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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Após negativa no início do ano, Madson fica perto do Botafogo e terá reunião com o Grêmio



Jogador de 27 anos conversará com dirigentes do Tricolor Gaúcho para definir seu futuro na reapresentação do elenco, na terça-feira



Após uma tentativa frustrada de tentar contratar o lateral-direito Madson, do Grêmio, no início da temporada, o Botafogo voltou à carga para tê-lo e se aproximou de um acerto. Com poucas chances no Tricolor, o jogador de 27 anos, um pedido de Zé Ricardo, chegaria por empréstimo. O Lance! noticiou a retomada das negociações, e o GloboEsporte.com confirmou.


Relacionado para os dois primeiros jogos do Campeonato Gaúcho - não entrou em nenhum -, Madson acabou cortado da lista dos atletas convocados para o duelo com o Juventude, nesta segunda-feira.



Madson, lateral do Grêmio, pode pintar no Botafogo — Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG


Se optou por ficar no Grêmio no início de janeiro após a primeira sondagem do Botafogo, o lateral já encara a possibilidade com outros olhos. É esperada uma reunião entre atleta e dirigentes na reapresentação do elenco após o jogo contra a equipe de Caxias do Sul.


De contrato renovado na semana passada, Zé Ricardo é figura importante na negociação. Após o Campeonato Brasileiro 2018, o treinador, comandante de Madson no Vasco, telefonou para o lateral a fim de saber como o ex-pupilo estava projetando o ano de 2019.


Além de Zé, Anderson Barros, gerente de futebol do Botafogo, também trabalhou com o baiano em São Januário.


Revelado pelo Bahia, Madson também vestiu as camisas de ABC-RN, Vasco e Grêmio. Antes determinado a lutar por vaga no time de Renato Gaúcho, que costuma rodar bastante o grupo principalmente em início de ano, o atleta já vê o Botafogo como seu provável destino.


Nascido em 13 de janeiro de 1992, Madson tem contrato com o Grêmio até 31 de dezembro de 2021.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

Aguirre se despede de atletas e deixará o Botafogo; reunião nesta terça selará fim do ciclo



Uruguaio de 24 anos, principal contratação do Botafogo para a temporada passada, jogou 25 vezes e marcou apenas um gol; futebol equatoriano é o provável destino dele




Vitor Silva/SSPress/Botafogo




O atacante Aguirre está de saída do Botafogo. Após o treino desta segunda-feira, o uruguaio de 24 anos despediu-se dos companheiros e deve seguir para o futebol equatoriano. Barcelona e LDU são os principais interessados, mas a última é favorita. Na manhã desta terça-feira, ele se reunirá com dirigentes alvinegros para definir o fim de sua passagem por General Severiano.


Um dos primeiros clubes a procurar Aguirre, o Barcelona de Guyaquil anunciou nesta tarde a contratação do atacante colombiano Óscar Estupiñán, que defendia o Vitória de Guimarães, de Portugal. Tal movimentação pode ser um indício de que desistiram de Aguirre.


O volante Jean, durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira, confirmou que Aguirre se despediu dos jogadores.


- Cara de grupo sensacional. Tempo inteiro ele está demonstrando o carisma dele, fora de campo, mesmo quando não entra, tem esse espírito uruguaio. Não sei como está a situação dele, mas realmente teve hoje um tom de despedida. Acredito que deve fechar. Mas tenho certeza que, se ele sair, vai fazer falta. Não sei se faltou adaptação, mas nos treinos vi a qualidade técnica apurada. Só posso desejar sorte a ele. Sempre agregava e incentivava a todos. Só podemos desejar o melhor e um dia a gente se encontra - afirmou o jogador.


Contratação mais badalada do Alvinegro para a temporada passada, o centroavante não correspondeu. Se chegou em recuperação de cirurgia no joelho direito, posteriormente teve outros problemas físicos e nunca se firmou.


O único gol de Aguirre em 25 partidas como alvinegro foi marcado em 25 de agosto do ano passado, na vitória por 2 a 0 sobre o Sport. Na maior parte de sua passagem pelo Botafogo, o estrangeiro foi reserva.


O Botafogo contratou Aguirre por empréstimo que é válido até 30 de junho. Há uma dívida de US$ 150 mil (cerca de R$ 550 mil) do Alvinegro com a Udinese, detentora dos direitos econômicos do uruguaio. Tal débito deve ser assumido pelo próximo clube do jogador.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

domingo, 27 de janeiro de 2019

Análise: pobre na criação e cansado na etapa final, Botafogo se desmonta após sofrer empate


Time marca muito bem no primeiro tempo, faz Flamengo só tocar bola, mas se limitou a lampejos no setor ofensivo




É verdade que o Botafogo do clássico contra o Flamengo em nada tem a ver com a versão do fim de ano de 2018 e são necessários ajustes, entrosamento e tempo de jogo. Porém é importante destacar que na derrota por 2 a 1, no Nilton Santos, o time pouco criou. Marcou bem, sobretudo na etapa inicial, mas carece de mais peças capazes de conseguirem lances mais decisivos.


Organizado, porém pouco criativo

Bem postado, o Botafogo, que sempre tinha cinco jogadores na primeira ou na segunda linha de marcação (Luiz Fernando e Erik recompunham bem, com destaque para o primeiro), pouco sofreu na etapa inicial.



Defesa com cinco jogadores na frente da área — Foto: Fred Gomes/GloboEsporte.com


Com uma marcação eficaz, obrigava o Flamengo a tocar bolas para o lado e apostar no chuveirinho. As únicas chances rubro-negras no primeiro tempo saíram em um chute de Diego e numa finalização de Vitinho na rede pelo lado de fora. Mas a última não nasceu de um erro de marcação, mas sim de um individual de Jean na saída de bola.


O poder de criação da equipe ainda é muito limitado. As jogadas nascem de lampejos, ora com Erik, muito veloz, ora com Luiz Fernando, jogador técnico.


O gol, por exemplo, saiu em um lance de inteligência de João Paulo, ainda longe de suas condições ideais. Jean arriscou um chute fraco, e o camisa 8, com um belo toque de calcanhar esquerdo abriu o placar.



Time cansa e fica sem forças para reagir

Após perder João Paulo, termômetro do time, Zé Ricardo teve de tirar Jonathan, que controlava Pará e Éverton Ribeiro, aos 15 minutos. O jovem sentiu cãibras.


O time já mostrava cansaço, vide as substituições, mas ainda marcava bem e teve boas chances de definir o jogo. Erik deixou Kieza livre após bote errado de Rodrigo Caio, e o centroavante desperdiçou. Em seguida o ponta fez fila e chutou para defesa de Diego Alves.



Depois disso, o gol de empate do Flamengo, originado em um escanteio em que Kieza perdeu a bola na intermediária e o próprio centroavante foi superado por Bruno Henrique pelo alto, desmoronou a equipe.


A virada veio rapidamente, novamente com Bruno Henrique, após uma estourada na área da qual participaram os botafoguenses Lucas Barros e Gabriel e o flamenguista Éverton Ribeiro.


O segundo gol, aliado ao cansaço alvinegro, definiu o jogo. O Botafogo ainda teve chance em falta lateral que os alvinegros pediram pênalti em Erik, mas Rhodolfo afastou facilmente. O Flamengo ainda fez um terceiro, anulado erradamente segundo o comentarista de arbitragem Sandro Meira Ricci.


Pontos positivos:


- Jean: apesar de ainda longe de seu auge físico, lutou muito, dividiu, participou do gol e levantou a torcida.


- Jonathan: de bom passe, não se intimidou e apareceu bem defensiva e ofensivamente. Cansou na etapa final.


- Marcação até o gol: Zé Ricardo sabe montar equipes organizadas e neutralizou o Flamengo até a entrada de Bruno Henrique.


Pontos negativos:
- Parte física: assim como nos outros jogos em 2019, o Botafogo não conseguiu manter o nível de intensidade durante os 90 minutos.


- Não definir: enquanto o Flamengo estava apagado no jogo, o Botafogo teve chances de matar, mas não o fez.


- Desentrosamento: com um time muito modificado em relação à temporada passada, o Alvinegro ainda tem dificuldades para fazer o jogo coletivo prevalecer.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro