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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gegê se vê mais amadurecido, mas sem pressa para ter o rótulo de titular


Jovem meia espera ter mais oportunidades e corresponder. Contra o Goiás, ele deve disputar vaga com Lodeiro




Gegê no treino do Botafogo desta terça-
feira
(Foto: Satiro Sodre / SSPress)
Um dos últimos revelados na base a ganhar oportunidade, o meia Gegê soube esperar seu momento. Quando ele chegou, o jogador aproveitou bem e convenceu o técnico Oswaldo de Oliveira a lhe dar uma sequência de jogos. Já são 12 este ano e dois gols marcados, um deles no clássico com o Flamengo.

Apesar do pouco tempo entre os profissionais, Gegê acredita que amadureceu bastante neste período. Sua receita para ter sucesso é se empenhar e ter ousadia em campo.

- Estou amadurecendo, nem sempre os resultados bons aparecem, então temos que ter tranquilidade para trabalhar e buscar os três pontos nas partidas seguintes. Encaro jogo por jogo, tento fazer meu melhor para continuar na equipe. Tenho que aproveitar as oportunidades e arriscar dentro de campo.

Para o jogo contra o Goiás, domingo, no Serra Dourada, há um sinal de interrogação sobre a participação de Gegê entre os titulares. No treino coletivo desta terça, ele e Lodeiro foram escalados, mas a tendência é de que um deles fique no banco, já que Seedorf foi poupado da atividade. O uruguaio, que não atravessa boa fase, foi barrado na última rodada.

- O espírito para este jogo é de final, temos que chegar lá dispostos a fazer um resultado positivo. Tenho que manter a concentração, fazer o meu. O Lodeiro é um grande jogador, aprendo muito com ele. Mas certamente vai dar a volta por cima e nos ajudar muito.

A rápida ascensão de Gegê levou muita alegria para a casa do meia, de apenas 19 anos. Mas mesmo dentro da família a cobrança é forte.

- Em casa tem sido só alegria. Todos estão confiantes, me dão palavras de motivação. Meu irmão Leírton costumar acompanhar jogos e treinos e me cobra bastante, não é mole não.

O Botafogo é o segundo colocado do Brasileiro com 53 pontos.

Por Fred HuberRio de Janeiro

Com Elias e Lodeiro de titulares, Botafogo realiza coletivo no Engenhão


Seedorf foi poupado e não treinou com a equipe. Outra novidade é a presença de André Bahia, possível substituto de Dória, que está suspenso



Lodeiro ficou no banco diante do Atlético-MG
(Foto: Ricardo Ramos/ LANCE!Press)
Com a presença do atacante Elias, recuperado de um problema muscular na coxa esquerda, o técnico Oswaldo de Oliveira comandou um treino coletivo no campo anexo do Engenhão, na manhã desta terça-feira. Lodeiro, no lugar de Seedorf, e André Bahia, na vaga de Dória, suspenso para a próxima partida, foram as novidades no time.

Oswaldo parou o treino várias vezes para acertar o posicionamento do time. Seedorf participou dos trabalhos físicos e técnicos e, em seguida, deixou o campo, descendo para os vestiários. Dória, que não enfrenta o Goiás domingo, no Serra Dourada, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, após as primeiras atividades com os companheiros, fez um treino físico ao lado de Alex, Lucas, Renan Lemos, Fabiano e Yguinho.

O atacante Sassá, que tem entrado nos últimos jogos do Botafogo, fez um treino de finalizações ao lado do campo. O time treinou com Jefferson, Edilson, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Gegê e Rafael Marques, Elias.

O Botafogo está na vice-liderança com 53 pontos, 12 atrás do primeiro colocado, o Cruzeiro, que tem 65.

Alexandre Braz - Rio de Janeiro (RJ) Lancenet

Oposição cobra transparência e prevê grave crise financeira no Botafogo


Carlos Eduardo Pereira (centro, de gravata vinho) é o principal nome da oposição do Botafogo para 2014 Reprodução/Facebook

Carlos Eduardo Pereira está longe de ser um novato quando o assunto é Botafogo. Pelo contrário. Vivendo a política do clube desde a década de 80, ele virou o principal nome da oposição desde 2011, quando acabou derrotado nas urnas para o atual presidente Maurício Assumpção. Ele ainda não confirma, mas deverá ser o nome para disputar as eleições, em novembro de 2014.

Carlos Eduardo faz críticas à gestão de Maurício Assumpção, no clube desde 2009. Segundo ele, o atual presidente cometeu erros graves e indica a falta de transparência financeira como o principal deles. Além disso, ele alega que a vontade política do mandatário entrou em conflito com os interesses do Botafogo, como no caso do Engenhão.

"A divida do Botafogo é gigantesca e as receitas são pequenas. Transparência não existe. E o pior, a maiorias das receitas já foram antecipadas. O ano de 2014 será complicado demais para o Botafogo", disse ao UOL Esporte.

E Carlos Eduardo Pereira aposta que esse ponto pese contra o candidato a ser 'escolhido' pelo presidente Maurício Assumpção, que já se reelegeu uma vez e não poderá participar do pleito de acordo com o estatuto do clube. Atualmente, três nomes são estudados para concorrem à eleição pela situação: o vice-presidente geral Paulo Mendes, o ex-vice jurídico Alberto Macedo e o ex-vice financeiro Cláudio Good.

"Por isso tudo, acredito que o Paulo Mendes sofreria, caso seja o escolhido. Ele carregaria o fardo da continuidade. O Alberto já foi testado nas urnas quando perdeu para o Bebeto, em 2002. E isso é positivo para ele. O Good tem o lado financeiro [é dono de uma financeira, que empresta dinheiro para o clube em algumas oportunidades], mas ainda não foi testado nas urnas. Portanto é difícil analisar", afirmou.

Outra crítica feita por Carlos Eduardo a Maurício Assumpção é com relação ao conflito de interesse criado a partir do desejo do presidente em seguir carreira política. Ele se filiou ao PMDB, mesmo partido do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do governador Sérgio Cabral. Segundo a oposição, isso fez com que o mandatário tivesse discurso polido e pouco eficiente.

"Tem uma confusão de política partidária com interesses do Botafogo. Maurício tem interesse numa participação na política. E atrapalhou, pois certamente não deu a desenvoltura que o clube esperava no caso do Engenhão. Deveríamos ter contratado uma empresa para defender o Botafogo e não um vice de futebol [Chico Fonseca] para acompanhar as obras. Apontar o responsável pela interdição. Se o estádio tem problemas de construção, isso é com a Prefeitura. O Botafogo está sendo prejudicado, quem deve pagar é a Prefeitura. O Botafogo está passivo nessa situação e perdendo receita", reclamou.

Por fim, Carlos Eduardo Pereira rebateu o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, que disse que a oposição no Botafogo é fraca e praticamente inexiste. "As eleições do Botafogo começam de fato em maio, junho do ano que vem. Então ainda é cedo para firmar minha candidatura. Respeito muito o Montenegro, mas não concordo quando ele diz que a oposição do Botafogo seja fraca. Participamos da última eleição e conseguimos 30% dos votos e vaga no conselho deliberativo. Então fica claro que temos o nosso valor e sabemos disso", encerrou.


Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro