terça-feira, 4 de abril de 2017

Clássicos e sequência fora na Liberta: o que abril reserva para o Botafogo


Glorioso entra em mês decisivo para as competições do primeiro semestre. No Carioca, a definição contra os rivais Fla-Flu. Na Libertadores, a pesada sequência Colômbia-Equador


Alvinegro também prepara sua logística para as viagens pelos jogos da Libertadores (Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Depois de jogos contra times de menor porte - pela Taça Rio - o Botafogo agora se prepara para a pesada sequência esperada neste mês de abril. Clássicos e dois desafios fora do Brasil - pela Libertadores - esperam o time de Jair Ventura nos próximos dias. E, no apertado calendário, vem à tona a dúvida quanto ao foco do Glorioso e o peso que o clube dará na disputa das duas competições.

No próximo domingo, o Glorioso enfrenta o Fluminense pela semifinal da Taça Rio, competição que não valerá vantagem nas decisões do Carioca. E com Libertadores nos dias posteriores, existe a possibilidade da equipe não ir completa. Caso vença o Clássico Vovô, a final da competição seria logo entre os jogos com Atlético Nacional (Colômbia) e Barcelona (Equador). Até por isto, o próprio técnico Jair Ventura não descarta poupar jogadores nas decisões.

- Clássicos são decididos em detalhes. Vai depender muito da data. Temos uma viagem casada na Libertadores. Se o jogo for no domingo, será pior. Vamos estudar. É um risco. Não queremos perder jogadores. Vamos sentar e estudar com nossos departamentos. Vamos ver se vale a pena e dá tempo suficiente de recuperar - disse Jair na coletiva depois da vitória contra o Resende, domingo.

Caso passe do Fluminense, o Botafogo terá a final da Taça Rio no dia 16. Neste meio tempo, a equipe alvinegra cumpre dois compromissos pela Libertadores (dia 13, na Colômbia, e 20, no Equador). Até pela logística, existe a chance de os titulares alvinegros não retornarem ao Brasil no meio tempo. E logo tendo uma final de competição por disputar no intervalo destes jogos.

- A gente tem que ver a logística. Já estamos na semifinal do Carioca. Vamos ver pela comissão técnica o que vai ser decidido - disse Camilo, no último domingo.

Depois do jogo no Equador, o Botafogo volta ao Rio de Janeiro com calendário definido: pela frente, dia 23, o clássico contra o Flamengo, pela semifinal do Carioca (vantagem de empate do rival). Mais uma decisão contra um dos seus rivais do Rio, fechando a sequência de grandes jogos previstas para abril.

- Agora, estamos com a chave virada para o Estadual. Nós vamos focar nessa semana no Fluminense para depois viajar. Independente do que for feito, nosso elenco tem pessoas capacitadas para fazermos bons jogos - analisa Victor Luís, já imaginando a necessidade de rodar o elenco nos próximos dias.

BOTAFOGO EM ABRIL:

​Dia 9 - Fluminense - Semifinal da Taça Rio
Dia 13 - Atlético Nacional - Libertadores
Dia 16 - Se vencer o Clássico Vovô, final da Taça Rio
Dia 20 - Barcelona de Guayaquil - Libertadores
Dia 23 - Flamengo - Semifinal do Carioca


Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

Sete meses após lesão, Luis Ricardo evolui e crê em volta no Carioca


Na reta final de recuperação de grave fratura no tornozelo, lateral volta a treinar com bola após 2 cirurgias e demonstra preocupação com contrato: "Atrapalha a cabeça"




Luis Ricardo voltou a treinar com bola. Retorno está mais
 próximo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)
A saudade da bola é imensurável. Há tempos Luis Ricardo não sabe o que é jogar futebol. A grave fratura no tornozelo completa nesta terça-feira sete meses. O jeito é tentar sorrir, afastar a tristeza e segurar a ansiedade. Por mais que esteja demorando mais do que o esperado, o retorno está próximo. Quem sabe até no Campeonato Carioca?

- É difícil falar em previsão. É no dia a dia. Depende muito de mim, da minha evolução, dos treinamentos. O treinador e a comissão técnica vão saber quando eu estiver pronto. Quem sabe antes mesmo do início do Brasileiro, alguns jogos do Campeonato Carioca? Essa é a minha intenção - disse Luis Ricardo, ao GloboEsporte.com.

No último sábado, um passo enorme na longa recuperação. Luis Ricardo, após sete meses, treinou com bola com o resto do elenco. Coisa banal na vida de qualquer jogador, mas especial para Luis Ricardo. Sinal de que a volta aos gramados está próxima.

- Já vinha fazendo trabalho nas dependências do Nilton Santos, mas no sábado, pela primeira vez, fui a campo com o grupo. Foi algo especial. Estava com saudade. A tendência agora é que eu continue. Para mim foi bacana demais poder treinar com eles, chutar a gol. É diferente de só fazer físico, correr no campo. Com a bola motiva mais. Gera uma nova expectativa.


Em conversa por telefone, o lateral falou sobre a longa recuperação, sobre a necessidade da segunda cirurgia, sobre os passos da recuperação e admitiu preocupação em relação a seu contrato com o Botafogo, que acaba em dezembro.

Luis Ricardo Botafogo (Foto: Andre Durão)

Confira a entrevista completa

Como está a recuperação?

Começou agora esse trabalho em campo. É claro que tudo vai ser um pouco novo, a adaptação, a pisada... Tem todo esse processo que todos nós sabemos. Mas acredito que vai ser rápida a minha evolução.

É muito tempo parado. Ainda mais que meu contrato vence no fim do ano. Está quase chegando no meio do ano, e eu não estou jogando. Isso atrapalha a cabeça.
Luis Ricardo

Está clinicamente curado?

Clinicamente estou pronto. O que falta agora são alguns reajustes da minha pisada, da forma de correr. É claro que, em campo, o impacto é outro. Os médicos falam que são coisas normais. Correndo, às vezes posso mancar um pouco devido à longa inatividade. Mas com o decorrer dos treinos, da semana, a tendência é evoluir bastante. Estou tranquilo. Acredito que vai dar tudo certo.

A previsão era retornar na pré-temporada. Demorou mais do que você esperava?

Demorou. Tive que fazer uma nova cirurgia, deu uma calcificação óssea no tornozelo. A primeira cirurgia, em si, foi excelente. Mas pelo fato de ter ficado muito tempo imobilizado, acabou tendo a calcificação óssea em outra região do tornozelo. Não teve nada a ver com a primeira cirurgia. Por isso foi melhor fazer uma raspagem na calcificação.

Ainda dá para jogar no Carioca?


Acho que dá sim. Estamos caminhando. Estou correndo contra o tempo para acelerar todo esse processo. Seria bom jogar alguns jogos no Carioca para pegar ritmo e depois jogar o Brasileiro e a Libertadores para voos mais altos.

Luis Ricardo, em casa, no início da recuperação
(Foto: Marcelo Baltar)

O que está sendo mais difícil nesse período?


É muito tempo parado. Ainda mais que meu contrato vence no fim do ano. Está quase chegando no meio do ano, e eu não estou jogando. Isso atrapalha a cabeça. O trabalho está sendo feito fora de campo, minha família me deixa tranquilo, os jogadores me apoiam, a diretoria deu todo o respaldo na época. Sei que meu contrato está acabando, vou até falar para o presidente me dar uma tranquilidade a mais. Mas o mais difícil é ver o time bem, eu querer fazer parte disso, e ser impedido pela lesão. Mas estou aqui na torcida correndo atrás desse prejuízo.

Você sempre deixou claro que seu desejo é estender o contrato até 2018. Já houve alguma conversa?
Não, ainda não. Mas espero que eles possam pensar nisso e estender mais um pouco. Pretendo continuar no Botafogo e, se possível, encerrar a minha carreira aqui.

O Botafogo tem sempre que brigar por alguma coisa. Hoje percebemos que é possível alcançar coisas grandes. Estamos em mais uma fase final do Carioca. Para mim, mesmo não jogando, é o terceiro ano seguido. Dessa vez vamos ser campeões.
Luis Ricardo

Foi surpreendido por ficar fora da lista da Libertadores?

Não me surpreendeu. Eu estaria tomando o lugar de outro que poderia ajudar em campo. Tive uma conversa com o Jair depois. Ficou tudo resolvido. Seria muito egoísta da minha parte estar lá sem poder ajudar. Infelizmente, fiquei de fora. Mas quando surgir a brecha, nas oitavas, eu quero estar na lista.

Você participou de todo o processo de reconstrução do Botafogo, desde a Série B em 2015. Deve ser difícil ficar fora logo agora na Libertadores...

É muito ruim, mas tive essa lesão. O Sassá também teve uma lesão grave, o Jefferson está fora até mais tempo do que eu, o próprio Jonas agora. Infelizmente isso aconteceu conosco. Hoje é bom ver o Sassá se destacando junto com os outros. Acredito que algumas coisas acontecem para que coisas boas aconteçam mais à frente nas nossas vidas. Vamos viver esse momento com alegria. Tristeza só atrapalha. Eu dependo disso, a minha família depende disso e muita gente depende do meu trabalho.

Luis Ricardo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

O que acontece com os laterais do Botafogo?

Infelizmente está acontecendo essa sequência de lesões. Todo mundo viu que não é questão física, nada muscular. Eu me machuquei sozinho, o Marcinho e o Jonas também. Algo estranho que está acontecendo. Mas isso vai mudar. Todos estão sujeito a isso. Infelizmente, está acontecendo na lateral.

Qual futuro você vê para esse Botafogo?

No Carioca, mais uma vez, falaram que não chegaríamos, e hoje somos um dos concorrentes ao título. O nosso treinador, nosso líder, fala muito sobre isso. O Botafogo tem sempre que brigar por alguma coisa. Hoje percebemos que é possível alcançar coisas grandes. Estamos em mais uma fase final do Carioca. Para mim, mesmo não jogando, é o terceiro ano seguido. Dessa vez vamos ser campeões. O Brasileiro é um campeonato mais difícil. Mas estamos bem na Libertadores e podemos brigar na parte de cima da tabela no Brasileiro. Muitos vão falar que é absurdo o que vou dizer. Mas acredito muito no que o Jair tem em mãos, ele sabe usar o grupo, e vamos brigar por títulos nesse ano. Isso é fato.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro