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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Fanático, botafoguense gasta R$ 500 mil para decorar casa e bar em Minas


Apaixonado pelo Glorioso, Sérgio Coelho investe pesado para deixar tudo com a cara do Fogão em Juiz de Fora. "Não me arrependo do que gasto com o Botafogo", diz



TAL PAI, TAL NORA

Sérgio tatuou o escudo do Botafogo no braço (Foto: Bárbara Almeida)
Escova de dente, quadros, teto, piso, paredes, sauna, relógio, xícara, almofadas, mesa e até uma descarga. Na casa e no bar do mestre de obras Sérgio Coelho Sarte, de 52 anos, tudo é do Botafogo. As cores do alvinegro decoram o ambiente construído por ele no Bairro Vitorino Braga, em Juiz de Fora, no interior de Minas.


O bar de Sérgio é reduto de alvinegros em dia de jogo e não por coincidência leva o nome de uma criatura presente na história do clube: Biriba, o cachorrinho do presidente Carlito Rocha, mascote do título carioca de 1948. Nas paredes, vários artigos remetem ao clube. Orgulhoso, o proprietário mostra a tatuagem do escudo do Glorioso no braço e conta que já gastou R$ 500 mil decorando a casa e o bar com quadros, fotos e objetos nos muitos anos acompanhando o time do coração.


– Não me arrependo do que gasto com o Botafogo. Tenho um cordão em ouro para homenagear o time que custou R$ 20 mil. Eu nem uso, mas tenho guardado comigo. Uma vez, um garoto passava pela rua com uma camisa do time que eu ainda não tinha, então eu o chamei e comprei a camisa que ele vestia. Depois eu dei outra camisa a ele. É um amor sincero, eu não sofro se o time perde, nunca passei mal em jogos. É um gostar sem esperar algo em troca, sabe? – contou.

Teto da casa foi planejado com escudo do alvinegro (Foto: Bárbara Almeida)

Sérgio acredita que o título alvinegro já poderia ter vindo nas rodadas anteriores. Mesmo chateado com a goleada diante para Santa Cruz no Engenhão, o botafoguense enxerga um lado positivo no adiamento da confirmação do título, que pode sair na sexta-feira, às 21h30, contra o ABC, no Mané Garrincha.


– Deus escreve certo por linhas tortas. Vai ser muito justo o time confirmar o título com o Jefferson no gol. Ele foi o único jogador mantido no elenco do rebaixamento, sempre foi grato ao Botafogo e não esteve presente no jogo do acesso por estar na Seleção. Sexta ou depois, se a gente levantar o título com o Jefferson, vai se fazer justiça a quem escolheu permanecer no clube – elogiou.


Nascido no Rio de Janeiro e há 40 anos morando em Juiz de Fora, Sérgio demorou cinco anos para construir a casa e o bar do jeito que pretendia. Sauna, quartos, banheiros, viveiro e teto foram decorados a dedo.


– Aqui em casa tudo tem que ser preto e branco. O Botafogo é o amor da minha vida. Eu planejei essa casa por muitos anos e hoje ela está quase do jeito que eu quero. Falta só colocar o escudo na piscina e pintar a fachada da casa, que hoje é verde – detalhou.

Banheiro e sauna não escapam: tudo na casa de Sérgio leva as cores do clube (Foto: Bárbara Almeida)

Sérgio mora com a esposa, Rosane Nery de Castro Sarte, na residência acima do bar que ele administra em Juiz de Fora. Apesar de não ser torcedora do Botafogo, ela diz que acha a decoração preta e branca de muito bom gosto e que nunca se opôs às vontades do marido. A única coisa que ela não quer é a fachada toda alvinegra.


– Ah, eu fico com o trabalho pesado, que é limpar todos os milhares de objetos do Botafogo que tem aqui em casa. Mas eu gosto, faço com prazer. Acho bonita a decoração preta e branca, eu nunca coloquei empecilho quanto a isso. Só não queria que a fachada fosse preta e branca porque tenho medo do pessoal dos time rivais jogar tomate e ovo nas paredes – disse a dona de casa de 52 anos.


Enquanto passa o tempo no bar, Sérgio aproveita para receber os amigos. O casal também tem um cachorro. O nome? Garrincha.


– O bar é mais um hobby mesmo. Aqui o pessoal vem e assiste comigo a todos os jogos. Já o Garrincha é o meu amor, ele late quando o Botafogo faz gol e é preto e branco também. Ele é filho de um antigo cachorro que eu tinha que chamava Foguinho – lembrou.

Bar recebeu o nome de Biriba em homenagem ao mascote do time (Foto: Bárbara Almeida)
TAL PAI, TAL NORA

O amor pelo Botafogo também passou para o único filho do casa, Victor de Castro Sarte, de 31 anos. Funcionário público, ele também sabe tudo sobre a história do time e se declara fã de Loco Abreu. A paixão é tão grande, que até a esposa Ariela teve que ser convertida antes do casamento.


– Quando ele foi casar, a única coisa que eu pedi foi que a esposa dele, que era flamenguista, torcesse pelo alvinegro. Seria muito ruim se nas reuniões de família e durante os jogos ela ficasse torcendo contra o Botafogo. Ela entendeu e hoje ama o Botafogo também – declarou Sérgio.


Ariela Rocha Sarte confirma a versão do sogro e afirma que, quando decidiu virar a casaca, deixou o pai chateado.


– Quando eu conheci o Victor, eu era Flamengo. Na verdade, a minha família inteira era e eu também torcia, tinha camisa e tudo. Foi aí que eu conheci o Victor e a família dele me influenciou. O seu Sérgio me disse que para entrar para a família, teria que virar botafoguense. Acabou que eu virei. Na época, meu pai não gostou muito, mas acabou aceitando (risos) – brincou Ariela.


Quem se deu bem com tudo isso foi Victor, que conseguiu uma esposa botafoguense para a família. A criação junto do pai e o fanatismo pelo Botafogo trazem boas recordações ao alvinegro, que destaca um momento e um ídolo especial na história do Glorioso.


– Aqui em casa todos nós amamos o Botafogo. Tenho muito orgulho de ter nascido em um lar botafoguense. Eu nasci vendo e ouvindo as histórias do meu pai com o time. Sei toda história do clube, e o jogador que passou pelo time que mais gosto é o Louco Abreu. A cavadinha dele é inesquecível – lembrou.

Anjo das pernas tortas: foto fica na área de lazer da casa (Foto: Bárbara Almeida)

Victor aprendeu a amar Botafogo com o pai (Foto: Bárbara Almeida)

Para casar, noiva de Victor teve que se converter ao Botafogo (Foto: Bárbara Almeida)

Escova de dente também é em homenagem ao time (Foto: Bárbara Almeida)


Torcedor fanático perdeu as contas de quantas camisas tem do clube (Foto: Bárbara Almeida)


Por Bárbara Almeida e Bruno Ribeiro Juiz de Fora, MG/GE

Garçom da Série B, Luisinho, do Santa Cruz, entra no radar do Botafogo


Um dos destaques de jogo do último sábado, no Estádio Nilton Santos, meia de 24 anos impressiona comissão técnica alvinegra






Luisinho pode ser novidade do Botafogo na próxima
 temporada (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
O Botafogo observa com atenção nomes pouco conhecidos em clubes da América do Sul para reforçar sua equipe em 2016. Mas, ao mesmo tempo, analisa talentos que se destacam na Série B deste ano. Um deles é o meia Luisinho, do Santa Cruz, que está na mira do Alvinegro para a próxima temporada.


O jogador tem 24 anos e é uma das revelações do Campeonato Brasileiro. Luisinho lidera o ranking de assistências na competição, brigando com o alvinegro Daniel Carvalho. Foram 11 no total, sendo que a última delas foi para o segundo gol do Santa Cruz na vitória sobre o Botafogo, no último sábado, no Estádio Nilton Santos(assista ao vídeo abaixo). Luisinho, aliás, não fica atrás quando se trata de fazer os gols. Ele marcou sete na Série B – o mesmo número do centroavante Grafite – e fica atrás apenas de Anderson Aquino, com 10.




A atuação de Luisinho no sábado chamou ainda mais a atenção da comissão técnica do Botafogo, que já vinha observando o jogador com carinho. Ele tem contrato com o Santa Cruz até dezembro, o que possibilita uma transferência sem custos para o clube em 2016. Os primeiros contatos foram feitos com os representantes do atleta, mas, por ora, a diretoria alvinegra não confirma e não se pronuncia sobre o assunto. No entanto, no clube comenta-se a possibilidade do envio de uma proposta oficial na próxima semana.


Nascido em Curitiba, Luisinho atuou na base do Goiás e estreou como profissional no Paraná Clube, pelo qual atuou até o ano passado. Em seguida foi emprestado ao Bragantino, e, no primeiro semestre de 2015 defendeu o Atlético-GO antes de ser contratado pelo Santa Cruz.


A lista de possíveis reforços do Botafogo conta com o meia argentino Emiliano Vecchio e com o atacante paraguaio Julián Benítez. Outra possibilidade estrangeira para o ataque é Viatri, do Banfield, que foi oferecido. O meia Camilo, da Chapecoense, foi procurado pelo clube, mas ainda não houve um acerto salarial.


Por Gustavo Rotstein e Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE

À procura de volantes, Botafogo pode contratar equatoriano


Pedro Larrea, típico camisa 5, interessa ao Glorioso e pode fechar acordo



Pedro Larrea em ação pela Liga de Loja (Conmebol)
Pedro Larrea em ação pela Liga de Loja (Conmebol)


O Botafogo está à procura de um típico camisa 5 para o próximo ano e já encontrou um candidato: Pedro Larrea. O equatoriano de 29 anos, que defende a LDU de Loja (Equador) e também a seleção daquele país interessa ao Glorioso e pode vestir a camisa alvinegra em 2016. A informação foi divulgada inicialmente pela Rádio Tupi e confirmada pelo Lance!.


Pedro Larrea se enquadra no perfil que o Alvinegro está interessado: um jogador de marcação, experiente e com perfil de liderança. Ele recebe um salário considerado dentro dos padrões do clube e tem boas chances de acertar com o Botafogo.


O cabeça de área foi campeão da Libertadores em 2008, pela LDU de Quito, em pleno Maracanã, em vitória nos pênaltis, sobre o Fluminense.


Como já deu para perceber nas primeiras negociações, o Botafogo investiu forte na busca por jogadores sul-americanos para 2016. O sucesso de Navarro e os salários mais baixos do que os padrões brasileiros pesaram nesta decisão.


Neste ano, o Botafogo contratou o uruguaio Bazallo para a posição de volante marcador, mas o técnico Ricardo Gomes não aproveitou o atleta nos jogos.

Fonte:Lancenet