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domingo, 31 de julho de 2022

Análise: por que não repetir escalação é um problema para o Botafogo



Elenco sofre com problemas médicos mais uma vez quando teria continuidade



O Botafogo começou o segundo turno como passou toda a primeira parte do Brasileirão: com problemas médicos ou físicos que impede o técnico Luís Castro de repetir a escalação. A ausência contra o Corinthians foi o meia Eduardo, que fez o time completar o 22º jogo sob comando do treinador com mudança nos titulares.


+ Luís Castro se assusta com "excesso de adversidades"





Marçal protege a bola em Corinthians x Botafogo — Foto: Marcos Ribolli


A situação é vista pelo treinador como um problema, por vezes fora do controle do clube. As mudanças forçadas dificultam ainda mais a tarefa de dar forma a um elenco que recebeu 16 caras novas para esse ano, além de uma comissão técnica diferente.


- Para uma equipe que está em construção, é complicado. Não é que o Patrick não seja um grande jogador. É que as equipes são feitas de pequenas sociedades. Como Mezenga-Marçal-Jeffinho. Ou Tchê Tchê-Lucas Fernandes-Eduardo. Quando se desmontam essas pequenas sociedades, a equipe também se desmonta um pouco - explicou Castro.


+ Marçal fica menos de 15 minutos em campo




Veja a coletiva de Luís Castro após a derrota do Botafogo para o Corinthians (https://ge.globo.com/futebol/video/veja-a-coletiva-de-luis-castro-apos-a-derrota-do-botafogo-para-o-corinthians-10807342.ghtml)



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Reforços fazem falta

Com 12 minutos do primeiro tempo, o Botafogo perdeu os dois reforços desta janela que ganharam vagas de titulares. Eduardo foi cortado horas antes da partida. Marçal sentiu problema muscular com pouco tempo em campo. O prejuízo não foi só a repetição de time que não aconteceu, mas pelo abalo com a perda de duas peças que encaixaram rapidamente.


Luís Castro admitiu que a saída de Marçal foi um motivo determinante para o Botafogo ter o lado esquerdo da defesa bombardeado pelo Corinthians. Aquela ponta passou a ser protegida por dois garotos, Mezenga e Hugo, que não foram bem na partida.





Melhores momentos: Corinthians 1 x 0 Botafogo, pela 20ª rodada do Brasileirão 2022 (<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/U7RmcgkBxAM?start=4" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>)



Na frente, o meio de campo sofreu para abastecer os atacantes, que ficaram isolados. Até o gol do Corinthians, aos 25 minutos, os números eram equilibrados. No intervalo, porém, o time da casa já tinha tentado o dobro de finalizações em comparação com o Bota.





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Problemas menores

Ameniza a situação o fato de as questões médicas da vez não serem tão graves quanto a onda de lesões que fez estrago no elenco nos últimos tempos. Eduardo teve febre e mal-estar, situação que deve ser contornada com a semana livre de trabalho. Sobre Marçal, a primeira avaliação foi de um problema leve na perna direita, que pode nem ser uma lesão propriamente dita.




"O Botafogo não soube jogar o jogo", analisa Pedro Dep | A Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/o-botafogo-nao-soube-jogar-o-jogo-analisa-pedro-dep-a-voz-da-torcida-10807348.ghtml)



Por isso, há chance de o Botafogo conseguir colocar de novo a escalação que agradou há duas rodadas. Já que a próxima partida é no sábado, em casa, às 16h30 (de Brasília), contra o Ceará. A semana livre possibilitará, também, dar melhor forma a jogadores como Rafael, Carli e Del Piage, recém-saídos do departamento médico.



O Botafogo é o 12º colocado na tabela do Brasileirão. Com 24 pontos, a equipe pode ver a vantagem sobre a zona de rebaixamento cair para dois a depender dos resultados da rodada.


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Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — São Paulo

sábado, 30 de julho de 2022

Luís Castro cita excesso de adversidades, mas elogia o Botafogo: "Jogo aceitável e positivo"



Time carioca foi derrotado por 1 a 0 pelo Corinthians




O Botafogo foi derrotado pelo Corinthians, na Neo Química Arena, neste sábado. O resultado fez o Alvinegro carioca perder uma posição - agora ocupa o 12º lugar na tabela. Após a partida, técnico Luís Castro disse entender que a atuação de seu time foi positiva, apesar do resultado, e lamentou os muitos desfalques.


- Acho que fizemos um jogo aceitável e positivo. Não tenho dúvidas. Saio com a sensação de que foi um bom jogo, muito disputado, competitivo, com as duas equipes buscando o gol. Queríamos muito ganhar o jogo. Mas nós não temos tido estabilidade ao longo do campeonato. É sempre um entra e sai de jogadores. Vamos esperar que o segundo turno nos dê mais paz. Não é por acaso que as equipes têm elencos com quase 30 jogadores do mesmo nível. E e isso que queremos fazer no Botafogo - disse Castro.








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Minutos antes de a bola rolar, Castro perdeu Eduardo, que teve um mal-estar. Com 12 minutos de jogo Marçal sentiu a coxa e pediu para sair. Castro falou sobre os muitos desfalques que o Botafogo vem tendo ao longo do Brasileirão e a dificuldade de repetir a escalação.


- O futebol está cheio de problemas diários em relação à saúde dos jogadores. Cada vez o jogo mais agressivo, feito de duelos, cada vez os treinos são mais intensos. É um risco. Mas por outro lado se não trabalharmos o que devemos trabalhar com medo de que as coisas aconteçam... Temos que achar um equilíbrio. E o caso do Eduardo não foi um problema muscular. Ele já estava escalado, e ia repetir a equipe pela primeira vez, mas ele teve uma febre muita alta um pouco antes do jogo. Precisamos de mais estabilidade.A linha defensiva tem tido muitos problemas. Agora tivemos o Marçal. Teve o Carli, o Cuesta, o Saraiva... nunca fomos uma linha estável ao longo do campeonato - lamentou.





Luís Castro Botafogo — Foto: Marcos Ríboli



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O Botafogo volta a campo no próximo sábado, às 16h30, contra o Ceará, no Nilton Santos.



Outros trechos

Leitura do jogo

Devíamos ter perfurado mais. Deveríamos ter levado a linha de defesa deles mais para trás. Mais na profundidade e menos na aproximação. Se não houver esses movimentos de profundidade, não adianta. Não iremos furar a linha deles. Não conseguimos fazer isso. Foi o que pedi ao Matheus quando ele entrou. Quando jogamos com quatro na frente, sabia que daríamos espaços ao Corinthians. Ainda mais que o Victor Pereira tinha colocado jogadores descansados. Mas tínhamos que arriscar tudo contra uma equipe de muita qualidade. O Corinthians também nos criou muitas dificuldades. Sabíamos que eles fariam uma pressão forte no início do jogo. Abrimos o jogo com uma oportunidade com o Piazon. Criamos dificuldades ao Corinthians. Depois eles equilibraram o jogo e ficaram por cima. Depois nós ficamos por cima. Foram três chutes no gol para cada um.




Veja a coletiva de Luís Castro após a derrota do Botafogo para o Corinthians (https://ge.globo.com/futebol/video/veja-a-coletiva-de-luis-castro-apos-a-derrota-do-botafogo-para-o-corinthians-10807342.ghtml)



Perdas importantes

Perdemos dois jogadores muito importantes com 15 minutos de jogo, como já havíamos perdido o Carlos Eduardo (antes do jogo) e depois perdemos o Marçal nos minutos iniciais. Sabemos que o Marçal é fundamental pela forma como comunica com Jeffinho e com Mezenga, que são dois meninos. Ele tem essa capacidade de orientar. É natural que com a saída do Marçal tenha nos deixado com uma maior fragilidade.


Muitas adversidades

Sempre falo o que meu coração diz. Sou um treinador muito positivo. Sempre penso que vamos conseguir os objetivos e superar as adversidades. Mas confesso que tem sido demasiado. Ao longo da minha carreira nunca tive tantas adversidades como venho tendo no Botafogo. Continuo positivo e a acreditar, mas a dimensão psicológica não existe somente para os jogadores. Existe também para o treinador e para todos. Há momentos que tenho que lutar. Perdemos o Eduardo a poucos minutos do jogo. Para uma equipe que está em construção, é extremamente difícil. Não é uma missão impossível, mas é uma missão de muita dificuldade.


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Atuações do Botafogo: garotos falham em derrota, e ataque não aparece


Mezenga e Hugo levam as piores notas após o 1 a 0 para o Corinthians




Gatito Fernández: Fez defesas importantes e teve boa atuação, apesar do gol do Corinthians. Nota: 6,5.


Daniel Borges: foi pouco exigido porque o Corinthians concentrou esforços no outro lado do campo. Nota: 5,0.


Philipe Sampaio: Foi o mais regular da defesa, mas também falhou na jogada do gol. Nota: 5,0.


Lucas Mezenga: falhou na jogada que abriu o placar para o Corinthians. Pareceu perdido quando precisou fazer parceria com outro jovem pela esquerda de defesa. Foi mais estável no segundo tempo, mas o erro foi decisivo. Nota: 4,0.







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Marçal: saiu lesionado antes dos 15 minutos de jogo. Sem nota.


Tchê Tchê: Correu bastante, principalmente quando ficou como praticamente o único homem de marcação no meio. Mostrou mais serviço sem a bola do que com ela. Nota: 5,0.




Róger Guedes disputa a bola com Mezenga e Hugo — Foto: Marcos Ribolli


Patrick: Não fez bom jogo. Até tentou algumas finalizações, mas sem sucesso. Foi sacado no início do segundo tempo Nota: 4,5.


Lucas Fernandes: buscou bastante o jogo, apesar de não ter conseguido criar tanto. Jogou o segundo tempo sobrecarregado quando Luís Castro deixou só dois jogadores no meio. Nota: 5,5.



Tchê Tchê analisa atuação do Botafogo em derrota pro Corinthians: "Fizemos um jogo muito equilibrado" (https://ge.globo.com/futebol/video/tche-tche-analisa-atuacao-do-botafogo-em-derrota-pro-corinthians-fizemos-um-jogo-muito-equilibrado-10807219.ghtml)



Lucas Piazon: Jogou como ponta e como meia e teve atuação apagada. Nota: 5,0.


Jeffinho: Conseguiu fazer algumas jogadas de efeito, principalmente no segundo tempo. Não teve o mesmo brilho da rodada passada. Nota: 6,0.


Erison: Quase nenhum destaque, mas não foi por falta de esforço. Levou perigo em pouquíssimas jogadas Nota: 4,5.


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Entraram


Hugo: Precisou substituir um dos jogadores mais experientes do time e não foi bem. Foi muito atacado pelo Corinthians e cometeu erros. Para piorar, sentiu indisposição que prejudicou ainda mais a atuação. Nota: 4,0.



Luis Henrique: Tentou pela direita e pela esquerda, mas não conseguiu furar a defesa do Corinthians. Nota 5,0.


Matheus Nascimento: entrou nos minutos finais. Sem nota.


Vinícius Lopes: entrou nos minutos finais. Sem nota.


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Fonte: Por Redação do ge — São Paulo