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domingo, 18 de setembro de 2022

Botafogo vence e segundo tempo dá esperança por voos maiores no Brasileirão



Equipe de Luís Castro tem dificuldade no primeiro tempo, mas melhora nos 45 minutos finais e tem na qualidade técnica do elenco uma resposta para resultado positivo





Tiquinho e Eduardo comemoram gol do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)



Alívio. O Botafogo voltou a vencer dentro de casa após quase dois meses e superou o Coritiba por 2 a 0. O resultado, além, claro, da felicidade de um triunfo, afasta o Glorioso ainda mais da zona de rebaixamento e deixa a equipe de Luís Castro a dois pontos do G8 - a diferença ainda pode aumentar com o desenrolar da rodada.


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Dentro de campo, a equipe teve momentos distintos nos dois tempos. A etapa inicial mostrou um time ainda abaixo do que pode jogar, o que foi justamente o que aconteceu nos 45 minutos finais.


Luís Castro promoveu três substituições logo no intervalo, mas elas demoraram a surtir efeito. Na verdade, o Coritiba teve três contra-ataques perigosos - dois deles com mais jogadores do que a defesa do Glorioso - nos dez primeiros minutos, mas desperdiçou as chances.

Aos poucos, o Glorioso foi se encorpando e bateu de frente com a marcação do Coxa. O resultado foi a bola chegando mais em Tiquinho, que conseguiu servir mais os companheiros da parte ofensiva.

A qualidade individual dos jogadores falou mais alto em um momento crítico do jogo. Fernando Marçal bateu falta na cabeça de Cuesta, que cabeceou com perfeição para o fundo das redes. Minutos depois, Eduardo foi mais inteligente que a defesa do Coxa para roubar a bola e apenas rolar para Tiquinho fazer.

Mesmo com os sustos, a etapa complementar do Alvinegro, que controlou o jogo em três quartos do tempo, dá esperança por voos maiores. O grande inimigo do time é a regularidade, algo que vem perseguindo a equipe desde o começo do campeonato.


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Fonte: LANCE/Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

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Técnico português começa com surpresa no ataque e mexe três jogadores na volta do intervalo




Uma hora antes de a bola rolar para a partida contra o Coritiba, no último sábado, muitos torcedores torceram o nariz por causa da escolha de Luís Castro em começar o jogo com Júnior Santos no ataque. Outros estranharam o técnico, aos 31 minutos do primeiro tempo, falar para Danilo Barbosa, Gabriel Pires e Victor Sá se aquecerem. E por mais que nenhum dos quatro citados tenha tido participação direta nos gols do 2 a 0, foram importantes para a vitória alvinegra.


O primeiro tempo que o Botafogo apresentou no Estádio Nilton Santos - apesar da bola na trave de Júnior Santos depois de o goleiro Gabriel defender o chute - fez parecer que seria mais um daqueles jogos com sofrimento e irritação. Tanto que o time saiu de campo para o intervalo vaiado. Mas por quê?


Se Júnior Santos foi o melhor em campo, não se pode dizer o mesmo do companheiro de ataque que saiu no intervalo. Jeffinho não esteve no mesmo nível das últimas partidas no lado esquerdo do campo, tomou decisões erradas e às vezes carregou demais a bola quando poderia optar pelo passe. Além dele, o centroavante Tiquinho Soares pouco apareceu - apesar de ter mostrado até aqui ser bastante participativo fora da área - e terminou o primeiro tempo sem uma finalização sequer.


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Tiquinho ainda não perdeu com a camisa do Botafogo — Foto: André Durão


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O meio de campo também não conseguiu criar, nem construir. Por vezes buscando espaço na defesa do Coritiba, Lucas Fernandes recebia a bola no meio, rodava, olhava, procurava e optava no passe para trás. Pela explicação de Luís Castro na entrevista coletiva após a vitória, tanto Lucas quanto Tchê Tchê não acertaram o posicionamento que deveriam ter em campo.


Se pouco ameaçou, o Botafogo também não sofreu tantos riscos na etapa inicial. Nos primeiros 45 minutos do jogo, a defesa foi a parte mais consistente da equipe. Apesar de a zaga ceder uma oportunidade desperdiçada pelo Coritiba, Gatito não teve que trabalhar muito.


Substituições mudam o jogo

As mudanças promovidas por Luís Castro alteraram a partida quase que instantaneamente. Danilo Barbosa e Gabriel Pires povoaram mais o meio de campo, com o posicionamento mais adequado. Porém, o camisa 14 oriundo do Benfica errou dois passes que quase permitiram ao Coritiba abrir o placar.


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Os 13 primeiros minutos do segundo tempo foram de trocação franca, com as duas equipes tendo chances de marcar o primeiro gol. Do lado do Botafogo, Júnior Santos chutou na trave e Victor Sá recebeu um lançamento espetacular de Gabriel Pires para cabecear no travessão. No jogo, três bolas alvinegras pararam no poste paranaense. Pelo Coxa, Gatito fez defesas importantes para impedir que tivesse a rede balançada.


Conforme o tempo passava e o empate se mantinha no placar, o Bota ficava mais nervoso e afobado já que se caminhava para outro jogo em casa sem vencer, enquanto o Coritiba valorizava os minutos. Até que Marçal é derrubado no lado esquerdo de ataque e o placar final se desenvolve nos 180 segundos seguintes.


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O lateral-esquerdo lançou a bola na área e encontrou a cabeça de Cuesta, na primeira trave, que desviou e acabou com as chances de o goleiro defender. Três minutos depois, Eduardo aproveitou bobeira da zaga, roubou a bola na intermediária de ataque, entrou na área e viu Tiquinho Soares livre, que só teve o trabalho de escorar para o fundo da rede sem goleiro. Desde a estreia do camisa 9, o Botafogo tem duas vitórias e um empate.


Dali em diante foi só administrar. A festa tomou conta do Nilton Santos e até "olé" deu para ouvir nas arquibancadas do estádio. O alívio por chegar na quarta vitória em casa no Campeonato Brasileiro se deu em uma partida que o Botafogo não foi dominante. Já houve jogos na competição que criou mais que o adversário e não venceu. Mas se futebol fosse ciência exata não teria tanta graça.


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Luis Castro explica opção por Junior Santos e disputa por vaga de titular no Botafogo (https://ge.globo.com/futebol/video/luis-castro-explica-opcao-por-junior-santos-e-disputa-por-vaga-de-titular-no-botafogo-10946226.ghtml)


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Sem jogo no próximo fim de semana, a equipe alvinegra terá 11 dias antes de voltar a campo, por causa da Data Fifa. O próximo adversário do Botafogo é o Goiás, dia 28, em Goiânia, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória em cima do Coritiba, o Bota está em 10º, com 34 pontos, mas ainda pode ser ultrapassado por Santos e Red Bull Bragantino. Agora, a equipe está a seis pontos da zona de rebaixamento e também do sétimo colocado.

sábado, 17 de setembro de 2022

Luís Castro afirma não sentir alívio com vitória do Botafogo: "Em paz com nossa consciência"



Treinador concede entrevista coletiva após 2 a 0 em cima do Coritiba pelo Brasileirão



O técnico Luís Castro não quis tratar com alívio o fim da sequência sem vitórias em casa do Botafogo - o time não vencia no Nilton Santos há quatro jogos. Em entrevista coletiva após o 2 a 0 em cima do Coritiba, o treinador afirmou que o resultado é fruto do trabalho e que está com a consciência em paz por saber que o trabalho vem sendo bem feito.


- O alívio que você fala eu vi como trabalho. Com o trabalho diário. Não há alívio de nada quando estamos em paz com nossa consciência, daquilo sobre o que fazemos todos os dias. Eu sou muito questionado sobre como a torcida reage, aplaude, critica... Uma coisa que eu aprendi na vida foi fazer uma análise do que faço todos os dias. Por isso construí minha carreira com muito trabalho e vou seguir minha carreira com muito trabalho. Aquele que navega com aquilo que é o exterior jamais se encontra com o sucesso.





Luís Castro em entrevista coletiva — Foto: Davi Barros



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Luís Castro também comentou sobre a atuação e o trabalho que vem sendo feito com Jefinho.


- Eu tive um período em que trabalhei como diretor de um clube que formava clubes para a Europa e que muitos estão na seleção de Portugal. Tive muitos Jefinhos em minha mão ao longo da carreira. E tratar do Jefinho, assim como os colegas, é uma tarefa do treinador. Mas é uma tarefa fácil, não é uma tarefa complexa. Ele tem muita coisa para andar, crescer em vários níveis.




Botafogo x Coritiba — Foto: André Durão



- Tem que saber muitas coisas, assim como outros têm que fazer. Há uma coisa em volta dos jogadores jovens. Os jogadores jovens devem ser carinhados por todos e quando há toda essa envolvência, ele pensa que é uma estrela. Estrela só precisamos de só uma, que é o sol. Não há mais estrela nenhuma. A estrela tem que ser a equipe. E todos têm que perceber isso aqui dentro.


Com a vitória, o Botafogo chegou aos 34 pontos e ocupa a 10ª posição, mas pode ser ultrapassado por Santos e Bragantino ao fim da rodada. O Alvinegro volta a campo no dia 28 de setembro, para enfrentar o Goiás, na Serrinha, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.





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Confira outras respostas do treinador do Botafogo.


Diferença do primeiro pro segundo tempo

- Houve uma diferença do primeiro pro segundo tempo naquilo que foi a chegada ao gol adversário e os duelos ganhos, além do mal posicionamento que tivemos no meio de campo. Alteramos isso na segunda parte e modificamos a parte de nos posicionarmos.


Junior Santos


- Junior Santos tem movimentos mais para dentro do que o Victor Sá na ponta, que chega mais na linha de fundo. Além de ser um jogador que parte de fora pra dentro e aparece no corredor.





Luís Castro na vitória em cima do Coritiba — Foto: André Durão



Botafogo diferente do primeiro turno

- É um Botafogo diferente do que começou a temporada. Tivemos muitos jogadores que entraram nas diferentes janelas. Somos diferentes, mas ainda somos pouco consistentes naquilo que fazemos. Ainda não temos a consistência que a equipe pode atingir. Uma coisa é o lado técnico e outra é a dimensão tática. Uma coisa é o tempo, mas eu já desisti de falar do tempo. O que quero fazer é a equipe crescer cada vez mais.


Conexão com a torcida

- Vou voltar a agradecer à torcida toda a paixão que tem pela equipe. Também deixo claro que eu trabalho todos os dias para fazer uma equipe com muita dedicação. É um prazer ver a torcida feliz. Essa felicidade tem que vir não só do resultado, mas também de tudo aquilo que fazemos, mas também da seriedade que fazemos o nosso trabalho. Espero que a torcida fique muito feliz com toda a questão extracampo e não só o resultado. Aproveito para parabenizar todo o staff por todo o apoio que eles têm me dado.


Data Fifa

- Já me ouviram dizer que acho melhor times jogaram jogos seguidos. Porque o melhor treino é o jogo. Quando as equipes estão juntas há um tempo é melhor o jogo. Vamos aproveitar para solidificar algumas coisas que temos. Para nós é importante esses dias de descanso.


🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧



Fonte: GE/Por Davi Barros — Rio de Janeiro