segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Jefferson escolhe acreditar e vira símbolo de retomada do Botafogo


Mesmo colocando em risco vaga na seleção brasileira, goleiro se destaca na campanha da Série B e ganha reconhecimento de presidente e torcida




Jefferson ergue o troféu da Série B: símbolo da recuperação
 alvinegra (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)
O Vasco adotou o lema “Eu escolhi acreditar” como estímulo para não ser rebaixado em 2015. Mas a frase poderia ser atribuída a Jefferson exatamente como motivação para disputar a Série B. O goleiro foi o principal nome do Alvinegro na atual temporada, alguém que abriu mão de visibilidade e colocou em risco sua posição na seleção brasileira pelo desejo de permanecer no clube. A retribuição pelo comprometimento e pelas defesas decisivas chegou: o capitão desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, na última sexta-feira, segurando da taça de campeão brasileiro, como reconhecimento pelos serviços prestados.


Jefferson decidiu permanecer no Botafogo depois que foi acertado o parcelamento dos pagamentos atrasados devidos pelo clube. Mas, de quebra, estendeu por mais um ano o tempo de seu contrato e nunca escondeu que pretende encerrar a carreira com a Estrela Solitária no peito. Ao longo da temporada, o goleiro de 32 anos foi decisivo e mostrou-se o líder que, dentro e fora de campo, conduziu um grupo composto em sua maioria por jogadores em busca de afirmação.


Para ele, passou a ser um compromisso recolocar o Botafogo de volta na Série A e ajudar o clube a recuperar sua autoestima. Fora do jogo do acesso por conta de compromisso com a seleção brasileira, Jefferson esteve em campo na vitória por 2 a 1 sobre o ABC, na última sexta-feira, em Brasília, e levantou a taça, celebrando o objetivo alcançado mais uma vez. Em 2003, ainda em início de carreira e no banco de reservas, ele fez parte do grupo do Botafogo que também conquistou o retorno à elite.


- É muito importante (ser o capitão e levantar a taça). Eu falei para o pessoal, em 2003 eu estava aqui (no Botafogo) e subimos como segundo colocados. E em nenhum momento teve foto, teve registro... Para entrar na história do Botafogo, tem de ser campeão. E nós conseguimos - disse.


Jefferson chega ao Rio nos braços da torcida: referência
 alvinegra (Foto: Gustavo Rotstein/GloboEsporte.com)
Decisivo em muitas das 26 partidas que disputou nesta Série B (sofreu 17 gols), Jefferson teve uma temporada marcante por ter completado 400 jogos pelo Botafogo. Algo que serviu apenas para reforçar os laços que, segundo o presidente Carlos Eduardo Pereira, vão muito além do vínculo empregatício.


- Ele passa por um momento injusto na Seleção. Definitivamente ele não merecia (ser barrado por Dunga), e nós estamos aqui para dar força ao Jefferson, assim como ele deu força ao Botafogo quando o clube mais precisou. É uma ligação muito profunda, coisa de amor, acima do profissional, algo de muita proximidade. Por isso fiz questão que ele chegasse carregando a taça, porque é o nosso capitão, alguém que já demonstrou gostar muito do clube - destacou.

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro/GE