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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pimpão revela trabalho específico e elogia postura de Brenner: "Confiança está boa"


Autor de dois gols na derrota para o Vitória, na última rodada do Brasileiro, atacante terá a responsabilidade de substituir Roger, que é o artilheiro do Botafogo na temporada






Rodrigo Pimpão no treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

Sem Roger, que será submetido a uma cirurgia no próximo domingo para a retirada de um tumor nos rins, caberá a Brenner ficar com a responsabilidade de ser o homem-gol do Botafogo até o fim da temporada. E se depender da confiança do companheiro de ataque, Rodrigo Pimpão, ele terá totais condições de ajudar, principalmente a garantir uma vaga na Libertadores.


Após o treino da manhã desta sexta, Pimpão minimizou uma possível falta de entrosamento com Brenner e disse que eles já se conhecem dos treinamentos.


- Quando o Roger não treinava, era o Brenner. Sempre estamos treinando junto. Tenho certeza que ele me conhece e vamos nos ajudar da melhor maneira possível. A confiança dele está boa, principalmente após os gols. Já vai entrar na próxima partida sem a pressão de ter que marcar.


Desde que o time voltou a treinar na última quarta-feira, Pimpão vem trabalhando em separado. O atacante revelou na manhã desta sexta-feira que o objetivo é recuperar a perte fisico, sentida contra o Vitória.


- Contra o Grêmio tive uma pancada forte no joelho, e os exames apontaram um edema, mas não queria ficar fora. Após o jogo, tive um tempo de descanso, mas a dor continua. Faço trabalho diariamente. Contra o Vitória senti a parte física e eles (comissão técnica) resolveram manter esses trabalhos com a preparação. Amanhã já estarei treinando normalmente.


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Melhor momento na carreira

- Estou vivendo um momento muito importante da minha vida. Minha esposa está grávida. Após três anos conseguimos mais um filho. Vem uma menina ai para nos dar mais alegria. Eu espero transformar essa alegria de fora do gramado para dentro e ajudar o Botafogo da melhor maneira possível.



Pimpão com a família após o jogo do Botafogo (Foto: Marcelo Baltar)


Carinho das crianças

- Quando eu passei pelo América-RN, Vasco... Sempre tive esse meu jeito de menino. Fui torcedor e passei tive um ídolo na minha frente. Porque não atender as crianças assim? Fui no INCA (Instituto Nacional de Câncer) essa semana e fiquei muito emocionado. O mesmo carinho que dou para o meu filho tento passar para outras crianças.


União do grupo
- Quando acaba uma partida.... Depois de uma derrota você vai entrar no vestiário e ver a decepção que é. Se entrar no outro dia, parece que ganhamos a partida porque o grupo é forte, conversamos muito. Se formos lembrar do que passou, vamos manter a tristeza. Quando fomos eliminados, não nos abalamos. Ficamos tristes, sim. O importante é trazer a alegria de volta.


Libertadores

- Nosso maior objetivo é conseguir a vaga na Libertadores. Vimos como foi esse ano, o apoio da torcida, as pessoas comentando... Isso faz com que lutemos mais para entrar nessa competição novamente.


Situação de Roger
- O Roger que nos passa confiança. Um cara que acredita muito em Deus e vai sair dessa. Logo estará conosco. A gente deseja que ele se recupere o mais rápido possível.



Pimpão, Roger, Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Possível volta de Montillo
- Muito legal essa iniciativa. A gente o acompanha pelas redes sociais, vê toda dedicação para voltar. Sempre falo que o jogador quando anuncia a aposentadoria logo depois tem vontade de jogar. Se ele resolver voltar ao Botafogo, iremos acolher da melhor maneira possível


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Rio de Janeiro

Roger será operado para retirada de tumor neste domingo, no Rio de Janeiro


Procedimento será realizado pelo urologista Raphael Rocha. Somente após a operação será possível saber se o tumor é benigno ou maligno




O atacante Roger será operado no domingo, no Rio de Janeiro, para a retirada de um tumor renal. O problema foi diagnosticado em exames na semana passada. O jogador do Botafogo, de 32 anos, está fora do restante da temporada.


A cirurgia será realizada pelo médido Raphael Rocha, urologista especializado em cirurgia robótica, método a ser utilizado para a remoção do tumor. Segundo a assessoria do jogador, somente após o procedimento será possível saber se o tumor é benigno ou maligno.



Roger será operado neste domingo, no Rio de Janeiro (Foto: Agência Estado)


Contratado em dezembro, Roger é o principal goleador do Botafogo no ano. Em 49 jogos, marcou 17 gols – sendo 10 deles no Brasileirão. O centroavante ganhou projeção por se destacar nos clássicos estaduais. Foram oito gols contra os três principais rivais do alvinegro no Rio de Janeiro.


Confira a nota da assessoria do atacante

O atacante Roger, do Botafogo, fará a cirurgia para retirada do tumor localizado no polo inferior do rim direito na manhã deste domingo, 8/10, no Rio de Janeiro. A cirurgia será realizada pelo Dr. Raphael Rocha, que é urologista especializado em cirurgia robótica, método a ser utilizado para a remoção do tumor.


Segundo exames já realizados, a lesão tem um diâmetro entre 3 e 4 centímetros e ainda não há definição quanto ao seu comportamento benigno ou maligno. Esta acontecerá somente após a cirurgia.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

domingo, 1 de outubro de 2017

Jair sobre derrota do Botafogo para o Vitória: "Não posso querer matar os jogadores"


Treinador comenta virada sofrida em casa: "Ganharam na parte física. Ficamos amarrados"





Os gols de Botafogo 2 x 3 Vitória pela 26ª rodada do Brasileirão


Um adversário perigoso, problemas na parte física, lamentação com a derrota de virada sofrida no último lance, mas nada que faça ter vontade de "matar os jogadores". Essa foi a tônica da entrevista coletiva do técnico Jair Ventura após a derrota de 3 a 2 para o Vitória, neste domingo, no Nilton Santos. Os jogadores terão dois dias de folga e voltam a treinar na quarta-feira.


Confira os principais pontos abordados:
Faltou gás

- Fica muito parecido mesmo com a situação do São Paulo, mas com uma história diferente. Terminamos com um jogador a menos e duas substituições por ordem médica. Pimpão voltando de lesão, com a mão o tempo todo na posterior. Brenner cansado, precisa de ritmo. Então quando perdemos o Victor e o Carli, só fiz uma substituição tática. E Mancini foi jogando atletas descansados.



Jair Ventura Botafogo (Foto: André Durão)


Méritos do adversário

- Colocou jogadores velozes, ganharam na parte física. Ficamos amarrados. O Vitória mais leve, mais fresco, a virada foi igual contra o São Paulo, mas teve essa questão que foi diferente. Todos os times querem vencer em casa, mas o Vitória fora de casa é muito perigoso.


Hora de ter calma

- Eu acredito que quando perde não é hora de falar muito. Não falei. A gente vai ter tempo para trabalhar. Tem treinador que gosta de falar alto, quebrar tudo, a minha maneira é um pouco diferente. Vamos analisar. Não posso querer matar os jogadores, eles que vão comigo até o fim do ano.


Roger

- Com essa questão do Roger, um amigo nosso, um cara maravilhoso, supera qualquer questão no campo. A vida segue. Não vou matar meus jogadores porque perderam em casa, não. Estou aqui como o técnico que está há mais tempo na Série A, isso é porque eles fazem tudo o que eu peço.


Mais Roger


- Vai fazer falta em tudo. É uma perda irreversível. Na ausência do Carli é o capitão. Já virou meu amigo. A gente brinca que tem de ter uma distância com a imprensa e os jogadores com distância com os treinadores. Nunca saí com o Roger, mas a gente tem afinidade. É um cara que adoro, uma perda bem difícil, mas tudo que acontecer agora não será nada perto da situação de saúde. Nenhuma situação esportiva pode estar na frente da saúde. Troco qualquer coisa desse ano ou que poderemos ter pela recuperação dele. Estamos muito otimistas, ele também está. Se coloca no lugar do ser humano, um ano maravilhoso, fazendo gols, e tem de sair. Vamos dar força a ele, estamos com ele, é um cara positivo, e tenho certeza que vai tirar essa de letra.


Time segue vivo


- Os resultados vão dizer o nosso limite. Eu não vou jogar a toalha. O Carli saiu com um corte na perna, vamos usar a base, o grupo, não vou jogar a toalha não. A gente está vivo. Não trabalho com meta longa, trabalho jogo a jogo. O meu artilheiro não joga mais, o Victor não deve ser problema, o Carli não sei, temos de vez essas coisas e no final do ano a gente vê o que consegue.


Análise tática

- Cada jogo é uma história, eles fizeram gol cedo também. Se a gente não conseguisse propor o jogo em casa, não teríamos chegado até onde fomos na Libertadores. O Botafogo nunca teve um ano desse. Já perdemos jogos na transição como o Vitória fez e também propondo jogo e mantendo a bola. Cada jogo é uma história.


Sem abalo

- Motivação, emocional, peso nenhum. Aqui não tem peso, não tem lástima, quando a gente perde, não se acha o pior time do mundo. Ficamos tristes por não dar alegria à nossa torcida. O Botafogo é gigante, tem de vencer, agora emocional? Já demos a volta por cima outras vezes, não vai ser uma derrota que vai fazer a gente acabar no Brasileiro.


Brenner

- Foi bem. Atacante vive de gols e fez dois. Mas cansou, precisa de ritmo. O Pimpão também. E ficamos um pouco vulneráveis pelo cansaço desses jogadores, o que se agravou mais ainda quando ficamos com um a menos. Fez total diferença. Tenho mais de 80 jogos e não costumo dar desculpa para derrota, mas ficou evidente essa situação.


Mais sobre o rival

- Ele usa muito esse corredor central, tentamos buscar as laterais, mas marcaram bem nossos volantes. Tiveram oportunidades, o Neílton vem fazendo um grande ano como um falso 10, fica sempre flutuando. Até tentamos subir um pouco a linha para não dar tanto espaço. Não pude jogar o time mais para frente por conta das substituições que precisei fazer.


Elogios a ex-alvinegro

- O Neílton vem jogando muito bem, a gente tem um observador técnico que pedimos para listar os jogadores que estão em melhor momento, o primeiro citado foi o Neílton. Vem assumindo a responsabilidade, sendo protagonista. Sobre a semelhança do jogo no primeiro turno, em casa tiveram de sair e nos deram mais espaço. Hoje jogaram como gostam. É estratégia. O que não é proibido é permitido.


Sobre calendário da CBF para 2018


- Estamos primeiro com o objetivo de manter a equipe, ter uma base para iniciar o ano. Sobre o calendário, é ruim perder uma, duas semanas de trabalho para iniciar o ano. É péssimo. Em 2018 se vamos jogar Libertadores ou pré, não sei. Mas vamos buscar o melhor que pudermos. No fim do ano vamos ver. O futuro não sei".

Fonte: GE/Por Vicente Seda, Rio de Janeiro