Flamengo ou Fluminense após a desistência do Botafogo em utilizar o estádio.

- É um ex-presidente e está expressando uma opinião dele. É uma manifestação pessoal e ele está no direito. Mas não tem nada disso (sobre a devolução). Teremos uma reunião interna do Botafogo com beneméritos e com o presidente para discutirmos alternativas. Estamos cobrando da prefeitura e ela está cobrando do consórcio. Não temos um prazo (que o estádio ficará fechado) e necessitamos disso - afirmou o diretor executivo do clube, Sérgio Landau ao LANCE!Net.


Alexandre Braz e Luiz Gustavo Moreira - Rio de Janeiro (RJ)LANCENET!