Atacante chega por empréstimo da Portuguesa até o fim da temporada; ele foi o artilheiro da Lusa no Campeonato Carioca com cinco gols
O Botafogo anunciou na noite desta segunda-feira a contratação do atacante Chay. Ele chega por empréstimo da Portuguesa e ficará no elenco até o fim da temporada. O Botafogo tem pela frente apenas a disputa da segunda divisão. Esta é a 13ª contratação do clube na temporada.
Chay comemora gol da Portuguesa contra o Fluminense — Foto: André Durão
Chay foi o artilheiro e um dos destaques da Portuguesa na boa campanha do time da Ilha do Governador no Carioca. Ele ajudou a equipe a chegar até a semifinal contra o Fluminense e marcou os dois gols da Lusa nas partidas que eliminaram a equipe.
O jogador de 30 anos começou a carreira profissional no Canto do Rio e Bonsucesso. Após a passagem apagada pelos times de menor expressão carioca, passou três anos na Ásia, mais precisamente na Tailândia e na Malásia. Quando voltou ao Brasil, foi destaque no futebol de 7, e jogou por Botafogo, Flamengo e Fluminense.
Depois da experiência na grama sintética voltou a jogar no campo. Passou por Bela Vista-RJ, Mogi Mirim, São Gonçalo, Rio Branco-AC, até que foi para o America em 2019 e mudou para a Portuguesa na temporada passada.
A estreia na Série B de 2021 será na próxima sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Vila Nova, em Goiás.
Em sete cobranças, apenas duas foram convertidas. A primeira com Babi, contra o Moto Clube, e a segunda com Ricardinho, contra o ABC
Cesinha, Marcinho, Pedro Castro, Felipe Ferreira e Matheus Frizzo desperdiçaram cobranças pelo Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
O Campeonato Carioca acabou, e o Botafogo, agora, volta as atenções para a Série B do Brasileirão. No último compromisso, diante do Vasco, na final da Taça Rio, o Alvinegro, apesar do vice-campeonato, mostrou evolução dentro de campo e foi superior ao Gigante da Colina. No entanto, para conseguir retornar à primeira divisão do futebol nacional, o clube de General Severiano precisa corrigir alguns problemas, como o desempenho em cobranças de pênalti.
No jogo do último sábado, o Botafogo não acertou nenhuma das cobranças que tentou. O problema nas penalidades, inclusive, não é de agora. Na temporada, o Alvinegro cobrou sete pênaltis, mas acertou apenas dois, o que representa um aproveitamento de aproximadamente 28,6%.
Até aqui, em sete cobranças, o Botafogo teve sete batedores diferentes. São eles: Matheus Babi, Ricardinho, Cesinha, Marcinho, Pedro Castro, Felipe Ferreira e Matheus Frizzo. Deste total, apenas Babi, que se transferiu para o Athletico Paranaense, e Ricardinho balançaram as redes.
No entanto, apesar da eliminação nos pênaltis com um desempenho ruim nas cobranças, tanto Matheus Frizzo, um dos cobradores, e o técnico Marcelo Chamusca destacaram que a equipe treinou, sim, para essa situação. O volante afirmou que faltou competência, enquanto o treinador deu os méritos ao goleiro Vanderlei, do Vasco.
- Treinamos na quinta-feira e na sexta-feira. Os jogadores eram cobradores de pênaltis nas outras equipes que defenderam. Não houve desestabilização em nenhum momento. Cobrança de pênalti é sempre complicado de analisar. A gente não pode esquecer que o existe cobrador e o mérito do goleiro - disse Chamusca em entrevista coletiva.
- Faltou competência, treinamos bastante, eu mesmo treinei muito, bati do jeito que eu treino, mas não fui feliz. Faltou muita competência e o sentimento é de muita lamentação, porque o time merecia o resultado disse Matheus Frizzo, à TV Record.
Agora, o Botafogo volta as atenções para o Campeonato Brasileiro Série B. O Alvinegro viaja até Goiânia, onde enfrenta o Vila Nova, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, às 21h30, na próxima sexta-feira, em partida válida pela primeira rodada da competição.
Diretoria coloca pontos positivos e negativos na balança e tendência é que treinador seja mantido para a disputa da principal competição da temporada; postura no clássico pesa a favor
A evolução que tanto se cobrou do Botafogo nas últimas semanas apareceu no apagar das luzes da preparação para a Série B. No último teste antes da principal competição da temporada, o time de Marcelo Chamusca derrotou o Vasco por 1 a 0 no tempo normal, no último sábado, mas perdeu a Taça Rio na disputa de pênaltis.
O resultado final não importou, mas sim a atitude alvinegra em São Januário. Isso vai influenciar em decisões importantes da diretoria antes da estreia no Brasileiro.
Jogadores do Botafogo comemoram gol de Gilvan contra o Vasco — Foto: Vitor Silva/Botafogo
Com Gilvan e Ricardinho como novidades no time titular, o Botafogo ganhou mais experiência e foi superior ao Vasco nos 90 minutos. Em um primeiro tempo de boa intensidade, organização, pressão no campo adversário e velocidade pelas pontas, a equipe conseguiu ser mais aguda e criar mais chances. Na etapa inicial, a principal saiu em chute de Rafael Navarro após boa jogada de Ronald.
O ponta-direita, aliás, foi um dos principais jogadores do ataque alvinegro. Veloz, Ronald levou vantagem sobre a defesa vascaína e fez o Botafogo ser agressivo por aquele lado. Outro destaque foi Pedro Castro, que se apresenta como grande nome do time até o momento. O volante fez jogo lúcido e com bastante mobilidade, aparecendo em várias partes do campo. Só não foi melhor porque desperdiçou uma das cobranças.
Melhores momentos de Vasco 0 (3) x (0) 1 Botafogo pela Taça Rio
Pressionado por um bom resultado e, acima de tudo, uma atuação convincente, Marcelo Chamusca viu a bola entrar no segundo tempo para tirar um peso das costas. O gol teve influência do treinador, que escolheu Gilvan para a vaga de Sousa no clássico. O zagueiro aproveitou rebote e garantiu a vitória aos 26 minutos da etapa complementar.
Após o gol, Gilvan correu para abraçar e comemorar com o comandante.
As substituições do treinador também foram fator positivo para o time, que havia perdido "perna" no segundo tempo e chegou a ser incomodado pelo Vasco nos primeiros minutos. Chamusca foi rápido nas alterações, e o Botafogo ganhou fôlego para se impor novamente.
A evolução foi nítida, mas velhos hábitos voltaram a assombrar. Com mais objetividade, o Botafogo finalizou 15 vezes no gol de Vanderlei, mas oito foram pra fora, além de três bloqueadas. A ineficiência nas conclusões pesou, e a equipe perdeu chances de ampliar e matar o jogo. A mais óbvia foi em chute de Felipe Ferreira, que depois ainda desperdiçou também sua cobrança de pênalti.
O último clássico que o Botafogo havia vencido foi justamente contra o Vasco, há mais de oito meses: 1 a 0, pela Copa do Brasil, em 17 de setembro de 2020.
Gilvan correu para comemorar gol com Marcelo Chamusca — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Além de Pedro Castro e Felipe Ferreira, Matheus Frizzo também parou em Vanderlei nos pênaltis. Com as três cobranças defendidas pelo goleiro vascaíno, o Botafogo perdeu por 3 a 0.
- Acabamos o Carioca com um time consistente, a gente mereceu vencer nos 90 minutos, tivemos mais oportunidades, posse, controle de jogo, contra uma equipe que vai jogar a mesma divisão que nós e deve brigar por uma vaga. Vamos começar com o sentimento que podemos evoluir muito - avaliou Marcelo Chamusca após o clássico.
Chamusca fica?
A atitude do Botafogo no sábado vai refletir nas decisões do clube nesta semana. Sob análise da diretoria nos últimos dias, Chamusca ganha ponto e provavelmente terá voto de confiança para a disputa da Série B. Além da evolução, a chegada de reforços nos próximos dias é elemento importante para a aposta na continuidade do trabalho do treinador. Ele ganhará pelo menos cinco jogadores antes da estreia na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
Na última semana, a diretoria debateu a permanência do treinador, que não alcançou bons resultados na primeira parte da temporada e acabou eliminado da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca. O clube precisava de motivos para seguir acreditando no trabalho, e a avaliação da postura no clássico foi positiva. Soma-se a isso o clima bom no vestiário e a confiança dos jogadores no professor.
Em 17 jogos com Chamusca, o Botafogo teve seis vitórias, oito empates e três derrotas, o que corresponde a um aproveitamento de 50,9%.
Chamusca orienta jogadores do Botafogo em São Januário — Foto: Fred Gomes/ge
A decisão é difícil, tendo em vista o desempenho geral nos 17 primeiros jogos da temporada, e a pressão é maior com a possibilidade de apenas uma troca no comando durante a Série B, de acordo com as novas regras. Mas a balança indica a permanência de Chamusca no Botafogo.
O volume no clássico é suficiente para acreditar que o Botafogo está preparado para a Série B? Marcelo Chamusca, agora um pouco mais tranquilo, terá que provar isso a partir da próxima sexta-feira, quando o time alvinegro estreia contra o Vila Nova, às 21h30, em Goiás.