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sábado, 28 de abril de 2012

Máquina alvinegra que originou indisciplina de Jobson dedura excessos na noite

Quem opera a máquina do Botafogo é o professor de Termografia no Esporte David Mahamud
Quem opera a máquina do Botafogo é o professor de Termografia no Esporte David Mahamud Foto: Luiz Victor Lopes 

A imagem mostra as sensações termográficas do corpo do atleta
A imagem mostra as sensações termográficas
 do corpo do atleta
 Foto: Divulgação
Uma máquina de avaliação termográfica - a Flir T400 - é o marcador implacável dos jogadores do Botafogo para a final da Taça Rio. Nela, são tiradas fotos para a medição das sensações do corpo dos atletas e qualquer excesso extra-campo pode ser identificado. Além disso, o aparelho é um forte aliado do clube na prevenção de lesões. Quem cuida da máquina “X-9” alvinegra é David Mahamud, professor de Termografia no Esporte.
— Ela vem sendo muito usada pelos clubes europeus, principalmente na Espanha. Ela ajuda a minimizar o número de lesões e aponta quando podemos poupar determinado atleta das atividades ou de jogos — explica David, que guarda como “segredo de estado” outros pontos que são revelados pelo aparelho à comissão técnica, como os excessos na noite carioca — Não posso revelar se dá para ser diagnosticado, mas digamos que sim. Dá para perceber alguns excessos na noite.
O fisiologista do Botafogo, Altamiro Bottini, aprova o trabalho feito pela máquina com os jogadores do Glorioso.
— Todo o início de treino os jogadores passam pela foto. Ela identifica uma possível lesão e auxilia na prevenção. Também conseguimos identificar como está a musculatura, se ele teve uma boa noite de sono e se está relaxado para as atividades. Se a foto alegar algo estranho, chamamos o atleta e conversamos, tudo baseado no que a máquina revelou — analisa Altamiro.

Jobson se recusou a tirar as fotos

A máquina já fez sua primeira vítima no elenco. O atacante Jobson se recusou a tirar as fotos e discutiu com Altamiro Bottini. Na ocasião, a diretoria do Botafogo suspendeu e multou o atacante em 20% do salário.
Jobson se recusou a tirar fotos na máquina Flir T400
Jobson se recusou a tirar fotos na máquina Flir T400 Foto: Alexandre Cassiano 
Mas Jobson foi perdoado pela diretoria e hoje já figura entre os profissionais, a ponto de estar à disposição do técnico Oswaldo de Oliveira para a final da Taça Rio, contra o Vasco, no Engenhão. Para o fisioterapeuta, o Botafogo só tem a ganhar com este aparelho:
— Esta imagem é um dado complementar para a comissão técnica. Trabalhamos todos juntos, psicologia, nutricionista, preparadores físicos, fisioterapia e fisiologistas. Se não é identificado o que aconteceu, conseguimos perceber que tem alguma coisa errada na recuperação do atleta.


Andrezinho: Novo cobrador de pênaltis do Botafogo




OPINIÃO DE TORCEDOR - Atualizada em 28/04/2012



Minha foto
Andrezinho, no último jogo diante do Bangu, fez sua melhor partida desde que chegou ao Botafogo. Ainda aquém das expectativas para o qual foi contratado, mas bem mais próximo do que dele espera a torcida. Um jogador que se apresente e arme as jogadas, atuando com eficiência na transição da linha de defesa para o ataque. O que se espera dele é efetividade durante todo o tempo, assumindo de vez a condição de maestro da orquestra, função para a qual foi contratado.


Foi o que tentou fazer desde o começo do jogo, atuando como um verdadeiro 10. Armou e fez boas assistências pros companheiros, tentando ditar, ao lado de Fellype Gabriel e Renato enquanto esteve em campo, o ritmo do time durante os 90 minutos. Só o fato de permanecer no jogo todo o tempo já foi um grande avanço diante da imagem de fragilidade que passou à torcida desde a pré-temporada, quando problemas de esgotamento, câimbras e incômodos musculares causaram desconfiança sobre seu futuro no clube.


HOME Andrezinho - Bangu x Botafogo (Foto: Cléber Mendes)Diante do Bangu, abandonou a costumeira inibição e arriscou mais conclusões em gol, porém sem muito sucesso como já ocorrera nos jogos anteriores. Parece residir aí o problema que o perturba. Marcar o primeiro gol pelo Fogão tem deixado o jogador um tanto quanto ansioso. Se não, como explicar tamanha falta de pontaria, de potência nos chutes e precisão no arremate, após exaustivos treinamentos específicos.




Indago, nessa altura do campeonato, porque não deixa-lo bater pênaltis nos próximos jogos. Não precisa ser um pênalti daqueles que decidem partidas, vagas e campeonatos, porque daí a pressão aumentaria, e muito. Mas uma penalidade tipo a que o Loco perdeu nesse jogo. Era uma cobrança importante pois mataria o jogo, porém não decisiva.

Essa deveria ser a postura do Comando Técnico e dos próprios jogadores a partir de então, o que acabaria por matar dois coelhos com uma cajadada só e fazer as pazes de vez com a torcida que, dessa vez prestigiou o time em grande número. Andrezinho marcaria seu primeiro gol pelo Bota no tempo regulamentar e impediria que El Loco Abreu tentasse "perder" seu sétimo pênalti em oito possíveis ao longo dessa temporada. Acorda Direção!

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Felip@odf

Jádson e Maicosuel, as chaves do enigma alvinegro




Oswaldo de Oliveira conversa com Maicosuel em treino do Botafogo
Oswaldo de Oliveira conversa com Maicosuel em treino do Botafogo Foto: Jorge William / O Globo

RIO — Sem saber que minutos antes o próprio Renato confirmara sua ausência enquanto cruzava os corredores do Engenhão com o tornozelo inchado à mostra, na sala de entrevistas Oswaldo de Oliveira mantinha no ar a dúvida sobre a participação do volante diante do Vasco. A passagem do tempo, dizia, ensinara-lhe a lidar melhor com as ansiedades. Renato não é a chave do mistério alvinegro para a decisão da Taça Rio, tampouco Fellype Gabriel. Se há uma questão ainda implícita, é onde este jogará, o que vai depender da escolha do técnico do Botafogo entre o novato Jádson e Maicosuel.

Oswaldo não deu mais do que uma pista sobre qual pode ser sua opção. Em determinado momento do treino, chamou Fellype, Elkeson, Andrezinho e Maicosuel para conversar. No início da semana, Fellype já havia treinado como segundo volante, posição em que terminou a semifinal contra o Bangu. Mas, assim como fez Cristóvão na semana da semifinal contra o Flamengo, em que testou Juninho ao lado de Felipe e entrou em campo com Fellipe Bastos, nada impede que a formação titular seja a surpresa de última hora.
— Não confirmo, não — respondeu Oswaldo, à pergunta se Fellype Gabriel formaria a dupla de volantes com Marcelo Mattos. — Estou preparando o time ainda, tenho a possibilidade do Jádson, que estreou muito bem contra o Boavista. Amanhã (neste sábado), possivelmente, sai a confirmação.

Se não trata a questão como a solução de seus problemas, Oswaldo também evita dar armas para Cristóvão Borges. Apesar da larga experiência e do currículo recheado de títulos em comparação com o rival, em início de carreira, para o técnico alvinegro a importância do momento ajuda a diluir diferenças.
— Só tem uma diferença entre mim e o Cristóvão: ele jogava muito — brincou. —Vi jogos em que o Vasco passou por momentos ruins e deu a volta por cima. Ele faz manobras de jogo com autoridade.
Para Loco Abreu, a falta de Renato é um fato que deve ser tratado com pragmatismo:
— Ele é um jogador titular, experiente, com uma ótima leitura do jogo, mas temos que nos preocupar em não transformar a ausência dele em algo importante. Seja quem for o escolhido, temos que fazer suas características darem certo, pois o meio-campo é onde se ganha o jogo.

Novo cobrador de pênaltis

Embora nunca tenha deixado de ser uma liderança, o capitão precisou de um trabalho especial de recondicionamento físico para retomar a condição de artilheiro. Após os três gols contra o Bangu, a final da Taça Rio contra o Vasco é uma espécie de primeiro passo rumo a duas conquistas para Abreu: a do estadual e da condição de cobrador oficial de pênaltis, já que, nas entrelinhas, Oswaldo disse que, ao menos nos 90 minutos, a tarefa de cobrar as penalidades caberá a outro. Andrezinho é o favorito para assumir o posto.
— O cobrador já foi determinado, mas as circunstâncias do jogo podem causar mudanças — afirmou Oswaldo. Nesse caso, se Herrera estiver em campo, será o cobrador.

Nesta sexta-feira, Jóbson, Lucas Zen e Fábio Ferreira ficaram na academia, mas apenas o primeiro é problema. Jóbson voltou a sentir dores musculares e deixou de ter presença certa no banco. Oswaldo tem planos de usá-lo assim que entrar em forma. Só não quis falar do holandês Seedorf, embora tenha confirmado que o meia do Milan, que recebeu proposta oficial do Botafogo no ano passado, faz parte de um projeto de marketing do clube. Antes de planejar o futuro, o técnico só tem olhos para o presente, e nada melhor do que conquistar um inédito título em casa.
—Nossa campanha precisa de um encerramento com chave de ouro. Temos de vencer no domingo e depois mais duas vezes o Fluminense — lembrou. — A concentração dos jogadores me faz acreditar num grande jogo domingo.

Fábio Juppa - O Globo