quinta-feira, 24 de maio de 2018

100 dias de Valentim: números e curiosidades do técnico no Botafogo


Quem mais jogou com o treinador? Quem mais entrou em substituições? Quem mais saiu? Qual o esquema tático mais utilizado? Qual a campanha à frente da equipe? A melhor atuação? E a pior?








Apresentado oficialmente no dia 14 de fevereiro, Alberto Valentim completa nesta quinta-feira 100 dias no comando do Botafogo. Praticamente o dobro do período em que ficou à frente do Palmeiras no ano passado. Mas além do título carioca, como tem se saído o técnico no Alvinegro? O GloboEsporte.com levantou números e curiosidades do trabalho, muito elogiado internamente e ainda de altos e baixos para a torcida.



Qual o aproveitamento?



Valentim tem 54,3% de aproveitamento à frente do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Valentim dirigiu o Botafogo em 19 jogos neste período, obtendo nove vitórias, quatro empates e seis derrotas, com 23 gols marcados e 23 sofridos. Um aproveitamento de 54,3%, à frente dos 42,8% de Felipe Conceição, em sete partidas, e dos 53,1% de Jair Ventura, em 99 confrontos. Porém, ainda atrás dos 59% de Ricardo Gomes, em 66 duelos entre 2015 e 2016.



Quem mais jogou?



Marcinho virou titular com o técnico e é o garçom do time (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Dois jogadores estiveram presentes em todos os 19 jogos com o treinador: Igor Rabello, que sequer foi substituído, e Marcinho. O zagueiro já era titular absoluto do time desde o ano passado e manteve o status com Valentim. Já o lateral-direito começou o ano como o terceiro da posição, atrás de Arnaldo e Luis Ricardo, mas assumiu a titularidade com a chegada do comandante.



Qual a substituição mais usada?



Ex-titular, Pimpão é o mais usado por Valentim nas substituições (Foto: EFE)


Pimpão começou o ano como titular, passou a ser reserva, mas continua sendo muito utilizado por Valentim. O atacante, que saiu do banco nove vezes, foi o mais usado nas substituições durante os jogos, à frente de Kieza (oito) e Marcos Vinícius (sete). Por outro lado, quem mais vezes foi sacado do time foi Leo Valencia. O chileno foi substituído também em nove oportunidades.



Qual o esquema mais utilizado?



Esquema 4-2-1-3 é o mais usado por Valentim no Botafogo (Foto: GloboEsporte.com)


Adepto de propor o jogo e com conceitos europeus, Valentim deu continuidade à tentativa de Conceição de buscar implementar um estilo mais ofensivo ao Botafogo. E desde o início usou um esquema tático com dois pontas e um centroavante, trinca que vem sendo mantida, só trocando as peças. Considerando só os times titulares, a formação 4-2-1-3 foi utilizada em 16 dos 19 jogos. Nas demais partidas, o treinador optou pelo 4-3-3, com três de volantes no meio de campo.



Qual foi o trio ofensivo mais escalado?



Trinca com Leo Valencia, Luiz Fernando e Brenner foi a mais escalada (Foto: GloboEsporte.com)


O trio de frente com Leo Valencia (esquerda), Luiz Fernando (direita) e Brenner (centro) foi o mais usado por Valentim, aparecendo em seis oportunidades como titular. Logo atrás, utilizada cinco vezes, a trinca Pimpão (esquerda), Ezequiel (direita) e Kieza (centro), que foi a aposta inicial do técnico no clube. Pimpão também já fez a direita, com Valencia na esquerda e Brenner centralizado em três jogos. Leandro Carvalho apareceu duas vezes na ponta direita, e Kieza, uma, improvisado.



Qual foi a melhor atuação?



Melhores momentos de Botafogo 2 x 1 Grêmio pela 3ª rodada do Brasileirão 2018


O Botafogo ainda não teve nenhuma atuação de encantar a torcida em 2018, o que fez várias vezes na Libertadores de 2017 por exemplo. Tanto que a equipe não venceu nenhuma partida de forma tranquila, por dois ou mais gols de diferença. A melhor exibição dos comandados de Valentim foi no triunfo por 2 a 1 sobre o time reserva do Grêmio. Além dos gols, o Alvinegro teve outras quatro chances claras no Nilton Santos: acertou a trave em uma e parou em Paulo Victor em duas.


Qual foi a pior atuação?


Os melhores momentos de América-MG 1 x 0 Botafogo pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro


Sem dúvidas, a exibição mais abaixo da média do Botafogo sob o comando de Valentim foi a derrota por 1 a 0 para o América-MG no Independência, no último jogo. O time foi envolvido pelo adversário na maior parte do tempo, pressionado mesmo com três volantes protegendo a defesa e, ofensivamente, criou apenas uma chance clara, desperdiçada por Brenner e Renatinho.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com, do Rio de Janeiro

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Substituto de Carli? Yago diz que tem chance de estrear: "Acredito que sim"


Zagueiro surge como principal nome para entrar na vaga do zagueiro argentino, que recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora da partida diante do Vitória no próximo domingo no Rio







Único jogador que chegou por empréstimo esse ano e ainda não atuou pelo Botafogo, Yago tem tudo para fazer sua estreia na partida do próximo domingo, contra o Vitória, no Estádio Nilton Santos. Pelo menos foi o que ele mesmo sinalizou na coletiva antes do treino desta quarta.


Sem Joel Carli, que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o zagueiro surge como uma das alternativas do técnico Alberto Valentim para a posição, assim como Marcelo. Perguntado se a presença na coletiva era um início de que seria o substituto, Yago não disse:


- Acredito que sim. Sabemos que ainda tem alguns dias até domingo, mas estou à disposição. Na verdade ele (Valentim) não precisa ficar falando comigo, pois sei que as coisas acontecem naturalmente. Venho treinando e a expectativa é grande. Não acredito em sorte, mas na vontade de Deus. Venho de alguns anos fazendo um bom primeiro semestre, mas esse ano não consegui - disse ele, que chegou por empréstimo junto ao Corinthians até dezembro.


Quanto ao posicionamento em campo, Yago diz não ter preferência, pois já atuou tanto na direita (posição de Carli), quanto na esquerda. Segundo ele, o importante é ajudar e fazer com que o Botafogo conquiste mais um resultado positivo no Rio de Janeiro.


- Isso não é problema para mim. Já joguei na direita e na esquerda. Estou preparado e pronto para ajudar. Será Importante vencer em casa. Temos conseguido bons resultados e não podemos pensar em outra coisa que não seja uma vitória.


O Botafogo está na 11ª colocação no Campeonato Brasileiro com oito pontos. Apenas um a mais do que o Vitória, adversário deste domingo.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Rio de Janeiro

terça-feira, 22 de maio de 2018

Antes de rodada dupla fora, Marcinho quer explorar fator casa: "Grande força o Niltão"


Com Botafogo invicto em seu estádio, lateral-direito projeta novo triunfo sobre o Vitória para time se recuperar da derrota para o América-MG. Sequência do Alvinegro terá São Paulo e Vasco









Após perder para o América-MG no Independência e se distanciar do pelotão de frente do Campeonato Brasileiro, o Botafogo viu aumentar a cobrança para receber o Vitória no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Nilton Santos. E é justamente no estádio que os jogadores se apoiam para reencontrar as vitórias e o bom futebol. Jogando em casa, o Alvinegro está invicto na competição: empatou com Palmeiras e venceu Grêmio e Fluminense.


Com uma rodada dupla fora na sequência do campeonato semana que vem, contra São Paulo quarta-feira no Morumbi e diante do Vasco sábado em São Januário, Marcinho quer explorar mais uma vez o fator casa contra o embalado Vitória, que vem de dois triunfos seguidos:


– Esse jogo vai ser muito importante para a gente. Estamos levando como grande força o Niltão. A torcida tem vindo, tem apoiado a gente até o final. Não temos tido trabalho fácil em casa, mas temos conseguido fazer valer nosso estádio e nossa torcida. Depois vai ser um bom momento para a gente mostrar que melhorou, buscarmos nossa primeira vitória fora. E vencer esse jogo domingo vai ser bom para dar mais força para os próximos – afirmou, em entrevista coletiva nesta terça.



Marcinho deu coletiva nesta terça após a reapresentação do time (Foto: Thiago Lima/GloboEsporte.com)


A média de público do Botafogo no Campeonato Brasileiro é de 8.149 pessoas após três jogos. Considerando todas as 11 partidas como mandante na temporada, a média cai para 6.749. Números ainda distantes dos 30.689 de média do Alvinegro na Libertadores do ano passado.



Confira outros tópicos:


100 DIAS DE VALENTIM
Balanço é positivo: título carioca, posição intermediária no Brasileiro e temos muito a crescer. Acho que é positivo.


ESTILO ELÉTRICO DO TÉCNICO
Acho que ajuda muito a gente, acaba motivando ver um cara incentivando do lado de fora. Para quem está em campo parece que está junto.



VALENTIM ABSOLVIDO NO STJD
A gente fica bastante aliviado. Perder nosso comandante por essa quantidade de jogos que você disse (seis partidas) não ia ser nada bom para a gente.


BOTAFOGO MAL FORA DE CASA
Acredito que seja mais por circunstâncias de jogo. Os times jogando em casa tendem a se impor. Acho que a gente tem sofrido sim com isso, mas nada que com o tempo, trabalhando mais forte, ajeitando algumas coisas, acabe melhorando.


COMO EVOLUIR?
Tende até ficar repetitivo aqui, mas Brasileiro é cada jogo uma final. Os times que chegam são os que têm mais regularidade. Temos que buscar essa regularidade para alcançarmos grandes coisas no fim do ano. A gente tem que encontrar essa ousadia fora de casa, faltou um pouquinho. Tivemos boa parte o controle do jogo (contra o América-MG), mas não fomos incisivos e efetivos.


O QUE PRECISA MELHORAR?
Eu não sou treinador, então vou falar pelo meu lado, do que vi do jogo. É só ser um pouquinho mais agressivo. O Alberto (Valentim) sempre fala isso para a gente desde que chegou, ter uma melhora pequena jogo a jogo: 10%, 20%.


SUSPENSÃO DE CARLI
A gente perde com saída do Carli, um cara que tem liderança dentro do campo, fala com o juiz, comanda a gente na parte de trás. Mas a gente também ganha na velocidade, Yago e Marcelo são jogadores novos. Perde de um lado, mas ganha do outro.


TORCER PELO BAHIA POR VAGA NO POTE 1 DA SUL-AMERICANA?
Não estava nem sabendo muito dessa situação (risos). Mas não tem muito que torcer, o adversário que vier a gente tem que estar preparado para qualquer coisa.


Foto destaque: Gianlana/Pixel/BFR


Fonte: GE/Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro