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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Câmara aprova urgência e deve votar congelamento de dívidas do Profut


Projeto de lei do deputado Arthur Maia (DEM-BA) prevê suspensão das dívidas durante período de pandemia e redução em 50% valor do pago a atletas em caso de rescisão



Deputados devem votar em breve a PL, que agrada clubes e CBF, mas é desaprovada por jogadores (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputado/Divulgação Agência Senado)


A legislação do futebol brasileiro pode ter novos rumos em breve. Na última terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência do projeto de lei 2125/2020, que solicita o congelamento das parcelas do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) enquanto durar a calamidade pública. O PL prevê também redução de 50% do valor pago a jogadores em caso de rescisão de contrato unilateral com os clubes. Ainda não há definição de quando o assunto entrará em pauta entre os parlamentares.

Criado pelo Governo Federal em 2015, o programa tenta garantir o parcelamento de dívidas fiscais e consolidar a transparência nas finanças da gestão de entidades esportivas.

O requerimento é de autoria do deputado Arthur Maia (DEM-BA), com o objetivo de durar até 31 de dezembro. Ele ponderou que a pandemia do novo coronavírus impede a realização de jogos e campeonatos, causando perda na arrecadação dos clubes e gerando dificuldades para quitar os débitos.

Maia frisa que a suspensão não implicará na rescisão do parcelamento.


"Os recursos que seriam destinados ao pagamento das parcelas suspensas (...) devem ser utilizados pela entidade de prática desportiva para o adimplemento de remuneração de empregados que percebam remuneração até duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social", prevê o projeto.

Caso seja aprovado, o projeto de lei seguirá para o Senado e, de lá, para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Apresentado na quinta-feira passada, o projeto de lei conta com o apoio da CBF e dos clubes, de acordo com o "Globo Esporte". Contudo, tem encontrado resistência entre os jogadores de todas as divisões nacionais, além de sindicatos e da Federação Nacional de Atletas Profissionais (Fenapaf).

A contestação é em relação à redução de 50% na cláusula compensatória em caso de rescisão contratual. O senador Romário (PODE-RJ) manifestou-se nas redes sociais em oposição.


Fonte: LANCE!Brasília (DF)

Presença de Honda no Botafogo mobiliza comunidade japonesa no Rio


Em entrevista ao LANCE!, Cônsul-Geral Adjunto do Japão na capital fluminense falou sobre os efeitos da chegada do astro internacional sobre os compatriotas residentes no Brasil 



Vítor Silva/Botafogo


A chegada de Keisuke Honda ao Botafogo, no início de fevereiro, com direito a festa no aeroporto e na apresentação no Estádio Nilton Santos deixou milhares de botafoguenses eufóricos Brasil afora. Além dos torcedores alvinegros, um outro grupo também sentiu o impacto de ter um astro internacional do esporte por perto, a comunidade de japoneses residentes no Rio de Janeiro. O LANCE! conversou com o Cônsul-Geral Adjunto do Japão na capital fluminense, Hiroshi Teramichi, para saber o que pensam os compatriotas do novo ídolo do Glorioso. Antes da paralisação do futebol pela pandemia do COVID-19, a mobilização era grande.


– Ainda não podemos saber com precisão qual será o impacto da chegada do Honda sobre a comunidade japonesa, mas posso contar sobre a minha família, o que acredito que seja um exemplo. Tenho uma esposa e dois filhos, uma menina de nove anos e um menino de sete. Minha esposa não tem time, o mais velho torce para o Athletico-PR e o mais novo é flamenguista. Fomos juntos na apresentação no Nilton Santos. Vimos que a loja já tinha as camisetas dele e compramos quatro. Eu e minha esposa já viramos Botafogo. Tenho certeza que todos os japoneses estão torcendo por ele, independente do clube que torçam – contou Teramichi.


Com a experiência de quem acompanha de perto os desafios de um japonês recém-chegado ao Brasil, o Cônsul-Geral Adjunto aposta em uma rápida adaptação do craque à Cidade Maravilhosa e ao país. 


– A adaptação de um japonês ao Rio de Janeiro não é muito difícil porque os brasileiros, em geral, são muito simpáticos e receptivos com os estrangeiros. Quanto ao idioma, ele me disse que aprendeu algumas palavras com colegas brasileiros, então acho que não terá tantas dificuldades em se comunicar – explicou.


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Nos passos de Zico

Antes da pandemia forçar a instauração de medidas de isolamento social, o Consulado do Japão no Rio acompanhou de perto os primeiros passos de Honda no Brasil. O corpo diplomático japonês pretende aproveitar o momento para estreitar ainda mais os laços entre os dois países.


– Vejo muito a imprensa japonesa divulgando tudo sobre o Honda no Japão. Lá ele é muito conhecido e muito querido. Certamente a presença do Horda aproxima Japão e Brasil, como já fez o Zico. Sem a ajuda dos jogadores brasileiros, o futebol japonês nunca chegaria ao ponto que chegou hoje. É certo que gostaríamos de retribuir para o futebol brasileiro na medida do possível. Antigamente os japoneses preferiam o beisebol, hoje o futebol é mais popular. Tudo graças ao Zico e aos jogadores brasileiros – afirmou o diplomata.


Hiroshi Teramichi também acredita que no retorno do futebol com público, o entusiasmo com Honda vai se espalhar entre os japoneses em todas as regiões do Brasil.


– Dei as boas vindas ao Sr. Honda assim que ele desceu do avião. Ele não tinha ideia do número de pessoas que o aguardavam no aeroporto. Temos muitas comunidades japonesas espalhadas pelo Brasil, como em São Paulo e Curitiba. Acredito que essas pessoas vão se mobilizar para ver o Honda quando ele começar a jogar por outros estados brasileiros e o entusiasmo dos japoneses vai aumentar ainda mais. Com certeza, vai sempre ser possível ver japoneses nos jogos do Botafogo – finalizou Teramichi.



Fonte: GE/Fernanda Teixeira/Rio de Janeiro (RJ)

Prestes a sair do Botafogo, Bochecha vê mudança como positiva: "Quero e preciso jogar"


Volante de 23 anos, porém, não descarta possibilidade de permanecer no Alvinegro: "Sou muito grato ao clube por tudo que fez por mim e tenho um carinho muito grande"



Gustavo Bochecha dificilmente seguirá no Botafogo após o retorno das atividades. Antes mesmo de a quarentena ter início, a diretoria já havia deixado claro o desejo de negociar o volante e outros atletas. Depois de um bom momento em 2019, Bochecha perdeu espaço no fim da temporada e só participou de dois jogos em 2020, quando o Alvinegro usou a equipe reserva.


- Os maus resultados no começo do Carioca acabaram pesando contra mim. Com relação a uma possível saída, eu quero e preciso jogar. Quero recuperar a boa sequência que vinha tendo no ano passado, pois sei que vou evoluir e me destacar nesta temporada. É o meu momento - destacou Bochecha em papo com o GloboEsporte.com.


Bochecha com a camisa do Botafogo: 54 jogos e um gol.


O jogador de 23 anos, cria da base alvinegra, já recebeu sondagens de alguns clubes brasileiros e a expectativa é que as conversas avancem antes do retorno dos campeonatos. Apesar de o isolamento dificultar negociações, os clubes pensam em voltar com todo o planejamento pronto e querem iniciar o Brasileiro com os elencos definidos. Mas, como ainda não há uma data para o reinício da temporada, as equipes tentam segurar a entrada de novas despesas.



Gustavo Bochecha jogou as duas primeiras partidas da Taça Guanabara — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Bate-papo com Gustavo Bochecha:


Em 2019, você ganhou espaço no Botafogo ao longo da temporada, conquistando um lugar no time e o carinho da torcida. Também fez seu primeiro gol como profissional. Como avalia o último ano?

- Uma temporada de muito aprendizado e onde pude evoluir como atleta e pessoa. Vinha numa sequência boa. Individualmente, fiz bons jogos. Infelizmente, os resultados não foram satisfatórios e então o professor resolveu me tirar. Respeitei a decisão dele e continuei trabalhando, mas aquele era o momento em que eu estava conseguindo crescer e evoluir em alguns aspectos. Receber o carinho da torcida para mim foi valioso demais. Sempre entrei em campo por eles.


No fim do ano passado, porém, você acabou perdendo espaço. Por que acha que isso aconteceu?

- Voltei em dois jogos extremamente difíceis contra Cruzeiro e Santos. Em seguida, tive uma contusão em um treino que me afastou do final do Brasileiro.


"Tenho certeza que poderia e posso ajudar muito".


Você, então, iniciou 2020 sem espaço na equipe titular e existe hoje a possibilidade de ser envolvido em uma negociação, já com sondagens de alguns clubes. Um novo ambiente pode ser interessante para você nesse momento?

- Fiz um mês de fisioterapia em 2019 e, quando liberado, entramos de férias. Com poucos treinos na pré-temporada, retornei ao Rio para jogarmos as duas primeiras rodadas do estadual. Os maus resultados no começo do Carioca acabaram pesando contra a mim. Com relação a uma possível saída, eu quero e preciso jogar. Quero recuperar a boa sequência que vinha tendo ano passado, pois sei que vou evoluir e me destacar nessa temporada. É o meu momento.


Paulo Autuori chegou a conversar particularmente com você? Acredita que existe chance de permanecer no clube e voltar a ter oportunidades?

- Eu me dedico no dia a dia para isso acontecer. Sou muito grato ao Botafogo por tudo que fez por mim e tenho um carinho muito grande por esse clube. Tudo será conversado de maneira conjunta para que possamos definir os próximos passos.


Como tem sido esse período de quarentena e férias? Tem conseguido treinar em casa?
- Estranho, mas necessário. Sinto muita saudade de estar no dia a dia do clube, treinos, amigos... Mas é para um bem maior. Hoje, o importante é cuidarmos do próximo. Tenho treinado todo dia em casa e aproveitado esse tempo para curtir a família e minha filha. Fazendo aquilo que é possível para manter a forma. Temos que estar preparados para quando tudo voltar ao normal.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro