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terça-feira, 7 de maio de 2024

Escalação do Botafogo: Eduardo segue fora, e Artur Jorge mantém "ataque móvel"



Meia sofreu pancada no pé na última semana e não tem condição para duelo com a LDU




O Botafogo chega para um dos jogos mais importantes do primeiro semestre, contra a LDU, nesta quarta-feira, às 21h30, no Nilton Santos, com uma série de desfalques importante no setor ofensivo. Sem Tiquinho e Matheus Nascimento, o treinador Artur Jorge também não poderá contar com Eduardo, que vinha ocupando o setor.




Botafogo precisa encontrar solução pro ataque após lesões (https://ge.globo.com/video/botafogo-precisa-encontrar-solucao-pro-ataque-apos-lesoes-12577187.ghtml)



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O camisa 33 se soma a uma lista extensa de jogadores que não estão à disposição para essa partida, são eles: os laterais Rafael e Marçal, e o zagueiro Pablo, além dos três já citados, todos lesionados. O volante Kauê segue afastado após ter sido denunciado por agressão pela ex-namorada.


Por outro lado, o treinador deve voltar a ter Tchê Tchê disponível para a partida. O volante ficou de fora dos últimos dois jogos com uma infecção intestinal, mas já está recuperado e voltou a treinar com os companheiros.


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Com isso, a tendência é que o português siga usando o que chamou de "ataque móvel" na partida contra a LDU na Conmebol Libertadores.



Escalação provável: John, Damián Suárez, Halter, Bastos e Hugo; Danilo Barbosa (Gregore), Marlon Freitas, Luiz Henrique e Jeffinho; Savarino e Júnior Santos.




Artur Jorge em Botafogo x Bahia — Foto: Vítor Silva/Botafogo



O Botafogo encerra uma sequência de sete partidas no Rio de Janeiro nesta quarta-feira e passará a ter uma sequência de longas viagens, com cinco de seis partidas fora de casa.


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Fonte: Por Giba Perez — Rio de Janeiro

STJD abre inquérito para investigar denúncias de manipulação de Textor, do Botafogo



Advogado do norte-americano analisa próximos passos diante de nova investigação



O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) abriu um inquérito para investigar as denúncias de possíveis manipulação de resultados de John Textor, dono da SAF do Botafogo. O norte-americano foi julgado em 1ª instância nesta segunda-feira e multado em R$ 60 mil - foi denunciado no artigo 220-A do CBJD (deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva). Além disso, ganhou prazo de cinco dias para apresentar os documentos e evidências que afirma ter.






Advogado de Textor elogia STJD ao não aplicar suspensão para norte-americano (https://ge.globo.com/video/advogado-de-textor-elogia-stjd-ao-nao-aplicar-suspensao-para-norte-americano-12574863.ghtml)



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Esta é uma mudança de postura do tribunal. Textor é denunciado pelo STJD desde o ano passado, mas se recusou a apresentar as supostas provas desde que um relatório de partidas do Brasileirão produzido pela Good Game!, empresa francesa que analisa decisões de arbitragem, foi ignorado pela entidade. A intenção do norte-americano, desde então, é mostrar evidências apenas para a Justiça Comum.


No começo de março, dias após a declaração de Textor afirmando ter "juízes gravados reclamando de não terem propinas pagas", o STJD chegou a abrir um inquérito e o intimou a depor e apresentar provas, mas a defesa do norte-americano, ainda em protesto pelo o que acontecera em 2023, afirmou que era ilegal exigir provas de corrupção. Assim, o empresário não o fez.


Desde então, a relação entre John Textor e o STJD evoluiu. Em abril, o dono do Botafogo passou horas no Tribunal, no centro do Rio de Janeiro, em uma reunião onde apresentou vídeos, áudios e documentos para Felipe Bevilacqua, vice-presidente da instituição. Neste intervalo, ele também depôs na CPI de manipulação e apostas esportivas, no Congresso Nacional.


- Acho que como qualquer um que atua tanto nas justiças esportivas, doando aqui seu tempo pra julgar, os procuradores, os dirigentes de clube, todos, acho que deveria ser o bem comum de todos, e eu espero que seja, a integridade do futebol. E se ele (Textor) tiver que colaborar com a Justiça Desportiva para que isso aconteça, é claro. Desde o dia 1 ele pediu a instauração de inquérito, que infelizmente foi arquivado. Então agora acho que acertou a Justiça Desportiva em instaurar um inquérito, e vamos começar a apurar também a manipulação no âmbito da Justiça Desportiva - afirmou Michel Assef Filho, advogado de Textor.



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- Tivemos a informação de que o procedimento (inquérito) foi instaurado a requerimento do John Textor. Ele foi instaurado, mas ainda não fomos intimados a apresentar as provas. Isso deverá ocorrer em algum momento, mas ainda não fomos (chamados) - completou o advogado.





John Textor em Botafogo x Atlético-GO — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF


Na CPI, Textor também mostrou áudios, vídeos e relatórios aos senadores. A novidade ficou por conta de uma análise sobre possível edição do VAR - uma denúncia de que o é mostrado ao público na tela de revisão do árbitro do vídeo não é 100% fiel ao que aconteceu no jogo. Com o inquérito, o norte-americano agora possui mais uma investigação em curso.


- Esse é mais um argumento nosso. Temos duas investigações em curso, tanto no ambiente criminal - onde depoimentos serão prestados, obviamente - e no âmbito da CPI, no Senado Federal. É óbvio que tem que ser respeitada essa tramitação. Dentro do que for necessário, isso será informado pela Justiça Desportiva. Apresentar provas que já foram apresentadas em outros ambientes e que correm em sigilo, se isso de fato deve ser feito no âmbito da Justiça Desportiva. Isso também vai ser observado por nós - analisou Michel.


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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Análise: 'all-in' de Artur Jorge transforma jogo controlado do Botafogo em derrota e dor de cabeça



Português colocou zagueiro Barboza de atacante em momento de domínio, bagunçou o time e viu Bahia sair com o triunfo




Uma das jogadas mais famosas do pôquer é o all-in. É quando um competidor simplesmente aposta todas as fichas que possui em uma única jogada. É o vai ou racha. Artur Jorge fez algo parecido na derrota do Botafogo para o Bahia neste domingo, pela 5ª rodada, ao alterar boa parte do desenho tático da equipe para colocar o zagueiro Alexander Barboza de atacante.







Botafogo 1 x 2 Bahia | Melhores Momentos | 5ª rodada | Brasileirão 2024


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A intenção foi aproveitar a altura de 1,92m do argentino para cruzar bolas na direção da área. Aos 37 minutos, o português tirou Damián Suárez, lateral-direito, para fazê-lo. Diego Hernandez, então ponta, foi ocupar a linha defensiva em um primeiro momento; Gregore, volante, terminou o jogo como defensor na direita.


O Botafogo, até então dono do segundo tempo, cedeu espaços para o Bahia. O momento da partida indicava muito mais um gol do Alvinegro do que o contrário, mas o bagunçado desenho feito por Artur Jorge deu a Rogério Ceni tudo que ele queria: espaço. Foi justamente no vão deixado por Diego Hernández e Gregore - perdidos em um setor que não ocupam por natureza - que Rafael Ratão entrou sozinho para marcar o gol de virada.


Foram pouco mais de 15 minutos com Barboza de centroavante. O camisa 20 acertou um passe, errou outros dois, e deu apenas uma finalização, que não ofereceu perigo para o goleiro Marcos Felipe.


A questão aqui, vale ressaltar, não é apenas a entrada do zagueiro como atacante, mas tudo que ela gerou ao time: bagunça sobre quem ocupou a lateral direita e como a equipe perdeu dinâmica no ataque porque o defensor, naturalmente, não tem a mesma rapidez que um atacante para dar passes e gerar espaços.


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Veja os lances de Alexander Barboza contra o Bahia




Zagueiro Barboza vira centroavante em Botafogo x Bahia (https://ge.globo.com/futebol/video/zagueiro-barboza-vira-centroavante-em-botafogo-x-bahia-12572804.ghtml)

Artur Jorge é um treinador que não abre mão de vencer. O português não gosta de segurar partidas para empatar, mas a aposta por um zagueiro atuando de centroavante foi como um "all-in" no pôquer. Colocou todas as fichas na mesa e transformou uma atuação de controle no segundo tempo em derrota com críticas e comentários negativos. No vai ou racha, rachou.


— Obviamente é que pensamos uma forma de chegar ao gol. Tínhamos mais bolas nos corredores, tentamos colocar mais um homem junto ao Júnior. Optamos pelo Barboza porque é alto. Tentamos ganhar o jogo, a intenção foi exatamente essa. Nos 15 minutos finais, procuramos estrategicamente montar a equipe para chegar ao segundo gol. Tenho eu que assumir essa responsabilidade. É procurar ganhar, não permitir o adversário estar no nosso meio campo defensivo - explicou o treinador.




Artur Jorge em Botafogo x Bahia — Foto: Wagner Meier/Getty Images


O primeiro tempo do Botafogo não foi dos melhores. O criativo meio-campo do Bahia teve espaço para jogar. Com superioridade numérica, um dos atletas do Tricolor sempre ficava no setor para oferecer perigo. Santiago Arias foi a principal arma, aparecendo como elemento surpresa em subidas pelo lado direito e colocando Hugo e Jeffinho com problemas na marcação. O placar é aberto justamente em pênalti cometido pelo lateral-esquerdo e convertido por Everaldo.


A única mudança de peças no intervalo foi Cuiabano em Hugo. No campo, porém, a postura mudou por inteiro. O meio-campo do Bahia já não foi tão dominante porque o time melhorou o combate na área e, com um Marlon Freitas como regente, o Alvinegro marcou um gol nos primeiros segundos, mas o lance foi interrompido por impedimento de Damián Suárez na origem do lance.


Não parou por aí. O Botafogo seguiu atacando e, aos poucos, virou dono do jogo. Com inúmeras investidas, o gol parecia questão de tempo - o que se confirmou com Jeffinho balançando as redes antes dos 20 minutos.


No jogo dos pontos, o Alvinegro ficou sem nada. Talvez por excesso de confiança, ter arriscado tudo cedo demais ou por falta de opções disponíveis no banco de reservas. Ou talvez por um pouco dos três fatores juntos.


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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro