quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Jair lamenta tropeço na estreia e ainda vê Botafogo abaixo fisicamente


Técnico avalia que o time foi bem no 1º tempo, mas caiu de rendimento na etapa final contra o Madureira. Equipe começa a caminhada na Libertadores em uma semana



Jair Ventura (Foto: Andre Durão)
Foi com o pé esquerdo que o Botafogo estreou no Campeonato Carioca. A derrota por 2 a 0 para o Madureira esfriou um pouco a animação dos torcedores, empolgados com reforços e com retorno à Libertadores. Para Jair Ventura, no entanto, o trabalho não pode ser pautado por pelo tropeço. Apesar de chateado com o resultado, o treinador acredita que o fator físico pesou nesta quarta-feira.


- Nesse primeiro momento, início de pré-temporada, apenas dez dias de trabalho, o foco ainda está na parte física. Fizemos um primeiro tempo muito bom, criamos muitas chances... O calor é forte para os dois, não serve de desculpas. Mas no segundo tempo a parte física do Madureira foi melhor. Não é normal, você vir de dez dias de pré-temporada, mas sabemos que é assim. Tivemos pouco tempo. É lógico que não ficamos satisfeitos com o resultado. Vamos tirar desse jogo as coisas boas para repetir, e as coisas erradas para corrigir.


Outros trechos da entrevista

Declaração de Bruno Silva de que faltou companheirismo

- A gente respeita opinião, não sei nem sobre o que ele está falando. Normal, a gente perde fica todo mundo de cabeça quente, principalmente na saída do campo. Sabe que sempre fala algumas coisas ali, é normal. Time grande tem que jogar sempre para vencer, e hoje nós não vencemos. Bola para frente.

Estreia de Roger

- O Roger é um jogador experiente, que fez um ano maravilhoso ano passado, bastantes gols. A gente sabe que atacante vive de gols, mas ele teve a sua importância. Eu sempre falo que jogador pode jogar sem a bola, e o Roger joga. Não só quando ele não faz gols, mas ele ajuda bastante, deu assistência no último amistoso, hoje se movimentou, raspou, brigou... Vamos lá, é muito cedo ainda para definir alguma situação, mas a gente sabe que pode contar com ele, que vai ser muito importante.

Estreia do Montillo

- Bem. Ele vai demorar um tempo para ter a sua melhor forma física. Última partida oficial dele foi em outubro em um campeonato chinês, então tem que ter calma. É um jogador diferenciado, a gente sabe que vai encontrar o seu melhor momento físico e vai render cada vez mais. A gente não pode achar que em cada jogo ele vai ser nossa estrela maior, a estrela vai ser sempre o Botafogo. Ele não fez uma partida ruim na minha concepção. Tenho certeza que o Montillo ainda não conhecia Bangu, aqui é bastante quente, para os dois lados, não é desculpa. Mas quem está trabalhando desde novembro leva uma vantagem para quem está só há 10 dias. Então vamos com calma, não é hora de achar culpados. Tenho certeza que o Montillo ainda vai dar muitas alegrias para a nossa torcida.

Como usar Montillo e Camilo juntos?

- A gente tem a maneira, já sabe como vai usar. Foi uma pena hoje não botar em prova, já que o Camilo está na seleção brasileira. Mas a gente fica feliz, Botafogo é o time que mais cedeu jogadores para a Seleção e continua cedendo. Agora é esperar a volta do Camilo para botar os dois juntos, não vai ter problema, não.


Até que ponto Camilo fez falta?

- Você perde seu camisa 10, jogador de seleção brasileira. Qualquer time no mundo que você tirar o camisa 10, que é de seleção, vai fazer falta. Fez falta sim, mas confiamos nos nossos jogadores.

Montillo e Camilo contra o Nova Iguaçu?

- Não, contra o Nova Iguaçu a gente vai estudar, não pode correr riscos. A gente chegou de uma pré-temporada ontem. Quando você chega quer descanso, a gente veio para um jogo decisivo, valendo três pontos. Então quando você perde não está tudo errado, e quando você ganha, como ganhamos o amistoso, também não está tudo certo. É buscar o equilíbrio, ver a parte física de cada atleta para ver quem vai estar na melhor condição para o jogo.





Resultado influencia no planejamento de poupar o time?

- Nunca pode mudar no futebol a sua conduta por causa de um resultado, e eu não vou mudar a minha. Não posso botar risco, nosso principal objetivo no ano é a Libertadores. Não que quando jogue o Carioca não queira vencer, a gente quer sempre, mas não vai mudar o discurso nem o que estava programado.

João Paulo e Carli podem jogar contra o Nova Iguaçu?

- Espero, a gente está trabalhando. Esperar nosso departamento médico, de fisiologia... Tem muitos jogadores para estrear ainda, tem o Joel, o Guilherme... O Botafogo vem forte, tem que ter paciência. Quando estivermos com todos os jogadores à disposição vamos estar mais fortes.

Qual o peso da derrota em um campeonato de tiro curto?

- Peso da derrota é sempre ruim em qualquer competição, longa ou curta. Já passou, perdemos, para a próxima partida buscar a vitória, nossa classificação, não está nada perdido. Não é por causa de uma partida que as coisas vão ficar erradas, elas vão ficar boas.

Canales fora do Carioca

- O Canales não ficou porque ele veio de uma lesão muito séria, então requer um tempo maior. Ele não está ainda em seu melhor momento físico, a gente espera que ele fique bem para que possa fazer parte do grupo. Tem tempo de mudanças, são quatro rodadas se não me engano, tem até o dia 9 para poder inscrevê-lo. Espero contar com ele o mais rápido possível quando estiver bem fisicamente.

Situação do Emerson Santos

- A palavra final tem que ser sempre do atleta, né? Você tem o empresário para te ajudar, não pode te prejudicar. Empresário não pode ser determinante na sua vida, eu espero que o Emerson possa ser determinante e feliz.


Fonte: GE/Por Thiiago Benevenutte e Thiago Lima/Rio de Janeiro