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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Jefferson chega a 350 jogos após recusar "trairagem" para deixar o Bota


Goleiro afirma ter recebido propostas "indecentes" de clubes para acionar o Alvinegro na Justiça por conta dos atrasos de salários



Jefferson em ação pelo Botafogo: jogo 350 nesta quarta-feira,
contra o Figueirense (Foto: Agência Getty Images)
Quando entrar no gramado do Estádio Orlando Scarpelli, na noite desta quarta-feira, Jefferson completará 350 jogos pelo Botafogo. Mas se quisesse, o goleiro poderia abreviar sua marcante passagem pelo clube. No momento em que o Alvinegro vive uma grave financeira, com salários atrasados, surgiram outros clubes interessados, que procuravam aproveitar uma possível ação do jogador na Justiça para fazerem propostas. No entanto, Jefferson garantiu que jamais pensou em deixar General Severiano por esse caminho.

- A história que eu fiz no Botafogo não é para sair pela porta dos fundos, dessa maneira. Muitos aqui tiveram ofertas, como eu tive. Chegaram a me fazer essa proposta indecente, de colocar o clube na Justiça e sair. Mas não posso e não quero fazer essa trairagem com o Botafogo. Sempre tive a esperança de que tudo poderia mudar, e essa não era a maneira que queria sair. Se for para sair, teria que conversar. Aí tudo bem - disse.

Jefferson tem sua vida ligada ao Botafogo desde 2003, quando chegou para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B emprestado pelo Cruzeiro. Em 2005 ele deixou o clube e passou quatro anos na Turquia, retornando em 2009 para ser decisivo na fuga do rebaixamento. A consagração ocorreu no ano seguinte, quando defendeu o pênalti de Adriano na decisão da Taça Rio, contra o Flamengo – que deu ao Alvinegro o título carioca por antecipação. Alguns meses depois, iniciou sua trajetória na seleção brasileira profissional, sendo chamado por Mano Menezes. Em 2013, o goleiro levantou mais uma taça do estadual com a camisa do Botafogo.

Hoje Jefferson não é somente um ídolo da torcida do Botafogo. Além de capitão, ele é uma referência dentro do clube e do elenco dos jogadores. O goleiro é o principal articulador das conversas com a diretoria em meio à crise financeira e destaca o que representa ser uma liderança.

- Ser líder é pensar em todos e deixar de lado os interesses pessoais. Sou uma pessoa que não se expõe muito, mas quando se fala de grupo, pode contar comigo. O mais importante é encarar tudo de frente.

Por Gustavo Rotstein*Florianópolis

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