sábado, 7 de janeiro de 2017

Entre saídas e chegadas, Jair analisa elenco de 2017: "Enfraquecido, não"


Técnico se diz motivado por transmitir filosofia de trabalho a seis caras novas, mas espera a contratação de reforços pelo Botafogo



Jair Ventura confia em time forte do Botafogo em 2017
(Foto: MARCOS CUNHA/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
O Botafogo se reapresenta na próxima quarta-feira, mas o trabalho de Jair Ventura já começou. Uma das tarefas é analisar nomes de possíveis reforços. Atualmente o clube busca um lateral-esquerdo e dois atacantes. O treinador tenta lidar com a saída de pelo menos três titulares: Sidão, Diogo Barbosa e Neilton. No entanto, a confirmação de seis contratações dá ao comandante a certeza de que a equipe conseguirá ao menos manter o nível de 2016


- Enfraquecido, não. Cada ano é uma história. Vamos ter que montar, ainda não se sabe como as peças vão corresponder. Claro que quando se mexe muito dificulta, porque tem que começar quase do zero. Mas essa parte é gostosa, me seduz trabalhar com novos jogadores e passar nossa filosofia. Tenho certeza de que Botafogo vai vir mais forte em 2017, porque a gente pega um trabalho desde o início, apesar das mudanças no elenco. As contratações estão sendo boas, são jogadores que chegam para reforçar o grupo - destacou.


Montillo é a principal contratação do Botafogo na
 temporada (Foto: Twitter oficial do Botafogo)
Nas férias o Botafogo contratou os laterais Jonas e Gilson (ambos do América-MG), o meia João Paulo (Santa Cruz), o goleiro Gatito Fernández (Figueirense) e o atacante Roger (Ponte Preta), além do meia argentino Montillo. Dessa forma, Jair Ventura sabe que terá um trabalho de reconstrução a fazer em pouco tempo. O time estreia no Campeonato Carioca dia 25 de janeiro e enfrenta o Colo Colo, pela fase prévia da Libertadores, em 1º de fevereiro.


- A manutenção do elenco é o mais importante, porque o grupo já conhece a metodologia, a filosofia e o modelo de jogo. Mas as contratações pontuais são muito importantes. Montillo chega para ajudar, com os demais jogadores que estão chegando. Pegamos jogadores que vêm da China, de Minas, do Recife, de São Paulo... Mais uma vez o Botafogo vai ter que deixar esse grupo homogêneo. O ruim é que o período é curto, dificulta o entrosamento. Mas temos que nos adequar ao que nós temos, não adianta eu ficar aqui reclamando. Tem que dar um jeito, botar a equipe mais competitiva e o quanto antes possível - ressaltou.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Gustavo Rotstein/Rio de Janeiro