quarta-feira, 16 de março de 2016

Botafogo define prazo de 15 dias para iniciar obras atrasadas no Caio Martins


Após previsão de ter estádio no Campeonato Carioca fracassar, diretoria corre para acelerar construção de arquibancadas móveis e usar local como casa no Brasileiro




Obras nas arquibancadas do Caio Martins devem
iniciar em novembro (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Quando o Botafogo assinou o termo de cooperação com a prefeitura de Niterói para a revitalização do Caio Martins, em setembro do ano passado, a previsão inicial era jogar no local logo nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca. Porém, um impasse para a reforma necessária do estádio cancelou o prognóstico: as arquibancadas móveis que precisam ser erguidas atrás dos gols foram temas de longos debates com órgãos de segurança a respeito do material a ser usado. O Alvinegro quer construir estruturas tubulares, comuns em eventos de praia e corridas de automóveis - que têm custos reduzidos em relação a alicerces de aço -, e negocia com quatro empresas. O processo está em fase de estudo de orçamento, mas a diretoria tem certa urgência. Internamente, os dirigentes trabalham com o prazo até o fim do mês para dar início às obras visando liberar o local para ser utilizado nas primeiras rodadas do Brasileiro.


O gramado já está pronto, mas há outras questões a serem resolvidas, como por exemplo iluminação e vestiários. O tempo é curto, mas ainda não está descartada levar a estreia do Botafogo na Série A, contra o São Paulo no dia 14 de maio, para Caio Martins. A arquibancada a ser construída no local deve seguir o mesmo modelo das que estão sendo erguidas nos setores norte e sul do Estádio Nilton Santos, cedido ao Comitê Olímpico para realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O esqueleto das estruturas provisórias está avançado e já é possível de ser notado das ruas que cercam a arena na Zona Norte do Rio de Janeiro. Com a reforma, a capacidade do estádio deve pular de 5 mil para cerca de 15 mil pessoas.

Arquibancada móvel do Engenhão já pode ser vista da rua. Modelo deve ser igual no Caio Martins (Foto: André Durão)

Os custos ainda estão sendo levantados, mas no ano passado a diretoria alvinegra estimava investir cerca de R$ 15 milhões, a serem captados junto à iniciativa privada, para a reforma da arquibancada existente e a instalação das duas novas estruturas atrás dos gols. Entre as exigências da Prefeitura de Niterói que o Botafogo acatou está a não realização de clássicos no Caio Martins e que prédios não sejam erguidos em volta da sede.


Neste meio tempo surgiu a possibilidade de São Januário, local onde o Botafogo já vem mandando algumas de suas partidas em 2016. A diretoria tem boa relação com a vascaína, e o Alvinegro tem a intenção de atuar mais vezes na Colina ao longo da temporada, mesmo com a liberação do Caio Martins. Para isso, propôs um acordo: se o Cruz-Maltino não cobrar aluguel, não precisa pagar a dívida que tem pela venda de Fellipe Bastos no ano passado para o Al Ain, dos Emirados Árabes. O clube de General Severiano cobra 5% do valor da transferência - € 18,5 mil, cerca de R$ 80,5 mil - em função do mecanismo de solidariedade por ter formado o volante, atualmente com 26 anos. Porém, um possível acerto entre as partes só será possível quando o campo anexo do rival ficar pronto para preservar o gramado principal.



Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE