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segunda-feira, 22 de março de 2021

Botafogo fecha acordo de dois anos com Cefat para utilização do espaço pelas categorias de base


Segundo comunicado do clube, centro de treinamento vai abrigar o sub-15, sub-17 e sub-20



O Botafogo fechou um acordo nesta segunda-feira para a utilização do Cefat (Centro de Formação de Atletas TROPS), na localidade de Várzea das Moças, Niterói, pelas categorias de base.


Segundo o comunicado divulgado pelo clube, o contrato é de dois anos e a tendência é que o espaço seja utilizado pelas categorias sub-15, sub-17 e sub-20. O Estádio Caio Martins seguirá sendo utilizado pelas categorias menores.


+ Botafogo encaminha acordo com Cefat para utilização da base; contrato deve ser de dois anos



Botafogo fecha acordo para a utilização do Cefat — Foto: Divulgação Botafogo


- Oferecer a melhor estrutura para os nossos jovens talentos é um esforço permanente da gestão. O Cefat é reconhecido pelo seu nível de excelência e estamos convictos de que os impactos da mudança no desenvolvimento dos atletas serão imediatos - disse o presidente Durcesio Mello.



Parceiro de anos do Botafogo, o Cefat está localizado em Várzea das Moças, em Niterói, já recebeu a equipe profissional do Alvinegro em duas ocasiões e é um aliado importante também na descoberta de novos talentos, atuando como um núcleo oficial de escolinhas do Clube na área.


Matheus Nascimento, atacante da equipe profissional de apenas 17 anos e convocado constantemente para as Seleções de base, deu os seus primeiros chutes por lá.




Jogador do Bahia, Marco Antônio diz que está na hora de vestir a camisa do Botafogo (https://globoesporte.globo.com/video/jogador-do-bahia-marco-antonio-diz-que-esta-na-hora-de-vestir-a-camisa-do-botafogo-9370347.ghtml)


A estrutura

O Cefat ocupa cerca de 80 mil m² e possui três campos de futebol, sendo dois com as dimensões oficiais estabelecidas pela FIFA e um campo de aquecimento, além de uma infraestrutura especialmente implantada para oferecer as melhores condições de preparação.


Uma série de comodidades, como piscina, caixa de areia, arquibancada para mil pessoas, academia, sala de imprensa, gerador de emergência, estacionamento privativo e para convidados, estão disponíveis no local.


O empreendimento localiza-se em uma zona urbana e boa parte do seu entorno constitui-se Área de Preservação Permanente do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Este isolamento natural garante aos atletas o privilégio de um ambiente tranquilo e saudável.



Por Redação do ge — Rio de Janeiro

Análise: Botafogo melhora com variação tática, mas vê vitória escapar em erro individual


Time volta a apresentar repertório em clássico com o Vasco e sofre pouca pressão do rival, mas perde oportunidades de aumentar o placar e garantir os três pontos em São Januário



Contra o primeiro adversário de peso na temporada, o Botafogo apresentou evolução tática e foi dominante em boa parte do tempo, mas não contava com um erro individual que custou o empate a nove minutos do apito final. No 1 a 1 contra o Vasco no último domingo, o time de Marcelo Chamusca alternou a maneira de jogar, cresceu no segundo tempo e desperdiçou chances de aumentar o placar. Mais um capítulo da experiência de formar um time com o campeonato em andamento.


A frustração pelo resultado existe, porque, como destacou o técnico em coletiva após o clássico, o Botafogo jogou para vencer em São Januário. Faltou acertar no último terço.



Rickson teve papel central na proposta de jogo de Chamusca — Foto: André Durão/ge


O primeiro tempo serviu para Chamusca observar o comportamento da equipe com três volantes no meio de campo. Em pouco tempo, viu que a formação não surtiu o efeito desejado e, sem precisar fazer substituições, mudou a postura tática do Botafogo trocando as peças de lugar. Marcinho, que havia começado aberto pela ponta esquerda e revezando com Warley no lado direito, voltou a jogar recuado. O coringa foi Rickson, que deixou a zona central para fazer o corredor.


A leitura do treinador mudou a atitude do Botafogo, que terminou o primeiro tempo ainda tímido em campo. Das cinco finalizações, nenhuma acertou a meta defendida por Lucão. O gol saiu em lance de sorte. Matheus Frizzo cruzou rasteiro, e Zeca desviou para o próprio gol, marcando contra.



Sorte ou não, o lance deu confiança ao Botafogo para sair mais para o jogo. Com uma proposta de muita marcação de ambos os lados no primeiro tempo, o time alvinegro viu um meio-campo preso ter dificuldades de construir as jogadas e de impor os contra-ataques ao Vasco, que pressionou bem a saída de bola dos visitantes no primeiro momento.




Melhores momentos: Vasco 1 x 1 Botafogo pela 4ª rodada do Carioca 2021


Com a marcação alta na etapa inicial, o Vasco sentiu o cansaço antes do Botafogo, que também marcou bem e melhorou a intensidade. Com a vantagem, o time se soltou e foi insinuante desde os minutos iniciais do segundo tempo com variação tática que marca o trabalho de Chamusca.


Dominante, o Botafogo conseguiu criar mais chances e dobrou o número de finalizações, fazendo Lucão e a defesa vascaína trabalhar. Mas ainda erra muito nas decisões. Com chances claras de aumentar o placar, o time desperdiçou as oportunidades com Warley, Marcelo Benevenuto, Matheus Babi e Ênio. O Vasco teve o melhor momento em chute de MT no travessão.


Se não foi eficiente no ataque, o Bota caminhava para um jogo seguro na defesa, mas um erro individual impediu o time de completar o quinto confronto sem sofrer gols. A nove minutos do final, Marcelo Benevenuto cedeu escanteio desnecessário. Na cobrança, Carlinhos sobrou sozinho para empatar.



Fato positivo é que a equipe alvinegra ainda não foi dominada e ameaçada por nenhum adversário no início de temporada, o que credencia o trabalho de Chamusca. Mais que isso, o técnico já consegue deixar o Botafogo com cara de time, mesmo tendo que aproveitar os jogos oficiais como pré-temporada.



Paulo Victor foi bem em sua estreia no profissional do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Em meio aos testes, o Bota vai enumerando algumas boas notícias. A principal delas é Matheus Frizzo, volante de bom passe e jogo consciente. O jovem meia novamente organizou o jogo alvinegro. Na defesa, as laterais ganharam destaque contra o Vasco. Setor tão criticado em 2020, o lado direito tem sido bem ocupado por Jonathan, que, além da segurança defensiva, teve participação no lance que antecedeu o gol do Botafogo em São Januário.


Na lateral esquerda, Paulo Victor, de 19 anos, estreou no profissional e aproveitou a chance. Com Hugo e Guilherme no departamento médico e o zagueiro Sousa, que vinha sendo improvisado na posição, com Covid-19, o jovem da base teve boa participação na defesa e no ataque.


O resultado incomodou pelas circunstâncias, mas o trabalho ainda está em construção. Mais experiências poderão ser feitas na próxima quarta-feira contra um adversário ainda mais complicado, quando Chamusca buscará sua primeira vitória em clássico pelo Botafogo diante do Flamengo, às 21h35, no Estádio Nilton Santos.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

domingo, 21 de março de 2021

Chamusca fala em frustração com empate no fim e diz que Botafogo jogou com ambição para vencer


Técnico fez variações na escalação e na formação tática durante o 1 a 1 com o Vasco: "Não tivemos pré-temporada, então teremos essas surpresas em relação às alternâncias de jogar"



Marcelo Chamusca por pouco não saiu com a vitória de seu primeiro grande desafio à frente do Botafogo, que sofreu empate do Vasco nos minutos finais do clássico deste domingo em São Januário e acabou levando o primeiro gol na temporada. O técnico não escondeu a frustração com o resultado, mas disse que chateação só dura até amanhã.


- A gente fez um segundo tempo muito bom no aspecto de construção de jogadas, neutralizamos muito bem o Vasco até um determinado momento e tivemos muitas possibilidades em transição e contra-ataque. (Empate no fim) deixa a gente frustrado, porque nosso sentimento é pelo tanto que a gente produziu no segundo tempo. Tivemos muitas chances de matar o jogo, ficamos com o sentimento de frustração porque tivemos ambição e jogamos para vencer. Mas estou satisfeito que os jogadores seguiram o plano de jogo. A gente pode ficar chateado e remoer até amanhã de manhã. À tarde já temos que estudar e pensar no Flamengo e recuperar a confiança para quarta-feira.


+ Kanu vê Botafogo em "reconstrução a passos largos"



Marcelo Chamusca em Vasco x Botafogo — Foto: André Durão/ge


Marcelo Chamusca fez vários testes no clássico e variou não só a escalação, mas também a formação tática do time em alguns momentos. O técnico usa o Campeonato Carioca como laboratório e afirma que outras experiências serão feitas nos próximos jogos.



- Tem um ponto que é muito importante pra gente analisar a construção. Estamos fazendo os testes, colocando os jogadores que são contratados e construindo um padrão tático em jogos oficiais. Não tivemos pré-temporada, não fizemos jogos-treino, então na prática teremos essas surpresas em relação às alternâncias de jogar. Eu não sou preso a sistema nenhum de jogo, mas fico preso aos conceitos em cada fase do jogo. Essa experiência está tendo que ser feita com a bola rolando e vai ser assim no Carioca. Nossa intenção é conseguir vencer os jogos, estamos na briga.


Com o empate, o Botafogo perdeu a chance de fechar a rodada dentro do G-4, a zona de classificação para as semifinais do Campeonato Carioca. O time comandado pelo técnico Marcelo Chamusca ocupa a quinta colocação da Taça Guanabara com seis pontos. O Alvinegro volta a campo na próxima quarta-feira, para mais um clássico, dessa vez contra o Flamengo no Nilton Santos.



Outras declarações de Chamusca

Opção por Rickson


- A opção pelo Rickson foi tática e não técnica. Com ele eu tinha duas possibilidades de formatação. Poderia utilizá-lo por dentro, com um tripé de volantes, dando mais liberdade pro Warley e pro Marcinho, e também poderia utilizá-lo fazendo o corredor pelo lado direito com Marcinho jogando mais por dentro e próximo do Babi. Utilizei as duas formações e crescemos muito quando Rickson foi pra direita. Ele me dava a possibilidade de mudar a forma do time jogar sem precisar substituir.


- Como tive problemas com os volantes nessa semana, até tive que usar o Benevenuto como volante no segundo tempo, a estratégia foi de guardar o Kayque, que entrou muito bem no segundo tempo.


Escalação com três volantes

- A mudança foi em cima da análise que fizemos do Vasco, que tem uma proposta de saída de três, onde espeta os dois laterais numa linha muito aguda e tem também jogo de combinação pelos lados e de entrelinhas por dentro. Nossa ideia era fortalecer a marcação por dentro e poder liberar Marcinho e Warley para fazer a primeira batida na linha de três do Vasco. A equipe teve um pouco de dificuldade não na fase defensiva, onde praticamente anulamos o Vasco, mas nossa mecânica de construção ofensiva estava comprometida, por isso mudei o Rickson e o segundo tempo foi muito melhor.



Dificuldades de criação

- A tentativa de jogar com o tripé dificultou nossa construção e, a partir do momento que mudamos o posicionamento do Rickson principalmente, tivemos uma capacidade de construção e controle de jogo muito boa. Contratação do Ricardinho foi pra suprir o que Bruno Nazário fez nos dois primeiros jogos com a gente. Estamos buscando mais um extremo com características de jogar por dentro, que ataque espaço, temos o Felipe Ferreira que também pode fazer isso, e o Marcinho tem feito a função muito bem. No segundo tempo mostrou bom repertório e podemos mantê-lo na posição e usar outros jogadores fazendo o corredor de acordo com a análise do adversário.



Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro