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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Botafogo tem a dupla de zaga mais jovem entre os 20 clubes do Campeonato Brasileiro


Marcelo Benevenuto, 24, e Kanu, 23, eram os titulares alvinegros antes da paralisação do futebol brasileiro por conta da pandemia do novo coronavíru




Em 2016, Marcelo Benevenuto e Kanu conquistavam o Campeonato Brasileiro Sub-20 pelo Botafogo. Apenas quatro anos depois, são titulares da equipe principal e mostram em campo a sintonia que já existe desde os tempos de base. Os zagueiros de 24 e 23 anos, respectivamente, formam a dupla de zaga mais jovem entre os 20 clubes que disputam a Série A do Brasileirão nesta temporada.



Kanu e Marcelo Benevenuto são parceiros também fora das quatro linhas — Foto: Reprodução/Instagram


Zagas dos 20 clubes da Série A

Athletico-PR: Thiago Heleno (31) e Robson Bambu (22)
Atlético-GO: Gilvan (30) e Oliveira (24)
Atlético-MG: Igor Rabello (24) e Gabriel (25)
Bahia: Ignácio (23) e Anderson Jesus (25)
Botafogo: Marcelo Benevenuto (24) e Kanu (23)
Bragantino: Léo Ortiz (24) e Ligger (31)
Ceará: Tiago Pagnussat (29) e Luiz Otávio (31)
Corinthians: Gil (32) e Pedro Henrique (24)
Coritiba: Rhodolfo (33) e Sabino (23)
Flamengo: Gustavo Henrique (27) e Léo Pereira (24)
Fluminense: Nino (22) e Matheus Ferraz (35)
Fortaleza: Juan Quintero (25) e Paulão (34)
Goiás: Fábio Sanches (29) e Rafael Vaz (31)
Grêmio: Geromel (34) e Kannemann (29)
Internacional: Bruno Fuchs (21) e Víctor Cuesta (31)
Palmeiras: Felipe Melo (36) e Gustavo Gómez (26)
Santos: Lucas Veríssimo (24) e Luan Peres (25)
São Paulo: Arboleda (28) e Bruno Alves (28)
Sport: Adryelson (22) e Cleberson (27)
Vasco: Werley (31) e Leandro Castán (33)



Marcelo Benevenuto, zagueiro do Botafogo — Foto: Vítor Silva/Botafogo


Marcelo começou a conquistar espaço no clube em 2019, quando fez mais jogos que o titular Joel Carli. Em 2017, já havia mostrado segurança e impressionou em partidas da Copa Libertadores. Agora, é o principal jogador do Botafogo, ganhou a torcida e é titular absoluto no time de Paulo Autuori.


Kanu, por outro lado, tenta seguir os passos do amigo. Com sete jogos em 2020, o zagueiro passou a ter mais oportunidades e começou as últimas três partidas do Botafogo. Ganhou a preferência do treinador, mas a pausa na temporada impediu uma sequência maior.


Se depender dos dois, a dupla tem tudo para dar certo e marcar de forma positiva o ano do Botafogo. Amigos há anos, Marcelo e Kanu vão se dedicar para que a parceria fora de campo chegue também às quatro linhas.



Kanu, zagueiro do Botafogo — Foto: Vitor Silva/GloboEsporte.com


- A gente viveu o momento mais importante da base juntos (conquista do Brasileiro Sub-20 em 2016). Eu tenho que falar desse cara. Eu amo estar com ele dentro de campo. Amo estar com ele fora de campo. Nossos filhos brincam juntos. Temos boa leitura do que o Paulo pede - disse Kanu em entrevista recente.


Depois do Botafogo, os clubes com zagas mais jovens são Bahia (Ignácio, 23, e Anderson Jesus, 25), Atlético-MG (Igor Rabello, 24, e Gabriel, 25) e Santos (Lucas Veríssimo, 24, e Luan Peres, 25).


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro e Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Botafogo registra três títulos mundiais em site oficial e promete ir à Fifa por reconhecimento


Clube quer valorização pelas conquistas da Pequena Taça do Mundo em 1967, 1968 e 1970, e presidente afirma que buscará o "justo reconhecimento em âmbito internacional"

O Botafogo pleiteia o reconhecimento de três títulos que considera mundiais: as conquistas da Pequena Taça do Mundo de 1967, 1968 e 1970, torneio triangular sediado em Caracas, na Venezuela. O clube estuda ir à Fifa pelo reconhecimento dos troféus. A informação foi publicada primeiro pela Rádio Tupi.



Gerson foi protagonista em uma das conquistas, em 1968 — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Ao GloboEsporte.com, o presidente Nelson Mufarrej afirmou via assessoria de imprensa que, após finalizado o projeto, buscará o "justo reconhecimento em âmbito internacional". Ou seja, o aval da Fifa para que as três taças sejam, oficialmente, consideradas conquistas mundiais.


- É uma ode à nossa história gloriosa, bem como aos atletas da época, que enfrentaram grandes adversários do mundo. Uma constelação de ídolos que merece toda reverência. A história tem que ser, antes de tudo, valorizada por nós. Por isso autorizei que fosse publicado esse registro no Site Oficial. Agora, o caminho é finalizar o projeto e dar início aos trâmites em busca do justo reconhecimento em âmbito internacional. A fundamentação para o pedido foi elaborada por um grupo de pesquisadores liderado pelo Grande Benemérito Luiz Felipe Carneiro de Miranda, curador do Centro de Memória - garantiu o presidente.


As três conquistas foram incluídas na lista oficial do Alvinegro (veja abaixo) com a informação: "campeão do mundo". Os torneios já estavam registrados no site anteriormente, mas não com essa designação. A solicitação foi feita pelo grande benemérito e curador do centro de memória do clube, Luiz Felipe Carneiro de Miranda.


- Esses torneios foram disputados quando o Botafogo fazia muitas excursões. Depois de 1950, criou-se a vontade de fazer os clubes campeões do mundo. E o Botafogo conquistou nessas três edições. O presidente (Nelson) Mufarrej está nessa briga comigo e autorizou. Se vamos à Fifa é algo para se ver mais na frente, mas fizemos essa valorização interna no clube - disse o historiador à reportagem.


Clube fez atualização no site oficial — Foto: Reprodução

- A gente fez uma pesquisa detalhada por anos para perceber a importância que esse torneio tinha. Jogamos contra times de primeira linha E estamos, também, respondendo a um desejo antigo da torcida do Botafogo - completou.

Como o torneio não entregou as taças físicas aos campeões, o próximo passo no Alvinegro será a confecção desses troféus exatamente como eram. Quando prontos, serão exibidos no Centro de Memória para os torcedores.

A copa internacional disputada na capital da Venezuela foi criada logo após o Mundial de 1950, sediado pelo Brasil. O torneio foi disputado até os anos 70 e teve alguns nomes, mas ficou conhecido como Pequena Taça do Mundo. Além de equipes sul-americanas, gigantes de Espanha, Inglaterra, Itália, Portugal e de outros países do Leste Europeu. Além de seleções nacionais, como a da Argentina.

Nas três edições que participou, o Botafogo passou por clubes como Barcelona-ESP, Benfica-POR e Peñarol-URU, fora as seleções argentina e soviética. Além do Alvinegro, outros brasileiros venceram o torneio: Bangu, Corinthians, Cruzeiro e São Paulo.


Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

Em 1913, Botafogo inaugurava estádio de General Severiano com vitória sobre o Flamengo


A última partida no local aconteceu em 1974, um empate em 2 a 2 contra o Madureira


Há 107 anos, Botafogo e Flamengo iniciavam a história de um confronto que marcou o futebol carioca. No dia 13 de maio de 1913, o Alvinegro derrotava o rival por 1 a 0 em clássico que inaugurou não só a rivalidade, mas também o estádio de General Severiano, que foi a casa do clube até a década de 1970.


O jogo

A inauguração do novo campo do Botafogo marcou ainda a estreia da equipe no Campeonato Carioca daquele ano. O clássico, que teve início às 16h, foi bastante elogiado pela imprensa pelo equilíbrio e grandes chances criadas pelos rivais. Um jornal da época definiu o confronto como "titânico", conforme consta no livro "Jogos Memoráveis do Botafogo", de Auriel de Almeida.


O único gol da partida foi marcado ainda no primeiro tempo. Aos 26 minutos, Lauro cobrou escanteio, Facchine cabeceou, e Cazuza rebateu, espalmando ainda o rebote de Abelardo. Mas o goleiro rubro-negro não conseguiu impedir o chute de Mimi Sodré, que anotou o primeiro gol da história do clássico entre Botafogo e Flamengo.


Mimi Sodré, filho do governador paraense Lauro Nina Sodré, fez 42 gols pelo Botafogo entre 1910 e 1916, sendo artilheiro do Campeonato Carioca nas edições de 1912 e 1913. Também foi convocado para a seleção brasileira. Além de jogador, fez carreira na Marinha, onde chefiou a Comissão Naval durante a II Guerra Mundial.



Antigo estádio de General Severiano — Foto: Reprodução

Escalação do Botafogo: Álvaro Werneck; Pino, Edgard Dutra, Edgard Pullen, Juca Couto; Rolando de Lamare, Mimi Sodré, Abelardo de Lamare; Villaça, Lauro Sodré e Facchine.


Escalação do Flamengo: Cazuza; Gallo, Pindaro, Nery, Lawrence; Amarante, Orlando Bahiano, Alberto Borgerth; Joca Figueira, Raul de Carvalho e Del Nero.


À época, os clubes não tinham a figura do treinador, mas sim comissões técnicas, geralmente improvisadas, chamadas de Ground Committeé.


Botafogo e Flamengo se enfrentaram 371 vezes desde 1913, com 136 vitórias do Fla, 112 do Alvinegro e 123 empates.


O estádio de General Severiano

Até 1913, o Botafogo mandava suas partidas em um campo da Rua Voluntários da Pátria, em um terreno que foi alugado em 1908. Nesse local, o Alvinegro conquistou o título carioca de 1910. No ano seguinte, após confusão generalizada em um jogo contra o América com direito à invasão da torcida, dois jogadores alvinegros foram severamente punidos pela Liga Metropolitana, o que fez o clube abandonar o campeonato.


Ainda naquele ano, o terreno foi vendido pelo proprietário à prefeitura. Sem casa, o Botafogo jogou uma liga independente em 1912, ano em que alugou um terreno do Ministério da Justiça na Rua General Severiano. As obras para adaptação do local começaram em junho. Na temporada seguinte, com o novo estádio, o clube retornou ao Carioca.


Mais de três mil pessoas acompanharam o jogo de inauguração do estádio de General Severiano.



Sub-20 do Botafogo treina em General Severiano — Foto: Divulgação/Botafogo


A última partida no estádio aconteceu em 30 de novembro de 1974, um empate em 2 a 2 contra o Madureira. Três anos depois, com problemas financeiros, o Botafogo vendeu sua sede para a Vale do Rio Doce e transferiu o departamento de futebol para Marechal Hermes. O terreno foi readquirido nos anos 1990 e reestruturado. No lugar do estádio, hoje o clube tem um shopping center.


Atualmente, apenas o sub-20 e o time feminino treinam na sede. Parte da base faz suas atividades no Caio Martins, em Niterói, e a equipe principal trabalha no Nilton Santos.


*Com informações do livro "Jogos Memoráveis do Botafogo", de Auriel de Almeida.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro