sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Garçom alvinegro, Luis Ricardo lidera assistências no Bota e avisa: "É meta"


Autor de quatro passes para gol dos companheiros, lateral-direito planeja encabeçar quesito em toda temporada, mas quer estufar a rede também: "Meu filho me cobra"





Luis Ricardo deu assistência para quatro dos 12 gols
 do time no Carioca (Foto:Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
No Campeonato Carioca, um terço dos gols do Botafogo saíram dos pés de Luis Ricardo. Seja no meio de campo, onde começou o ano improvisado, ou na lateral, o experiente jogador de 32 anos já serviu quatro vezes seus companheiros para eles estufarem as redes do adversário. Foi assim no passe para Gervasio "Yaca" Núñez abrir o placar da vitória por 2 a 0 sobre o Bangu; para Gegê também inaugurar o marcador no 2 a 1 em cima da Portuguesa; no levantamento na cabeça de Luís Henrique anotar o único gol no 1 a 0 diante do Resende; e o cruzamento na medida para Ribamar chegar batendo de primeira e dar números finais ao triunfo por 2 a 0 contra o Fluminense (confira todas no vídeo abaixo). O ala-direito lidera o quesito no time em 2016 e define a meta de manter o ritmo para terminar a temporada como o garçom alvinegro. Por enquanto, seu concorrente é do lado oposto do campo: Diogo Barbosa, com duas assistências.


- É uma meta sim, esse é o meu papel, de levar essa bola para os meias e atacantes. Fico feliz de estar contribuindo de alguma forma em gols, de nada adianta eu cruzar dez bolas e não acontecer nada. Prefiro cruzar menos, mas que seja com eficiência. Acredito que a gente está crescendo num todo, não é só o Luis Ricardo. Tem sido uma soma de tudo, parte defensiva se não me engano tem poucos gols tomados (nota da redação: foram dois gols sofridos, a defesa menos vazada do Carioca), esse é um dos nossos objetivos. E graças a Deus nosso ataque tem sido bastante positivo. A gente fica feliz pelo fato de os laterais estarem conseguindo colocar a bola na área, e os nossos atacantes têm procurado fazer o gol que facilita para nós - elogiou o jogador, que considera ter mais chances de se firmar como garçom atuando na lateral em vez do meio de campo, onde alega ser muito povoado.






A meta principal para 2016 pode até ser a das assistências, mas há um outro objetivo traçado para a temporada: fazer as pazes com a rede. Considerado um lateral ofensivo e de muitos gols na carreira, principalmente quando defendeu a Portuguesa, de São Paulo, o ala em maio pode completar um ano do seu último gol. Foram só dois em 47 partidas: um na vitória por 3 a 0 sobre o Capivariano e outro no empate por 2 a 2 com o Figueirense, ambos pela Copa do Brasil do ano passado. Já deu tempo de bater a saudade.


- Até eu estou me cobrando quanto a isso. Às vezes fico em casa, dá saudade e acabo colocando um DVD meu para rever os gols. Mesmo jogando de lateral, fiz muitos gols. Aqui foram apenas dois, é um pouco chato para mim pelo fato de gostar de gols. O próprio Ricardo e o Lopes brincam: "E o gol, vai fazer não?" Estou em busca disso, até brinco com pessoal para quando surgir uma chance tocarem para mim (risos).


Luis Ricardo ao lado do filho Richard: lateral quer
gol para homenagear o garoto (Foto: Arquivo Pessoal)
Um dos motivos para perseguir este objetivo tem nome, idade e endereço: Richard, filho de 12 anos de Luis Ricardo e que mora com a mãe em Goiânia. Mas segue muito ligado ao pai apesar da distância. Tanto que o garoto acompanha os jogos do Botafogo e quer seguir os passos do lateral-direito, com direito às mesmas posição e escolinha de futebol onde o familiar foi revelado; o Vila Nova.


- Meu filho me cobra bastante, corneta... Mesmo tendo aula de manhã conseguiu ficar vendo o jogo inteiro. Ele acompanha bastante, diz que vai ser jogador também. Pior que quer (ser lateral também), mas tem característica mais de volantão, bem bruto, meio acima do peso (risos). Já falei

com ele que para ser lateral tem que correr muito - avisou.




Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE