De volta ao time titular, Loco Abreu é ovacionado. Vaias, desta vez, ficaram de lado. Já os banguenses dão seu show e comprovam a 'ressureição'
Não houve vaias, xingamentos ou falta de paciência. Apesar das últimas fracas atuações do time, a torcida do Botafogo compareceu em bom número, e os mais de 17 mil alvinegros que foram ao Engenhão bateram o recorde de público (19.786 pessoas) do clube no ano. O fato de ser um jogo decisivo animou a torcida, que desde o início apoiou o time e criou nova atmosfera.
A pressão inicial alvinegra acendeu as arquibancadas. Até jogadores que andavam em baixa com os torcedores foram aplaudidos. Foram os casos de Andrezinho, um dos mais celebrados antes do apito inicial, e Elkeson, ovacionado ao deixar a partida ao final do jogo.
A animação realmente era diferente. Pela primeira vez no ano a torcida do Botafogo chamou a “ola” durante o jogo, diante de um palco mais bem distribuído - a média em casa vinha sendo de seis mil por jogo. O ritmo só diminuiu um pouco após o gol contra de Lucas - o primeiro do Bangu na partida -, que causou a apreensão. Mesmo assim, o contestado lateral recebeu tímido apoio das arquibancadas.
Oswaldo de Oliveira passou imune e foi respeitado por todos. Nada de gritos de “burro”, e todas as substituições foram aprovadas e aplaudidas. Apesar dos sustos no final, o único jogador xingado foi Thiago Galhardo, ex-Botafogo, que foi expulso na etapa final.
Torcida do Bangu dá show à parte
Dentro do estádio, os pouco mais de dois mil alvirrubros curtiram o momento e cantaram durante boa parte do jogo, com orgulho. Além da provocação a Loco Abreu, o grito “O Bangu voltou” também ecoou pelo Engenhão, principalmente quando encostou no placar.
Sobrou até para o América. Com um caixão simbólico, torcida do Bangu provocou o “Diabo”, que luta contra o rebaixamento na segunda divisão carioca.
Por André Casado e Marcelo Baltar Rio de Janeiro
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