domingo, 19 de março de 2017

Goleiros brilham, Vasco e Botafogo empatam e seguem iguais na tabela


Fabuloso e Montillo tentam, mas passam em branco em clássico para oito mil pagantes. Times ficam em quinto lugar na classificação geral do Carioca







Vasco e Botafogo fizeram um jogo pobre tecnicamente na tarde deste domingo, no estádio Nilton Santos, e acabaram empatando sem gols em duelo válido pela segunda rodada da Taça Rio. Com poucas, mas grandes defesas dos dois goleiros para um público de 8.088 pagantes e 9.345 presentes, as equipes mantêm campanha parecida no Campeonato Carioca: agora somam 11 pontos na quinta posição da classificação geral. As duas de maiores pontuações, tirando os campeões dos turnos, vão para a fase final. Com dois pontos, o Cruz-Maltino, que foi comandado pelo interino Valdir Bigode após a saída de Cristóvão Borges, está em quarto lugar no Grupo C da Taça Rio, enquanto o Alvinegro ocupa o terceiro no Grupo B com quatro pontos.


O empate marca a manutenção de longo jejum do Botafogo, que não vence o Vasco há três anos e meio, sendo 10 jogos, quatro empates e cinco derrotas.


O próximo compromisso do Vasco é quarta-feira, contra o Madureira, em São Januário, enquanto o Botafogo, que só joga pela Libertadores em 13 de abril, tem pela frente o Fluminense, no clássico marcado para quinta-feira, no Nilton Santos.

Roger e Gilberto disputam bola na área (Foto: André Durão)

Primeiro tempo

A primeira etapa foi dos goleiros. O bom início do Vasco chegou a animar a torcida, mas o grito de gol ficou preso depois que Gatito Fernandez operou verdadeiro milagre em duas bolas difíceis. Primeiro, Evander cabeceou para o chão e o goleiro buscou. No rebote, Nenê, de frente para o gol, bateu à queima-roupa, mas o goleiro estava lá para espalmar antes de a bola parar no travessão. Luís Fabiano saía da área, Nenê tentava, mas faltava muito. Foi a deixa para que o Botafogo passasse a gostar do jogo. Mas de goleiro o Vasco também está muito bem servido. Martín Silva garantiu o zero do placar por duas vezes: na primeira, em chinelada de Montillo de longe. No segunda, bola ainda mais complicada em chute de Bruno Silva que desviou para mais uma boa intervenção.

Luis Fabiano e Victor Luis disputam bola (Foto: André Durão)

Segundo tempo

O Vasco tinha dificuldade na transição da defesa para o ataque. Não foram poucas as vezes que Luís Fabiano recebia a bola muito fora da área e acabava facilmente marcado. Já o Botafogo sentia a atuação apagada de Camilo e Montillo. O jogo foi ficando aberto, a arbitragem passou a distribuir cartões, alguns pênaltis inexistentes foram pedidos dos dois lados, e Luís Fabiano deu um susto ao cair sentindo dores no joelho esquerdo. Foi só um susto. Sassá entrou no Botafogo, Pikachu no Vasco, mas o jogo seguiu pobre tecnicamente. Sem ser notado em campo, Camilo deu lugar a Pimpão, que quase fez o gol da vitória aos 42, mas Jean tirou quase em cima da linha.


Destaques

Luís Fabiano (Vasco): ainda muito fora de forma e totalmente isolado em campo, lutou muito. Correu sem parar, saiu da área para buscar jogo, serviu de pivô, e ainda fez um gol bem anulado por estar em impedimento. Reclamou bastante com a arbitragem, uma das suas marcas registradas. Precisa ser mais bem servido e acionado para a conclusão dos lances.


Airton (Botafogo): o volante mostrou a saúde de sempre para ganhar quase todas as jogadas. Tem muita disposição, antecipa muito bem os lances e pareceu nesse jogo querendo mais que os companheiros.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro

Xô, "jet lag"! Da China para o clássico, Fabuloso e Montillo tentam engrenar


Principais reforços de Vasco e Botafogo para 2017, dupla se enfrenta neste domingo atrás de primeiro gol oficial, primeira vitória em clássico e melhor forma física e técnica





Principais reforços de Vasco e Botafogo para a temporada, Luis Fabiano e Montillo têm uma coincidência em comum: os dois vieram do outro lado do mundo, diretamente do futebol chinês, e ainda não engrenaram na volta ao Brasil. Neste domingo, às 18h30 (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, eles se encontram no clássico da segunda rodada da Taça Rio tentando espantar o "jet lag" – expressão em inglês que remete ao efeito causado pela descompensação do organismo após longas viagens com mudanças de fuso horário. Atrás da melhor forma física e técnica, a dupla também vai em busca da primeira vitória em clássicos e do primeiro gol oficial.

Luis Fabiano ou Montillo? Quem vai levar a melhor contra o "jet lag" no clássico deste domingo? (Foto: Editoria de Arte)


Luis Fabiano chegou há menos tempo que Montillo, está no Vasco há um mês e jogou apenas duas partidas, contra Macaé no Carioca e Vitória pela Copa do Brasil, e ainda não balançou as redes. O centroavante de 36 anos admitiu em entrevista recente que tem muito para evoluir.

Por causa do meu tempo inativo, precisava mais de trabalho de academia no início para pegar força. O importante é estar 100% no início do Brasileiro. Agora é um primeiro passo"
Luis Fabiano, atacante do Vasco


– Por causa do meu tempo inativo, precisava mais de trabalho de academia no início para pegar força. O importante é estar 100% no início do Brasileiro. Agora é um primeiro passo. Vamos ver como vai ser no decorrer do campeonato. O importante é o julgamento do ano todo – afirmou.


Montillo, por sua vez, chegou ao Botafogo em janeiro, fez toda a pré-temporada com o clube e começou empolgando, marcando um gol no amistoso contra o Rio Branco-ES. Mas desde então, disputou seis jogos e ainda não rendeu o esperado. O meia argentino, de 32 anos, ainda busca um melhor entrosamento com Camilo e já reconheceu que pode render mais.


– Estou trabalhando para encontrar o melhor ritmo. Sei que posso dar muito aqui. Não fiz ainda a partida que posso fazer. Vou continuar trabalhando – admitiu.

Estou trabalhando para encontrar o melhor ritmo. Sei que posso dar muito aqui. Não fiz ainda a partida que posso fazer"

Montillo, meia do Botafogo


Com a demissão de Cristóvão Borges depois da eliminação do Vasco na Copa do Brasil, o auxiliar Valdir Bigode é quem vai comandar o time interinamente. Apesar do momento conturbado, a expectativa do Vasco é aumentar a invencibilidade contra o rival, que já dura desde 2013, e ter ao menos um pouco de tranquilidade para receber seu novo comandante Milton Mendes. No Botafogo, a hora é de esquecer momentaneamente a Libertadores, que só volta em abril, e buscar nesse tempo a reação no Carioca, após ter ficado fora das finais da Taça Guanabara. Com o adversário em crise, é a chance para quebrar o incômodo jejum diante do Cruz-Maltino.


Computando todas as competições e amistosos, Vasco e Botafogo já se enfrentaram em 329 oportunidades, com 142 vitórias vascaínas (515 gols), 99 empates e 88 triunfos botafoguenses (442 gols). Com um ponto, o Cruz-Maltino está em segundo lugar no Grupo C da Taça Rio, enquanto o Alvinegro ocupa o terceiro no Grupo B com três pontos. Na classificação geral do campeonato, as duas equipes estão empatadas com 10 pontos em quarto lugar – as duas de maiores pontuações, tirando os campeões dos turnos, vão para a fase final.


VASCO X BOTAFOGO
Prováveis escalações para o clássico Vasco x Botafogo têm apenas uma dúvida de cada lado (Foto: Arte Esporte)


Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data e horário: domingo, 18h30 (horário de Brasília)

Escalação provável (Vasco): Martín Silva; Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Henrique; Jean, Douglas, Escudero, Nenê e Andrezinho (Muriqui); Luis Fabiano.
Escalação provável (Botafogo): Gatito Fernández; Fernandes (Marcinho), Carli, Emerson Silva e Victor Luís; Airton, Bruno Silva, Camilo e Montillo; Pimpão e Roger
Desfalques (Vasco): Rodrigo, Kelvin, Guilherme, Luan, Wagner e Marcelo Mattos (DM)
Desfalques (Botafogo): Jefferson, Luis Ricardo, Gustavo Bochecha, Jonas, Leandrinho, Matheus Fernandes e Marcelo (DM)
Transmissão: Premiere 2 (com Luiz Carlos Junior e Lédio Carmona), e Rádio Globo FM 98,1, Globo AM 1220, CBN FM 92,5 e CBN AM 860 (com Luiz Penido, Eraldo Leite, Álvaro Oliveira Filho, Camila Carelli, Renan Moura e Rafael Marques)
Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha apita o jogo, auxiliado por Diogo Carvalho Silva e Carlos Henrique Alves de Lima Filho


Fonte: GE/Por Fred Huber, Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro