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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Análise: Botafogo é presa fácil e não dá trabalho ao Atlético-MG em quarta derrota seguida


Equipe de Emiliano Díaz é facilmente dominada pelo adversário e falta de reação incomoda



O Botafogo chegou à quarta derrota seguida no Brasileirão em noite que o time teve um "primeiro tempo ridículo", como bem resumiu o zagueiro Marcelo Benevenuto após o revés por 2 a 1 para o Atlético-MG no Mineirão. Na realidade, os dois tempos foram ruins.



O resultado agrava a crise alvinegra no campeonato. O time se mantém na penúltima colocação e, a depender dos jogos de Vasco e Sport na 23ª rodada, pode se afundar por mais tempo na zona de rebaixamento.


Esperar uma reação do Botafogo contra o líder do Brasileirão talvez seria otimismo demais, mas o Atlético, desfalcado pela Covid-19, não precisou de muito esforço para vencer em casa. O resultado não é surpreendente, mas a postura dos cariocas é preocupante.



Atlético-MG venceu Botafogo sem muito esforço — Foto: Agência i7/Mineirão


Após três semanas de trabalho da nova comissão técnica, o Botafogo não conseguiu apresentar evolução e segue apresentando os mesmos erros, com sérias dificuldades de criação e pouca atividade no terço final.


O resto de esperança está na chegada de Ramón Díaz. Recém-contratado, o argentino ainda não treinou o Botafogo e entrou o time à sua equipe nas últimas semanas para ser submetido a um procedimento cirúrgico. A tendência é que ele esteja à beira do campo na próxima rodada, contra o Flamengo, no dia 5 de dezembro, no Nilton Santos.


Emiliano Díaz gostou do que viu no seu primeiro jogo, a derrota para o Bragantino, e manteve a base da equipe para a segunda partida, a derrota para o Fortaleza. A pouca produtividade, falta de reação do Botafogo e principalmente a parte física fizeram o auxiliar técnico mudar de ideia, e o time foi a campo com uma série de mudanças diante do Atlético.


- As mudanças que fizemos foi pela parte física. Jogamos em quase 72 horas e não teríamos ritmo. Tivemos muitas lesões e não podemos perder ninguém nesse momento- explicou Emiliano.


+ Atuações: Cavalieri defende pênalti, mas não impede derrota



Melhores momentos: Atlético-MG 2 x 1 Botafogo, pela 23ª rodada do Brasileirão


Não deu certo. O Botafogo teve pouca mobilidade no meio de campo e sofreu com a falta de criatividade. Com três volantes, o time perdeu o meio e pouco explorou a velocidade pelas pontas, com Warley e Marcinho (improvisado) nulos.


A apatia da equipe é que incomoda. O Botafogo não deu trabalho ao Atlético, que jogou sem se esforçar. Os visitantes não pressionaram, não marcaram e não tentaram reagir. Pedro Raul ganhou a vaga de Matheus Babi e não somou em nada no ataque. Foram 45 minutos de um time só jogando.


O 1 a 0 foi construído pelos mineiros no primeiro tempo sem qualquer dificuldade imposta pelo Botafogo. O segundo gol era questão de tempo e veio no início da segunda etapa. Em seguida, os cariocas diminuíram em jogada de bola aérea, o que foi pouco explorado na etapa inicial.


Mas não passou disso a tentativa de reação. Emiliano ficou incomodado com o que viu e tentou reverter as alterações que tinha pensado para o confronto. O Botafogo apresentou leve melhora, equilibrou a posse de bola, mas seguiu sem criar, sem finalizar e apostou demais na bola longa.


O Botafogo terminou o jogo com três míseras finalizações.

O resultado só não foi pior porque Diego Cavalieri defendeu pênalti cobrado por Keno, que foi derrubado na área por Marcinho. O lateral, inclusive, foi usado como ponta em seu segundo jogo na temporada, posição que já tinha exercido em 2019. Não funcionou. Apagado no primeiro tempo, voltou à função original na segunda etapa e mostrou que pode ser útil nas bolas paradas.


Entre os inúmeros desafios da nova comissão técnica, que trabalha sob enorme pressão, está tirar alguma coisa de Salomon Kalou. O marfinense não entregou praticamente nada desde que foi contratado e soma mais uma atuação ruim. A questão sobre o atacante segue a mesma: não seria a hora de testá-lo em outra formação além do ataque com dois extremos?


O Botafogo tem vivido de semanas cheias, mas a questão física segue sendo questionada. Foi um dos pontos usados por Emiliano para justificar o desempenho. Agora o time terá oito dias antes do próximo compromisso, e duas mudanças serão certeiras: o zagueiro Kanu e o lateral-direito Kevin estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo.


- Jogamos metade do jogo bem e a outra, não. Teremos mais de uma semana para trabalhar e vamos focar muito na parte física, nesse ritmo de jogo que realmente queremos - avaliou o auxiliar



Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

domingo, 3 de julho de 2016

Ricardo Gomes elogia início do Bota, mas critica: "Segundo tempo sofrível"



Alvinegro começa bem, abre dois gols de vantagem, mas cai de rendimento na etapa final e quase deixa a vitória escapar contra o Santa Cruz, em Juiz de Fora





Foi um jogo com dois tempos distintos. Avassalador no início do jogo, o Botafogo abriu vantagem, mas caiu de rendimento na etapa final e quase viu os três pontos escorrendo pelo ralo. Após a vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, em Juiz de Fora, o técnico Ricardo Gomes criticou a atuação do seu time na parte final.


- Fizemos um bom primeiro tempo, mas um segundo tempo sofrível. O Milton (Mendes) mudou o time, e ficou complicado para a gente. O juiz apita tem que ter atenção total. No jogo passado tomamos um gol e hoje foi o inverso - disse Ricardo Gomes.


Com 15 pontos, o Botafogo subiu para 15ª colocação e deixou a zona de rebaixamento. O elenco volta ao Rio de Janeiro ainda neste domingo, está de folga na segunda e se reapresenta na terça.

Ricardo Gomes criticou postura do Botafogo no segundo tempo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Confira outros trechos da entrevista.


Pimpão
O Pimpão trabalha bastante na parte tática. Isso ajuda quando jogamos com três na marcação. Vai melhorar jogando.

Gol do Santa Cruz
Não podíamos tomar o segundo e tínhamos que voltar a dominar o jogo. Isso só aconteceu aos 25. Foi difícil, pois a mexida do Milton Mendes foi muito inteligente. A queda no segundo tempo se deve muito a melhora do Santa Cruz.

Sassá
Teve uma lesão grave ano passado, voltou com muita vontade, mas ainda sente um pouco na parte física. Acredito que no próximo jogo ele já estará bem melhor.

Luis Henrique
É um jogador diferente do Sassá e do Ribamar. É um jogador mais de área. Ai você tem que colocar um esquema diferente. É finalizador

Saída da zona de rebaixamento
Fica mais leve. Só o fato de você olhar a classificação e não estar no Z-4, ajuda. Mas o que é mais importante nesse primeiro turno é somar pontos para depois ver em que você vai brigar

Camilo
Fez Inter, Atlético-MG e hoje com muita mobilidade. Decidimos que ele começaria jogando ao meio-dia. Ele tem uma boa leitura de jogo, é dinâmico e nos ajudou muito.

Leandrinho

É uma boa revelação do Botafogo e espero que ele esteja à disposição para o próximo jogo.


Fonte: GE/Por Felippe Costa/Juiz de Fora, MG