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domingo, 6 de março de 2022

Conheça as ideias do braço direito de Luís Castro e a comissão técnica que deve chegar ao Botafogo



Vítor Severino está ao lado do provável novo técnico do Botafogo há nove temporadas



Quando partiu para o mercado em busca de um treinador para o “novo Botafogo”, John Textor tinha em mãos uma lista de pelo menos três nomes que o agradavam. O de Luís Castro, porém, era o que mais saltava aos olhos por conta da reformulação da base do Porto, de Portugal, durante quase uma década – um projeto que parecia se encaixar perfeitamente nos planos alvinegros do americano.

+ Novo treinador deve chegar em até duas semanas

E foi neste período no Porto, que começou em 2006 e terminou em 2014, que Luís Castro conheceu aquele que viria a ser seu braço direito até hoje: Vítor Severino. Aos 38 anos, ele é o profissional que integra a comissão técnica de Castro há mais tempo e deve chegar ao Botafogo junto com o treinador, segundo apurou ge junto a pessoas próximas do estafe do comandante.




Vitor Severino conversa com Luís Castro durante treino do Al-Duhail — Foto: Divulgação/Al-Duhail



Severino é o auxiliar de Castro desde o trabalho no Rio Ave, em 2016. Mas a relação de parceria começou três anos antes disso, quando se conheceram na Espanha, em um curso para treinadores da UEFA – a dupla, inclusive, tem a licença máxima para técnicos da entidade europeia.

O currículo do jovem de 30 anos impressionou Castro: Severino já havia desempenhado quase todos os cargos na base do clube português Académica de Coimbra. Ele estava no time há uma década e àquela altura era coordenador das categorias inferiores e treinador da equipe B. Além disso, era professor na Universidade de Coimbra, onde lecionava a disciplina de Metodologia do Treino em Futebol no curso de Ciências do Esporte.


+ Porta-voz faz balanço da Botafogo SAF




Assinatura do contrato com John Textor é oficializada no Botafogo (https://ge.globo.com/video/assinatura-do-contrato-com-john-textor-e-oficializada-no-botafogo-10357642.ghtml)



Castro, então, convidou Severino para ingressar no Porto. O jovem, que já era mestre, abandonou a carreira de professor de universidade e passou a lecionar cursos pontuais para conseguir se dedicar seu tempo integralmente ao futebol. Como auxiliar técnico da equipe sub-19, Severino conquistou duas vezes o campeonato nacional – também foi técnico do sub-15, do sub-14 e auxiliar da equipe B.

Quando Castro deixou o Porto, levou Severino junto. Foi ali que o jovem se tornou auxiliar do treinador, cargo que ocupa até hoje, no Al-Duhail. O restante da comissão técnica atual foi sendo integrada ao longo da trajetória.




Da esquerda para a direita: Pedro Brito, Daniel Correia, Luís Castro, Vítor Severino e João Brandão — Foto: Divulgação/Al-Duhail



Abaixo, ge apresenta os demais integrantes e mostra alguns vídeos compartilhados por Severino em suas redes sociais. As imagens dão uma pista do tipo de jogo que a dupla gosta: quando há espaço, ir ao ataque. Quando não há, criá-lo.


Comissão técnica que deve vir ao Botafogo:


Vítor Severino, primeiro auxiliar técnico
João Brandão, auxiliar técnico
Daniel Correia, preparador de goleiros
Pedro Brito, preparador Físico
José Costa, analista de desempenho


Vitória de Guimarães (2018 a 2019)

O preparador físico Pedro Brito e o analista de desempenho José Costa faziam parte da comissão fixa do Vitória quando Luís Castro e Vítor Severino chegaram ao clube. Brito e Costa foram integrados ao grupo do treinador na transferência para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia


Shakhtar Donetsk (2019 a 2021)

Luís Castro chegou com uma comissão técnica quase completa no time ucraniano. Além de Vítor Severino, seu inseparável auxiliar técnico, o treinador levara Pedro Brito, preparador físico, e José Costa, analista de desempenho. Na Europa, porém, é normal que um técnico tenha dois auxiliares. E foi aí que João Brandão ingressou na equipe. Ele havia conhecido Castro nos tempos de Porto.

Al-Duhail (2021 até agora)

O “caçula” da comissão técnica de Luís Castro é o preparador de goleiros Daniel Correia. O profissional é outro oriundo da década em que o treinador trabalhou nas categorias de base do Porto.

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Fonte: GE/Por Renata de Medeiros — Rio de Janeiro


sábado, 5 de março de 2022

Botafogo aceita pedido, e Al-Duhail deve liberar Luís Castro em até duas semanas



Novo técnico alvinegro é esperado no Rio de Janeiro após o fim da Copa do Emir, cuja final está marcada para 18 de março



O Botafogo terá Luís Castro no Nilton Santos em até duas semanas, segundo o que planeja a diretoria alvinegra. Após pedido do treinador e do Al-Duhail, o clube carioca aceitou esperar até o fim da Copa do Emir, cuja decisão está marcada para o dia 18 de março.


O acordo deixa em segundo plano a negociação para baixar a multa de R$ 7 milhões para tirar o treinador do Catar antes de 30 de junho, conforme apurou ge. O modo como o compromisso foi firmado é visto com bons olhos nos bastidores alvinegros.



+ Das reuniões na "sala 03" até John Textor, porta-voz faz balanço da Botafogo SAF



A avaliação das conversa entre as partes é que o Botafogo "retribui, com paciência, a honestidade do treinador". O desejo de Luís Castro de cumprir as etapas decisivas da Copa do Emir pelo Al-Duhail foi valorizada pela diretoria alvinegra, pois demonstraria que o treinador "faz as coisas da maneira correta".





Luís Castro em entrevista coletiva no Al-Duhail — Foto: Divulgação/Al-Duhail


Luís Castro comandou, neste sábado (5), o treino preparatório para o jogo único das quartas de final da Copa do Emir. No domingo, o Al-Duhail enfrenta o Al-Saiylia fora de casa.


Caso o Al-Duhail seja eliminado antes da final, a chegada de Castro ao Rio de Janeiro pode ser antecipada. A possibilidade, porém, só será debatida depois do fim da temporada do clube. Por isso, as duas próximas semanas são consideradas decisivas para os ajustes finais da vinda do treinador.



+ Investimento, estrutura e contratações: os próximos passos do Botafogo de John Textor


Pela liga do Catar, resta apenas a partida da última rodada a ser disputada, na quinta (10), contra o Al Ahli. O Al-Duhail já garantiu o segundo lugar e não tem mais chances de título. Após o encerramento da Copa do Emir, o clube só entra em campo em abril, pela Champions asiática - o que já deve acontecer sob comando de um novo técnico.


+ Leia mais notícias do Botafogo


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Fonte: GE/Por Renata de Medeiros — Rio de Janeiro

Das reuniões na "sala 03" até John Textor, porta-voz faz balanço da Botafogo SAF


Projeto passou por altos e baixos desde 2019, superou o momento crítico da pandemia e chega a 2022 no processo final. André Chame: "A gente acredita em um time competitivo já para o Brasileirão"


O assunto clube-empresa pautou o dia a dia do Botafogo muito antes da chegada de John Textor e da aprovação da lei da Sociedade Anônima do Futebol. Enquanto o congresso ainda discutia o projeto e o novo dono vislumbrava a oportunidade de investir no Brasil, os alvinegros já apostaram tudo na chance de se agarrar ao salva-vidas para o mar de dívidas. Porta-voz da SAF do Bota, o advogado André Chame, lembrou ao ge a caminhada que começou em 2019.


+ Investimento, estrutura e reforços: os próximos passos do Bota


De lá para cá, foram diferentes nomes envolvidos, projetos apresentados e consultorias contratadas. Duas iniciativas para transformar o clube em empresa fracassaram até o final de 2021, quando o empresário americano apareceu. Tempo em que o clube mudou de diretoria, contratou novos profissionais e tomou decisões de impacto fora de campo, com algumas vitórias e muitos sacrifícios.





André Chame, advogado e porta-voz do Botafogo SAF — Foto: Divulgação/BFR


Na conversa com a reportagem, Chame refez os passos dos últimos três anos e contou os detalhes da passagem de bastão para o novo dono do futebol alvinegro. O advogado citou as cláusulas de desempenho no contrato para afirmar: o torcedor deve esperar um time competitivo para o início do Campeonato Brasileiro.


+ Preferência de Luís Castro por grupo enxuto faz Botafogo estudar alternativas para diminuir elenco


ge: Essa iniciativa começou em 2019, e muita gente não lembra. Como foi todo o processo?

André Chame: Em 2019, recebemos o estudo da Enerst Young por botafoguenses ilustres. Nessa época, eu fazia parte do conselho deliberativo do clube e fui chamado para ajudar no projeto de formatação do primeiro projeto da S/A. Começamos as reuniões e chamamos o grupo de Sala 03, que era o número lá no meu escritório. Eram reuniões sempre às terças-feiras, com presenças do Laércio, que liderava, além de presidente, ex-presidentes e outras pessoas envolvidas com o clube. Ainda não tinha lei da SAF.



Depois, ainda veio o projeto do Gustavo Magalhães, que eu não participei mas sabia o que estava acontecendo. Finalmente, tivemos a transição da presidência para o Durcesio Mello, a chegada do CEO Jorge Braga, e o Durcesio me deu a honra de continuar no projeto. O Jorge fez todo o trabalho interno para a chegada do investidor. Eu gostava de dizer que mais importante do que achar o investidor, era estar com a casa pronta. É a mesma coisa que colocar um apartamento para vender. Ele tem que estar certinho antes de aparecer um comprador.


Com a lei da SAF, e eu participei de algumas reuniões para ajudar na redação, tudo ficou mais fácil. Veio a chance de organizar a dívida do clube, que foi um passo muito importante. Com a chegada da XP Investimentos, que nos apresentou o investidor, tudo se resolveu. Recebemos o contato quase na véspera de Natal, assinamos o primeiro documento no dia 24, e começamos essa operação.



Assinatura do contrato com John Textor é oficializada no Botafogo (https://ge.globo.com/video/assinatura-do-contrato-com-john-textor-e-oficializada-no-botafogo-10357642.ghtml)



Houve momentos delicados, principalmente no início da pandemia...


O primeiro projeto foi um grande esforço para montar, com seis ou sete consultorias auxiliando. E aí, veio a pandemia, com uma retração muito forte de capital naquele momento. Não conseguimos ir a mercado e levar adiante o primeiro projeto. Na época, comentei que era a derrota mais dolorosa que tinha sentido como botafoguense. Até aquele dia, era o jogo contra o Juventude, em 1999. Aquela conseguiu superar.


+ Contratações do Botafogo para 2022: veja quem chega, quem fica e quem vai embora do clube


Sabemos que o investimento do Textor será de R$ 400 milhões. Mas não necessariamente será só isso, certo?


O John tem uma obrigação de aporte mínimo, que é de R$ 400 milhões e mais o investimento necessário para as metas de folha e orçamento anuais. Mas, nada impede que faça aportes adicionais, se for do interesse. Se o clube não conseguir aportar o seu percentual nesse investimento a mais, se dilui a sociedade, como em qualquer empresa. Só que há uma trava nos 5%, para que o clube nunca perca esse percentual mínimo.


Um exemplo: se em um capital de R$ 500 milhões o investidor aportar mais R$ 100 milhões, são 20%. Se o Botafogo não acompanhar, o capital será diluído. Mas, nunca a menos de 5% para o clube.


Por que esse percentual é importante?

Enquanto o clube tem ao menos uma cota da SAF, a empresa é obrigada a respeitar todas as marcas, distintivos, bandeiras, hinos, toda a identidade do clube, se manter no Rio de Janeiro. Mesmo se o investidor pensasse em fazer isso, dependeria obrigatoriamente do voto afirmativo do Botafogo. A não ser que algum presidente no futuro aceita uma mudança dessas, o que eu não imagino. É isso que dá garantias para mantermos sempre toda a identidade alvinegra, além da presença nos conselhos Fiscal e de Administração.



O que o Botafogo deve fazer de imediato com os R$ 100 milhões do Textor? Setorista Davi Barros explica (https://ge.globo.com/video/o-que-o-botafogo-deve-fazer-de-imediato-com-os-r-100-milhoes-do-textor-setorista-davi-barros-explica-10354830.ghtml)



A partir de agora, o que falta para o contrato estar 100%?


Ainda temos alguns ajustes burocráticos para serem feitos nos próximos dias, mas a presença do John já é uma realidade. Por razão de confidencialidade, não posso contar quais são, mas são pontos meramente burocráticos.


Ou seja, não existe mais possibilidade de o negócio não acontecer.


A gente pode dizer que está 100% certo. Os detalhes não são de maneira nenhuma impeditivos para a chegada do John. Não parece factível uma reversão disso. O investidor já está no Botafogo.


Como foram as últimas semanas, com a ansiedade para finalizar o contrato?


Esses últimos 40 dias foram de trabalho hercúleo. Uma transação desse porte não acontece em menos de seis meses. E nós fizemos tudo isso em 60 dias. Havia a necessidade de fazer nesse tempo porque precisávamos virar a chave no clube. O Campeonato Brasileiro está chegando.


+ Torcedor cria vídeos para contar a história do Botafogo em inglês e é citado por John Textor


Na minha carreira, foi inédito, porque as outras pessoas da equipe de trabalho, formada por muitos botafoguenses ilustres, também tinham as próprias atividades profissionais. Conseguimos juntar isso à dedicação para acelerar esse processo. Envolveu até sacrifício nesse lado profissional de alguns. Mas, no final, tudo deu certo.


Você fez parte do Comitê de Transição. Qual foi o trabalho nesse período?


A ideia era preparar o terreno para a chegada do investidor, porque sabíamos que não seria um período longo. Até por isso, decidimos que as contratações fossem feitas com mais calma, com decisões por parte do John. Foi até um pedido dele, que tivéssemos um pouco de calma. Foi interessante até para debater isso com o novo treinador que ele deve trazer, junto dos novos dirigentes que eles trouxeram para auxiliar na gestão do clube.


Você segue com algum vínculo com o clube ou a SAF a partir de agora? Ou a sua contribuição fica por aqui?

Eu disse ao presidente Nelson e ao presidente Durcesio: sou um soldado do clube, sempre quero ajudar. Se o John precisar, estarei a postos, assim como se o clube precisar. Mas, não há nada concreto pensando no dia seguinte. O Botafogo é uma parte importante da minha vida e sempre ajudarei quando for preciso.


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Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro