sábado, 21 de novembro de 2015

Garçom, matador, iluminado, coringa, xodó... personagens do título do Bota


Confira os destaques e suas principais características na conquista da Série B








Um elenco inteiro contratado com uma missão: conduzir o Botafogo de volta à Série A. Muitos chegaram como desconhecidos, outros subiram para o profissional, mas todos tiveram sua importância na campanha do Botafogo na Série B.

Em elenco que se destaca mais pela força do conjunto do que pelo talento individual, cada peça contribuiu de sua maneira. O GloboEsporte.com levantou alguns dos principais destaques e suas características que ajudaram na conquista do título da Segunda Divisão. Veja abaixo!



Em meio ao caos financeiro que tomou conta do clube no fim da temporada passada, o Botafogo não abriu mão do talento e do carisma de Jefferson. Era preciso um líder. Por ele, a diretoria abriu uma exceção no teto salarial e renovou o contrato do goleiro até 2017.

Renan Fonseca e Jefferson: personagens do Botafogo em 2015 (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)

Jefferson foi o capitão e o ídolo que o Botafogo precisava na Série B. Mas não foi só isso. Com defesas mirabolantes, o goleiro brilhou durante toda a Série B e foi pela fundamental na conquista de vitórias apertadas. Contra o Oeste, ele completou 400 jogos com a camisa alvinegra. Pela Série B, ele esteve em campo em 26 oportunidades.



Não fossem os cabelos cacheados, Willian Arão possivelmente passaria despercebido em seu primeiro treino pelo Botafogo, na pré-temporada, em janeiro. Sem pompa, o volante desembarcou desconhecido em General Severiano, mas logo se firmou como um dos principais nomes do time.

Volante de bom passe e com força para chegar ao ataque, Arão tornou-se o principal jogador de linha do Botafogo na Série B. E, consequentemente, alvo do mercado. O Alvinegro terá dificuldades para mantê-lo, uma vez que Arão está muito próximo do Flamengo. Segundo jogador que mais entrou em campo pelo time na Segunda Divisão, ele participou de 35 jogos e marcou cinco gols. Contra o ABC, o volante marcou o gol do título.



Outro que chegou ao Botafogo sem pompa, após disputar a Série B pelo Santa Cruz, Renan Fonseca se mostrou, acima de tudo, incansável. Poupado em uma partida na Copa do Brasil, o zagueiro disputou todos os jogos do Campeonato Carioca e quase repetiu a dose na Série B.


Sem lesões, desgaste ou suspensões, Renan Fonseca foi titular em todas as primeiras 35 rodadas da Série B. O terceiro cartão amarelo, e consequentemente a primeira suspensão, veio apenas no jogo do acesso, contra o Luverdense. Ele esteve em campo em 36 jogos e não marcou gol.



Integrado ao elenco profissional por René Simões no início do ano, Fernandes foi uma grata surpresa no Campeonato Carioca. Na Série B, após um início apagado, ele voltou a crescer sob o comando de Ricardo Gomes e termina o ano em alta.

Com o treinador, Fernandes ganhou novas oportunidades como titular e marcou gols importantes, como nas vitórias sobre Boa Esporte (1 a 0 ) e Macaé (2 a 1). Uma lesão no joelho o afastou de alguns jogos na reta final, mas Fernandes termina a temporada como uma realidade. Na Série B foram 16 jogos e dois gols.



As coisas aconteceram muito rapidamente para Luís Henrique. Artilheiro da Copa do Brasil sub-17, ele começou a treinar com o elenco profissional no final de maio. Quatro dias depois, após Bill rescindir contrato e a negociação com Rafael Oliveira, então no Botafogo-PB, fracassar, o garoto começou como titular contra o Sampaio Corrêa.

Dois gols, pênalti sofrido e jogadas de efeito: Luís Henrique teve uma estreia brilhante como jogador profissional. Ao longo da Série B, o jovem teve altos e baixos, mas conquistou o carinho e o respeito dos alvinegros, e hoje é a principal aposta do Botafogo para os próximos anos.



Penúltima contratação da temporada, Ronaldo chegou em setembro ao Botafogo e teve paciência. Com Navarro e Sassá inspirados, o atacante, credenciado por ter marcado seis gols pelo Ituano na Copa do Brasil, demorou a receber uma chance.

As lesões de Navarro e Sassá, porém, abriram uma brecha, e Ronaldo, enfim, pôde mostrar seu cartão de visitas. O atacante entrou para a história do clube ao marcar o gol do acesso, na vitória por 1 a 0 sobre o Luverdense.




Muitos jogadores deixaram o Botafogo ao longo da Série B, mas nenhum fez tanta falta quanto Rodrigo Pimpão. Antes de partir para o Emirates Club, o atacante – até então principal jogador do Botafogo na competição - marcou sete gols.

E se o Botafogo conseguiu o acesso e o título de forma antecipada, deve muito a Rodrigo Pimpão. O atacante deu vários pontos ao Alvinegro, com gols decisivos, como nas vitórias sobre Paysandu (1 a 0), Paraná (2 a 1) e Oeste (1 a 0).



Sassá teve poucas oportunidades de começar jogando, mas disputou a maioria das partidas do Botafogo na Série B. Espécie de 12º jogador titular, o atacante conquistou seu espaço com gols importantes.

Foi a volta por cima de Sassá, que retornou ao Botafogo no início do ano, após empréstimo ao Náutico. O fim da temporada, no entanto, não foi feliz para o atacante. Uma lesão no joelho esquerdo, na reta final, o afastou dos gramados. A previsão de retorno é de seis meses. Na Série B, Sassá disputou 22 jogos e marcou sete gols.



Foi com desconfiança que Navarro desembarcou, em julho, no Botafogo. A credencial do uruguaio era a artilharia da Segunda Divisão do Equador, o que não chegava a animar o torcedor alvinegro.

Felizmente, os botafoguenses estavam enganados. Navarro chegou ao futebol brasileiro como um furacão. De poucas palavras, mas muitos gols – especialmente de cabeça -, o uruguaio caiu nas graças dos alvinegros. Navarro disputou apenas 15 jogos, mas marcou nove gols.




O próprio Neilton descreve como “intensa” e de “amor” sua relação com o Botafogo. Em apenas três meses, o jovem atacante marcou gols importantes e se firmou como titular.

Foi no Botafogo que Neilton conseguiu deixar para trás o estigma de “novo Neymar”. Com dribles atrevidos e bolas nas redes, ele tornou-se um dos protagonistas do campanha na Série B. Neilton esteve em campo em 17 oportunidades e marcou seis gols



Daniel Carvalho foi mais um a desembarcar em General Severiano cercado de desconfiança. Com talento indiscutível, o meia, cansado da rotina, havia desistido do futebol há quase dois anos.


Nitidamente acima do peso, ele chegou ao Botafogo para período de treinos em fevereiro. A estreia foi em maio, com gol contra o Capivariano, pela Copa do Brasil. Ao longo da Série B, Daniel Carvalho conviveu com problemas físicos, mas se firmou como garçom: foram 11 assistências – incluindo uma para Ronaldo, que deu o acesso ao Glorioso, e outra no jogo do título, contra o ABC.. Em 30 jogos, ele marcou dois gols.




Lesões, dores, restrições da torcida... Não foram poucos os desafios de Carleto na Série B. É fato, porém, que, sem concorrentes à altura, ele reinou na lateral esquerda do Botafogo.

Sua principal marca é a “patada” com a perna esquerda. Com chutes fortíssimos de canhota, Carleto sempre leva perigo em cobranças de falta. Na vitória por 2 a 1 sobre o América-MG, no Independência, ele iniciou a virada alvinegra, em belo arremate de fora da área. Na Série B, Carleto disputou 23 jogos e marcou dois gols.



Diego Giaretta nunca foi titular absoluto, mas dificilmente deixou o time. Também pudera. Marcelo Mattos foi embora? Giaretta assume a função de primeiro volante. Lesão de Roger Carvalho? Giaretta joga ao lado de Renan Fonseca. Carleto suspenso? Giaretta vai de lateral.


A versatilidade e regularidade foram as principais marcas do defensor, que disputou 31 jogos e marcou um gol na Série B.


Afastado do futebol por quatro anos por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2011, Ricardo Gomes aceitou o desafio e assumiu o Botafogo, em julho, após a demissão de René Simões.

O início não foi fácil. Apesar de o Botafogo ainda estar na liderança, o momento dentro de campo era ruim. Os tropeços nas primeiras partidas com Ricardo derrubaram o Alvinegro para a quarta colocação. Aos poucos, no entanto, o treinador arrumou a equipe com a chegada de reforços, o time reencontrou o bom futebol e voltou a navegar em mares calmos na Série B.


À frente do Botafogo, Ricardo Gomes obteve 13 vitórias, três empates e seis derrotas, conseguindo 63,6% dos pontos disputados.

Por Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE