terça-feira, 27 de junho de 2017

Gatito cita ajuda de Jefferson e pede união em prol de Montillo


Paraguaio elogia postura de seu companheiro e concorrente e lamento novo problema físico do argentino: "Pelo profissional que é, isso acaba doendo um pouco mais"





Gatito ao lado de Carli e Montillo (Foto: Divulgação)



Gatito foi o escalado para conversar com a imprensa após a reapresentação do Botafogo, no Estádio Nilton Santos. Mas o assunto do dia no clube foi Montillo. Após a suspeita de mais uma lesão – a quinta, caso confirmada –, o argentino deixou o jogo muito chateado e foi liberado pelo departamento de futebol nesta terça. O goleiro não desviou do tema, falou sobre o argentino e lamentou. Para ele, é o momento de o elenco se unir para ajudar o companheiro, muito abalado pela provável contusão na panturrilha direita.


– Não consegui falar com ele ainda. Imagino como ele deve estar se sentindo. Estou esperando ele esfriar a cabeça. O grupo, mais do que nunca, tem que estar bem fechado e ajudar o Montillo nesse momento difícil. Ele não está conseguindo desempenhar sua melhor performance. Ele é um grande profissional e sente bastante. Pelo profissional que é, isso acaba doendo um pouco mais – disse.



Jefferson e Gatito disputam a camisa 1 do Alvinegro (Foto: Vitor Silva /SSpres / Botafogo)

Além de Montillo, um outro jogador foi tema da coletiva de Gatito: Jefferson. De volta após mais de um ano recuperando-se de uma lesão no braço esquerdo, o goleiro ficou no banco nas partidas contra Vasco e Avaí. A disputa pela camisa 1 do Botafogo promete ser quente, porém, sadia.

– A disputa vai ser com muito respeito, que temos entre a gente, um profissionalismo grande. Cada um trabalhando para dar o melhor para o nosso clube, que é Botafogo. Minha relação com o Jefferson é muito boa. Ele me ajuda, fala sobre o jogo, as coisas que ele observa, me passa a experiência dele. Ele também me dá apoio, o que é o mais importante. É um cara muito humilde com todos os goleiros. Temos uma relação de bons companheiros. Eu estou na seleção paraguaia, e ele pode voltar daqui a pouco para a seleção brasileira. Isso para o Botafogo é muito bom.

Indagado se é diferente jogar tendo Jefferson no banco, Gatito elogiou a postura do companheiro.

– É diferente, o Jefferson é um líder dentro do grupo, um cara que fala muito antes do jogo, passa muita experiência no vestiário. Mas dentro de campo não penso nisso, fico focado no jogo.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, Rio de Janeiro

Botafogo finaliza, mas volta a tropeçar com sistema ofensivo; Jair defende opção


Alvinegro conclui 29 vezes a gol, mas passa em branco contra o Avaí. Trenador admite esquema por conta de desfalques, mas diz: "Não avalio situação que não é verdadeira. Avalio a performance"






Melhores momentos de Botafogo 0 x 2 Avaí pela 10ª rodada do Brasileirão


Não dá para dizer que o Botafogo não criou. Muito menos que não tentou. No entanto, apesar das 29 finalizações contra o Avaí, o time passou em branco e saiu derrotado em casa por 2 a 0.


Realmente a bola teimou em não entrar. Não era dia. Mas também não dá para culpar apenas a falta de pontaria pelo resultado. Pouco inspirado, o Alvinegro abusou dos cruzamentos – foram 47 -, e em nenhum momento passou a impressão de que buscaria o resultado, especialmente no primeiro tempo.


- A bola não quis entrar. Como vou reclamar dos jogadores que chutaram 29 vezes ao gol. Time teve 67% de posse de bola. Acho que foi meu jogo com o maior número de finalizações. A bola não quis entrar. O mais próximo disso foi contra o Barcelona, 18 finalizações. E também perdemos. É o futebol. Não avalio situação que não é verdadeira. Avalio a performance - analisou Jair Ventura.



Botafogo finalizou 29 vezes, mas passou em branco contra o Avaí (Foto: André Durão)


Jair citou o jogo contra o Barcelona, e de fato é impossível não reparar nas semelhanças com a derrota para os equatorianos, até então a última derrota do Botafogo no Nilton Santos. Em maio, com uma linha ofensiva formada por Camilo, Pimpão, Guilherme e Sassá, o Alvinegro finalizou 18 vezes, mas perdeu pelo mesmo resultado: 2 a 0. Desde então, até o jogo contra o Avaí, Jair Ventura não havia repetido a formação com um armador, dois extremos e um centroavante. Nesta segunda, iniciou com Camilo, Montillo, Pimpão e Roger. Guilherme subsituiu o argentino aos sete minutos. Apesar das coincidências, o treinador justificou a escalação e defendeu sua opção.



- Não me prendo a sistemas. Mas quando perco Airton, João Paulo e Matheus Fernandes, tive que mudar. O Dudu Cearense, dentro do que iniciei a partida, não me daria o que eu queria. Só fiz as mudanças por conta dessas perdas. Depois só coloquei o Guilherme porque estávamos perdendo. Vou colocar um volante perdendo em casa? Imagina se coloco um zagueiro ou um volante. Tinha que ir para cima... Mesmo mudando o esquema, é uma coisa a se repensar. Contra Colo-Colo, Olímpia e Estudiantes jogamos assim e vencemos. 3 a 2. Ainda estou ganhando. Mas só lembram das derrotas. Foi o jogo que mais criamos no ano. O culpado não pode ser o esquema – ressaltou o treinador do Botafogo, recordando de vitórias importantes na Libertadores, no início da temporada, com a linha de frente formada por quatro homens.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, Rio de Janeiro

A angústia de Montillo: titular após 3 meses, meia joga 7 minutos e não engrena


Com constantes problemas físicos, maior contratação (e investimento) do Botafogo na temporada não consegue sequência. Caso confirmada, será a 5ª lesão em seis meses




Montillo sai de campo após sentir novamente lesão na panturrilha, aos 07' do 1º tempo



Não está sendo fácil a vida de Montiilo no Botafogo. De volta ao time titular após quase três meses, o argentino sentiu dores na panturrilha e deixou o jogo contra o Avaí aos sete minutos. Ele ainda será examinado, mas os primeiros prognósticos são pessimistas. Ao julgar pelas palavras de Jair Ventura e pela forma como o jogador deixou o campo, dificilmente ele terá condições de jogar os próximos jogos.


A situação aumenta ainda mais agonia do jogador. Maior contratação (e investimento) do Botafogo para a temporada, o argentino ainda não conseguiu uma boa sequência em General Severiano. Muito por culpa de problemas físicos. Caso seja confirmada a lesão, será a quinta em seis meses no Botafogo.


Nitidamente chateado na saída de campo, Montillo está incomodado. Ao longo da carreira nunca conviveu com tantos problemas físicos. Desde janeiro, foram apenas 18 jogos e um gol, no amistoso contra o Rio Branco-ES, na pré-temporada.


Na última sequência fora, Montillo lesionou a coxa no dia 2 de abril, contra o Resende. Durante a recuperação, machucou a panturrilha. No total, ficou mais de dois meses fora. Tempo suficiente para ser questionado em redes sociais por torcedores, que o o acusaram de “estar roubando” o Botafogo. Incomodado, o argentino ofereceu devolver ao clube os salários de abril e maio. A diretoria não aceitou.


- Fico muito triste pelo Montillo. O Botafogo passa uma realidade financeira muito difícil, e ele foi nosso maior investimento. É um grande homem, um grande jogador, super profissional, mas infelizmente as lesões têm o atrapalhado. A gente vê o sofrimento dele. Fico muito triste pelo ser-humano. Cara de grupo, fantástico. A gente vê a agonia, a situação de um cara que quer ajudar -lamentou Jair Ventura, após a partida.



Montillo deixou o campo visivelmente abalado e foi direto para o vestiário (Foto: Marcelo Baltar)


O novo problema de Montillo não poderia vir em um pior momento. De fato, o Botafogo terá uma das sequências mais importantes do ano. Nos próximos dias, em ordem, os adversários serão Atlético-MG (quartas da Copa do Brasil), o líder Corinthians (Brasileirão) e Nacional-URU (oitavas da Libertadores). Os três jogos fora de casa.


- Estamos em um dos momentos mais importantes do ano. Nosso grupo é enxuto. O momento é de tristeza. Agora não dá para falar a gravidade da lesão. Mas não parece ser nada leve. Preocupa – concluiu Jair.


Fonte: GE