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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Mancini testa ataque com Sheik e barra três atletas em treino do Botafogo



Emerson Sheik corre em volta do campo anexo do Engenhão em seu primeiro treino pelo Botafogo Satiro Sodre/SSPress
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O técnico Vagner Mancini começou a desenhar o time que enfrenta o Internacional, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Insatisfeito com o desempenho da estreia – derrota por 3 a 0 para o São Paulo –, o treinador fez três mudanças na equipe durante atividade tática na tarde desta quinta-feira. Emerson Sheik e Zeballos formaram um novo ataque e barraram Tanque Ferreyra e Wallyson.

Além da dupla ofensiva, o Alvinegro deverá ter outra novidade em duelo contra o Colorado, às 16h do próximo domingo. O lateral direito Edilson foi para o time reserva no treinamento e deu lugar a Lucas.

Pela esquerda, o lateral Julio Cesar não treinou por causa de um torcicolo. O jovem Fabiano – volante de origem – ganhou oportunidade no time titular, mas não deve ser aproveitado. O reserva imediato é Junior Cesar, que está em fase final de recuperação de lesão no joelho direito. O ex-jogador do Atlético-MG correu em volta do gramado nesta quinta.

Este foi o primeiro ensaio de Mancini com as mudanças prometidas após a derrota para o São Paulo. Nos dias anteriores, o treinador preferiu observar mais uma vez a formação que entrou como titular no Morumbi.

Um time titular com novidades no ataque e o retorno de Lucas na lateral, porém, foi o grande destaque do trabalho desta quinta. Principal reforço para o Brasileirão, Emerson Sheik foi companheiro de Zeballos, que jogou o segundo tempo do duelo com o São Paulo.

Sheik trabalhou no time titular, mas foi desfalque durante um período da atividade. Ele teve que deixar o gramado do campo anexo do Engenhão para que pudesse assinar documentação a ser enviada para a CBF. O Botafogo reúne papéis para poder regularizar o atleta para o jogo deste domingo, no Maracanã.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro

Há uma semana no Bota, Mancini agrada elenco com nova metodologia


Gabriel acredita que o novo treinador, que gosta mais das conversas do que dos gritos, tem tentado dar uma mentalidade mais ofensiva ao time



Mancini junto com seus auxiliares, entre eles o ex-técnico
do Bota, Eduardo Hungaro (Foto: Satiro Sodré)
O técnico Vagner Mancini completou na quarta-feira uma semana no comando do Botafogo, mas, mesmo com o pouco tempo, já começou a mostrar aos jogadores como é seu estilo de trabalho. Ao contrário de Eduardo Hungaro, seu antecessor, troca os gritos por um tom mais baixo. O resultado do primeiro jogo, 3 a 0 para o São Paulo, não foi o esperado, mas a expectativa é de que o Alvinegro inicie uma fase de ascensão.

- O Vagner tem outra metodologia, a que ele implantou no Atlético-PR no ano passado. Sentimos diferença, é outro estilo de conduzir o treino e o vestiário. Cada um tem seu jeito, e, com certeza, o Botafogo vai crescer - analisou o volante Gabriel.

Nas conversas que teve até agora com os atletas, Mancini tem pedido que o time adote uma postura ofensiva. No treinamento de quarta, ele deu bastante ênfase na combinação de jogadas de ataque nas finalizações. Segundo Gabriel, isso pode ser importante.

- Ele gosta que a equipe marque e chegue com força no ataque. Nos disse que os times dele fazem muitos gols. Isso nós fizemos no ano passado, mas este ano menos. Acho que vai conseguir nos estimular. Hoje (quarta) já fez um trabalho de finalização que não vínhamos fazendo. São pequenas coisas que podem fazer diferença.

Uma das características de Mancini é iniciar a semana de trabalho para um jogo com um time e, de acordo com suas observações, fazer alterações até chegar ao que considera o mais perto do ideal. Gabriel disse que a disputa pelas vagas no time titular está aberta, e que o principal beneficiado com isso é a própria equipe.

- As disputas são sempre sadias, leais. O treinador é quem escolhe quem vai jogar. Agora estamos jogando eu e o Marcelo Mattos, mas o Bolatti tem entrado bem também. O importante é o Botafogo melhorar e voltar a vencer.

O segundo desafio de Mancini, o primeiro diante da torcida alvinegra, no Maracanã, será neste domingo, contra o Internacional. O Bota, que ainda não pontuou, precisa da vitória para iniciar sua reação.

Por Fred Huber Rio de Janeiro

Com atraso salarial na pauta principal, diretoria tenta apoiar elenco de perto


Presidente Maurício Assumpção se aproxima do time e acompanha todos os treinamentos. Gabriel acredita que problema cria responsabilidade extra para equipe



Maurício Assumpção assistiu aos treinamentos do Botafogo
nesta semana (Foto: Satiro Sodré)
Diante dos recentes maus resultados do time do Botafogo, que no domingo estreou no Brasileiro com uma derrota por 3 a 0 para o São Paulo, o atraso de salários tem sido ainda mais abordado nas entrevistas com os jogadores alvinegros. Os principais líderes do elenco estão em contato constante com a diretoria, mas ainda não há uma previsão para o pagamento.

Diante do cenário adverso, o presidente Maurício Assumpção tem ido aos treinos para acompanhar de perto todas as atividades do time. A principal dificuldade do clube é o fato de ter suas receitas bloqueadas por causa de dívidas. A solução imaginada pela diretoria é conseguir voltar ao Ato Trabalhista e a aprovação do Proforte, programa que está em votação em Brasília e que promoveria anistia de dívidas dos clubes brasileiros.

- Os mais experientes têm conversado com a diretoria, mas até agora não passaram nada. Eles estão correndo atrás, e nós estamos concentrados nos jogos. Não começamos bem a competição e precisamos vencer neste domingo. Encaramos da melhor maneira (presença de Maurício Assumpção). Nos sentimos lembrados, acolhidos. Temos certeza de que vão correr atrás para quitar - disse o volante Gabriel.

Perguntado sobre a possibilidade de o grupo não aprovar a chegada de um jogador caro como Emerson Sheik, Gabriel disse que não existe clima ruim.

- A contratação repercutiu da melhor maneira possível. O Emerson é um excelente jogador e vai nos ajudar a conquistar vitórias.

O volante reconheceu que o peso das derrotas tem aumentado por causa do atraso salarial, já que a tendência é as pessoas interligarem os problemas. Ele espera que o time consiga deixar de lado essa fase ruim e lutar pelo título brasileiro.

- A situação é complicada, mas somos homens, e isso não vai nos atrapalhar dentro de campo. Às vezes somos muito cobrados, e a responsabilidade extra pode atrapalhar. Ano passado tivemos salários atrasados, mas fomos campeões cariocas e fizemos um bom Brasileiro. Acho que agora é um momento ruim, de turbulência, mas podemos melhorar. Temos 37 rodadas para chegar ao nosso objetivo. Com os resultados aparecendo, a situação financeira pode melhorar.

O Botafogo enfrenta o Internacional neste domingo, às 16h, no Maracanã, e busca os três primeiros pontos para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Por Fred Huber Rio de Janeiro