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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Esquema definido, Erik à frente e Bochecha titular: Barroca começa a desenhar o Botafogo


Novo treinador indica que colocará a equipe baseada no 4-1-4-1 com um ataque móvel e um meio-campo intenso, mas que não vai investir somente na valorização da posse de bola




Erik deve atuar centralizado (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


A estreia de Eduardo Barroca na equipe profissional do Botafogo está no radar. Aos poucos, o novo técnico vai moldando o Alvinegro de acordo com conceitos táticos para a estreia do Campeonato Brasileiro, que será no próximo sábado, contra o São Paulo, no Morumbi, às 16h. Com o comandante, o Alvinegro deve entrar em campo com uma formação baseada no 4-1-4-1.


O esquema vem sendo utilizado em todos os treinamentos feitos por Eduardo Barroca até aqui. Gustavo Bochecha, atleta de confiança do treinador no título do Campeonato Brasileiro sub-20, em 2016, deve iniciar como o único volante da equipe. Dessa forma, portanto, o comandante espera colocar um time que busque valorizar a posse da bola, tônica do treinador, que garante, porém, não moldar a equipe apenas em cima desse estilo de comportamento.


- Sobre essa questão do protagonismo no jogo eu gostaria de desmistificar algumas ideias que surgem em função do meu passado na base. Não é só posse de bola. Eu posso ter protagonismo pela superioridade no número de finalizações. Eu posso controlar o jogo no campo do adversário pressionando a marcação, mesmo sem a bola. É circunstancial, depende do contexto. Eu estou me adaptando à realidade do Botafogo - disse Barroca, em entrevista ao "UOL".

Adaptação à realidade do clube, formação definida e ataque. Eduardo Barroca indica que vai optar por um sistema ofensivo móvel, com Erik como referência do setor. O camisa 11 sairá das pontas e vai atuar pelo meio, com a velocidade para se desmarcar dos defensores como qualidade. Na entrevista coletiva da última terça-feira, Gustavo Ferrareis falou sobre atuar com um falso 9 no time.


- É diferente jogar sem uma referência no ataque. Não dá para cruzar tantas bolas na área. Mas temos o Igor Cássio que veio da base e foi bem quando entrou. Temos que aprender a jogar também com um jogador de mais mobilidade - analisou o meio-campista.


Erik já havia sido testado nesta posição com Zé Ricardo, mas nunca iniciou uma partida no setor. Em todas essas ocasiões, o camisa 11 assumiu o ataque em algumas ocasiões no meio dos jogos, em uma variação colocada pelo técnico. Foi assim, por exemplo, na vitória de 3 a 0 sobre o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana, na Argentina.


Fonte: LANCE/Rio de Janeiro (RJ)

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