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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Lateral direita em evidência no Botafogo: aprimorar setor é um dos desafios de Barroca na pausa


Fernando recebeu vaias na derrota por 1 a 0 para o Grêmio; no banco, Marcinho também é questionado. Deficiência defensiva é o principal problema




Infoesporte



A lateral direita do Botafogo é uma das dores de cabeça que Eduardo Barroca terá para superar durante a pausa para a Copa América. No último jogo antes da folga, contra o Grêmio, o setor voltou a apresentar problemas. A deficiência defensiva é a principal preocupação.


Fernando foi questionado por torcedores no Nilton Santos e recebeu vaias nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Tricolor. No banco, Marcinho também não é unanimidade entre os alvinegros, que pegaram no pé do lateral no início da temporada. Um dos desafios do técnico nas próximas semanas será aprimorar o desempenho do setor e restaurar a confiança dos atletas.


Os adversários do Botafogo têm percebido o problema. Geralmente, os ataques sofridos pelo Alvinegro se concentram por aquele lado.


O Botafogo começou a temporada com dois laterais-direitos no elenco: Arnaldo e Marcinho. O primeiro foi negociado com a Ponte Preta. Titular desde o ano passado, Marcinho já começou o ano pressionado. A principal queixa era pelas falhas na cobertura defensiva.



Marcinho tem 18 jogos pelo Botafogo na temporada — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


Na base alvinegra, Marcinho começou como meia, por isso suas características mais ofensivas. O lateral costuma subir bem ao ataque, mas sofre com investidas adversárias e a situação já vinha sendo trabalhada junto ao ex-técnico Zé Ricardo, como revelou o jovem em entrevista ao GloboEsporte.com. Na ocasião, o jogador admitiu que seu desempenho defensivo precisava melhorar.


Marcinho: 18 jogos em 2019 (aproveitamento de 53,7%)
Fernando: 9 nove jogos em 2019 (aproveitamento de 66,7%)


Com o único lateral-direito do elenco bastante cobrado, o clube trouxe Fernando, também da base alvinegra e que estava emprestado ao Lille, da França. Com menos experiência, já que não havia estreado pelo profissional do Botafogo, o atleta de 20 anos foi logo utilizado por Barroca, mas ainda precisa de "casca".


Desde que o comandante chegou ao Botafogo, Marcinho foi titular apenas uma vez - na estreia do Brasileirão contra o São Paulo. O técnico chegou a dizer que conversou com o então titular e destacou a sobrecarga do lateral. Ele citou as vaias:


- Um cara especial para todos nós e que vem com uma sobrecarga grande. Ninguém suporta entrar em campo e ser vaiado. Isso afeta diretamente o Marcinho como afetaria qualquer um.


Marcinho em 2019

6 jogos sem sofrer gol
19 gols sofridos
1 assistência
6 cartões amarelos
1 cartão vermelho


Todos já desceram, mas Marcinho segue em campo e conversa com Eduardo Barroca.


Agora o treinador terá que lidar também com a pressão sobre Fernando.


A expectativa de um jogo mais sólido defensivamente com Fernando ainda não foi correspondida. Na primeira partida em que atuou os 90 minutos, por exemplo, contra o Fluminense, o lateral sofreu: Yony González, Caio Henrique e Daniel insistiram nas ações em cima dele, que perdeu muitas bolas no setor.


Contra o Grêmio, Fernando novamente perdeu muitas disputas, e Diego Tardelli e Juninho Capixaba se aproveitaram dos espaços. No fim, com o placar adverso, as vaias surgiram quando o jogador pegava na bola. Barroca evitou comentar a atuação do lateral e assumiu a responsabilidade pela derrota.


- Entendo que o Botafogo perdeu o jogo pela coletividade, não seria capaz de falar apenas de um jogador. O Grêmio ganhou na coletividade, e a responsabilidade é minha. Preciso encontrar soluções coletivas para esse tipo de jogo. Por exemplo, o Fluminense também criou muitos problemas coletivos, mas ali a gente conseguiu vencer. Vamos tirar as lições desse jogo para a sequência.


Fernando é o líder do Botafogo no quesito faltas cometidas no Brasileirão - ao todo foram 15.



Fernando em 2019

5 jogos sem sofrer gol
4 gols sofridos
1 assistência
2 cartões amarelos
1 cartão vermelho provocado



Fernando não foi bem contra o Grêmio — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Além de preencher os espaços na defesa, Barroca tem ainda o desafio de usar mais os laterais do Botafogo no ataque. As jogadas ofensivas pelos lados não têm sido bem exploradas. Fernando ainda sobe pouco. Gilson, que chegou a aparecer bem na frente em alguns jogos, contra o Grêmio quase não foi visto no campo do adversário.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Análise: Botafogo não consegue domínio, cria pouco e faz seu pior jogo sob o comando de Barroca


Pela primeira vez com o novo treinador, time alvinegro teve menos posse de bola do que o adversário jogando em casa; em 90 minutos, apenas uma chance real de gol foi criada



Melhores momentos de Botafogo 0 x 1 Grêmio pela 9º rodada do Brasileirão 2019


Diferentemente da maioria dos jogos sob o comando de Eduardo Barroca, o Botafogo não conseguiu ter o controle da partida diante do Grêmio e foi derrotado pela primeira vez jogando em casa nesse Campeonato Brasileiro. Com menos posse de bola, o Alvinegro teve as mesmas dificuldades dos últimos confrontos: poucas oportunidades e nenhum susto ao adversário tricolor.


Em questão de posse, o jogo no Nilton Santos foi equilibrado: 49% para o Botafogo e 51% para o Grêmio.


A derrota pesa ainda mais, porque os gaúchos não puderam contar com sete jogadores considerados titulares: Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Maicon, Matheus Henrique, Luan e Everton.


Quanto às oportunidades, o Grêmio foi um pouco mais agressivo, mas nada com muito destaque. Melhor no início, o time de Renato Gaúcho se propôs a tomar a iniciativa e assustou em chegadas de Tardelli. O camisa 9 aproveitou da deficiência na marcação pelo lado direito dos cariocas e levou perigo em alguns momentos.



Tardelli incomodou no primeiro tempo, e Fernando teve dificuldades de marcação — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



O setor direito da defesa foi um dos principais problemas do Botafogo. Fernando foi envolvido pelos atacantes do Grêmio e perdeu quase todas as disputas. Barroca tentou fechar aquele lado alternando Luiz Fernando e Erik, e puxando João Paulo para ajudar na cobertura. O lateral-direito fez um de seus piores jogos com a camisa alvinegra.


Com a marcação alta do Tricolor, o Botafogo tentava se aproveitar dos erros do adversário para chegar à frente, mas não conseguiu encaixar os contra-ataques. Na tentativa de ajudar Fernando na defesa, Erik muitas vezes não conseguiu usar da sua velocidade para criar jogadas ofensivas. Pelo lado esquerdo, Luiz Fernando tentava lances individuais, mas sem êxito.




Diego Souza não se destacou contra o Grêmio — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


As principais investidas alvinegras saíam com participação de Diego Souza, que se movimentou muito, mas recebeu quase todas as bolas de costas para o gol. O camisa 7 não conseguiu sucesso quando requisitado.


Diego Souza não teve uma finalização a gol na derrota para o Grêmio.


Botafogo no primeiro tempo:

2 finalizações
1 escanteio
4 faltas

Assim como na primeira etapa, o Grêmio começou melhor o segundo tempo, mas a produção ofensiva de ambas as equipes continuou baixa. Diego Cavalieri e Paulo Victor fizeram apenas intervenções simples. Um jogo muito abaixo para o que os times poderiam apresentar.


Uma característica dos últimos jogos do Botafogo é o crescimento na etapa final. Isso não aconteceu diante do Grêmio. O time de Barroca nunca esteve perto de matar a partida. E as substituições, que geralmente surtem efeito, não ajudaram. O técnico apostou na força de três jovens da casa - Yuri, Lucas Campos e Lucas Barros - para buscar o triunfo. Pouco participaram.


Yuri foi o único que chegou perto de mudar a história do jogo: aos 46, em chute de fora da área, obrigou Paulo Victor a fazer defesa importante.



Yuri recebe e chuta. Paulo Victor voa e faz grande defesa, aos 46' do 2º tempo


Em um jogo sem emoção e com pouca criatividade, o placar foi decidido na bola parada. Aos 35, Jean Pyerre cobrou falta com capricho no canto esquerdo de Cavalieri, que não teve chance de defender.


Faltou ao Botafogo usar mais os lados do campo. Fernando foi quem desceu mais, mas sem sucesso. Do lado esquerdo, Gilson, que teve participações de destaque nos últimos jogos, pouco chegou ao ataque. O time alvinegro fez apenas três jogadas pelas laterais. Ao fim do jogo, somente uma chance real. Muito pouco para um time que buscava se manter no G-4.



Mapa de calor de Gilson contra o Grêmio; lateral pouco chegou ao ataque — Foto: Reprodução


Dos poucos que se salvaram na partida, Gabriel é um deles. O zagueiro manteve sua regularidade e mostrou a vontade de sempre e qualidade nas interceptações. Cícero também não foi mal, em especial no primeiro tempo - o volante acertou a maioria dos passes, mas não foi decisivo como vinha sendo.


Sem crise. O Botafogo encerra essa parte do campeonato - até a parada para a Copa América - com cinco vitórias e quatro derrotas, sendo que o revés para o Palmeiras será analisado pelo STJD. Um bom aproveitamento para um time que vinha de eliminações no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.


- Uma derrota não pode estragar o que a gente fez de bom nesse início. Agora é descansar para voltar para essa segunda parte do ano e buscar os pontos - destacou Fernando ao fim da partida.



Pela primeira vez, Botafogo perdeu em casa nesse Brasileirão — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Barroca agora terá um tempo maior para imprimir seu estilo de jogo ao Botafogo, que tem à sua espera uma sequência complicada de jogos após a Copa América. As três semanas serão fundamentais para o elenco trabalhar os pontos fracos. Na volta, aí sim poderemos cobrar mais desse time.


Fonte: Ge/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Atuações do Botafogo: Diego Souza passa em branco, e Gabriel vai bem na defesa


Time sofre gol em cobrança de falta de Jean Pyerre e perde por 1 a 0 para o Grêmio, no Estádio Nilton Santos




Diego Souza marcado em cima — Foto: André Durão


Gabriel
– Mais uma boa partida do zagueiro do Botafogo, que fez interceptações importantes e manteve a regularidade das últimas partidas. Nota 7,5.


Cícero – O volante é outro que teve boa participação, em especial no primeiro tempo. Acertou quase todos os passes e ajudou na cobertura da defesa. Nota 7,0.


Diego Souza – O atacante não foi bem. Diego Souza não conseguiu nenhuma finalização no jogo. Recebeu bastante bolas, mas a maioria de costas para o gol. Nota 5,5.


CONFIRA TODAS AS NOTAS:

Diego Cavalieri – 5,5

Fernando – 5,0

Carli – 6,5

Gabriel – 7,5

Gilson – 6,0

Alex Santana – 5,5

Cícero – 7,0

João Paulo – 6,5

(Yuri) – 6,5

Erik – 5,5

(Lucas Barros) – 6,0

Luiz Fernando – 5,5

(Lucas Campos) – 6,0

Diego Souza – 5,5


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro