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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Maracanã tira de times do Rio rendas que tinham no Engenhão



Os clubes do Rio de Janeiro terão condições financeiras piores no Maracanã em relação ao Engenhão. É o que se conclui pelo que foi acordo assinado pelo Fluminense, e pelas negociações em relação ao Botafogo e ao Flamengo. O time alvinegro está bem próximo de fechar um compromisso com o consórcio liderado pela Odebrecht. Já o Rubro-Negro avançou no negócio, mas ainda tem pendências para fechar o acordo.

O contrato do Fluminense prevê que apenas a receita com as arquibancadas atrás do gol, em um total de 43 mil ingressos, ficará com o clube. Ou seja, terá direito aos valores dos piores assentos, na proporção de 56% do total dos bilhetes. Camarotes, estacionamento, comida e assentos Vips serão todos do consórcio. Não terá nenhuma despesas, a não ser o desconto da Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

O Botafogo se encaminha para assinar um acordo similar, mas por um período mais curto, provavelmente de três anos até o final da Olimpíada do Rio-2016. Nas negociações, o clube alvinegro também já aceitou que não poderá usufruir dessas receitas extras como camarotes, e comida. O acerto está por detalhes e pode ser anunciado em breve, segundo apurou o blog.

No Engenhão, o clube alvinegro, obviamente, tinha muito melhores condições porque era o administrador. Ficava com quase todos os camarotes, a maior parte do dinheiro de comida e bebida, e estacionamento. Havia mais despesas como a manutenção da arena, assim como quadro móvel de funcionários, confecção de ingressos, etcs. Desta forma, o estádio era superavitário.

Mas, mesmo para a dupla Fla-Flu, as condições também eram melhores do que as do Maracanã. Os times pagavam um aluguel baixo, que giraram entre R$ 20 mil e R$ 40 mil dependendo do jogo, e ainda eram responsáveis por todas as despesas de operação.

Em compensação, os dois times tinha direito a toda a bilheteria da partida. Mais do que isso, podiam negociar oito camarotes, e tinham participação na comida, na bebida e no estacionamento. Esse foi o acordo feito com o Botafogo, que era um locatário bem mais generoso do que o consórcio Maracanã.

É por isso que o Flamengo demora a fechar com o consórcio. Argumenta que, se acertar um contrato longo, estará cedendo seu conteúdo para gerar a renda principal para o terceiro. Só que, sem o Engenhão, o poder de barganha do clube é limitado. Pode atuar algumas vezes em Brasília – de alto custo, mas de renda ilimitada -, mas sofrerá tecnicamente se não voltar a ter casa fixa. Tanto que o Flamengo também já parece menos distante de um acordo nos últimos dias.

Pode-se argumentar que houve vários jogos no Engenhão deficitários. É fato. Mas isso tem a ver mais com o difícil acesso ao estádio, em relação ao central Maracanã, do que com as condições financeiras propostas pelo Botafogo. O pouco atrativo Campeonato Carioca também contribuiu para rendas baixas.

É provável que, com o estádio novo, mais acessível e a empolgação do público, as rendas absolutas dos clubes cariocas sejam maiores no Maracanã por atrair mais público. Mas sempre haverá uma limitação e um teto para os ganhos dos times, mesmo quando tiverem campanhas boas. E seus torcedores mais abastados estarão fora de alcance em relação a obter rendas com ingressos.

O Corinthians em seu novo estádio, por exemplo, projeta obter com os camarotes e os assentos Vips uma renda similar a que ganha com boa parte das arquibancadas. A teoria é de que os ricos pagam para que não exista uma majoração tão grande nos preços dos lugares populares. Os clubes do Rio terão de ganhar com o povão.

rodrigomattos - uol

Jefferson, ao L!Net: 'Hoje penso duas vezes antes de sair'

Goleiro do Botafogo completará a marca de 300 jogos com a camisa alvinegra, domingo, contra o Grêmio, em Porto Alegre




Jefferson - Treino do Botafogo (Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)
Jefferson está prestes a completar
uma marca histórica no Botafogo
(Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)
Em 20 de setembro de 2003, Jefferson estreou pelo Botafogo, contra o São Raimundo-AM. De lá para cá, em duas passagens (de 2003 a 2005 e a atual, desde 2009), tornou-se um dos principais goleiros da história do clube, e, domingo, contra o Grêmio, vai completar 300 jogos pelo Glorioso. O camisa 1 alvinegro e da Seleção conversou com o LANCE!Net em entrevista especial que antecipa a data. E garante: deseja seguir em General Severiano por muito tempo.

Apesar das muitas sondagens recebidas, inclusive de Manchester United (ING) e Napoli (ITA), Jefferson mantém o foco no Botafogo, buscando superar as dificuldades pelos atrasos salariais.

L!Net: Hoje, você abre mão de propostas do exterior para ficar no Botafogo?

Jefferson: Sem dúvidas. Hoje tenho meu espaço no Botafogo, tenho carinho e reconhecimento. Só saio do Botafogo se for interessante para o clube.

Sabemos das dificuldades financeiras que o clube está enfrentando, das dificuldades com salários, e uma venda pode ajudar o Botafogo. Se houver uma proposta, e o Botafogo achar interessante me negociar, vamos sentar para falar sobre o assunto.


Alexandre Braz, Thiago Henrique e Vinícius Perazzini - LANCENET! 

Lodeiro busca melhor forma para crescer: 'Posso jogar ainda mais'


Jogador uruguaio é o artilheiro do time no ano, com 10 gols marcados em 23 jogos. Próximo duelo é contra o Grêmio, domingo, em Porto Alegre



Lodeiro atuou em um jogo na Copa das
Confederações (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

Lodeiro já marcou dez gols este ano com a camisa do Botafogo e deu seis assistências. Tudo isso em 23 jogos disputados na temporada. Sua importância para o time é indiscutível, tanto que na única derrota no Campeonato Brasileiro ele não esteve em campo (2 a 1 para o Bahia, em Aracaju). Depois de ficar a serviço da seleção do Uruguai, voltou a jogar na competição na vitória por 1 a 0 do Alvinegro sobre o Fluminense.

O tempo que passou na Copa das Confederações com o Uruguai tirou um pouco do seu ritmo, já que disputou apenas alguns minutos do jogo com a Espanha e atuou como titular contra o Taiti. Lodeiro tem procurado se dedicar para voltar rapidamente ao melhor de sua forma e poder produzir novamente.

- Posso jogar ainda mais. Para a minha carreira, está sendo positivo defender o Botafogo. Espero seguir crescendo em um campeonato competitivo como o Brasileiro. Se eu for bem, a sequência na seleção uruguaia vem sozinha - explicou Lodeiro.

Contra o Grêmio, domingo, em Porto Alegre, pelo Brasileiro, o Botafogo fará seu terceiro jogo sem Fellype Gabriel, negociado com o Sharjah, dos Emirados Árabes. Lodeiro reconhece a importância do jogador, mas acredita que o time está se saindo bem.
Sem dúvida, tenho vontade e estou com saudade de fazer gol. Se não acontecer e o time vencer, fico feliz do mesmo jeito. Não é um objetivo pessoal continuar sendo artilheiro, mas todo jogador gosta de fazer gols"
Lodeiro

- Oswaldo pede para eu e Vitinho atuarmos da mesma forma no ataque e na defesa. Por sorte, Seedorf e Rafael Marques ajudam e são importantes para nós. Fiquei um tempo parado na Copa das Confederações e posso sentir um desgaste maior, mas no decorrer dos jogos vai melhorar - afirmou Lodeiro.

Antes de defender o Botafogo, Lodeiro não era conhecido por fazer gols, mas por sua condição física e movimentação intensa. Artilheiro do time na temporada, ele espera voltar a balançar a rede novamente, mesmo garantindo que o mais importante é sair de campo com a vitória.

- Sem dúvida, tenho vontade e estou com saudade de fazer gol. Se não acontecer e o time vencer, fico feliz do mesmo jeito. Não é um objetivo pessoal continuar sendo artilheiro, mas todo jogador gosta de fazer gols. O importante é o momento do time, líder, crescendo na competição - afirmou Lodeiro, que fez um gol pelo Uruguai na vitória sobre o Taiti.

Por Thales Soares Rio de Janeiro