sábado, 15 de outubro de 2016

Será que ficam? Sidão, Diogo, Victor e Neilton são prioridades para o torcedor


Dos 15 jogadores que ficarão sem contrato em dezembro, quarteto é quem recebe mais votos em enquete do GloboEsporte.com. Situações não são simples


Sidão, Diogo, Victor Luis e Neilton
são as prioridades para o torcedor
(GloboEsporte.com)
A cabeça do Botafogo está exclusivamente voltada para uma vaga na Libertadores, mas o planejamento para 2017 já começou. Afinal, 12 jogadores do elenco, e outros três que estão emprestados ou treinam separados, ficarão sem contrato até o final do ano.

São os casos de Emerson Silva, Diogo Barbosa, Alemão, Geovane Maranhão, Victor Luís, Lizio, Anderson Aquino, Gervásio Nuñez, Salgueiro, Milton Raphael, Neilton, Sidão, além de Matheus Menezes, Paulo Ricardo e Lucas Zen.

O GloboEsporte.com perguntou ao torcedor alvinegro quem ele quer que siga em General Severiano em 2017. E apesar do retorno de Jefferson estar próximo, Sidão está com moral. Para mais de 17.100 torcedores, o goleiro deve ter o contrato renovado. Ele foi o jogador mais votado pelos alvinegros.

Emprestado pelo Audax, com quem tem contrato até o fim do Campeonato Paulista do próximo ano, Sidão já iniciou as conversas para permanecer. O Botafogo oferece mais um ano de contrato, mas o goleiro busca um vínculo maior.
Contratos de Victor Luís, Diogo, Neilton e Sidão acabam em dezembro (Foto: editoria de arte)

Quem também deve ficar, na opinião da torcida, é Diogo Barbosa. Cerca de 16.900 alvinegros pediram na enquete a permanência do lateral. O Botafogo também tem o interesse. Curiosamente, o terceiro mais votado foi o concorrente de Diogo, Victor Luís. Emprestado pelo Palmeiras, o lateral teve mais de 16.800 mil votos. Sua situação, no entanto, é mais complicada, uma vez que o clube paulista já solicitou seu retorno para 2017. 


Geovane Maranhão e Anderson
Aquino não ficam em 2017
(Foto: Divulgação / Botafogo)
O quarto jogador mais votado foi Neilton. Mais de 16.700 torcedores pediram sua permanência. No clube desde agosto do ano passado, Neilton está emprestado pelo Cruzeiro até o fim do ano. Dificilmente, no entanto, o clube mineiro topará um novo empréstimo. Para manter o atacante, vice-artilheiro da equipe na temporada, o Botafogo terá de abrir os cofres.

Se tem jogador cheio de moral, há outros que o torcedor que ver longe de General Severiano. Geovane Maranhão (16.200), Anderson Aquino (15.700) e Lucas Zen (15.400 mil) formam o pódio dos jogadores, em fim de contrato, com a maior rejeição da torcida. Os dois primeiros estão no elenco principal, mas pouco (ou nunca) são aproveitados. Zen está treinando no Grupo 2 e não fica no clube em 2017.

O boliviano Damián Lizio é outro que encontra rejeição. Para mais de 15.100 torcedores, o meia, que não disputou sequer uma partida no Campeonato Brasileiro, não deve ter o contrato renovado. Emprestado pelo Bolívar, ele não segue no clube em 2017.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro


Da base à exclusão em 2014, Sassá e Jair podem coroar parceria com G-6


Velhos conhecidos, amigos e campeões pelo sub-20, dupla, que deixou o Botafogo antes da última participação na Libertadores, pode ir ao torneio como protagonista



O Sassá fez o gol do meu primeiro título como treinador, em um torneio sub-20 na Alemanha. Para mim, como professor e educador, é muito gratificante. A história de vida dele é muito bonita. Um menino que sofreu bastante. Gosto muito dele. Ele está em êxtase com esse momento. Não está sendo fácil segurar o menino (risos)

Jair Ventura

Os dois vivem o melhor momento de suas ainda curtas carreiras. Velhos conhecidos desde as categorias de base, Jair Ventura e Sassásão dois dos principais responsáveis pela reação do Botafogo no Campeonato Brasileiro e têm trajetórias semelhantes em General Severiano.

Crias do clube - cada um em sua função - os dois tiveram um início de ano sem muito protagonismo – Jair era auxiliar de Ricardo Gomes, e o atacante passou o Carioca no departamento médico. Nos últimos meses, a dupla cresceu, conquistou espaço e hoje é unânime entre os alvinegros.

Mais do que ninguém, Jair conhece bem a história e a trajetória de Sassá no Botafogo. Ele acompanhou de perto o sofrimento do jogador há quatro anos, quando Dona Elizete, mãe do atacante, morreu em um acidente de ônibus na BR-101, em Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Jair Ventura e Sassá: parceria começou na base, em 2011 (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

A descontração do atacante também não é novidade para Jair. Desde que subiu para o profissional, ele sempre foi um dos jogadores mais irreverentes do elenco. O grande momento, no entanto, acentuou ainda mais seu estilo. Na melhor fase da carreira, o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 11 gols, está em “êxtase”, descreve o treinador.

- Vejo o Sassá com um futuro enorme pela frente. É muito legal. Subi com ele, acompanho toda a trajetória dele. O Sassá fez o gol do meu primeiro título como treinador, em um torneio sub-20 na Alemanha. Para mim, como professor e educador, é muito gratificante. A história de vida dele é muito bonita. Um menino que sofreu bastante. Gosto muito dele. Ele está em êxtase com esse momento. Não está sendo fácil segurar o menino - brincou Jair Ventura.


Relação tem até momentos de "ciúmes"

Sassá e Jair Ventura começaram
juntos no sub-20 do Botafogo
 (Foto: Arquivo Pessoal)
A longa relação gera momentos de intimidade e até ciúmes. Jair revelou um diálogo descontraído na última quarta-feira, antes da partida contra o Internacional, quando o atacante colorado Vitinho, que jogou na base do Botafogo ao lado de Sassá, visitou o vestiário alvinegro.

- O Vitinho foi ao vestiário falar com a gente. O Sassá falou: “Olha seu filho aí”. Na época do Vitinho, falei que ele seria a venda mais cara da história do Botafogo, e foi (10 milhões de euros - cerca de R$ 32 milhões, na época). Falei para o Sassá ficar tranquilo, ele também vai ser. Ele é ciumento. Um pouquinho ciumento - contou Jair.


Artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 11 gols, ao lado de Robinho, Fred e Gabriel Jesus, Sassá descreveu em poucas palavras sua relação com Jair.

- Trabalho com o Jair há cinco anos. O diálogo dele comigo é muito mais fácil - elogiou o atacante.

Categorias de base, Série B, Carioca, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro... Curiosamente, falta a disputa de Libertadores no currículo da dupla. Coincidentemente, os dois participaram da campanha no Brasileiro de 2013 que levou o Botafogo ao torneio após 18 anos, mas não colheram os frutos no ano seguinte. Sassá foi emprestado ao Oeste e depois para o Náutico. Na época auxiliar, Jair foi demitido em dezembro de 2013 e só retornou ao clube no ano passado. Quem sabe 2017, com três anos de atraso, o futebol dará uma nova chance aos dois? Desta vez, é claro, como protagonistas.


Fonte: GE/Por Marcelo BaltarRio de Janeiro