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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Caio Martins é uma boa


Caio MartinsÉ fato que o Botafogo não terá o Engenhão por muito tempo. É fato que é uma vergonha, como bem colocou o Montenegro na matéria publicada no LANCE!Net, tudo o que está acontecendo. Mas agora é preciso pensar em uma casa. A primeira opção para a diretoria, ao que parece, é o Maracanã. Mas gostaria de manifestar a minha opinião, compartilhada por boa parte da torcida alvinegra (basta dar uma olhada nas redes sociais), e sair em defesa de Caio Martins.

Quando o Botafogo deixou o Caio Martins muito se falou que fez bem. Que o time se apequenava em Niterói. Tá bom. Mas me diz uma coisa, desde então, o que o Fogão ganhou em termos nacionais? e internacionais?

Caio Martins foi por muito tempo o caldeirão do Fogão. Lá, era muito difícil ganhar do Botafogo. Os times de outros estados penavam mesmo e reclamavam de jogar lá. Até mesmo a imprensa de outros estados abordava o fato às vésperas de confrontos com o Alvinegro. Foi lá que o clube ganhou boa parte de seus jogos na conquista do Brasileirão de 1995 e da da Conmebol dois anos antes. Alguém esquece a virada contra o Atlético-MG nas semifinais desta mesma Conmebol? Depois de perder de 3 a 1 em Minas o Glorioso, com um time limitado, mandou o Galo para casa com um sonoro 3 a 0.

Sei que lá o time caiu em 2002, naquele fatídico jogo com o São Paulo. Mas caiu porque mandou outros jogos no Maracanã que não deveria, como contra Inter, Juventude e Atlético-MG. Além disso, aquele time do Mauro Ney era duro de engolir, não dá para colocar a culpa em Caio Martins, palco de várias agradáveis lembranças.

Já que tomaram o Engenhão do Botafogo sou a favor de uma versão Fogão Retrô e passar a mandar os jogos no Caio Martins. O que você acha amigo torcedor?

por Eduardo Mansell/Ninguém Cala - Lancenet

Vice-presidente de futebol do Botafogo prevê ano de problemas financeiros


Chico Fonseca não descarta venda de jogadores para aliviar a folha salarial

Chico Fonseca - Botafogo (Foto: Reprodução/L!TV)
Sem Engenhão, Chico Fonseca prevê ano complicado
 no Bota - (Foto: Reprodução/L!TV)
A interdição do Engenhão causou um impacto financeiro bastante negativo nas receitas do Botafogo. Sem receber verbas das empresas pelo uso de publicidade no estádio e dos alugueis de Flamengo e Fluminense, o Glorioso convive com os salários atrasados. Caso a situação não melhore, a previsão do vice-presidente de futebol Chico Fonseca é de um ano complicado para o clube.

- Estamos trabalhando diariamente desde o fechamento do Engenhão, tivemos uma perda muita grande de faturamento. Não vai ser simples equilibrar o ano do Botafogo - disse o dirigente em entrevista à Fox Sports.

Chico Fonseca afirmou, ainda, que não descarta a venda de atletas para equilibrar a balança, já que isto provoca um alívio no caixa do clube:

- Além de um ganho financeiro, existe uma certa economia quando você deixa de ter o encargo salarial do jogador. Temos que analisar no aspecto financeiro e no aspecto técnico também.

Um dos jogadores que vem sendo mais cotado para ser vendido é o volante Fellype Gabriel, que despertou interesse do futebol árabe.

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Laudo de comissão trata reforço no Engenhão como 'imprescindível'

Em documento divulgado pela Prefeitura, engenheiros revelam sequência de obras a ser realizada no estádio. Prazo para reabertura é de 18 meses

A Prefeitura do Rio divulgou nesta quarta-feira em seu site oficial o laudo feito pela comissão especial formada por três engenheiros, que determinou a solução para o problema da cobertura do Engenhão e previu o prazo de 18 meses para a sua reabertura a partir do início da obra. Nas recomendações do trio, há o entendimento de que "o reforço estrutural imediato é imprescindível para que o estádio possa ser utilizado com os níveis mínimos de segurança exigidos pela legislação vigente".

No laudo divulgado pela Prefeitura, há explicações de todo o procedimento e dos documentos analisados. No entanto, apenas o estudo realizado pela empresa alemã SBP, que determinou o fechamento do Engenhão no dia 26 de março, foi levado em consideração, assim como a realização de novos ensaios em túnel de vento com a estrutura atualizada da Wacker Ingenieure.

Laudo Engenhão (Foto: Divulgação)
Laudo mostra como será feito o início do trabalho no Engenhão (Foto: Divulgação)

Os engenheiros citam a discordância da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), em relação ao fato da SBP ter realizado um novo estudo de vento com o modelo baseado na estrutura como construída, em detrimento do anterior realizado pela RWDI (Canadá) e que foram utilizados no projeto original. Segundo eles, ouvidas as críticas, respaldadas por uma consultoria da Building Research Establishment (Inglaterra), a Wacker Ingenieure fez sua defesa:

- Esta comissão entendeu serem mais adequados os valores das cargas de vento desta última (Walker). Será mostrado, todavia, que as conclusões finais das análises são as mesmas independentes dos distintos ensaios de túnel de vento realizados - afirmou o laudo.

A comissão ainda fez considerações finais sobre as estruturas dos arcos e tirantes, e as treliças, da cobertura do Engenhão. Além disso, divulgou imagens de como será feita a sequência da obra no estádio.

Para ela, "há necessidade urgente de colocação dos arcos numa posição estruturalmente correta (...). Qualquer que seja a metodologia de intervenção para a reabilitação estrutural, deve-se sempre procurar uma solução que requeira o menor prazo de execução de modo a devolver o equipamento público à população".

Veja as recomendações da comissão:

- Desenvolver um estudo do escoramento da estrutura, associado à elaboração de um
procedimento compatível de transferência de cargas tanto no escoramento como no
descimbramento;

- Estudar novos travamentos dos arcos de modo a evitar deslocamentos horizontais
excessivos;

- Definir uma forma mais eficiente de transferência das cargas horizontais da cobertura
e que não produzam grandes esforços no centro dos tirantes;

- Estudar um reforço estrutural dos arcos e tirantes, e dos pendurais caso necessário;
- Estudar um reforço das tesouras e dos respectivos travamentos destas, visando a
substituição mínima de joists de modo a colocar entre as tesouras elementos
estruturais mais robustos, em termos de resistência e rigidez estrutural, necessários
para os travamentos no plano da cobertura. Alternativamente pode ser previsto um
sistema independente para travamento lateral das tesouras, deixando para as joists
somente o papel de terças.


Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro