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domingo, 21 de julho de 2013

Ouro em pó guardado na caixa: Seedorf, a preciosidade do Botafogo


Competitividade e jogadas ríspidas em campos pequenos despertam a preocupação de Oswaldo de Oliveira em relação ao holandês




Seedorf não fez gol na vitória sobre o Náutico nem participou das jogadas que levaram o time a vencer por 2 a 0 (veja os gols ao lado), sábado, em São Januário. Mesmo assim, o holandês mostra claramente sua importância para o Botafogo em sua ânsia de conquistar o título do Campeonato Brasileiro, o que não acontece desde 1995.




Aos 37 anos de idade, Seedorf é o ponto de referência do Botafogo e desperta preocupação no técnico Oswaldo de Oliveira. Não que seu preparo físico esteja deixando a desejar, mas sim pelo que a competição exige.




Seedorf é assediado por torcedores na saída do vestiário em São Januário (Foto: Thales Soares)

A torcida também sabe disso. Ao fim do jogo, cerca de 20 botafoguenses foram recepcionar o holandês na saída do vestiário de São Januário. Ele teve paciência para tirar fotos com todos e autografar camisas do clube, mesmo tarde da noite.

- Quando fizemos o segundo gol, chegou a hora de organizar o time de forma mais contida. Seedorf estava sendo marcado individualmente e forçando muito. Ele é ouro em pó e a gente guarda na caixa - afirmou Oswaldo.

Na rodada passada, Seedorf recebeu uma forte entrada no tornozelo direito de Kleber na derrota por 2 a 1 para o Grêmio. O jogador saiu mancando para ser atendido fora do campo, mas voltou para terminar o jogo, pois o Botafogo já havia feito as três substituições.

- Seedorf é uma preciosidade. Tive muito medo domingo passado. Ele saiu com o pé inchado. Tenho uma preocupação grande nesse campeonato. São jogos muito competitivos, em campos diminutos, com jogadas ríspidas. Eu me preocupo não só com o Seedorf, mas com todos os grandes craques - comentou Oswaldo.

Se compararmos com outros campeonatos, estamos sendo brindados, apesar de toda a dificuldade de calendário, estádio, viagem e campo. Há uma alternância grande. Coritiba e Vitória nem eram citados no início como clubes pleiteando o título e estão ali, ainda que precocemente"
Oswaldo de Oliveira

O comportamento de Seedorf em campo foi mais uma vez elogiado pelo treinador. O holandês teve em seu encalço o volante Derley, responsável por uma intensa marcação individual, que exigiu ainda mais do meia do Botafogo.

- O Derley marcou muito bem e com lealdade. Não lembro de faltas que tenha feito. Mas mesmo assim o Seedorf conseguiu jogar. Com menor frequência, mas conseguiu - analisou o treinador do Botafogo.

Seedorf é usado por Oswaldo como exemplo do que o Campeonato Brasileiro tem apresentado. Segundo ele, esta edição é uma das melhores já disputadas entre as mais recentes, com jogadores de alto nível técnico, mesmo com todas as dificuldades impostas.

- Esse talento não é raro. Tem o Alex no Coritiba. O que é aquilo! Zé Roberto e Elano, no Grêmio, Ronaldinho Gaúcho. O Vasco trouxe o Juninho de volta. É muito jogador bom. Se compararmos com outros campeonatos, estamos sendo brindados, apesar de toda a dificuldade de calendário, estádio, viagem e campo. Há uma alternância grande. Coritiba e Vitória nem eram citados no início como clubes pleiteando o título e estão ali, ainda que precocemente - afirmou Oswaldo.

Mesmo com a preocupação em relação a Seedorf, o holandês estará em campo mais uma vez na quarta-feira, quando o Botafogo enfrenta o Figueirense, em Florianópolis, pela terceira fase da Copa do Brasil. No jogo de ida, vitória carioca por 1 a 0.

Por Thales Soares Rio de Janeiro

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