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domingo, 7 de junho de 2020

Wagner se emociona e revela que quase ficou fora do Botafogo no Brasileirão de 1995


Goleiro que foi destaque na conquista nacional lembra que teve ajuda dos zagueiros Gonçalves e Gottardo para permanecer no time alvinegro naquele ano



Melhores momentos de Santos 1 x 1 Botafogo pela final do Campeonato Brasileiro de 1995


Um dos destaques do Botafogo no título brasileiro de 1995, Wagner por pouco ficou fora do time titular alvinegro naquele ano. Em live da Botafogo TV após reprise da final na Globo, o ex-goleiro se emocionou ao contar dificuldades enfrentadas na temporada anterior e revelou ajuda dos companheiros Gonçalves e Gottardo para que permanecesse no Botafogo para a campanha vitoriosa.


- Em 95 quase que eu não ia jogar. Eu tinha passado um momento adverso no ano anterior dentro do Botafogo. De 94 pra 95 eu precisava me afirmar no Botafogo e existia a possibilidade de vir uma outra pessoa pra posição. Tenho gratidão muito grande por Gonçalves e Gottardo, que pediram para o Montenegro acreditar no meu trabalho, que iria acontecer o que aconteceu.


- Eu não esqueço disso e tenho gratidão grande por vocês. Tudo que aconteceu na minha vida no Botafogo depois disso foi porque esses dois caras acreditaram e o Montenegro também. Fomos campeões e fiquei lá mais nove anos, feliz pra caramba - disse Wagner com a voz embargada.


+ Treinador, empresário e até fazendeiro: por onde andam os campeões do Botafogo de 1995



Wagner foi um dos destaques do Botafogo em 1995 — Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo


Presidente do Botafogo em 1995, Carlos Augusto Montenegro confirmou a história de Wagner e disse que uma conversa com o ex-goleiro foi fundamental para sua permanência.


- Eu não tinha como negar essa chance. Em janeiro ele me disse de forma bem clara: "Presidente, se eu ficar não passa nada" É um cara que eu sempre admirei e sou amigo.


Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Jornalista conta bastidores e curiosidades do Botafogo de 1995


Marcos Penido, repórter especial responsável pela cobertura do Glorioso para o Jornal O Globo em 1995, viu a conquista do time de coração de um ângulo privilegiado



Time do Botafogo em 1995 (Foto: Site Oficial Botafogo)



A carreira de jornalista muitas vezes dá ao profissional o privilégio de acompanhar de perto acontecimentos históricos. Na área de esportes, cobrir um título marcante do clube do coração é o sonho de qualquer profissional. Foi o que viveu o repórter Marcos Penido, responsável pela cobertura diária do Botafogo, em 1995, pelo "Jornal O Globo". Em conversa com o LANCE!, ele contou bastidores da conquista do Brasileirão daquele ano.

– O ano de 1995 foi muito especial para mim. Primeiro porque tinha feito a cobertura e vi a conquista de Brasileiros pelo Fluminense, Flamengo e Vasco. Tempos de muitas alegrias e felicidades. Vibrei com cada um, mas faltava aquele onde meu coração batia mais forte, o do Botafogo meu time de coração. – contou Penido.

O jornalista lembrou a chegada de um quase desconhecido Paulo Autuori, apelidado de "Rei Leão" pelos irreverentes Túlio e Donizete. Outros temas da conversa foram a criatividade da diretoria em um cenário de poucos recursos financeiros, as disputas no vestiário e a festa da vitória com direito a apresentação de Beth Carvalho.



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Confira a entrevista completa de Marcos Penido ao LANCE!:

Cobertura jornalística diferente na época:

Para quem está acostumado com a cobertura de hoje, onde a entrada aos treinos é permitida em determinado horário (quando permitido) e o repórter precisa se virar com os contatos via telefone ou Twitter, análises mais técnicas e comparativas, porém um pouco mais frias, naquela época era bem diferente. O contato era direto, quente, no campo e com muita amizade ou não. E isso virava meio que um balizamento. Também haviam análises táticas, em menor quantidade, e levantamento de dados estatísticos, mas não com a quantidade e variedade atual.

O Botafogo em 1995 e 'casamento' que deu certo:

O quadro que encontrei quando cheguei ao Botafogo de 1995 era interessante. Tinha um jovem presidente empolgado, inteligente e esfomeado por vitórias chamado Carlos Augusto Montenegro, trazendo toda sua bagagem do Ibope. Um pouco abaixo, o vice de futebol era um português dos mais simpáticos e rápido no gatilho da tomada de decisões chamado Antonio Rodrigues. O diretor de futebol o eficiente Edson Santana. Para culminar, o Botafogo contava com José Talarico, filho de um ex-deputado estadual, e um dos principais diretores da Pepsico proprietária da marca Seven Up. Este era um refrigerante muito conhecido nos Estados Unidos mas que no Brasil era forte apenas no sul do país. Talarico aproveitou o novo Botafogo que começava a aparecer e lançar o seu " novo produto". Um casamento que com idas e vindas deu muito certo no final.

A aposta em Autuori:


O Botafogo então tinha uma diretoria antenada, aberta, mas sem muita chance de aparecer devido a um problema de anos e que continua até hoje: a falta de dinheiro. Coube ao português Antonio Rodrigues apostar em uma jogada arriscada, a de trazer um desconhecido e jovem técnico brasileiro que começava a despontar em Portugal por seus trabalhos em dois times pequenos. Ele começava a ser olhado pelos grandes quando Rodrigues incrivelmente conseguiu convencer seus pares que embora pouquíssimo conhecido no Brasil, Paulo Autuori merecia uma chance e seria um bom nome. Autuori devolveu com sobras o investimento não só no campo quanto por suas ideias mais arrojadas para a época. Era direto, franco com domínio do grupo e conhecimento técnico. Dono de uma enorme cabeça que no meio da campanha do Brasileiro e na época da explosão do filme " Rei Leão" o fez ganhar este apelido, não se sabe se pela cabeça dos irreverentes Tulio e Donizeti ou do Beto e Sérgio Manoel.

Staff de primeira:

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O Botafogo tinha uma diretoria jovem e aberta a novas ideias, um técnico que resolveu enfrentar um enorme desafio dentro de seu país e um time de primeiro nível nos médicos Lídio Toledo e Joaquim da Matta, o preparador de goleiros Nielsen, Amildo Chirol supervisionando a parte física comandada pelo ex-jogador Ronaldo Torres. Para completar, PC, Paulão e cia formavam um time de roupeiros e massagistas da melhor qualidade. Ou seja os ingredientes estavam todos lá à exceção do dinheiro, que faz muita falta.

Início cercado de desconfianças:
Foi essa falta de dinheiro que fez o Botafogo ter dificuldade de treinar no Caio Martins. O grupo de jogadores não era tão conhecido dos torcedores e o time se virava treinando em locais variados e com pouca visibilidade. Entrou na disputa do Brasileiro cercado de grande desconfiança embora hoje todos sejam justamente conhecidos merecidamente. Mas na época Wagner sofria algumas restrições, Wilson não era visto como o bom lateral que era. A dupla de zaga com os excepcionais Gottardo e Gonçalves ganhava críticas. Na lateral esquerda, foi um custo encontrar um nome. Foi necessário improvisar André Silva. E assim ia com Autuori levando o grupo, Túlio virando artilheiro da competição e das bravatas. Era sensacional trabalhar com ele pois tinha uma exata noção de como promover um clássico com provocações sadias, coisa que me dá um pouco de saudade. Donizete com seu jeito "pantera" de ser imitando o bicho em cada comemoração de gol, a eficiência e solidariedade de Sergio Manoel. Tinha também a disposição de Beto que veio de Goiás trocado por um enorme número de chuteiras e as doidices de Iranildo, alegria do povo por sua inocência e que ficou famoso quando pediu uma Brasília Amarela, a da música dos saudosos Mamonas Assassinas, e ganhou de Montenegro em pleno final de treino.



Túlio Maravilha foi o herói da conquista (Foto: Arquivo LANCE!)

Discussões no vestiário e virada de chave:
Na medida que o time ia crescendo, aparecendo e se firmando, as brigas também iam. E o grupo de titulares acabou dividido entre a turma de Gottardo, que cobrava pagamento e prêmios em dia e a de Túlio, que recebia o grosso pela Pepsi e todo início de mês estava com o salário praticamente em dia. Como Túlio também ajudava muito a quem recorresse a ele, tinha o apoio da turma mais necessitada. Mas no vestiário as discussões comiam soltas e muitas vezes os jornalistas chegavam a ouvir quando não aparecia um de um grupo ou outro de outro grupo para fazer carga e pressionar. Isso com o time ganhando e crescendo, apesar de tudo. Na minha opinião, teve um dia que foi fundamental na conquista: Montenegro e Autuori chamaram todos jogadores para dentro do campo e a porrada verbal foi enorme. Isso na frente de todos os jornalistas e de maneira super civilizada e democrática. Ali o Botafogo cresceu para mim e juntou as mãos para conquistar o título. Pois pelo menos todos concordaram que este era o objetivo é Montenegro deixou claro que atrasado ou não todos iriam receber. O título facilitava este caminho.

Primeiro duelo da decisão:
O time fez a sua parte, suou a camisa e mostrou um trabalho individual e coletivo bonito e eficiente com uma raça fora do comum na disputa por cada bola. Como se Nenem Prancha um grande frasista e treinador de futebol que batia ponto no clube alvinegro que lembrava: " O jogador de futebol tem que ir para a disputa de um lance como vai num prato de comida. Com fome". Neném estava certíssimo e foi assim que Gottardo voou no Maracanã para colocar em vantagem contra o Santos. Giovanni, o craque da competição naquele ano, empatou e fez a torcida ficar tensa. Mas Túlio que conseguiu a proeza de fazer com que a música de Benjor feita para o rubro-negra Fio se tranformasse no " Tulio Maravilha nós gostamos de você".

Jogo de volta no Pacaembu:
No segundo jogo, no Pacaembu, Donizete entrou no sacrifício e o sufoco cresceu. Bastava ao Santos uma vitória e era o campeão. Mas havia Túlio e o gol. Ele estava impedido mas não perdoou, fez 1 a 0 e o juiz confirmou. Marcelo Passos empatou para o Santos e a pressão foi enorme. Mas Wagner estava em dia de São Wagner, Gottardo e Gonçalves só coração, Leandro Ávila errando alguns passes mas com um espírito de luta admirável. Tulio mais Tulio que nunca, Sérgio Manoel um leão, os laterais dando o melhor, Beto suor puro, Donizete no sacrifício e o time iluminado chegou lá.

Sonho realizado:

Por fim vi no campo meu sonho se concretizar. No vestiário era uma gritaria só. Abraços, Taça passando de mão em mão e os jogadores celebrando o fato de que o que poucos acreditavam agora era realidade. O voo da volta foi com música o tempo todo e Tulio chegando na cabine do piloto próximo ao Santos Dumont. O piloto informava pelo sistema de som que havia uma multidão esperando o time. E havia mesmo. Tanto que passei um dos maiores sustos. Pela janela vi um montão deles cercando o avião e soltando foguetes. Me lembro que pensei: "pronto só me falta ir pelos ares agora". Mas era um dia especial e todos puderam desfilar nos braços dos torcedores.

Festa com a 'Madrinha':

O ápice foi na festa de comemoração após a saída do Aeroporto. Um jantar super alegre com as famílias dos jogadores e nada menos nada mais que Beth Carvalho comandando o show musical. O trabalho foi complementado pós-show com matéria para o jornal onde trabalhava e voltei para a casa. Era um ser humano feliz em um dia/noite ínesquecível!



Fonte: LANCE! Fernanda Teixeira e Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 6 de junho de 2020

Destaque na Finlândia, Luis Henrique revela bastidores sobre a saída do Botafogo


Jogador diz que sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira principal



Foi na Finlândia que o jovem atacante Luis Henrique recuperou o bom futebol vestindo a camisa do HIFK. Revelado nas categorias de base do Botafogo, o jogador participou da metade da última temporada, onde fez 8 gols e deu seis assistências em 15 jogos disputados. Por conta da pandemia do novo coronavírus, Luis Henrique voltou ao Brasil e aguarda a liberação para retornar ao continente europeu.


“É um país muito bom. A temporada passada foi muito positiva. Cheguei no meio da temporada na janela de verão europeia e acabei tendo um ótimo desempenho. Foi a melhor temporada da história do clube em pontos corridos. O HIFK é o clube que tem mais torcida no país. O clássico de lá é formado pelos dois grandes de Helsinque, os maiores da Finlândia e fica sempre com estádio lotado. Minha relação é muito boa com os torcedores e a direção. A torcida é realmente apaixonada. Se eles te veem na rua querem fazer tudo para te ajudar no país e na cidade” destacou ao Tupi.fm.


Foto: Site oficial do HIFK

O campeonato finlandês estava previsto para começar no dia 13 de abril, mas teve a programação modificada em virtude da Covid-19. O país teve até o momento 6.911 casos confirmados com 322 mortes. A taxa de mortalidade é de 5,8%. Os dados são da universidade norte-americana de Johns Hopkins.

“A partir do momento em que começou a crise, começou a fechar tudo, bater de vez no mundo e cancelaram a Liga, eu voltei para o Brasil. Deram férias adiantadas e peguei o voo de volta. Desde então estou aqui esperando para retornar. A situação por lá foi bem mais tranquila em relação ao Brasil. É um país grande, no entanto bem menor que o Brasil, com menos habitantes. Por si só é um povo muito caprichoso com tudo, super higiênico, já não gostam muito do toque, da relação mais próxima, um povo mais seco, mas que tem a sua gentileza. Aqui é um país com 210 milhões de habitantes. É óbvio que vai ter mais casos e mais mortes do que outros países. Lá foi bem mais tranquilo e a situação está mais controlada. Estão abrindo praticamente tudo e os treinos voltando à normalidade. Devo retornar esse mês pra lá também” disse Luis Henrique.


Luis Henrique pertence ao Vejle, da Dinamarca. Apesar de propostas da Suécia, Bélgica e Japão, o jogador optou em estender o contrato com o clube finlandês. Luis Henrique não descarta ouvir uma boa proposta, mas afirma que o pensamento atual é se destacar no futebol finlandês para despertar o interesse de outras equipes na Europa.

“Por enquanto estou muito feliz na Europa. Fiz meia temporada com bons números e renovei o contrato. Meu vínculo pertence ao Vejle, da Dinamarca. Estou emprestado para esse time da Finlândia. Tive várias propostas da Europa, do Brasil, de grandes clubes da Suécia, mas optei em ficar por ser um projeto muito bacana. Estou muito motivado. Por enquanto não tenho vontade de voltar ao Brasil. Claro que chegando uma proposta nós vamos ouvir. Meu país, da minha família, botaria na balança com certeza, mas planejo e almejo continuar na Europa. Sou um cara na minha vida pessoal e profissional ambicioso, no bom sentido é claro. Não é ganância. Quero ser o melhor, dar o melhor independentemente do que esteja fazendo. No momento quero dar o meu melhor na Finlândia para alcançar coisas maiores, clubes maiores, países mais conceituados nos futebol. Enche-me os olhos com certeza a Inglaterra. A Premier League é uma competição Top. A Série A também da Itália é muito Top. Não tem como almejar outro lugar e esquecer onde estou agora” revelou.


Passado no Botafogo

Foto: Vitor Silva/Botafogo

Luis Henrique foi revelado nas categorias de base do Botafogo. Os gols e as boas atuações no Sub-17 despertaram os olhares no clube. Em 2015, o jogador marcou 14 gols em 10 jogos, na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil Sub-17. Luis Henrique estreou no profissional dia 3 de julho, jogou 78 minutos e marcou dois gols na goleada por 5 a 0 em cima do Sampaio Correa, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2016, começou o ano como titular, mas foi perdendo espaço e jogou pouco durante a Série A. Ao todo, ele disputou 39 partidas e marcou sete gols pelo Alvinegro.

“Tenho ótimas recordações na base e no profissional do Botafogo. Cheguei na base com 14/15 anos e disputei Sub-15, 16 e 17. Fomos vice-campeões da Copa do Brasil Sub-17, onde eu fui o artilheiro da competição. Até hoje sou o maior artilheiro dessa competição. Minha estreia no profissional foi algo mágico que eu nunca tinha imaginado ser dessa forma. Tudo muito rápido e mágico. Não tenho nada que reclamar do clube. O Botafogo é uma instituição que dá muitas oportunidades aos jovens atletas que sobem da base. Me deram a oportunidade quando eu era muito jovem e confiaram em mim. Foi muito importante para a minha formação e entrada no profissional” contou.

A relação entre jogador e Botafogo terminou de forma conturbada. O clube oficializou a saída de Luís Henrique alegando em nota que o atacante e seus empresários optaram por não renovar o vínculo. Na época houve muitas críticas em relação à conduta da mãe do atleta, apontada como grande responsável pela negociação não ter sido concretizada. Luis Henrique foi para o Athletico Paranaense, com o Botafogo mantendo 35% dos direitos econômicos. O atacante abriu o jogo e falou que a decisão de sair foi tomada de forma pessoal.

“Muito se falou na época em que eu saí do clube. Muitas não verdades foram ditas. Até hoje um imenso número de torcedores acha que foi por causa de dinheiro, empresário ou da minha família. Claro que não! Foi decisão única e exclusivamente minha. O clube tinha um projeto e eu não concordava naquele momento tão novo com esse projeto. Eu queria ficar e jogar pelo Botafogo. Também teve tem a situação que dizem que eu cobrei titularidade em contrato. Isso não existe. Atletas que ganham mundiais, completamente condecorados no mundo do futebol não fazem isso, como eu com 18 anos ia fazer. Foi até um absurdo cogitarem isso na época. Eu nunca parei para dar a minha versão sobre isso porque ia ficar a minha palavra contra a diretoria da época e não ia levar a lugar nenhum. A torcida que é apaixonada tá certa em acreditar no clube. Hoje, com 22 anos e mais amadurecido não sei se tomaria as decisões que tomei. Creio que não. Teria ficado mesmo com o projeto que me ofereceram. Mas não me arrependo de nada. Ganhei muita experiência com essa rodagem que tive e me tornei o que eu sou hoje. Estou muito feliz. Com 22 anos tenho uma cabeça completamente diferente do que poderia ter se tivesse ficado no clube. Foi uma decisão minha deixar o Botafogo, porque o Athletico Paranaense me apresentou uma proposta muito boa. E não financeiramente. Eu fui para ganhar menos no Athletico. Era novo e não pensava em dinheiro, penso em jogar até hoje. Dinheiro é consequência de um trabalho bem feito. Era um projeto que me encheu os olhos e me fez sair. Nenhum ressentimento da minha parte. O Botafogo está sempre no meu coração”. Explicou Luis Henrique.

Aos 22 anos, mesmo ainda muito jovem o jogador rodou por alguns clubes do Brasil e do exterior, como Atheltico, Grêmio, Oeste, Nacional-SP e Portugal. Luis Henrique considera que tudo se transformou em aprendizado na carreira.

“Costumo dizer que sou um cara muito afortunado. Tão novo e já vivi bastante coisa. Espero continuar vivendo muito mais ainda. Analisando agora com 22 anos se faria as mesmas escolhas do passado… não sei! Creio que não, com a cabeça e maturidade que tenho hoje. Vejo que o futebol já me permitiu ver coisas que nunca ia ter em outra carreira. Já visitei inúmeros países e morei em diversos estados. Passei por alguns clubes, tomei bastante porrada e isso foi me calejando. Vai dando bagagem ao jogador. Passa a conviver com todo tipo de pessoa, de treinador e atleta. Vai conhecendo melhor onde pode ou não pisar”.


Seleção Brasileira/Foto: EFE


Luis Henrique defendeu a Seleção Brasileira Sub-17 no Mundial em Chile em 2015. O jogador tem consciência que uma convocação para a Seleção principal está distante, mas garantiu que vai brigar para no futuro realizar o sonho de representar o país. O atacante marcou um gol na competição, de pênalti, em jogo válido pelas oitavas de final contra a Nova Zelândia.

“Sou realista. Falar pra mim em Seleção hoje sei que está muito distante. Tenho que trabalhar muito ainda, jogar muito e vou conseguir. Na época, fui para o Sub-15, 16 e 17. Claro que tenho minhas ambições. O atleta que não pensa nisso está no esporte errado, está com a cabeça errada. Penso e trabalho para isso acontecer um dia. Agora tenho outras prioridades de jogar bem e mostrar meu futebol ao mundo na Finlândia. Meu sonho representar meu país na seleção principal” finalizou.


Fonte: RÁDIO TUPI/POR THIAGO VERAS