domingo, 23 de abril de 2017

Sem desculpas, Jair diz que time deu o máximo pelo Carioca: "Guerreiros"


Técnico do Botafogo não usa viagem recente pela Libertadores como justificativa para derrota por 2 a 1 para o Flamengo na semifinal do estadual e elogia entrega: "Nem sempre é suficiente"





Melhores momentos: Flamengo 2 x 1 Botafogo pela semifinal do Campeonato Carioca

Precisando da vitória para avançar no Carioca, o Botafogo lutou, mas não teve sucesso na semifinal contra o Flamengo, neste domingo, no Maracanã. E, após a derrota por 2 a 1 (veja os melhores momentos no vídeo acima), o técnico Jair Ventura preferiu não justificar o revés por conta das viagens por causa da Libertadores - o time voltou de Guayaquil na sexta-feira em viagem de mais de 10 horas de duração. Pelo contrário: elogiou a postura de seus comandados.


- Sou tipo de treinador que não trabalha com desculpas. Time de guerreiros, lutamos, tentamos colocar de lado a situação das viagens, corremos riscos jogando com todos os jogadores, mas isso mostra que não abdicamos do Carioca. Demos o nosso máximo, mas nem sempre é suficiente. Por que eu não mexi no intervalo? Porque quem estava jogando poderia dar mais um pouco - disse em entrevista coletiva.


Eliminado do estadual, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira pela Copa do Brasil. No Nilton Santos, às 21h45, os alvinegros recebem o Sport pelo jogo de ida das oitavas de final da competição. O próximo desafio pela Libertadores é no dia 2 de maio, terça, também em casa, novamente contra o Barcelona-EQU.

Jair Ventura durante o clássico contra o Flamengo (Foto: André Durão)

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Jair:



SEQUÊNCIA DE JOGOS REDUZIDA

- Não escondemos em nenhum momento que a prioridade é a Libertadores. Lutamos muito ano passado. Ficar de fora da final nunca é bom, mas se procurar um lado bom é o lance do desgaste físico. Mas eu queria estar disputando essa final. Não estamos felizes porque isso. Fica a lição, demos o máximo, time lutou, de parabéns. Fomos guerreiros, não deu


POSTURA DO TIME
- Você jogar em cima do adversário 90 minutos é muito difícil. Depois de uma viagem de 14h é mais difícil ainda. A gente sentiu o jogo e fomos buscando pouco a pouco. Se você aperta o turbo antes da hora não vai conseguir chegar. Tivemos que nos redobrar, aumentou mais o desgaste ainda, mas isso que me deixou mais feliz. Lutaram.


DESFALQUES
- Lógico que eles fazem falta, mas já não jogaram em outros jogos, passamos muito por isso ano passado e fomos nos reinventando. Eu acredito na força do grupo. Lógico que tem jogadores importantes que fazem falta, mas não pode falar que a derrota foi por causa dos desfalques e cansaço.


- O Diego também fez falta do lado de lá, lógico que tivemos mais desfalques, mas não acho legal porque tira o mérito do adversário. Não foi por baixas, viagem, ganhou quem foi melhor, acabou. Tem que saber perder. Quem não sabe não tem direito de ganhar. Lógico que se estivéssemos inteiros e com todos poderia ser outro jogo, mas não necessariamente


FLAMENGO- Qual foi a leitura que falei na coletiva ontem, que era minha maior preocupação? Guerrero. Foi diferente hoje na partida, é o cara de 1 milhão de reais, foi o cara da partida. Aí vocês vão falar: 'Mas se você sabia, por que não marcou ele?' Difícil marcar ele, fez um grande jogo e foi determinante para o resultado.


SASSÁ PERTO DE SER TITULAR?
- Sim, todos estão sempre brigando, sempre próximos (da chance). Sempre falo na meritocracia, ele vem entrando muito bem, assim como os outros. É no dia a dia, nos treinamentos, claro que nos jogos também. É aquele ditado, treino é treino, jogo é jogo. Então pode ser, vamos esperar até o próximo jogo.


LATERAL DIREITA
- A gente precisa de um lateral, não adianta cobrar essa situação do Fernandes. Acabamos sofrendo os dois gols pelo lado direito. A gente está tentando, buscando. Você consegue fazer dois, três jogos improvisando, mas todo o ano sem jogador de ofício é complicado.


REFORÇOS
- Vamos trazer o menino do júnior (Fernando) para subir amanhã, ficar com a gente, vamos ver. A base vem formando muitos atletas, mas são safras. Em uma forma mais atacantes, volantes... Nem sempre consegue municiar o profissional na posição que necessita. Adoro a base, joguei com 12 garotos contra o Vasco. A gente olha primeiro lá, se não tem vai ao mercado.