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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Clima de Libertadores: Pela primeira vez em 2018, Estádio Nilton Santos terá público superior a 20 mil pessoas


Botafogo precisa vencer o Nacional-PAR por 1 a 0 para passar de fase na Sul-Americana



Satiro Sodre / SS Press / Botafogo



Mesmo em um momento irregular na temporada e com a derrota no jogo de ida, o torcedor do Botafogo promete uma grande festa diante do Nacional-PAR, na próxima quinta, pela Sul-Americana. Até o fim da tarde desta segunda, mais de 20 mil ingressos já tinham sido vendidos, um recorde de público em 2018 e que traz uma boa recordação da Libertadores do ano passado.


O setor Leste Inferior está esgotado. Restam ingressos da Norte, Leste Superior e Oeste Inferior.


O clima no clube é exatamente esse: de Libertadores. Precisando vencer por 1 a 0 (o Botafogo perdeu por 2 a 1, no Paraguai), o Alvinegro terá o apoio de sua torcida, que tem uma média discreta no Nilton Santos nesta temporada: 6.872 pagantes.


Os números do Botafogo em 2018



Público do Botafogo em 2017 (Foto: GloboEsporte.com)


Maiores públicos do Nilton Santos até agora na temporada



Ranking de jogos do Botafogo em 2018 (Foto: GloboEsporte.com)


Para se ter uma ideia da diferença do ano passado, a média de público como mandante na Taça Libertadores de 2017 foi de 32.989.


Os públicos pagantes do Nilton Santos na LIbertadores

Botafogo x Nacional-URU (10/08) - 36.133
Botafogo x Colo-Colo (01/02) - 34.424
Botafogo x Grêmio (13/09 - 33.235
Botafogo x Barcelona-EQU (02/05) - 31.435
Botafogo x Nacional-COL (18/05) - 30.813
Botafogo x Olímpia-PAR (15/02) - 28.601
Botafogo x Estudiantes-ARG (14/03) - 28.176


Os preços, atendendo a pedidos de torcedores pelas redes sociais, e em comemoração ao aniversário de 114 anos do futebol alvinegro, estão em promoção: de R$ 10 a R$ 20. O setor Oeste superior está bloqueado e só será aberto com a lotação do inferior.


- Todo grupo está pensando positivo, sabemos que a torcida virá apoiar. No ano passado, eu acompanhei a torcida na Libertadores e vi o Nilton Santos lotado. Com estádio lotado, a atmosfera é outra. Eles vão contagiar o grupo e isso vai ajudar bastante para conseguirmos a classificação - disse Luiz Fernando após o treino desta segunda-feira.


No jogo de ida, no Paraguai, o Botafogo perdeu por 2 a 1. Como marcou um gol fora de casa, basta uma vitória simples por 1 a 0 para se classificar. Se o Nacional-PAR fizer um, o Alvinegro vai precisar fazer três. Se devolver o placar de 2 a 1, a decisão irá para os pênaltis. No dia do jogo, os portões abrirão às 17h30 e a bola rola às 19h30. É obrigatório apresentar documento oficial para entrar no Nilton Santos.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Gomes, Rio de Janeiro

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Botafogo planeja jogo-treino como teste para Gatito antes da "decisão" contra o Nacional-PAR pela Sul-Americana


Recuperado de lesão no punho, mas sem jogar desde abril, goleiro paraguaio tem chances de voltar ao time na quinta dependendo de seu desempenho. Comissão técnica quer atividade para testá-lo




Vitor Silva/SSPress/Botafogo


O martelo ainda não foi batido sobre a data da volta de Gatito Fernández ao gol do Botafogo. Mas há uma chance de ser já no próximo jogo, contra o Nacional-PAR nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Nilton Santos, valendo vaga nas oitavas de final da Sul-Americana. Recuperado de uma lesão no punho direito, o goleiro paraguaio já vem treinando normalmente desde semana passada, mas não joga desde abril, e a comissão técnica quer testá-lo antes.


A ideia é fazer entre segunda e quarta-feira um jogo-treino, seja contra outro time do Rio de Janeiro ou com o próprio sub-20 do clube, para ver Gatito em ação. Se o goleiro não sentir mais nada e estiver com os reflexos em dia, as chances serão grandes de estar ao menos no banco de reservas na quinta-feira. O que poderia ser um trunfo alvinegro caso a decisão vá para os pênaltis, especialidade do paraguaio.



Com proteção no punho e sem poder usá-lo, recuperação foi longa (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Questionado sobre o assunto, Zé Ricardo despistou, mas não descartou. Segundo o recém-chegado treinador, a previsão era só para o segundo turno do Campeonato Brasileiro, mas Gatito está evoluindo rápido e pode queimar etapas para voltar antes do prazo:


– Quando cheguei, a programação inicial era para ele voltar no início do returno contra o Palmeiras. Mas ele tem tido uma evolução grande. Como temos outro grande goleiro sem condição de atuar, que é o Jefferson, precisamos ter cuidado. Apesar de o Saulo estar indo bem.


Com ou sem Gatito, o Botafogo vai precisar vencer quinta-feira para seguir na Sul-Americana. No jogo de ida, no Paraguai, o Alvinegro perdeu por 2 a 1, mas pelo gol feito fora de casa o time precisa só de um triunfo simples por 1 a 0 para se classificar. Caso sofra um, aí terá que marcar três. Se devolver o placar de 2 a 1, a decisão irá para os pênaltis.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, de Curitiba

domingo, 12 de agosto de 2018

Análise: Botafogo mostra organização com Zé, leva poucos sustos e passa a criar mais chances, mas ainda peca na conclusão


Na estreia do técnico, Alvinegro joga melhor que o Paraná em Curitiba e é castigado no fim pelos vários gols perdidos. Assim como foi com Paquetá, primeira impressão é positiva, mas precisa evoluir




Marcelo Andrade/Gazeta do Povo



A estreia de Zé Ricardo no comando do Botafogo não foi como o técnico, a torcida e os jogadores queriam. Mas teve motivos de alento para os que imaginavam uma vitória sobre o lanterna do Campeonato Brasileiro. Parafraseando o próprio treinador, o time apresentou "bons sinais" no empate por 1 a 1 com o Paraná neste domingo, na Vila Capanema (veja os lances no vídeo abaixo).


A primeira impressão com Zé foi positiva, com o time sendo superior ao adversário mesmo fora de casa. Assim como havia sido a estreia do seu antecessor no cargo, Marcos Paquetá, apesar da derrota para o Corinthians. Porém, o Botafogo daquela vez não conseguiu manter o ritmo e regrediu ao invés de evoluir. O que será o desafio do novo comandante alvinegro a partir de agora




Melhores momentos: Paraná 1 x 1 Botafogo pela 18ª rodada do Brasileirão


O ponto forte foi a organização da equipe, quase sempre bem postada em campo. Tanto que levou poucos sustos, e o gol sofrido no fim foi mais por falta de sorte pelo desvio fatal no chute de Alex Santana. Em que pese o baixo poder de fogo do Paraná, de um modo geral a defesa se portou bem, repetindo uma característica do início de trabalho de Zé pelos rivais Flamengo e Vasco.


O problema continua o mesmo de antes da chegada do treinador: o ataque, que desta vez teve Aguirre no lugar do machucado Kieza. Foram 16 finalizações e nove chances claras de gol do time. Valencia, Pimpão e principalmente Luiz Fernando desperdiçaram as melhores oportunidades. Deu a impressão de que, se não fosse o pênalti, a bola não entraria na meta do Paraná.


LIÇÕES

Para sua estreia, Zé manteve o esquema de jogo que vem desde o início do ano, um 4-2-3-1 com dois pontas abertos. Mas a tática não tem surtido o esperado efeito ofensivo: nos últimos oito jogos, só um gol saiu dos pés dos homens de frente: o de Luiz Fernando na derrota por 2 a 1 para o Nacional-PAR, pela Sul-Americana.


Luiz Fernando pecou demais nas finalizações contra o Paraná, mas não merece ser sacado. Jogador de muita movimentação, o meia-atacante também ajuda na marcação e continua sendo o mais perigoso do time na frente. Precisa caprichar um pouco mais. Por sua vez, Pimpão não tem conseguido manter seu desempenho e pode perder a posição.


Aguirre fez seu segundo jogo de centroavante, sua função preferida, mas não jogou enfiado. A pedido de Zé, saiu da área e atacou de garçom, deixando duas vezes companheiros na cara do gol com passes açucarados: uma para Leo Valencia, outra para Luiz Fernando. Chance de finalizar só teve duas, ambas de cabeça. Talvez renda melhor com uma dupla de ataque.


Dupla que fez sucesso no próprio Paraná, Renatinho e João Pedro entraram no decorrer do segundo tempo e atuaram apenas pela segunda vez juntos no Botafogo (a primeira vez foi contra o Cruzeiro). Ao todo, são só 58 minutos lado a lado, mas a chegada de Zé pode dar mais chances à dupla, até pela fase ruim que atravessa Leo Valencia.


Embora o ataque do Paraná não ofereça tanto perigo assim, a dupla de zaga fez um grande jogo na Vila Capanema. Carli e Igor Rabello tiraram tudo que pingava na área, principalmente na bola aérea, artifício mais usado pelos adversários: foram 16 cruzamentos. Só não coroaram a atuação porque o General levou azar no lance do gol, mas não pode ser culpado.



Luiz Fernando também tem ajudado na marcação (Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO)


Agora, o foco muda para a Copa Sul-Americana. Já em seu segundo jogo no Botafogo, Zé terá uma decisão pela frente: vencer o Nacional-PAR na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Nilton Santos, para levar o time às oitavas de final do torneio. No jogo de ida, o Alvinegro perdeu por 2 a 1, mas pelo gol fora de casa precisa de um triunfo simples por 1 a 0 para classificar. Caso sofrar um, aí terá que marcar três. Se devolver o placar de 2 a 1, a decisão irá para os pênaltis.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, de Curitiba