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terça-feira, 22 de março de 2016

Destaque do Bota, Airton é quem mais sofre falta no Carioca: 29 em oito jogos


Outrora marcado com fama de mau, volante tem média de 3,6 infrações recebidas por partida, segundo site "Footstats". Jogador é visto internamente como a coluna do time



Ricardo Gomes citou o temperamento como um problema a corrigir, mas prometeu um novoAirton em 2016. E não é que o volante está realmente diferente: outrora marcado pela fama de jogador violento, ele agora é quem mais sofre faltas no Campeonato Carioca. Segundo informações do site "Footstats", que analisa apenas os números dos quatro grandes do Rio de Janeiro, o jogador já recebeu 29 infrações em oito partidas. Média de 3,6 por jogo, muito à frente do 1,7 de Ribamar, outro alvinegro que aparece na lista dos maiores dados do quesito.

Quem mais sofreu faltas*:

29: Airton (Botafogo)
25: Emerson Sheik (Flamengo)
25: Nenê (Vasco)
21: Wellington Silva (Fluminense)
20: Marcelo Cirino (Flamengo)
19: Madson (Vasco)
18: Andrezinho (Vasco)
17: Jorge Henrique (Vasco)
17: Ribamar (Botafogo)
17: Gabriel (Flamengo)

*Fonte: Footstats


De encostado no ano passado a titular absoluto na atual temporada, Airton é tido internamente no elenco como a coluna vertebral da equipe. Opinião também compartilhada pela diretoria e comissão técnica. O volante versão 2016 além de proteger a dupla de zaga com sua marcação, ainda aparece à frente para auxiliar na construção de jogadas. Foi após uma arrancada até a linha de fundo que saiu o cruzamento para o gol de Ribamar contra o Fluminense, desviando finalização de Gegê na área. Com três cabeças de área, ele tem mais liberdade para avançar, embora seja quem mais fique atrás em comparação a Rodrigo Lindoso e Bruno Silva, dupla que avança com maior frequência.

Olha o bote: Airton já sofreu 29 faltas em oito partidas, média de quase 4 por jogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Com histórico de lances violentos, contra jogadores como Alexandre Pato e Nilmar, por exemplo, Airton não se orgulha do passado e tenta apagar a fama. Em entrevista ao GloboEsporte.com no mês passado, o volante garantiu que a fama a qual foi atribuído não faz jus a seu futebol.

Quem mais cometeu faltas*:

27: Julio dos Santos (Vasco)
23: Guerrero (Flamengo)
22: Airton (Botafogo)
18: Nenê (Vasco)
17: Riascos (Vasco)
17: Pierre (Fluminense)
16: Wellington Silva (Fluminense)
16: Bruno Silva (Botafogo)
16: Rodrigo Lindoso (Botafogo)
15: Emerson (Botafogo)

*Fonte: Footstats

- O Ricardo conversou comigo. Falou que eu não precisava fazer o que eu fazia, que eu sabia jogar. Ele vem me instruindo, até em relação a posicionamento. Foram lances que aconteceram e não me orgulho. Eu me arrependi. Foram momentos que perdi a cabeça. E peguei essa fama. No Botafogo, foram três expulsões (Flamengo, São Paulo e Coritiba). Mas peguei a fama e parece que foram 20. Espero acabar com essa imagem. Eu sei jogar - afirmou, na época.


Apesar do lado mais armador, Airton não deixa suas funções defensivas de lado e também aparece na relação do "Footstats" dos jogadores que mais cometem faltas no estadual: ele já fez 22, média de 2,7 por partida - está só atrás de Guerrero, do Flamengo, com 23, e Julio dos Santos, do Vasco, com 27. O volante já recebeu cinco cartões amarelos na temporada. Os outros alvinegros da lista são Bruno Silva e Lindoso, com 16, e Emerson, com 15.


Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro/GE

"Yaca" marca três, e Botafogo vence jogo-treino contra time da Escola Naval


Alvinegro ganha por 5 a 0 com destaque para meia argentino, atualmente barrado da equipe titular. Neilton e Matheus Fernandes também estufam a rede durante goleada




O que seria um simples treino para os reservas na tarde desta terça-feira, na Escola Naval, virou um jogo-treino contra o time da Marinha. Melhor para o Alvinegro, que testou vários jogadores que não vêm sendo utilizados e ainda goleou por 5 a 0. Destaque para Gervasio "Yaca" Núñez, autor de três gols, enquanto Neilton e Matheus Fernandes, que vem alternando participação entre os profissionais e os juniores, completaram o placar. Atualmente barrado da equipe titular, o meia argentino tenta recuperar seu espaço após começar a temporada entre os 11 iniciais, ter balançado a rede duas vezes no Carioca, mas ter caído de produção logo depois. A atividade foi observada de perto pelo técnico Ricardo Gomes e pelo gerente de futebol Antônio Lopes.

Igor Rabello faz o passe observado por Ricardo Gomes e Antônio Lopes à beira do campo (Foto: Divulgação / Botafogo)

Ricardo dividiu dois times para cada tempo: no primeiro, jogou Helton Leite; Diego, Renan Fonseca, Emerson Silva e Jean; Diérson, Fernandes, "Yaca" e Leandrinho; Neilton e Luís Henrique. Com esta escalação, o Botafogo abriu 2 a 0, ambos com o argentino, incluindo um belo gol de falta. Na segunda etapa, O treinador trocou cinco jogadores e usou dois que vinham jogando com a equipe sub-20 no estadual da categoria: o zagueiro Marcelo e o volante Matheus Fernandes, que marcou um gol. O ataque foi mantido, e Neilton também deixou a sua marca. Os outros que entraram foram Marcinho, Igor Rabello e Lucas Zen.


Com o jogo-treino, Ricardo já começa a estudar o substituto de Luís Ricardo na lateral direita - o titular sofreu uma lesão muscular no adutor da coxa direita e está vetado para o clássico deste domingo, contra o Vasco, e possivelmente da partida diante do Volta Redonda, na próxima quarta-feira. Diego, de 20 anos, largou na frente de Marcinho, de 19. Outra opção é Octávio, meia que vem sendo improvisado no setor desde a pré-temporada, jogou praticamente toda a partida contra o Madureira na posição e nesta terça fez apenas um trabalho regenerativo pela manhã em General Severiano.


Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro/GE

Contra crítica no Bota, Bruno Silva cita Corinthians: "Às vezes 1 a 0 é goleada"


Volante, que desencantou com a camisa alvinegra, minimiza cobrança sobre número de gols da equipe e usa como exemplo a campanha do campeão brasileiro em 2015




Autor de cinco gols em 2015, Bruno Silva quer mais
após 1º no Bota (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)
Bruno Silva desencantou com a camisa do Botafogo no último domingo, na vitória por 1 a 0 sobre o Madureira em Los Lários, foi o escolhido pelo clube para dar entrevista coletiva na manhã desta terça-feira e coube a ele enfrentar os questionamentos da imprensa sobre os placares magros do time na temporada. O Alvinegro, que foi vazado só quatro vezes e tem a melhor defesa do Campeonato Carioca ao lado do Flamengo, soma 14 gols e está atrás dos três grandes rivais, além do Volta Redonda. Para o volante, os atacantes têm se sacrificado pela esquema de forte marcação, mas não é nada preocupante, visto que a equipe vem conseguindo os resultados e é uma das poucas invictas ao lado do Vasco. E para minimizar a cobrança citou como exemplo a campanha do título do Corinthians no Brasileiro de 2015 - apesar de ter tido o ataque mais produtivo, com 71 gols, ganhou em cinco rodadas por 1 a 0 e em outras vezes por diferença mínima.


- Lógico que precisamos, sim (marcar mais gols). Tem que estar pensando grande, mas não está errado, estamos ganhando. Eu particularmente não me incomodo, futebol é resultado. Tem muita coisa para melhorar ainda, estamos melhorando. Atacante é cobrado para fazer gol, mas a nossa defesa é a menos vazada porque os atacantes marcam muito. Estamos sacrificando eles nessa parte, mas é para o bem do coletivo. Não vai ser o Bruno ou o Ribamar o vencedor, vai ser o Botafogo. Lógico que torcida quer ver gol, mas pelo conjunto está sendo bem feito. A gente sabe que o futebol hoje é muita correria, força física. Sem comparações, mas quando o Corinthians foi campeão brasileiro, eu acompanhei, a maioria ele ganhou de 1 a 0. Lógico que algumas vezes vamos fazer dois, três, mas às vezes 1 a 0 é goleada - afirmou.

Ataque do Carioca 2016:

Vasco 21
Flamengo 20
Fluminense 17
Volta Redonda 16
Bangu 14
Boavista 14
Botafogo 14
Portuguesa 13
América 12
Friburguense 12
Madureira 12
Cabofriense 10
Macaé 10
Resende 7
Tigres 7
Bonsucesso 6


Apesar do número não tão expressivo de gols marcados, a divisão deles mostra o futebol coletivo do Botafogo. Bruno Silva foi o décimo jogador a balançar a rede depois de Gegê, Gervasio "Yaca" Núñez, Neilton, Fernandes, Luís Henrique, Renan Fonseca, Ribamar, Emerson e Lizio. O volante, que marcou cinco gols no ano passado - dois pela Chapecoense e três pela Ponte Preta -, fez as pazes com a rede e quer fazer mais pelo Alvinegro.


- Venho trabalhando desde o começo para sair o gol. Dá uma aliviada, mas por outro lado aumenta a cobrança. Eu sou um cara que me cobro muito, vou querer fazer mais. Dá uma tranquilidade, mas também aumenta a minha responsabilidade. Acho que saiu na hora certa, estava merecendo já pelos jogos que vinha fazendo. Tira um peso das costas - admitiu o jogador, que até se confundiu ao ser questionado do último gol que havia feito: pensou que fosse o marcado na vitória por 2 a 0 sobre o Joinville, no Brasileiro, mas na verdade foi o que anotou no 3 a 0 sobre a Ponte Preta, pela Copa Sul Americana.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE