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sábado, 15 de maio de 2021

Escalação do Botafogo: time terá Warley na lateral, e Navarro sai na frente por vaga no ataque


Centroavante está 100% após voltar de lesão e ganha espaço. Na lateral, Jonathan é poupado por desgaste muscular, e Warley joga mais uma vez na posição



O Botafogo terá Warley na lateral direita e deve contar com a volta de Rafael Navarro ao comando de ataque para disputar o clássico contra o Vasco, no próximo domingo, às 11h05 (de Brasília), no Nilton Santos, pelo jogo de ida da final da Taça Rio.



O provável time tem: Douglas Borges; Warley, Kanu, Sousa e Paulo Victor; Matheus Frizzo, Romildo e Pedro Castro; Marco Antônio, Ronald e Rafael Navarro.




Rafael Navarro em treino do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


O centroavante está 100% após se recuperar de lesão muscular. No último domingo, ele jogou parte do segundo tempo na vitória sobre o Nova Iguaçu. Antes, ficou praticamente um mês afastado. Agora, já tem fôlego para aguentar mais tempo. Matheus Nascimento deve ficar no banco.



Na defesa, a única mudança será a entrada de Warley na vaga de Jonathan. O lateral-direito está fora da relação porque tem desgaste muscular. Não tem lesão, mas será poupado. Sem ele, o atacante será aproveitado mais uma vez como defensor, o que vem acontecendo nas últimas partidas.





Saudade F.C.: Torcedora do Botafogo mostra amor pelo clube e carrega o escudo tatuado na pele (https://globoplay.globo.com/v/9516055/)


Para completar a relação, Chamusca mandou subir o garoto Vitor Marinho, lateral do sub-20. Além dele, outra novidade no banco de reservas é Guilherme Santos.


Em torneio paralelo à decisão do Campeonato Carioca, Botafogo e Vasco decidem a Taça Rio em dois jogos. O duelo de volta será em São Januário, no próximo domingo, às 15h05 (de Brasília).



Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

Rivais na final da Taça Rio e por vaga na elite, veja como Botafogo e Vasco estão às vésperas da Série B


Times têm inúmeras diferenças em relação a momento, número de contratações e desempenho nas competições, porém praticamente se igualam em dificuldades financeiras e em questões trabalhistas




Botafogo e Vasco terminaram a temporada passada rebaixados à Série B e começaram 2021 sem sucesso também em âmbito estadual. Ambos caíram na primeira fase, e a Taça Rio, antes tradicional e hoje torneio de consolação, é o que resta para os dois decidirem. Os vascaínos vivem momento de maior prestígio junto à torcida e pouco convivem com cobranças, enquanto Marcelo Chamusca e os atletas alvinegros já sofrem com bastante pressão. Quem chega mais preparado?



Botafogo e Vasco medem forças na final da Taça Rio antes do início da Série B — Foto: ge




Momento dos times



Os destaques



Botafogo: o time está longe de encantar o torcedor, mas apresenta algumas novidades. Da defesa para o ataque: o goleiro Douglas Borges e o lateral-esquerdo Paulo Victor foram boas surpresas desse início de 2021. Entre os reforços, o melhor até agora é o volante Pedro Castro, que já marcou três golaços nessa temporada.


Vasco: German Cano continua com tudo na atual temporada, já marcou seis gols, chegou a 30 pelo clube e se tornou o estrangeiro com mais gols com a camisa do Vasco no século. Além dele, Gabriel Pec assumiu protagonismo, também marcou seis vezes e divide as atenções.




Vasco e Botafogo empataram pela 4ª rodada do Carioca 2021



Esquemas e ajustes


Botafogo: o início de temporada mostra que a equipe ainda não está pronta. Chamusca monta o time com três atacantes e três atletas no meio de campo, mas tem dificuldade para achar titulares incontestáveis. O ponto positivo é a defesa, que passa segurança mesmo com alguns jovens.


Vasco: ainda está em formação, mas já tem uma nova identidade e definiu rapidamente o time titular. Com Marcelo Cabo, a equipe passou a ter a bola e propor jogo, algo que não aconteceu na temporada passada. A nova fórmula tem funcionado, o time tem feito gols, mas é necessária regularidade maior. O principal problema é a defesa, especialmente na questão das bolas aéreas. O time vem sofrendo muitos gols em jogadas de bola parada.



O técnico está à salvo?


Botafogo: se dependesse das redes sociais, Marcelo Chamusca já estaria fora do clube. Dos portões para dentro, no entanto, o discurso é de respaldo e confiança no treinador. De qualquer jeito, o técnico precisa mostrar resultados e tem nos clássicos uma boa oportunidade para isso.


Vasco: ao contrário de Chamusca, Marcelo Cabo chega ao clássico tranquilo, com paz para trabalhar e ajustar o Vasco antes da Série B. A eliminação precoce não caiu na conta do treinador, que tem o início de trabalho bem avaliado por diretoria e torcida.



Copa do Brasil: um dentro, outro fora


Botafogo: o time até deu show com golaço e goleada sobre o Moto Club (5 a 0) na estreia pela competição, porém caiu no desafio seguinte, diante do ABC. Conseguiu empate heroico nos acréscimos do tempo regulamentar (1 a 1), mas o adversário venceu facilmente nos pênaltis.


Vasco: o momento do Vasco é inegavelmente melhor, e isso se reflete na Copa do Brasil. O time de Marcelo Cabo passou contra os mineiros Caldense e Tombense na primeira e segunda fase da competição, respectivamente. Na terceira fase, faz confronto local com o Boavista, nos dias 1º e 9 de junho.



Mercado


Quem já vingou?


Botafogo: do meio para trás, o saldo é positivo: o goleiro Douglas Borges, o lateral-direito Jonathan e os volantes Matheus Frizzo e Pedro Castro são titulares do time e bem avaliados. Do meio para frente, nomes como Ricardinho, Felipe Ferreira, Marco Antônio e Marcinho ainda tentam convencer. Ao todo, foram 12 contratações até agora.


Vasco: principal responsável pela reformulação do elenco, o diretor Alexandre Pássaro contratou sete jogadores. Nomes que começaram bem. Vanderlei, Zeca, Marquinhos Gabriel e Morato são titulares, assim como Ernando, que ainda não teve uma sequência maior por motivos físicos. Os outros dois, embora não sejam considerados titulares no momento, têm potencial para disputar posição: Léo Jabá e Romulo.




Busca continua


Botafogo: liderado pelo diretor de futebol Eduardo Freeland e pelo CEO Jorge Braga, o Botafogo ainda busca jogadores de meio de campo e ataque. Volantes, meias, pontas e centroavantes estão na mira. A ideia é buscar ao menos três ou quatro nomes para a disputa da Série B, mas há dificuldade no mercado.


Vasco: novos nomes devem chegar ao longo da temporada. Apesar de ter uma base formada no Carioca, é provável que um ou outro reforço pinte no início da Série B. A tendência é que o mercado esquente com o fim dos estaduais. De imediato é possível que chegue um lateral-esquerdo para a reserva de Zeca e alguém para reforçar o setor ofensivo.




Botafogo e Vasco já se enfrentaram uma vez na temporada 2021 — Foto: André Durão/ge




Bastidores agitados


Salários em dia?



Botafogo: mesmo com toda a dificuldade financeira, o clube mantém os pagamentos a jogadores e outros funcionários sem atraso. O motivo é um pedido judicial que dá preferência aos trabalhadores em relação a outras penhoras. Só que essa tranquilidade pode durar pouco: a diretoria precisa trabalhar para levantar o dinheiro para honrar os compromissos até o fim do ano.


Vasco: os atrasos são uma questão histórica, mas a nova gestão tenta colocar a casa em ordem. O clube pagou nesta semana os vencimentos de abril. Os reforços contratados em 2021 estão com salários em dia. No entanto, ainda há pendências com elenco, uma vez que no mês passado houve um acerto segmentado. Na última quarta também foram pagas duas folhas dos funcionários, mas abril ainda não foi quitada. Há acordo verbal para pagamentos até o dia 20 de cada mês.



Derrotas extracampo



Botafogo: na grande derrota judicial da nova gestão, o clube foi excluído do Ato Trabalhista. O que significa deixar descontrolados mais de R$ 100 milhões em dívidas que podem gerar ainda mais pedidos de penhora. A diretoria vai recorrer, mas há chance de ter que negociar do zero a reentrada em um novo plano para parcelar as dívidas.



Outro fato que une os rivais nessa dificuldade trabalhista são as demissões. O Botafogo, em maio, desligou mais de 90 funcionários, enquanto o Vasco, em março, dispensou 186.


Vasco: a exemplo do rival, o Vasco também foi excluído do Ato Trabalhista, na última sexta, e enfrentou problemas no mesmo quesito. A dívida vascaína, divulgada no último dia 30, está avaliada em R$ 832 milhões, e o débito trabalhista teve um acréscimo de R$ 119 milhões - R$ 83 milhões já haviam sido lançados no balanço atualizado de 2019 e outros R$ 36 milhões foram descobertos no início de 2021, quando uma auditoria foi feita pelo novo escritório responsável pela área trabalhista, Ideses TVM Advogados, que substituiu o Paulo Reis Advogados Associados.


O aumento substancial da dívida trabalhista, inclusive, motivou essa mudança de escritório. Vale lembrar que Paulo Reis é figura importante em São Januário e exerceu funções como a de diretor e vice-presidente na área jurídica.



Esperanças externas


Botafogo: a grande aposta para sair do buraco financeiro mais rápido é a transformação em empresa. A Botafogo S/A ficou um pouco mais perto de sair do papel e foi enviada aos órgãos internos do clube para aprovação. A intenção é captar R$ 550 milhões no mercado, mas é preciso atrair investidores após o ok do Conselho Deliberativo.



Vasco: promessa de campanha de Jorge Salgado, o fundo de investimento que previa captação de até R$ 70 milhões em um primeiro momento não saiu do papel. O clube aponta o rebaixamento para Série B e a consequente queda de receitas como culpados, uma vez que o Vasco ficou sem garantias para oferecer aos investidores. Um novo projeto de captação está sendo preparado por setor financeiro do clube.



Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro