Clube incluiu postura sobre finanças no plano do novo Regime Centralizado de Execuções aprovado pela Justiça. Consultorias ajudam a estruturar passivos cível, fiscal e trabalhista
Entre os argumentos para convencer a Justiça a refinanciar mais uma vez as dívidas, no Regime Centralizado de Execuções (RCE), o Botafogo incluiu ações e promessas que apontam para mudança de postura durante esse ano, quando uma nova diretoria assumiu o comando do clube.
Detalhes sobre as contas alvinegras do primeiro semestre e contratação de consultorias para reorganizar os passivos cível, fiscal e trabalhista estão entre os dados apresentados. Medidas tomadas para cortar custos e aumentar receitas foram divulgadas, assim como a chegada de profissionais para comandar áreas estratégicas, como futebol, finanças e marketing.
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Tudo na tentativa de virar a página e afastar a fama de mau pagador que o clube fez por merecer nos anos anteriores. Sobre isso, um ponto a favor do Bota é a projeção realista sobre as contas feita para 2021, pelo menos no primeiro semestre. A diferença pequena entre o projetado no início do ano e o realizado até julho se coloca como argumento de organização interna.
Números do Botafogo no 1º semestre de 2021 — Foto: Reprodução
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Clube promete sobra de caixa e receitas maiores
Com relação às dívidas, o Botafogo também promete postura diferente com a nova chance de financiamento. Antes de ir à Justiça, o clube contratou consultorias para ajudar a reestruturar o passivo que se aproxima de R$ 1 bilhão.
As pendências de ordem cível e trabalhista estão incluídas no RCE. A solicitação do clube foi por parcelar R$ 178 milhões em dívidas, mas o montante pode chegar a R$ 570 milhões com ações judiciais que ainda serão executadas e outras com perdas prováveis.
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Enquanto isso, o processo sobre o passivo fiscal corre em paralelo, com o auxílio de um escritório de advocacia contratado. Essa parte inclui tributos que não foram pagos pelo clube no passado. A maior parte está inserida no Profut, programa para quitar dívidas dos clubes com o poder público. A soma total passa dos R$ 330 milhões.
Acontece que a promessa e as primeiras provas de mudança dos dirigentes não é suficiente para resolver o problema do Botafogo. O clube terá que multiplicar receitas para honrar o plano aprovado na Justiça. Isso porque, segundo as regras do RCE, é preciso quitar 60% do passivo nos primeiros seis anos. O prazo final para acabar com as pendências são 10 anos.
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Fonte: Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro
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