quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Presidente da Chapecoense promete endurecer transferência de Camilo: 'Se pagar, leva'



Mandatário do clube catarinense, Sandro Pallaoro, afirma que não foi comunicado e avisa que só libera o meia Camilo, caso o Botafogo pague a multa rescisória de R$ 2 milhões


Camilo acertou bases salarias com o Botafogo, mas não conversou com a Chape (Foto: Dudu Macedo/ LANCE!Press)


Se entre Camilo, meia da Chapecoense, e o Botafogo está tudo acertado, para o clube catarinense a transferência do jogador para General Severiano não passa de um mero sonho de natal dos alvinegros.

Ainda sem ser procurado pelo Botafogo e pelo próprio apoiador, o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, fez questão de esclarecer que Camilo tem um contrato até o fim de dezembro de 2016 e que só pretende liberá-lo, caso o Glorioso pague a multa rescisória que gira em torno de R$ 2 milhões. Valor bem elevado para o orçamento do clube alvinegro.

- Até o momento não chegou nada para mim. É só especulação. Nem o empresário, o jogador e o Botafogo entraram em contato comigo. Existe uma multa rescisória, que ser for paga e o jogador quiser sair da Chapecoense, como já estou sabendo pela imprensa, eu não tenho como impedir. É a lei. Mas para ele sair do clube é preciso que o Botafogo pague a multa. Se pagar, leva - disse o presidente da Chapecoense.

Durante esta semana o empresário de Camilo, Francis Leonardo, se reuniu com a diretoria do Botafogo e acertou bases salariais. Neste encontro o agente do jogador informou que Camilo teria aceitado baixar valores de luvas e salário para deixar a Chapecoense e defender o Botafogo no ano que vem. Fato que irritou Pallaoro.

- Eu só estou interessado em jogador que realmente queira vestir a camisa da Chapecoense. Atletas que realmente estejam interessados no projeto do clube, focados em ajudar nossa equipe e não com a cabeça lá fora - afirmou o mandatário.


 O presidente da Chape também comentou a declaração de Camilo sobre a sua liberação. No início desta semana, o meia afirmou que estava fazendo de tudo para jogar no Botafogo e que o fato do presidente morar no seu prédio e, por isso, ter um bom relacionamento com ele, facilitaria a sua transferência.

- Eu tenho um bom relacionamento com todos os atletas. Com ele (Camilo) não é diferente. Mas o fato dele morar no meu prédio não quer dizer nada. Negócios são negócios. Eu tenho um clube para ser gerido e uma diretoria que precisa ser consultada. Independentemente dele ser meu vizinho, tenho que levar em consideração os interesses da Chapecoense - finalizou o presidente Sandro Pallaoro.


Fonte: Lancenet/Diego Lopes/Rio de Janeiro (RJ)