quarta-feira, 31 de maio de 2017

Perto da volta: Botafogo marca jogo-treino para dar ritmo ao goleiro Jefferson


Recuperado de duas cirurgias no braço esquerdo, goleiro terá teste nesta sexta contra o Santa Cruz-RJ e fica próximo de retornar. No entanto, chances de substituir Gatito diante do Santos são mínimas






A longa espera parece estar próxima do fim. Após duas cirurgias e mais de um ano afastado de partidas oficiais, Jefferson está mais perto do retorno aos gramados. Recuperado da lesão no braço esquerdo, o goleiro segue em evolução e já trabalha normalmente com o restante do elenco. Para dar ritmo ao jogador, a comissão técnica do Botafogo marcou um jogo-treino contra o Santa Cruz-RJ nesta sexta-feira. A partida será realizada no campo anexo do Estádio Nilton Santos.


A expectativa é saber como Jefferson vai reagir, pois o jogo-treino será seu primeiro teste. Bem nos treinamentos, o goleiro não sente mais dores no dia a dia. Ainda não há uma data definitiva para o retorno, mas a comissão técnica conta com ele a partir de junho.



Jefferson tem poucas chances de substituir Gatito contra o Santos (Foto: Vitor Silva /SSpres / Botafogo)


Havia a expectativa de Jefferson substituir Gatito contra o Santos, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, uma vez que o paraguaio estará com a seleção de seu país. O prazo de uma semana, no entanto, é curto. A tendência é que outros jogos-treino contra equipes menores do Rio de Janeiro sejam realizados antes do retorno oficial.


Caso não haja nenhum contratempo, Jefferson será inscrito nas oitavas de final da Libertadores. Na próxima fase, os clubes poderão fazer três trocas no elenco, e Jefferson é nome certo na lista do Botafogo. As vagas restantes devem ser de Arnaldo e de um centroavante a ser contratado. Um dos alvos, no momento, é Luciano, ex-Corinthians.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

Copa do Brasil #oitavas: tudo o que você precisa saber de Sport x Botafogo


Equipes se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Ilha do Retiro, pela partida de volta do confronto. No Rio, vitória alvinegro por 2 a 1



(Foto: Infoesporte)



O JOGO


Pouco mais de um mês depois de se enfrentarem no dia de abertura das oitavas de final da Copa do Brasil, Sport e Botafogo volta a se encontrar pelo duelo de volta nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Ilha do Retiro, no Recife. No jogo de ida, no Rio de Janeiro, o Alvinegro levou a melhor e venceu por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos.


Como ganhou na ida, o Botafogo joga por qualquer empate para ir às quartas de final e manter o sonho do inédito título, mas pode avançar em caso de derrota por um gol de diferença por placar igual ou superior a 3 a 2. Já o Sport, campeão em 2008, precisará de uma vitória simples de 1 a 0 ou por dois gols de diferença para seguir vivo na busca pelo bicampeonato. Se devolver o placar de 2 a 1, levará a disputa para os pênaltis.



(Foto: Infografia )


Sport - técnico: Vanderlei Luxemburgo


Para inverter a vantagem do Botafogo, o Sport confia no "efeito Luxa". Motivado pela chegada do novo treinador, o clube ainda fez promoção de ingressos para lotar a Ilha do Retiro e empurrar a equipe para a vitória. Dentro de campo, o principal reforço é a volta de Diego Souza. Com uma pancada no pé, o meia foi desfalque diante do Grêmio, na última rodada da Série A, mas está liberado para atuar. Como Luxemburgo fechou o último treino antes da partida, não dá para cravar a escalação, mas dificilmente fugirá do que vai abaixo.



Provável escalação do Sport na estreia de Vanderlei Luxemburgo (Foto: GloboEsporte.com)


Quem está fora: Ronaldo Alves, Samuel Xavier e Raul Prata (problemas musculares)


Botafogo - técnico: Jair Ventura


Com as oitavas de final da Libertadores previstas apenas para julho, o Botafogo pode se concentrar no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, por isso Jair vai com a força máxima que tem disponível: poupados contra o Bahia, Roger e Carli retornam à equipe. Os únicos desfalques entre os titulares são Bruno Silva, expulso no jogo de ida, e Arnaldo, contratado após o prazo de inscrição. O único lateral-direito de ofício disponível é Fernando, de 18 anos, mas a tendência é que Emerson Santos continua improvisado no setor. A escalação não foi divulgada, mas não deve ter surpresas.



Provável escalação do Botafogo tem volta de Airton no lugar de Bruno Silva (Foto: Info Esporte)


Quem está fora: Jefferson, Luis Ricardo, Montillo e Arnaldo (sem condições de jogo); Gustavo Bochecha, Jonas, Marcinho e Emerson Silva (departamento médico); e Bruno Silva (suspenso).


A PRIMEIRA PARTIDA



Melhores momentos de Botafogo 2 x 1 Sport pelas oitavas de final da Copa do Braii



(Foto: Infografia )


Raphael Claus apita o jogo, auxiliado por Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (todos de SP).


foente: GE/Por GloboEsporte.com, Recife

terça-feira, 30 de maio de 2017

Botafogo descarta retorno de Ribamar e mira Luciano, ex-Corinthians


Prata da casa que está na Alemanha é oferecido por empréstimo, mas não empolga diretoria, que mira atacante do futebol espanhol para concorrer com Roger



A busca por um centroavante continua no Botafogo, e nomes são oferecidos por empresários a todo instante. Um deles já passou pelo clube, e há pouco tempo: Ribamar, revelação do Alvinegro no ano passado e vendido para o TSV Munique 1860, da Segunda Divisão da Alemanha, por € 2,5 milhões (aproximadamente R$ 9 milhões). O jovem de 20 anos só estreou no Europa na atual temporada, após ficar o segundo semestre de 2016 se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, mas não se firmou: foram quatro jogos oficiais apenas e nenhum gol ainda. Disponibilizado para voltar por empréstimo, ele não empolgou a diretoria em General Severiano, que já tem um alvo definido: Luciano.



Luciano pertence ao Corinthians e tem contrato até dezembro (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)


O atacante pertence ao Corinthians e está emprestado ao Leganés, da Espanha, até dezembro, quando termina seu contrato também com o clube paulista. Os espanhóis têm até o fim de junho para exercer a prioridade de compra do jogador, de 24 anos, por € 3 milhões (cerca de 10,9 milhões), mas estima-se que os valores podem ser reduzidos devido à proximidade do fim do vínculo. A diretoria fez sondagens e têm mantido contato com representantes do atleta, que têm outros times brasileiros interessados e devem ter uma posição sobre o futuro no clube europeu até o fim desta semana. A informação do interesse foi divulgada primeiramente pelo site UOL.


Luciano não se firmou no futebol espanhol, tendo disputado 27 jogos, 12 como titular, e marcado apenas quatro gols, sendo dois sobre o Real Madrid. Porém, antes de ser negociado ele viveu fase goleadora no Corinthians, tendo estufado a rede 19 vezes entre 2014 e 2015. Em 2016 que não manteve a média e marcou só um gol em 24 partidas. Revelado pelo Atlético-GO em 2012, o jogador também tem passagem pelo Avaí, onde fez sete gols em 28 jogos em 2013. O atacante não é aquele centroavante fixo, tem mais mobilidade e é visto como um nome para concorrer com Roger pela titularidade da camisa 9.


Fonte: Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

Jair minimiza maratona de três partidas na semana: "Trabalhamos para isso"


Técnico admite cansaço e pouco tempo para trabalhar, mas diz que Botafogo está colhendo frutos do bom desempenho. Treinador projeta primeira duelo com Luxemburgo





Jair Ventura em coletiva após o treino desta terça-feira, no Estádio Nilton Santos (Foto: Twitter oficial do Botafogo)


Está difícil arrumar tempo até para respirar. Exagero à parte, o dia a dia do Botafogo, envolvendo em três competições, está corrido. Na quinta passada, por exemplo, o time jogou na Argentina, pela Libertadores. Três dias depois, o adversário foi o Bahia, no Rio de Janeiro, pelo Brasilierão. Nesta terça, o Alvinegro embarca para Recife, onde enfrenta o Sport pela Copa do Brasil. A equipe joga por um empate para avançar às quartas de final. Haja fôlego! Motivo para choramingar? Não para Jair Ventura.


- Muita correria. Mas que bom. Trabalhamos para isso. Para disputar o máximo de competições possíveis. Vemos times eliminados que sentem falta. Mas falta tempo para trabalhar. Temos às vezes cinco minutos para fazer ajustes. Mas é bom. O Botafogo está em três competições difíceis. Mas vamos buscar nossa classificação lá. O Sport é um time muito forte, muito rápido, mas vamos fazer o nosso melhor – disse o treinador, minutos antes de embarcar no ônibus rumo ao aeroporto do Rio de Janeiro.


No Recife, Jair Ventura vai enfrentar pela primeira vez Vanderlei Luxemburgo. Um duelo de gerações. O novo treinador do Sport é 27 anos mais velho. Antes do encontro, Jair prega respeito.


- Ainda não sei se ele vai fazer o jogo, mas só a presença dele já é uma situação diferente. Vai ser difícil enfrentar ele agora e vai ser difícil daqui a um ano. É sempre difícil enfrentar o Vanderlei.


Sobre a escalação, Jair avisou que terá força máxima, mas não descartou poupar um ou outro jogador por desgaste. A escalação? O treinador manteve o suspenso, como de costume.


- Não vou falar o time para vocês (risos).


Outros trechos da entrevista


Vai poupar?

- Trabalho muito com a fisiologia, estudamos os atletas, os indicadores. Às vezes acusam alguma coisa, a gente tem que preservar o atleta. Mas fora isso vamos com a força máxima. Não tem como poupar jogador nas oitavas de final. Jogo muito importante.



Gatito
- Titular absoluto não é não. Como vou falar isso. Não existe titular absoluto no Botafogo. O Gatito está lutando pelo espaço dele. Fez grandes defesas, teve atuações importantes e é importante no elenco, assim como o Saulo, o Helton... Titulares absolutos no Botafogo só o presidente e a torcida.


Mudança no comando do Sport

- Sou sempre contra a mudança de treinador porque o treinador precisa de tempo para trabalhar. Mas ao mesmo tempo, quando tem essa troca, quem não está tendo oportunidade ganha mais motivação.


Igor Rabello

- Foi importante essa saída. Ele saiu para o Náutico, e ganhamos um atleta. Vivenciou outro ambiente e jogou, o que é o principal. Voltou mais maduro, mais confiante. Ele está brigando pela titularidade com os demais. Temos Marcelo, Carli, Emerson. Estamos bem servidos nessa posição.


Volta à Ilha

- Depende do fator torcida. Se for meio a meio, não. Mas com 10%, muda um pouco. Mas o clássico é sempre bom jogar. Viemos de duas vitorias em casa. Mesmo como Flamengo como mandante, temos que encarar como um jogo em casa. Na Ilha ou em Volta Redonda. Vamos esperar.


Volta de Montillo
- Não trabalhamos com o prazo. Depende do atleta. Cada um tem seu prazo. Não é uma ciência exata até para não gerar expectativa.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

segunda-feira, 29 de maio de 2017

De chuteiras, Montillo e Emerson Silva fazem trabalho em separado no campo


Argentino se recupera de lesão na coxa e participa do aquecimento com o elenco na tarde desta segunda-feira. Zagueiro ainda não tem previsão de volta




Após a vitória por 1 a 0 diante do Bahia, o elenco do Botafogo se reapresentou na tarde desta segunda-feira e com novidades. O treino para os reservas, no campo anexo do Estádio Nilton Santos, contou com a presença de Montillo, que apareceu de chuteiras e trabalhou normalmente até a hora em que o técnico Jair Ventura fez um pequeno coletivo. O meia não joga desde o dia 02 de abril, contra o Resende. Ele se recupera de lesão na coxa.



Fora desde o começo de abril, o meia Montillo apareceu de chuteira e treinou com os companheiros (Foto: Felippe Costa)


Outra novidade foi a presença de Emerson Silva, que também treinou de chuteiras, mas em separado. O zagueiro se recupera de uma pancada no joelho esquerdo na partida contra o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores, e ainda não tem previsão de volta. Os dois jogadores seguem em trabalho de transição e dentro do planejamento do departamento médico.


Em campo, Jair Ventura trabalhou em campo reduzido com os jogadores que não atuaram na vitória diante do Bahia. Além deles, alguns atletas da equipe de juniores também participaram do treino. Os titulares ficaram treinando na academia e se recuperando para a partida, contra o Sport, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil.


O Botafogo volta a treinar na manhã desta quarta, no Estádio Nilton Santos, e depois viaja direto para o Recife. Com a vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, o Alvinegro joga por um empate, na Ilha do Retiro, para voltar ao Rio de Janeiro classificado para as quartas de final.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

Marcus Vinícius não empolga, e Botafogo e Cruzeiro seguem sem acordo por Sassá


Alvinegro busca centroavante e esfria negociação por jogador da Raposa. Mineiros mantêm interesse em Sassá, com quem já têm acordo salarial






Sassá Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


A semana começou com a expectativa por um desfecho positivo, mas pelo visto a novela envolvendo Sassá vai se arrastar mais um pouco. Oferecido pelo clube mineiro, o nome de Marcus Vinícius não empolgou os dirigentes cariocas, e Cruzeiro e Botafogo seguem sem acordo. As conversas continuam, Sassá já tem acordo salarial com a Raposa, mas o Alvinegro está aberto a propostas de outros interessados.


Marcus Vinícius foi oferecido pelo Cruzeiro. A ideia é que cada clube ficasse com 50% dos direitos econômicos de cada jogador. A negociação, no entanto, não foi adiante. O motivo? A prioridade do Botafogo é a contratação de um centroavante, uma vez que o clube conta apenas com Roger e Joel no momento.


- O Marcus Vinícius foi oferecido, mas a posição dele não é a que o Botafogo busca. O Botafogo tem outras prioridades. Tínhamos interesse no Elber, mas a pedida salarial foi fora da nossa realidade. Continuamos conversando. Temos uma boa relação com o Cruzeiro. Houve muitas consultas pelo Sassá - disse o presidente alvinegro, Carlos Eduardo Pereira.


Convivendo com problemas extra-campo desde o começo do ano, Sassá virou, de destaque do time na temporada passada, para moeda de troca neste ano, tendo poucas oportunidades com o técnico Jair Ventura. Por fim, o atacante foi afastado do grupo principal. A pressa para negociá-lo tem outro motivo: com vínculo até dezembro, Sassá já pode assinar um pré-contrato com outro clube no próximo mês. Em fevereiro, o Alvinegro recusou proposta de cerca de R$ 5 millhões do Lokomotiv Moscou pelo atleta.


Procurado pelo GloboEsporte.com, o diretor de Comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes, confirmou que a negociação está estagnada.


- Não está havendo acordo entre os clubes. Por enquanto, sem novidade - disse o dirigente.



Marcus Vinicius não empoglgou a diretoria do Botafogo (Foto: Divulgação/Cruzeiro)


Desde o início das negociações, o Cruzeiro tenta o acerto, envolvendo a troca de jogadores. A princípio, Neílton foi oferecido. O atacante atuou pelo Botafogo em boa parte de 2015 e em toda a temporada passada, tendo boa atuação: fez 72 jogos e marcou 18 gols. As conversas, porém, não avançaram, e o jogador, que estava emprestado ao São Paulo, foi para o VIiória.


Depois do fracasso em incluir Neilton, o Cruzeiro propôs a troca por Élber. Mas o jogador pediu uma quantia considerada alta e acabou travando a negociação. Marcus Vinícius foi a terceira tentantiva, mas a negociação também não evoluiu.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Valeska Silva, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

domingo, 28 de maio de 2017

Em noite de Gatito Fernandez, Botafogo faz 1 a 0 e vence Bahia no Engenhão


Goleiro alvinegro garante triunfo do Fogão com série de defesas. Baianos conhecem segunda derrota consecutiva fora de casa.



Gatito Botafogo Bahia (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)


Gatito Fernandez foi o nome do jogo no triunfo do Botafogo por 1 a 0 sobre o Bahia, na noite deste domingo, em jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O arqueiro alvinegro fez pelo menos cinco grandes defesas e garantiu os três pontos para o Fogão, que venceu a segunda partida seguida no Nílton Santos. O gol da equipe carioca foi marcado por Bruno Silva. O volante fez um bonito gol ao encobrir Jean no final da primeira etapa.


Assim como outras cinco equipes, o Botafogo termina a terceira rodada com seis pontos conquistados. O time comandado por Jair Ventura termina o domingo na sétima posição, mas pode ser ultrapassada pela Chapecoense, que encerra a rodada na segunda-feira. Depois de conhecer a segunda derrota consecutiva, o Bahia estaciona nos três pontos e fica na 13ª posição da tabela de classificação.


Confira os melhores momentos de Botafogo e Bahia


PRIMEIRO TEMPO

Botafogo e Bahia chegaram ao Nílton Santos com ideias de jogo muito parecidas, e durante quase todo primeiro tempo os times se anularam em campo. Cariocas e baianos apostaram na marcação sob pressão para sufocar a saída de bola do adversário. Como as duas equipes aceitavam passivamente a marcação, as melhores oportunidades de gol surgiram em jogadas de bola parada. De cabeça, Renê Junior obrigou Gatito a fazer boa defesa, e de falta, Camilo assustou Jean. O primeiro tempo se encaminhava para um 0 a 0, até que, aos 43 minutos, Bruno Silva apertou a saída de bola, desarmou Edson no campo de defesa do Bahia e deu início a jogada do gol marcado por ele mesmo.


SEGUNDO TEMPO

Os dois times voltaram mais ligados para o segundo tempo e tiveram chances de alterar o placar. O Bahia começou melhor e teve duas ótimas oportunidades com Zé Rafael e Edigar Junio, ambas defendidas por Gatito Fernandez. A partir dos 15 minutos, os donos da casa equilibraram a partida. Após bola roubada por Pimpão, Joel teve chance cara a cara com Jean, mas mandou para fora. O Tricolor voltou a ficar perto do empate em cobrança de escanteio, mas Gatito, em noite inspirada, salvou duas finalizações em sequência para garantir o triunfo Alvinegro. Na reta final os visitantes tentaram partir para o ataque, mas não conseguiram criar grandes oportunidades. Já o Botafogo recuou a espera de um contra-ataque, que também não aconteceu. No final, permaneceu o 1 a 0 construído no primeiro tempo.


Fonte: GE/Por Globoesporte.com, Rio de Janeiro

Jair valoriza vitória e cita necessidade de reforços: ''Uma hora vamos pagar o preço''


Técnico ressalta equilíbrio do Campeonato Brasileiro e diz que Botafogo aprendeu a encarar cada rodada como se fosse uma final. Joel Carli e Roger foram poupados por desgaste




Foi difícil, mas o Botafogo saiu do Estádio Nilton Santos com mais uma importante vitória no Campeonato Brasileiro. Após o triunfo por 1 a 0 sobre o Bahia na noite deste domingo (reveja os melhores momentos no vídeo abaixo), o técnico Jair Ventura ressaltou o equilíbrio da competição e a importância de jogar cada rodada como se fosse uma final. Sem deixar de lembrar que a equipe precisa de reforços. Roger e Carli, por exemplo, foram poupados por causa de desgaste.



Melhores momentos de Botafogo 1 x 0 Bahia pela 3ª rodada do Brasileirão 2017


- Na terceira rodada, eu acabo um jogo como se fosse de pré-libertadores. Com o João e o Marcelo caídos, eu sem voz... É muito difícil esse campeonato, cada jogo é uma final. Vale o mesmo da última rodada. Estamos entendendo a importância de jogar cada jogo como se fosse uma decisão. É isso que o Botafogo vem fazendo. Estamos em três competições importantes. Uma hora vamos pagar o preço. Nosso elenco é bem curto. Quando falo em fortalecer, não quer dizer que o nosso elenco não serve. Mas todo treinador precisa de reforços. Estamos buscando no mercado - avisou.


O treinador classificou o jogo como equilibrado, mas disse que o Botafogo teve as chances mais claras. O Bahia, no entanto, também fez Gatito trabalhar. Tanto que o goleiro alvinegro saiu de campo com cinco defesas difíceis.


- Foi um jogo equilibrado, principalmente no primeiro tempo. O Bahia até gelando o jogo, o que é normal para quem joga fora de casa. Fizemos o gol e ficou aberto. Lá e cá, oportunidades para os dois lados. Mas acho que tivemos as mais claras com Joel, Guilherme e Camilo praticamente dentro da pequena área - analisou Jair.


Com a vitória, o Botafogo chegou aos seis pontos e subiu para a sétima posição do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro volta a campo na quarta-feira para enfrentar o Sport, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Na primeira partida, vitória por 2 a 1 no Nilton Santos.



Jair aplaude seus jogadores na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)


Outras respostas de Jair:


Presença de Jairzinho no jogo

Ele (pai) não vem em todos os jogos, Tem muito tempo que não o vejo. Nem minha mulher estou vendo direito. Vou aproveitar hoje para jantar com a minha família. Fora daqui é proibido falar de futebol. Nasci filho de um ídolo. Para mim isso é um orgulho, mas não falamos de futebol. Ele entende muito, mas falamos só de família e deixamos o futebol só para trabalho.


Ausências de Carli e Roger

Dois jogadores seriam poupados Carli e Joel, sendo que o Carli eu tenho mais dois zagueiros. Ele (Joel) vem dois meses sem jogar e tinha que jogar. O Roger corria um risco de lesão e seguramos. É normal, teve chance de fazer gol... Nós usamos o que nós temos e ele não foi mal. Segurou a bola, fez o jogo de pivô. Vamos com calma, que ele é o nosso atacante junto com o Roger.


Bruno Silva

O Bruno Silva é uma arma importante, sabemos da competitividade dele dentro de campo e isso tem um preço com esses cartões. Importante que nosso advogado trabalhou bem e conseguiu o efeito suspensivo.


Montillo
Queremos contar com o Montillo o quanto antes. Ele paga um preço por ter vindo de um campeonato como o Chinês, que é diferente. Todos os times estão perdendo jogadores por lesão. Qual a justificativa disso? Hoje o João Paulo pediu para sair. O Camilo vinha de lesão... Foram duas substituições por condições físicas. Precisamos rever esse calendário.


Victor Luis
É um cara fantástico e tem uma qualidade técnica ótima. Por isso, acaba jogando todos os jogos. Penso em segurar, mas ele quer estar sempre jogando. Chamamos de uma individualidade biológica.


Copa do Brasil
Vamos com força máxima em todos os jogos na Copa do Brasil. Não posso chegar nas oitavas de final e poupar jogadores. Com todo respeito ao Carioca, mas não dá para colocar os meninos na Copa do Brasil e no Brasileiro. Aqui no Brasil nunca sabemos que serão os seis da Libertadores. Importante que o grupo sabe disso. Cada jogo é uma final.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Rio de Janeiro

Chute forte, velocidade e lesões: conheça Marcos Vinícius, possível reforço do Bota


Atacante, de 22 anos, está próximo de ser incluído pelo Cruzeiro na troca por Sassá. Contratado com grande expectativa, ele acabou se prejudicando por problemas musculares





Marcos Vinícius e o técnico Mano Menezes durante um treinamento do Cruzeiro (Foto: Light Press)

Sem interesse na permanência de Sassá para o restante da temporada, o Botafogo se encaminha para uma troca com o Cruzeiro. A negociação, que começou na semana passada, envolve a vinda do atacante Marcos Vinícius, de 22 anos. Se concretizada, ela deixará dos clubes com 50% dos direitos federativos de cada jogador. Mas quem ganha com isso?


O Botafogo, por exemplo, receberá um jogador com um grande potencial. Criado no Náutico, Marcos Vinícius desertou o interesse do Cruzeiro, que o contratou ainda para a equipe de juniores, em 2014. Muito elogiado pelo técnico Mano Menezes, foi promovido aos profissionais e acabou sendo um dos principais destaques do time no ano, terminando como titular.


Números de Marcos Vinícius

Náutico (Jogos - 66 / gols - 7 / assistências - 7)

Cruzeiro (jogos - 40 / gols - 4 / assistências - 5)

- É um meia-atacante que conduz bem a bola, forte, gosta de partir para cima dos adversários e tem um chute muito forte. Pode atuar tanto pelas beiradas, quanto como um armador, jogando centralizado. Ele fez ambas as funções no Cruzeiro. Ainda em 2015, por exemplo, fez um gol contra o Sport, pela 35ª rodada do Brasileiro, que mostra bem essa característica. Arrancou do meio-campo, driblou dois jogadores e marcou. Foi o ápice dele no Cruzeiro.




Movido a feijão: meia Marcos Vinícius usa receita caseira para se destacar no Cruzeiro


A partir de 2016, porém, o Marcos Vinícius começou a conviver com as lesões. E isso o atrapalhou. Neste ano, Mano Menezes estava na expectativa de utilizá-lo com mais frequência. Porém, novamente, teve que se ausentar por problemas físicos (ainda na pré-temporada torceu o pé e ficou afastado por um mês). Voltou a ser relacionado, mas, em maio, teve constatada uma lesão na coxa esquerda e, desde então, não joga. Vem se recuperando e está próximo de voltar aos gramados.


A negociação entre Botafogo e Cruzeiro segue avançada, mas algumas pendências fazem com que o anúncio ainda não tenha sido feito. Uma das causas, por exemplo, é o exame médico que Marcos Vinícius será submetido pelos médicos do Botafogo.



Marcos Vinícius durante um treinamento do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/ Cruzeiro)


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Thaynara Amaral, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

sábado, 27 de maio de 2017

Premiado por gestão, Lopes aponta êxito: "Os jogadores querem vir para o Botafogo"


Gerente de futebol alvinegro enaltece reconstrução do clube e vê vantagem sobre concorrentes: "Acho que meu trabalho é diferente dos gestores que vejo por aí, até pelo fato de ter sido treinador"




Antonio Lopes vê motivos para sorrir: "Meu trabalho é diferente dos gestores que vejo por aí" (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


Prestes a completar 76 anos, Antônio Lopes tem o pique de um iniciante no Botafogo. Afinal, ele que já parecia ter feito de tudo no futebol, ainda dá os primeiros passos como dirigente.


Lopes teve uma curta carreira como atacante do Olaria, foi preparador físico, treinador vitorioso e coordenador técnico da seleção brasileira pentacampeã em 2002. Em 2013, tornou-se dirigente no Atlético-PR, e em dezembro de 2014 assumiu a gerência de futebol do Botafogo.


Encontrou um clube aos destroços, rebaixado para a Série B, em gravíssima crise financeira. No elenco, apenas oito jogadores. Hoje, ele não é unanimidade. Há quem goste, mas também há críticas por parte de torcedores. Fato é, que dois anos e meio depois de topar o desafio, Antônio Lopes ajudou a recolocar o Botafogo entre os grandes do futebol brasileiro.


Trabalho reconhecido no meio do futebol. Na semana passada, Antônio Lopes foi eleito o segundo melhor executivo do futebol brasileiro em 2016 pela Conferência Nacional do Futebol – CONAFUT. Ele ficou atrás apenas de Alexandre Mattos, um dos responsáveis a levar o Palmeiras ao título brasileiro.


– Hoje o Botafogo paga em dia, não atrasa mesmo. Hoje os jogadores querem vir para o Botafogo pois sabem que o Botafogo paga direitinho. Quando cheguei, em dezembro de 2014, ninguém queria vir. Eu convidava, mas diziam que o Botafogo não pagava ninguém. (...) Estamos fazendo a minha maneira de gerir o futebol do Botafogo. Acho que meu trabalho é um pouco diferente do dos gestores que vejo por aí, até pelo fato de ter sido treinador – argumentou.


Confira outros trechos da entrevista:



GloboEsporte.com: Como é estar entre os três melhores gestores de futebol do país?

Antônio Lopes: Foi ótimo, muito bom para mim. Estou praticamente iniciando nessa nova carreira. É uma carreira que me prepararei. Tenho experiência, estudei, fiz curso de gestão de futebol. Eu já tinha trabalhado como coordenador técnico da seleção brasileira (entre 2000 e 2002), em parte com as mesmas atribuições. Passei também pelo Atlético-PR como gestor por um ano e meio, que foi importante para adquirir mais confiança no exercício da profissão. Eu continuo aprendendo.



O que diferencia o seu trabalho de outros gestores?


Estamos fazendo a minha maneira de gerir o futebol do Botafogo. Acho que meu trabalho é um pouco diferente dos gestores que vejo por aí, até pelo fato de ter sido treinador de futebol. Então também faço o trabalho de coordenação da comissão técnica, coisa que outros gestores não fazem porque nunca foram treinadores de futebol. Alguns até foram jogadores de futebol, mas é totalmente do cargo de técnico, que traz mais conhecimentos compatíveis com a função que agora estou exercendo.


O Luxemburgo disse recentemente que acha que esse cargo tem que ser exercido por treinadores...

Concordo plenamente. Tem muito a ver. Acho que o gerente de futebol que não foi treinador deixa de fazer determinadas coisas. É importante. Vejo que o trabalho de determinados colegas fica muito restrito. Só fica com aquela de ouvir empresários, trabalhar na captação de jogadores, contratar... Essa função tem que ser muito mais ampla. Quem foi treinador leva uma vantagem tremenda para fazer com mais qualidade esse serviço.


Dá para acumular os cargos de diretor e treinador?

Acho isso muito bom. Veja o Paulo Autuori, no Atlético-PR... Ele tem experiência. Não sei se ele tem experiência em gestão. O gestor tem que ter essa competência de administrar futebol. Eu tenho, por exemplo. Quando me formei em direito, cursei por dois anos Administração, mas não cheguei a terminar. Foi na década de 70, quando entrei no futebol. Tenho também muito conhecimento porque administrei delegacia. Fui delegado titular, que tem que ter noção de administração. O gestor precisa disso. Acho que levo uma vantagem sobre os demais por conta disso. Também sou formado em Direito. Isso me ajuda bastante. Modéstia à parte, levo essa vantagem.



Gerente do Botafogo em encontro recente com Paulo Autuori - ao lado também de Flávio Tenius e Jair Ventura (Foto: Marcelo Baltar)


E como funciona a gestão do Botafogo?

O futebol do Botafogo é administrado dessa forma. O Anibal e o André são do Jurídico, temos o Adriano, que é o coordenador de futebol. Está funcionando muito bem. Temos o setor de inteligência, que fica sob o meu comando. Nos oferecem muitos jogadores, e encaminho para eles. Eles analisam, e são cobrados por mim e pela comissão técnica. Também exijo da comissão técnica. Tenho conhecimento. Quando acho que tenho que falar alguma coisa, eu exerço essa função. Assim como a preparação física. Sou formado eu Educação Física. Eu tenho conhecimento e posso cobrar. São coisas que quem não é formado não pode cobrar.


Como treinador, você não devia se envolver tanto nas negociações. Como é o Antônio Lopes negociador?


Temos que ver a situação financeira do Botafogo. O presidente, acertadamente, administra o clube com os pés no chão. Ele o pegou totalmente arrebentado, com uma dívida violenta. Recebemos o clube com os salários de jogadores e funcionários atrasados há oito meses. Tínhamos oito jogadores. O Carlos Eduardo (Pereira) faz uma belíssima gestão, e o Botafogo deu um salto muito grande. Eu vejo orçamento, mas não sou só eu que negocio. O presidente e o Cacá Azeredo (vice de futebol) também participam. Sempre consulto o presidente. Mas hoje há o interesse dos atletas em vir. O clube paga direitinho e está na Libertadores, todo mundo quer, isso facilita.


O Jair Ventura foi uma aposta sua?

Eu dei a minha opinião. Mas quem assumiu tudo foi o próprio presidente. Naquele momento não adiantava nada trazer um treinador de fora. O Ricardo Gomes já tinha começado um trabalho. O Jair, pelo fato de estar presente, conhecia o trabalho e poderia dar sequência. Se vem um outro, começaria do zero. Ia demorar a acertar a equipe. Mas quem é o principal responsável pelo Jair foi o presidente.


Você se sente responsável pela reconstrução do clube?

Credito isso tudo ao presidente. Um cara correto, inteligente e trabalhador. Eu nunca vi um presidente trabalhar tanto. Ele tem antena ligada para tudo e cobra muito de todo mundo, como tem que ser no futebol. Lógico que todo mundo ajudou, mas o principal responsável é ele. Recuperamos o Botafogo no aspecto técnico. Vinha de um oitavo lugar no Carioca e estava na Série B. O presidente conseguiu recuperar o clube. Hoje paga em dia, não atrasa mesmo, os jogadores querem vir para o Botafogo pois sabem que paga direitinho. Quando cheguei, em dezembro de 2014, ninguém queria vir. Eu convidava, mas diziam que o Botafogo não pagava ninguém. A torcida às vezes reclama, mas tem que acender muita vela para o presidente viver muito tempo.


Fonte: Por Cauê Rademaker, Marcelo Baltar e Raphael Zarko, Rio de Janeiro

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jair pede mais um atacante e elogia trajetória do time no grupo: "Foi superior"


Técnico revela que clube ainda busca por outro atacante para a sequência da Taça Libertadores da América e lembra adversários que ficaram para trás na competição




Jair Ventura orienta a equipe diante do Estudiantes, em Buenos Aires (Foto: Demián Estévez / EFE)


O Botafogo conseguiu seu objetivo na noite desta quinta-feira e terminou a primeira fase da Libertadores da América na liderança do Grupo 1. Mesmo perdendo para o Estudiantes por 1 a 0, a equipe ficou na ponta graças a derrota do Barcelona de Guayaquil para o Atlético Nacional por 3 a 1, na Colômbia.


Após o jogo em Buenos Aires, Jair Ventura fez questão de lembrar de todas as dificuldades e os adversários que o Botafogo passou para chegar nesse momento tão importante na competição.


- Estão todos de parabéns. Fico triste pela derrota, mas o grande objetivo foi alcançado. Na verdade, a classificação não foi hoje. O Botafogo foi superior e melhor. Foi merecedor de tudo que aconteceu. Pagamos um preço na pré-libertadores - disse o técnico ao Fox Sports.


Melhores momentos de Estudiantes 1 x 0 Botafogo pela Taça Libertadores da América


Jogo do Barcelona de Guayaquil

- A gente não ficou pensando no outro jogo. Pedi calma, equilibrio e organização para não deixarmos de ser nossa equipe. Lutamos... Tivemos um desiquilíbrio, mas o mais importante é que somos líder de um grupo muito dificil.


Próximo adversário
- Quem eliminou Colo Colo, Olímpia, Estudiantes não pode escolher adversário. Agora vamos ver o que vai dar no sorteio, mas vamos fortes. No mata-mata tudo pode acontecer e nem sempre o melhor vence.


Carência no elenco

- Hoje só ter um atacante no banco é complicado, temos que trazer outro atacante. O Botafogo busca pelo menos um atacante.


Despedida de Verón

- Um craque. Desde garoto, sou fã. Feliz de participar dessa festa de um grande atleta que escreveu uma história linda. O futebol vai sentir falta, um jogador diferenciado.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com, Buenos Aires, Argentina

Quando será o sorteio e como se definirão os jogos das oitavas da Libertadores?


Conmebol sorteará confrontos no próximo dia 14 de junho. Com melhor campanha, Atlético-MG sempre decidirá em casa. Atlético-PR terá argentinos ou brasileiros pela frente



Com o término da fase de grupos da Libertadores, os torcedores e clubes terão que esperar para conhecer os confrontos das oitavas de final da competição. A Conmebol sorteará os duelos somente no dia 14 de junho, em Luque, no Paraguai, em sua sede. O evento estava anteriormente marcado para o dia 7, mas foi postergado devido aos jogos da data Fifa. As partidas de ida estão marcadas para os dias 4, 5 e 6 de julho. Os classificados às quartas só serão conhecidos no mês seguinte, nos dias 8, 9 e 10 de agosto. No sorteio, a Conmebol já definirá o cruzamento até a final.


>> Confira a tabela da Libertadores



Seis brasileiros seguem briga para ficar com a Taça Libertadores (Foto: Raúl Arboleda/AFP)


As 16 equipes classificadas serão divididas em dois potes: os primeiros colocados ficam no pote 1, e os segundos estarão no pote 2. Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras, Santos e Botafogo estarão no pote 1. O Atlético-PR é o único brasileiro que integra o pote 2 e, portanto, pode enfrentar qualquer uma das outras cinco equipes do país. Se não enfrentar um compatriota, o Furacão terá um time argentino pela frente. River Plate, Lanús e San Lorenzo fecham o pote 1.


O sorteio será usado pela primeira vez pela Conmebol. Antes, a entidade definia os confrontos com base na campanha da fase de grupos. O melhor primeiro colocado enfrentava o pior segundo, e assim por diante. Nesta edição, o desempenho decidirá apenas a ordem das partidas. Dono da melhor campanha, o Atlético-MG mandará o segundo jogo até uma possível final. Terceiro melhor, o Grêmio só não decidirá em Porto Alegre caso enfrente o Galo ou o Lanús. Equipes do mesmo país poderão se enfrentar na decisão. É bom lembrar que a final não considera o gol marcado fora de casa como um critério de desempate.


O Brasil busca reconquistar o título após quatro anos. A última taça da Libertadores erguida por uma equipe brasileira foi em 2013, pelo Atlético-MG. O futebol brasileiro também tenta não ficar fora da final pelo quarto ano seguido. O último representante na final foi justamente o Galo. O Brasil não fica tantas vezes fora de uma decisão desde o período entre 1985 e 1991.


Veja a composição dos potes, com os times ordenados conforme o desempenho:

POTE 1 (primeiros colocados)

Atlético-MG
Lanús
Grêmio
River Plate
Palmeiras
Santos
Botafogo
San Lorenzo


POTE 2 (segundos colocados)

Godoy Cruz
Guaraní-PAR
Emelec
Barcelona de Guayaquil
Atlético-PR
The Strongest
Jorge Wilstermann
Nacional-URU


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Jair surpreende e arma Botafogo com Gilson no meio contra o Estudiantes


Sem meias disponíveis, lateral-esquerdo será o substituto do poupado Camilo e jogará improvisado. No ataque, Guilherme herda a vaga de Pimpão, suspenso





Gilson terá função mais ofensiva em novo esquema de Jair (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Exceto por Camilo, poupado, e Pimpão, suspenso, o Botafogo foi com força máxima para buscar o primeiro lugar do Grupo 1 da Libertadores na Argentina. Mas diferente do que todos imaginavam, João Paulo, que já foi camisa 10 no Santa Cruz, não foi o escolhido para jogar mais adiantado no meio de campo contra o Estudiantes, nesta quinta-feira. O GloboEsporte.com apurou que no treino fechado na tarde desta quarta-feira, no CT do River Plate, em Buenos Aires, Jair Ventura surpreendeu e escalou Gilson na função. Sem meias disponíveis, o lateral-esquerdo será improvisado e voltará a fazer a dobradinha com Victor Luis.


Com isso, Airton segue barrado da equipe e ficará como opção no banco de reservas. As outras vagas abertas vão para Guilherme e Emerson Santos. Com características parecidas a Pimpão, o atacante é o substituto imediato do titular, enquanto o zagueiro ganhou a concorrência de Marcelo e volta a atuar improvisado na lateral direita. Se nada mudar, a tendência é que o Botafogo entre em campo com Gatito Fernández, Emerson Santos, Carli, Igor Rabello e Victor Luis; Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Gilson; Guilherme e Roger.



Guilherme herdará a vaga do suspenso Pimpão contra o Estudiantes (Foto: Divulgação / Botafogo)


O Botafogo enfrenta o Estudiantes nesta quinta, às 21h45 (de Brasília), no Centenário de Quilmes. Para terminar em primeiro do grupo, há três combinações: se o Barcelona de Guayaquil vencer o Atlético Nacional na Colômbia, o Alvinegro precisará ganhar mantendo o saldo dos equatorianos e fazendo um gol a mais que eles; se o concorrente empatar, poderá ser líder com um triunfo ou uma igualdade no placar na Argentina desde que marque um gol a mais que o rival direto; e se o Barça perder, bastará um empate ao time de Jair Ventura. Já eliminados, argentinos e colombianos buscam o 3º lugar, que vai à Sul-Americana.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

As finanças do Botafogo: a tempestade continua, mas a estrela solitária volta a brilhar


Carlos Eduardo Pereira fez acordos fiscais e trabalhistas, “proibiu" novos empréstimos bancários e adequou gastos às receitas. Ainda endividado, o clube enfim entra no eixo


RODRIGO CAPELO




Nos primeiros dias de 2017, em entrevista ao Globo Esporte, Carlos Eduardo Pereira usou uma metáfora para definir a situação do Botafogo. Disse o cartola que, quando concorreu pela primeira vez à presidência, em 2011, havia uma tempestade no horizonte. Em 2014, quando enfim venceu a eleição, o clube já estava dentro dela. Naquele ano a equipe foi rebaixada pela segunda vez à Série B e indicadores financeiros apontavam para a falência – as dívidas chegaram a R$ 795 milhões sem que houvesse dinheiro suficiente para pagar nem sequer uma fração disso. Passaram-se dois anos com o dirigente na dianteira. Em campo, o time foi campeão da segunda divisão em 2015 e surpreendeu ao ficar em quinto lugar na elite em 2016. Nos aspectos administrativo e financeiro, a tempestade continua. Mas o clube, ao menos, conseguiu um guarda-chuva.

A herança de administrações anteriores é nefasta e ainda ameaça a existência do Botafogo, mas Pereira fez alguns avanços significativos. Um deles, raro no futebol brasileiro, foi adequar os gastos do clube às receitas. O faturamento alvinegro em 2016, de R$ 218 milhões, é um ponto fora da curva. Os direitos de transmissão de 2019 a 2024, negociados antecipadamente com a TV Globo, renderam R$ 58 milhões em luvas – um prêmio pelo acerto. Uma receita que não se repetirá tão logo. Consideremos, então, as receitas recorrentes, sem considerar luvas nem transferências de jogadores. O Botafogo é um clube cuja arrecadação está na casa dos R$ 150 milhões. As despesas, entre remunerações de atletas e gastos administrativos, somam quase R$ 140 milhões. A conta fecha. Esse é o primeiro passo para solucionar a trágica situação botafoguense porque as dívidas só podem ser pagas quando sobra algum dinheiro na operação do time.

>> R$ 5 bilhões em faturamento – entenda por que o futebol brasileiro arrecadou tanto em 2016

No campo das dívidas, o primeiro movimento positivo foi concluído na transição do antecessor Maurício Assumpção para Pereira, em dezembro de 2014. O Botafogo foi inserido no Ato Trabalhista. Isso permitiu ao clube pegar boa parte de suas dívidas trabalhistas, produto da negligência de administrações anteriores em uma década, e entrar no seguinte acordo: o time paga uma quantia mensal, que aumenta com o tempo, e os credores fazem uma fila para receber os valores devidos em dez anos. Assim o passivo trabalhista botafoguense foi reduzido de R$ 285 milhões em 2014 para R$ 253 milhões em 2016. Mais importante do que isso, o acordo alivia o fluxo de caixa do clube. Em vez de perder receitas constantemente, como bilheterias e patrocínios penhorados pela Justiça para pagar ex-atletas e outros credores, a direção passa a honrar com os pagamentos acordados de modo previsível e controlado.

O segundo movimento veio já em plena gestão de Pereira. O time alvinegro, como dezenas de adversários no país inteiro, aderiu ao Profut, a lei federal instituída em 2015 pelo governo de Dilma Rousseff que permitiu aos clubes refinanciar suas dívidas fiscais em até 20 anos. Uma vantagem, aí, foi o desconto de percentuais consideráveis em juros, multas e encargos. Com isso o Botafogo reduziu seu endividamento fiscal de R$ 386 milhões em 2014 para R$ 314 milhões em 2016. Repare que o valor, assim como no caso das dívidas trabalhistas, ainda é assustador. A equipe não gera dinheiro suficiente para pagar tudo de uma vez. Nem perto disso. Mas a dívida fiscal foi equacionada. Desde que não deixem de pagar as parcelas mensais referentes ao Profut, bem como as do Ato Trabalhista, os dirigentes alvinegros não criarão mais problemas.

Resta, ainda, a dívida bancária. Antes de Pereira chegar ao comando do Botafogo, em 2014, essa parcela do endividamento somava R$ 119 milhões. O problema nesse caso é que os empréstimos de instituições financeiras vêm acompanhados de juros, e isso continua a pesar sobre os ombros do cartola. Dois anos depois, as dívidas bancárias continuam a ser problemáticas, com R$ 115 milhões devidos, a maior parte disso em curto prazo. Mas há dois asteriscos a serem colocados aqui. O primeiro é que R$ 35 milhões desse montante correspondem a uma dívida com a Odebrecht que, como ÉPOCA revelou, a construtora não cobra. A tendência é que esse número aumente, aumente, aumente... e prescreva. Não é, portanto, algo com que a diretoria financeira tenha de se preocupar. O segundo asterisco, por sua vez, aponta um comportamento único entre dirigentes da primeira divisão: Pereira praticamente não toma novos empréstimos bancários. Em 2016 foram só R$ 2,4 milhões, enquanto rivais cariocas contaram com dezenas de milhões de reais emprestados.

>> Apesar da bonança financeira em 2016, as dívidas do futebol brasileiro crescem – onde os lucros vão parar?

Ainda há alguns bons motivos para ânimo nos lados de General Severiano. Diferentemente de rivais como Vasco e Fluminense, o Botafogo tem o estádio Nilton Santos sob seu comando. Isso lhe abre possibilidades em termos de bilheterias, como o pacotes de ingressos para a temporada inteira que começaram 2017 com boas vendas, e também comerciais. A direção alvinegra tem mais facilidade para vender camarotes e patrocínios num estádio moderno do que, de novo, o Vasco com num estádio envelhecido e menor como São Januário. A boa performance em campo, com a participação na Libertadores de 2017, torna possível um aumento relevante no faturamento botafoguense nesta temporada. Desde que os gastos sigam controlados, há potencial para redução de dívidas.

Nada do que foi descrito até aqui é suficiente para euforia. Com R$ 172 milhões em dívidas de curto prazo e um orçamento apertado para 2017, o time enfrenta problemas maiores do que o seu porte financeiro. Na condição atual o torcedor pode contar com duas situações ingratas: jogadores terão de ser vendidos no decorrer da temporada e grandes reforços continuam a ser inviáveis. Mais acordos com credores são necessários para aliviar o endividamento que vence no decorrer de 2017. Não tem jeito. Não se resolvem R$ 700 milhões em dívidas em somente duas temporadas. Além disso, qualquer deslize ou extravagância pode tirar o clube do eixo. A tempestade continua. Mas há um punhado de motivos para crer que Pereira começou a tirar o Botafogo debaixo dela.

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Fonte: Época/RODRIGO CAPELO

Cruzeiro se aproxima de Sassá, mas Bota recusa pedida de Élber e mela troca


Alvinegro não chega a acordo financeiro com o meia, que seguirá em Minas. Raposa, por sua vez, já tem acerto encaminhado com atacante e segue negociando a liberação





Sassá por Élber? Botafogo e Cruzeiro não concretizam troca (Foto: Info Esporte)

Uma possibilidade de troca movimentou a quarta-feira do futebol brasileiro: Sassá por Élber. O Cruzeiro se aproximou do atacante do Botafogo e já tem um acerto encaminhado com o jovem de 23 anos, mas o Alvinegro não chegou a um acordo financeiro com o meia, de 24, e o negócio melou. Segundo o GloboEsporte.com apurou, o salário oferecido foi menor do que ele recebe atualmente em Belo Horizonte, e o staff do jogador fez uma contraproposta que não foi respondida. A Raposa, porém, segue em negociação para tentar uma liberação imediata do clube carioca, que tem contrato com o artilheiro até dezembro e exige alguma compensação.


Élber fez 13 partidas na temporada, sendo nove como reserva e quatro como titular. O jogador nunca conseguiu se firmar no time de Mano Menezes. Atualmente, ele está se recuperando de lesão muscular na coxa esquerda, sofrida no começo deste mês, o que também deixou o Botafogo com um pé atrás. Mas o principal motivo é que o Alvinegro concentra seu investimento para contratar um centroavante, prioridade no clube depois do afastamento de Sassá e sem que Joel tenha agradado. A diretoria procura mais um camisa 9 para concorrer com Roger e ser um dos três inscrito nas oitavas de final da Libertadores.


O Cruzeiro, por sua vez, vem negociando com Sassá há mais de uma semana e largou na frente de outros interessados, como o Vitória, por exemplo – o Palmeiras também fez sondagens, mas o técnico Cuca descartou logo depois. O atacante tem convivido com problemas no Botafogo devido ao comportamento extra-campo e vem treinando à parte do elenco. Artilheiro do Alvinegro no ano passado com 14 gols e nesta temporada com sete, ele é visto como solução para os problemas que a Raposa enfrenta de contusões no setor. Rafael Sobis, Robinho e Thiago Neves estão no departamento médico ainda em tratamento.

Fonte: GE/Por Gabriel Duarte, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Jefferson, Arnaldo... Restando uma vaga, Bota busca centroavante para as oitavas


Com possibilidade de três trocas nos 30 inscritos na Libertadores, Alvinegro já tem duas dadas como certas internamente e, sem contar com Sassá, mapeia mercado por um 9 para concorrer com Roger




Jefferson e Arnaldo devem ser inscritos pelo Botafogo nas oitavas da Libertadores (Foto: Info Esporte)


Nesta quinta-feira, o Grupo 1 da Libertadores terá a definição de quem terminará como líder e poderá decidir em casa nas oitavas de final: Botafogo ou Barcelona de Guayaquil, do Equador. Mas o Alvinegro já começa a olhar para frente. Com a classificação assegurada, a diretoria pensa nas três trocas que será possível fazer para a próxima fase na lista dos 30 inscritos no torneio. Internamente, dois nomes já são dados como certos: Jefferson, recuperado depois de uma grave lesão no braço esquerdo que o afastou dos gramados por um ano, e Arnaldo, recém-contratado e único lateral-direito de ofício atualmente à disposição. Restando, assim, uma vaga, o clube decidiu buscar mais um centroavante no mercado.


Se a inscrição de Jefferson se confirmar, ele deve entrar no lugar de Diego, goleiro de 18 anos que chegou a treinar no profissional, mas vem jogando no sub-20. Arnaldo, por sua vez, pode herdar a vaga de algum lateral lesionado, Marcinho ou Jonas. E o centroavante que chegar possivelmente substituirá Canales, que já deixou o clube, ou até mesmo Sassá. Afastado do elenco, o atacante não faz mais parte dos planos da comissão técnica e pode virar moeda de troca em uma negociação – Cruzeiro e Vitória já demonstraram interesse no goleador. Com seu artilheiro na geladeira e sem que Joel tenha agradado, a diretoria vê a necessidade de alguém para concorrer com Roger.



Colombiano Stiven Mendoza foi oferecido ao Botafogo, mas descartado (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)



A chegada de mais um homem-gol é vista como prioridade, mas o Botafogo tem tempo para definir um alvo e negociar. O prazo para as trocas termina 48 horas antes da partida de ida das oitavas de final, que ainda será marcada pela Conmebol, mas tem previsão entre os dias 4, 5 e 6 de julho. Nomes são oferecidos aos montes, o mais recente deles foi do colombiano Stiven Mendoza, que está fora dos planos do Corinthians. O atacante, de 24 anos, foi avaliado e não empolgou o Alvinegro. Mas gringos não estão descartados. O fotebol argentino, por exemplo, agrada e será mapeado aproveitando a estadia do clube no país nesta semana.


Depois das oitavas de final, os clubes que seguirem vivos na Libertadores só poderão fazer mais três trocas, que serão as últimas de acordo com o regulamento, para as semifinais. Antes cotado para a próxima fase, Luis Ricardo deve ter que adiar o sonho da Libertadores para os jogos finais. Ele fraturou o tornozelo esquerdo em setembro do ano passado e foi operado, passou por outra cirurgia na pré-temporada e voltou a treinar no início de abril. Mas até hoje segue em transição. Seu pé ainda inspira cuidados, por isso o clube evita estipular previsão e chegou a tentar contratar mais um lateral-direito, mesmo depois da chegada de Arnaldo.



Luis Ricardo segue treinando à parte e não tem previsão de volta (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


O Botafogo enfrenta o Estudiantes nesta quinta, às 21h45 (de Brasília), no Centenário de Quilmes. Para terminar em primeiro do grupo, há três combinações: se o Barcelona de Guayaquil vencer o Atlético Nacional na Colômbia, o Alvinegro precisará ganhar mantendo o saldo dos equatorianos e fazendo um gol a mais que eles; se o concorrente empatar, poderá ser líder com um triunfo ou uma igualdade no placar na Argentina desde que marque um gol a mais que o rival direto; e se o Barça perder, bastará um empate ao time de Jair Ventura. Já eliminados, argentinos e colombianos buscam o 3º lugar e vaga na Sul-Americana.


Confira a lista completa dos 30 inscritos:
Goleiros: Gatito Fernández, Helton Leite, Saulo e Diego
Zagueiros: Carli, Marcelo, Emerson Silva, Igor Rabello e Emerson Santos
Laterais-direitos: Jonas e Marcinho
Laterais-esquerdos: Victor Luis e Gilson
Volantes: Airton, Bruno Silva, João Paulo, Dudu Cearense, Matheus Fernandes, Lindoso e Fernandes
Meias: Montillo, Camilo e Leandrinho
Atacantes: Roger, Pimpão, Joel, Guilherme, Pachu, Canales e Sassá


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

terça-feira, 23 de maio de 2017

Jair confirma Camilo fora e fala da busca pelo 1° lugar: "Melhor decidir em casa"


Técnico não quer correr riscos com o meia, que vem sentindo dores no adutor e será poupado da viagem para a Argentina. João Paulo deve atuar mais adiantado na próxima quinta





Jair durante o treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Antes da viagem para a Argentina, Jair Ventura confirmou, em coletiva, a ausência de Camilo para a partida, contra o Estudiantes, na próxima quinta, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores. Mesmo sem os seus principais armadores, já que Montillo também não joga, o técnico acredita que o Botafogo tem totais condições de voltar com o principal objetivo: o primeiro lugar para, assim, decidir o duelo das oitavas de final, no Estádio Nilton Santos.


- Só o Camilo será poupado. Ele está desgastado e com um incômodo no adutor. A gente não quer correr riscos com o atleta. O Pimpão está suspenso, mas vamos com força máxima. Respeitamos o Estudiantes, mas vamos buscar nosso objetivo que é o primeiro lugar no Grupo. A gente sabe que é melhor decidir em casa. Você pode fazer uma vantagem e saber jogar com o resultado no segundo jogo. Com o apoio da torcida somos muito fortes em casa.


Com dez pontos ao lado do Barcelona de Guayaquil, o Botafogo pode até empatar para conseguir acabar em primeiro do grupo. Para isso, é claro, os equatorianos precisam perder para o Atlético Nacional, na Colômbia.


No esquema, Jair Ventura deve alterar o meio de campo, adiantando, por exemplo, João Paulo, que já fez essa função de camisa 10 no Santa Cruz, na temporada passada. Por falar no meia, ele ganhou muitos elogios do comandante.


- O João começou a pré-temporada muito bem, mas sofreu uma lesão e teve que esperar sua vez. Ele fez praticamente todos os jogos no Santa Cruz, não se machuca e joga os 90 minutos. A gente fez esse investimento, e ele vem dando conta. Não é decisivo, mas tem uma importância muito grande para o time. Mesmo sem fazer gols. É aquele jogador que você precisa falar só uma vez para ele entender.



João Paulo ganha elogios do técnico Jair Ventura, do Botafogo (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)


Bom ambiente no clube

- O futebol é momento. Conseguimos nosso primeiro objetivo, que era a classificação para as oitavas. Pegamos equipes que jogam futebol de verdade, com jogadas ensaiadas, como foi o Colo-Colo. Teve o Atlético Nacional também, que é o atual campeão. Vamos nos fortalecendo. Sabemos das nossas limitações e trocamos isso por muita entrega. Espero que seja assim o ano todo.


Bruno Silva denunciado
- A gente tem que ir com calma, pois o Bruno é muito competitivo. O Bruno está sempre ligado em todos os jogos. Ele tenta ter o equilíbrio, está com a cabeça boa e vai melhorar. Já fui muito assim também.


Ofensividade dos volantes
- Vamos dando liberdade para eles. É uma tendência no futebol. Os médios passam a ter essa função. O Bruno já fez bastante gols conosco assim. Aquele cara só de marcação não tem mais. Você precisa ganhar qualidade na saída de bola. Pode dar uma olhada nos outros times como isso acontece.


Mudança de três jogadores para as oitavas
- Estou cheio de coisas para pensar. Tenho 48h antes para escolher.... Depois vocês me perguntam isso (risos)


Jefferson
- Já conversamos, está tudo planejado.... Ele já está treinando normalmente e quem ganha é o Botafogo. Não podemos queimar etapas. Temos outros grandes goleiros e vamos no tempo do Jefferson.


Renan Gorne
- Meritocracia. Dou treino todos os dias e ele ainda não demonstrou que está na frente dos concorrentes. Não é nada pessoal, mas tem um treinador que acompanha os treinos. Não é só chegar e colocar, tem que merecer.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

Coringa, Lindoso vê Bota ao estilo pôquer na Liberta: "Estava só escondendo o jogo"


Um dos fãs de carteado no elenco, volante agora titular de Jair cita união do grupo como "Royal Flush" e aponta time blefando bem: "Muita gente achou que não, mas tínhamos cartas na manga"







Seja nas cartas ou no meio de campo, Rodrigo Lindoso é o coringa do Botafogo. Polivalente, ele evoluiu no quesito marcação e está de volta como titular, agora como primeiro volante. Mas sem deixar de lado sua vocação mais ofensiva para assistências e gols, como fez nas duas últimas partidas e foi um dos melhores em campo.


Amante do baralho, o camisa 5 é quem agita o carteado no elenco e vê no time de Jair Ventura características de pôquer, seu jogo favorito, na Libertadores: a união do grupo como "Royal Flush" (jogada perfeita) e o não favoritismo como blefe.


– É mais ou menos assim (risos). Eles achavam que estavam com cartas altas, mas na verdade o Botafogo estava só escondendo o jogo, na última carta atacou e veio com as melhores – comparou Lindoso ao lembrar que o time eliminou todos os campeões do torneio que pegou, classificou-se para as oitavas de final com uma rodada de antecedência e nesta quinta-feira joga pela liderança do Grupo 1 contra o Estudiantes na Argentina.


Dono de três gols e três assistências nesta temporada, o volante que já foi alvo de críticas de alvinegros começa a mudar a fama e a cair nas graças da torcida. Depois de brilhar nos últimos dois jogos, elogios pipocaram nas redes sociais, como esses por exemplo:


Botafogo F.R.
✔ @BotafogoOficial



Que lindeza de gol!

(Foto: Satiro Sodré / SS Press / BFR) pic.twitter.com/G4SFbH56GJ


Rafilsky @Rafsvasc

@BotafogoOficial MAESTRO! INIESTA SEM MÍDIA! NUNCA CRITIQUEI!

VDTR - BOTAFOGO @VdtrBotafogo

Lindoso é um monstro! Ta jogando muito

Clara @clarasoaresf
Será que o Rodrigo Lindoso já acordou? Tomou café?

liep @filipetalvez

@clarasoaresf Programacao da manha hj tinha q ser
Bom dia Lindoso
Encontro com Lindoso
Lindoso tv

Daniel 🇺🇸 @Dsilva1997

Um fato: Lindoso não sai mais do meu cartola !




BotaFotos @BotaFotos
Botafogo ganhando e eu tô só o Lindoso:


Lindoso recebeu o GloboEsporte.com em sua casa, na Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última segunda-feira. Não rolou um desafio porque a reportagem blefou, mas enquanto ensinava os segredos do pôquer ele falou sobre o grupo de jogatina com atletas de outros clubes cariocas; os seus números na temporada, incluindo a invencibilidade na Libertadores; a boa fase e até sobre Cartola FC. Será que o volante foi um dos 375 jogadores que o escalou na rodada passada?

Confira a entrevista completa (com todos os naipes ♦♥♣♠)

GloboEsporte.com: Fazendo uma comparação de futebol com o carteado, você seria uma espécie de coringa do Botafogo?

Lindoso: (risos) Coringa é a carta que se encaixa em qualquer par, qualquer jogo. Então creio que sim, ali as funções do meio de campo já fiz todas. Essa função que jogo agora, de primeiro volante, fiz no início da minha carreira, com 17, 18 anos. Depois, isso aconteceu muito no Madureira com o Roy (Antônio Carlos Roy, técnico), que foi o cara que me deu essa empurrada um pouco mais para frente. Ele viu que eu tinha uma qualidade boa para ficar muito lá atrás, então me colocou de segundo volante, mas em muitos casos jogava até como meia. Por isso, comecei a fazer muitos gols. Já aqui no Botafogo, quando estreei contra o Macaé pela Série B, o Ricardo Gomes me colocou de primeiro volante também. Era uma função que não fazia há um bom tempo e acabei me reinventando. Claro que requer uns jogos de adaptação, mas me adaptei bem, e pudemos fazer aquela reta final boa do acesso. Agora posso dizer que tanto de primeiro, segundo ou até um próprio meia fico confortável.


E qual seria o "Royal Flush" (melhor jogo no pôquer) do Botafogo nessa Libertadores?

Olha, o "Royal Flush" do Botafogo é o nosso elenco. Citei outras vezes que o ponto maior da nossa equipe é a união. Se um dia... Eu não posso ficar contando coisas do vestiário porque são coisas nossas (risos), mas posso dizer que é um vestiário muito unido. Passei em poucos clubes, mas nunca vi um vestiário, um grupo que nem o nosso de brincadeiras, todo mundo junto. A gente leva isso para dentro de campo. Claro que fora de campo as pessoas têm uma afinidade maior com outras, têm amizades, mas brincamos com todo mundo. Isso demonstra que nosso time desde o ano passado, essa união é o nosso "Royal Flush".

Lindoso e o "Royal Flush", sequência do mesmo naipe de 10 ao Ás no pôquer
 (Foto: Thiago Lima)
O pôquer é um jogo que tem muito blefe. Dá para dizer que o Botafogo está blefando bem na Libertadores contra os campeões?

É mais ou menos assim (risos). Eles achavam que estavam com cartas altas, mas na verdade o Botafogo estava só escondendo o jogo, na última carta atacou e veio com as melhores. Isso tem uma relação sim com o pôquer, porque às vezes você está ali... Não desacreditado, mas é apontando por muitos que não chegava, que não ia passar nem da Pré-Libertadores, e você passa. Tem a situação do blefe, quando acham que você está com muita coisa e não está, ou que você não está com nada, mas está (com muito). Então muita gente achou que a gente não estava, mas tínhamos cartas na manga ali para fazer surpresas.


Você joga com outros jogadores do clube?

A gente joga, não vem sendo com tanta frequência, mas tem um pessoal lá: Pimpão, Renan Fonseca, Dudu (Cearense), Guilherme, Joel... Sempre que dá, pelo fato dessa correria de jogos aí, chega na concentração. As redes sociais meio que tiram um pouco, mas tem muita gente que chega cansado, quer descansar. Também tenho meus grupos de pôquer que jogo com os amigos, às vezes tem alguns do futebol. Tem um grande parceiro meu de carta que é o Neilton, que hoje não está mais conosco, mas era meu fechamento para todas as horas que a gente queria jogar. Ele sempre vinha aqui em casa, ou eu ia na dele. É uma coisa que me distrai, só não jogo quando tenho pouco tempo porque procuro dividir com minha família. Mas é uma coisa que gosto muito, eu amo também jogar carta (risos).


E rola de jogar com galera de outros clubes?

Eu conheci o Henrique Dourado (Fluminense) e o Leandro Damião (Flamengo) através do Neilton, que me convidou para ir na casa dele. Passei a conhecê-los, e por acaso também gostam de carta. Acabou que a gente criou uma amizade. Não é nada relacionado aos clubes, rivalidade, nada... A gente até quando está junto não fala nada de futebol. As esposas se conhecem, então sempre que temos um tempo livre marcamos ou na minha casa ou na deles. Quando o Neilton foi embora deu até uma diminuída, mas depois chegou o Joel e o Guilherme agora que também se conhecem. Essa amizade é legal, mostra que a rivalidade fica só dentro de campo. A carta está unindo a gente aí.


Falando um pouco dessa sua fase, já está se sentindo titular do time após as boas atuações?


Comentei depois do jogo que sei da importância que eu tenho, que eu sempre batalhei para conquistar. É claro que todo mundo quer ser titular, tem praticamente 30 ou até mais no elenco, então é difícil. Mas nunca deixei de trabalhar, sempre fiz a minha parte, e acho que estou colhendo os frutos agora. A gente sabe que futebol muda muito, então vou procurar sempre trabalhar forte para manter essa titularidade, fazer por merecer dentro de campo. E sempre que entrar ajudar a equipe dando passe, fazendo gol... Se for assim sempre, ótimo (risos). Mas importante que temos as funções táticas ali também.


Primeiro volante? Lindoso acumula três gols e três assistências em 2017 (Foto: André Durão)


E para você, que está jogando de primeiro volante, já fez três gols esse ano, sem contar o anulado contra o Atlético Nacional...

Até nesse lance que não valeu... Na preleção o jair já tinha pedido para eu subir pouco, proteger mais a zaga. Mas claro que se houvesse a oportunidade, com o Bruno (Silva) ou o João (Paulo) estando ali por trás para proteger caso acontecesse alguma coisa. É situação de jogo, questão da leitura. Meu pai me cobra muito isso, em relação a observar bastante o jogo e depois criar alguma coisa, ser o homem-surpresa. Praticamente foi assim nos três lances, tanto do gol anulado, quanto o gol domingo e o passe (assistência para Pimpão na quinta) eu vim de trás sem marcação. Então ele dá liberdade sim, mas como falei tenho minhas funções táticas, pude desempenhar bem nesses dois jogos, a gente sofreu poucos chutes da entrada da área, pouca infiltração. Isso demonstra que, além dos gols, a parte de marcação também está bem.


Você, o Bruno Silva e o João Paulo são volantes, mas não aqueles clássicos de marcação, famosos cães de guarda. Como fazem para revezar quem ataca e quem defende?

É muito da leitura do jogo. Ali a gente se desgasta muito falando, domingo até tinha um público menor, mas no jogo da Libertadores nós gritávamos. Eu até pedi isso antes, para estar se olhando bastante, porque às vezes quero pedir um posicionamento melhor para ajudar, só que às vezes não ouve, é muito barulho. Então essa relação, quem vai, quem fica, é leitura. O Bruno, sim, dos três é quem tem um pouco mais de liberdade, até porque ele fica mais aberto na direita. Mas eu e o João estamos sempre avisando um ao outro, dando uma olhadinha para o lado, se estiver um ou outro tem a liberdade para subir.


Então vocês falam: "Estou indo, hein, fica aí"? É ssim?


É (risos)... Na hora do calor do jogo, está ligado na bola e dificilmente você fala. A questão da leitura é essa. Por exemplo, nessas ocasiões foram bem parecidas: recebi a bola para dar o passe para o Pimpão e domingo recebi para fazer o gol. Geralmente quando a bola está do lado oposto, é a hora que tenho liberdade. Tem a subida dos laterais, então o volante daquele lado cobre. O João o esquerdo e eu o direito. Então dificilmente quando o Arnaldo estiver no ataque eu também vou estar, porque ali eu dou a liberdade para ele, se estourar alguma coisa estou lá para recompor.


Você citou na última coletiva que tem bons números. Fomos checar e, como titular, você tem 69% de aproveitamento no ano, e ainda está invicto na Libertadores: duas vitórias e dois empates, tendo sido três jogos fora de casa. O que acha desses números?

Os dados são bons. Números não falham, né? Apesar de que às vezes números no futebol não dizem muita coisa. Mas isso é muito importante, demonstra que todas as vezes que atuei pude ajudar de alguma forma. Nos jogos fora eu só não entrei contra o Olimpia, fiquei no banco. Como estão dizendo aí, tiramos 10 copas (risos). É um fato muito importante mesmo, tem que ser comemorado sim. E essa parte de estar invicto também é importante, não sabia. É algo que me deixa feliz e me motiva cada dia mais a procurar meu espaço, me manter ali, como estou jogando agora. E dar sequência, continuar com meu bom futebol. Claro, jogador tem altos e baixos, mas me dedicarei ao máximo para manter essa fase.


E logo em sua primeira Libertadores, né? Está curtindo jogar esse torneio que é o sonho de consumo dos jogadores do continente?

É muita coisa em uma copa só. É a primeira Libertadores minha, estar fazendo história com o Botafogo, fazia 21 anos que não passava de fase, e tem esse lance da invencibilidade. São muitas coisas, agradeço a Deus, aos meus familiares, todos que me apoiaram. Sempre busquei isso e agora estou colhendo esse fruto. É só o início, creio que teremos umas oitavas de final pesadas, que a gente vai ter que estar bem concentrado.

Dupla moralizadora da rodada 2 do #CartolaFC.
9:30 PM - 21 May 2017


Você mitou nessa rodada do Cartola FC não só pelo gol, mas pelas roubadas de bola, que dão muitos pontos. Acha que evoluiu no quesito marcação?

Eu não sou aquele marcador nato, mas claro que a gente tem que se reinventar em algumas coisas. Sempre tive isso como uma dificuldade, ninguém é perfeito. Claro, sei marcar sim, mas é diferente daquele "pitbull", aquele volante fixo. Procurei trabalhar nos treinos, às vezes abdico umas horas de jogar para poder me concentrar na marcação. Eu sei da minha qualidade com a bola, então se eu procurar melhorar a questão da marcação, como vem acontecendo... Acho que foram seis roubadas de bola. Isso é bom.


E acompanhou a pontuação que fez (17.30 pontos) no Cartola FC?


Acompanhei e fiquei muito chateado com a minha pontuação (risos). Porque na verdade... A história é a seguinte: teve uma dificuldade, muitos amigos me ligaram que não estavam me achando no jogo. Eu disse: "Cara, procura em provável, em lesionado... Deve estar lá". O meu irmão conseguiu achar, só que outros amigos não conseguiram e devem estar p* também (risos). Eu também não consegui me achar da primeira vez, mas disse que iria esperar o mercado ficar perto de fechar para me procurar, que aí a direção lá mexeu. E indo almoçar com a minha irmã, acabei pegando trânsito, faltavam 20 minutos para fechar, mas achei que daria tempo. Quando olhei o relógio já tinha passado das 14h, não fiz a alteração. Pensei: "Importante é ganhar o jogo, sei que isso é só uma brincadeira". Mas ficou esse fato inusitado aí, dificilmente quem joga não se escala. Então eu não me escalei, e p*, cara, foi uma pontuação muito boa. Estou participando da Caioba League (do comentarista Caio Ribeiro) e já era para estar na frente do Pikachu (Vasco) (risos).

Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Além de Pimpão, Camilo desfalca o time contra o Estudiantes na Argentina


Desgastado, camisa 10 será poupado da viagem. Arnaldo também não vai. Time embarca nesta terça-feira




Camilo durante o treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Além de Rodrigo Pimpão, suspenso, o Botafogo terá o desfalque de Camilo contra o Estudiantes. Por conta do desgaste e de dores na coxa direita, o camisa 10 será poupado da viagem para a Argentina.


A ausência de Camilo pode ser um problema para Jair Ventura. Com Leandrinho e João Paulo entregues ao departamento médico, o treinador não terá armadores à disposição na Argentina. Uma opção é adiantar João Paulo, que já atou nessa posição pelo Santa Cruz.


Quem também está fora da viagem é Arnaldo. O lateral, que estreou na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, não está inscrito na fase de grupos da Libertadores. Poupado no domingo, Emerson Santos deve voltar à posição. O zagueiro, no entanto, treinou à parte nesta segunda.


Apesar de classificado, o Botafogo encara com seriedade o jogo contra o Estudiantes. Com o mesmo número de pontos e saldo do Barcelona, o time está na segunda colocação do Grupo 1 por ter marcado um gol a menos. Terminar essa fase na liderança pode trazer vantagens, como decidir em casa nas oitavas de final da Libertadores.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

Análise: Botafogo atingiu a maturidade defensiva? Desempenho beira a perfeição


Pela primeira vez na temporada, Alvinegro completa dois jogos seguidos sem sofrer gols, mas além disso vem oferecendo raras oportunidades aos adversários (Gatito agradece)





Linhas de marcação deixam Botafogo compacto e cirúrgico (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)


Qual foi o ponto forte do Botafogo no ano passado? Pergunte a qualquer alvinegro mais atento que ele terá a resposta na ponta da língua: a defesa. E depois de quatro meses, o time remodelado para 2017 parece ter atingido novamente a maturidade defensiva e pela primeira vez na temporada completou dois jogos seguidos sem sofrer gols. Tudo bem que foi jogando em casa, mas não foi contra adversários quaisquer: fez 1 a 0 no Atlético Nacional, líder do Campeonato Colombiano e atual campeão da Libertadores, e 2 a 0 na Ponte Preta, vice-campeã paulista que eliminou Santos e Palmeiras no estadual. Neste ano, a equipe de Jair Ventura tem oito jogos sem ser vazada, sendo um amistoso, três no Carioca, três na Libertadores e um no Brasileiro.


Veja a relação dos jogos sem sofrer gols:
Rio Branco-ES 0 x 4 Botafogo (amistoso)
Botafogo 1 x 0 Olimpia (Libertadores)
Botafogo 1 x 0 Volta Redonda (Carioca)
Vasco 0 x 0 Botafogo (Carioca)
Bangu 0 x 2 Botafogo (Carioca)
Atlético Nacional 0 x 2 Botafogo (Libertadores)
Botafogo 1 x 0 Atlético Nacional (Libertadores)
Botafogo 2 x 0 Ponte Preta (Brasileiro)


A última vez que havia conseguido terminar uma semana ileso foi entre outubro e novembro do ano passado, quando chegou a fazer três jogos seguidos sem ter a sua rede estufada: venceu o Santa Cruz fora por 1 a 0 e empatou com placar em branco com Coritiba e Flamengo. E os números comprovam que não sofrer gols já é meio caminho andado para a vitória: em só uma partida das que não foi vazado nesta temporada o Botafogo deixou de somar os três pontos. A média do time em 2017 é de praticamente um gol tomado por partida: foram 29 em 27 confrontos.



Gatito salva! Lucca chuta e goleiro defende com peito aos 22 do 1º tempo



Mas o que mais impressiona não é só o fato de não ter levado gols, e sim o de ter passado poucos sustos. Nas duas últimas partidas, o Botafogo só esteve realmente ameaçado em duas ocasiões: um cruzamento de Quiñónes que Gatito espalmou mal, a bola ficou pererecando entre as pernas de Carli, e Dayro Moreno quase aproveitou na pequena área, contra o Atlético Nacional; e quando Lucca recebeu de Nino Paraíba e finalizou da pequena área para grande defesa à queima-roupa de Gatito, diante da Ponte Preta (veja no vídeo). Desempenho que beira a perfeição em um universo de análise de 180 minutos.


O segredo da marcação eficiente é a entrega dos jogadores, claro, e o sistema tático de Jair Ventura, onde o Botafogo joga com duas linhas fixas: Arnaldo (Emerson Santos), Carli, Igor Rabello e Victor Luis na de quatro; Lindoso (Airton), Bruno Silva e João Paulo em uma de três logo à frente. Camilo, Pimpão e Roger têm mais liberdade, mas não deixam de marcar. Principalmente Pimpão, que tem função de acompanhar as subidas do lateral e acaba entrando em uma das linhas defensivas.


– A gente está conseguindo a compactação em todas as linhas, deixa mais fácil o trabalho da zona defensiva. Sendo que tem os volantes por perto, o Roger fazendo trabalho que centroavante não gosta de correr atrás dos volantes, mas é importante. Mas a compactação e a ajuda de todo mundo que está correndo, se doando ao máxima, estão ajudando para que não soframos gols. Temos que manter na Libertadores, Campeonato Brasileiro... – analisou Gatito.



Relax, Gatito! Defesa vai dando pouco trabalho ao goleiro (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)


Coincidentemente, os dois jogos seguidos sem sofrer gols foram com a nova dupla de zaga do Botafogo, formada por Carli e Igor Rabello. Os dois disputam a sua primeira Libertadores na carreira, mas a experiência do "xerife", de 30 anos, e o vigor físico do "general", de 22, casaram tão bem que eles parecem jogar juntos há tempos. E vão dando pouco trabalho para Gatito, que tem visão privilegiada lá de trás e os elogiou.


– Bom, graças a Deus eles estão fazendo um bom trabalho. Tem que ressaltar essa trabalho da zona defensiva, não somente deles, mas de todo o pessoal que está defendendo. Quem entra lá atrás tem jogado bem, temos grandes defensores que pode em qualquer momento nos ajudar. Mas realmente os dois estão fazendo um grande trabalho.


O Botafogo se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no Nilton Santos, e inicia os preparativos para outra semana cheia: na terça-feira, o time viaja para a Argentina, onde enfrenta o já eliminado Estudiantes na quinta, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Ciudad de La Plata, podendo valer a liderança do Grupo 1 da Libertadores. Pelo Brasileiro, o Alvinegro joga novamente em casa no domingo, às 19h, contra o Bahia. Com três pontos, o time é o 12º colocado da Série A.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro