terça-feira, 29 de março de 2016

Diretoria do Botafogo inicia debate de proposta para reforma de seu Estatuto


Após comissão finalizar estudo semana passada e propor alterações, incluindo direito a voto ao sócio-torcedor, reuniões do Conselho Diretor começam a formatar texto final




Proposta de reforma do Estatuto deve ser levada ao
Deliberativo no meio do ano (Foto: Gustavo Rotstein)
Aos poucos, o Botafogo avança na reforma de seu Estatuto que passará a dar direito a voto aos sócios-torcedores nas eleições do clube, uma das promessas de campanha de Carlos Eduardo Pereira. A comissão composta por conselheiros e formada ano passado pelo presidente concluiu o estudo das propostas de alterações na Constituição alvinegra e apresentou o projeto na reunião do Conselho Diretor na semana passada. A partir da última segunda-feira, os encontros semanais estão debatendo os artigos para formular o texto final, que ainda precisará ser aprovado no Conselho Deliberativo e em Assembleia Geral de sócios. A expectativa é terminar o pente fino com o departamento jurídico e os vice-presidentes até julho, e no final do ano reformular o Estatuto.


Mesmo que as mudanças sejam aprovadas esse ano, a principal, que permitirá aos sócios-torcedores participarem das eleições, ainda não vai valer para o pleito em 2017. Isso porque haverá um tempo de carência de dois anos pagando as mensalidades em dia, a partir da reforma, para ter direito a voto. Entre as outras alterações propostas está a de dar mais espaço para a oposição internamente. No atual Estatuto, a chapa derrotada precisa ter um mínimo de 20% dos votos para eleger 14 entre os 140 conselheiros. O Botafogo vai propor reduzir esse percentual para 15% quando forem apenas duas chapas na disputa, e para 10% quando forem mais de três. Assim, correntes políticas opositoras poderão ter ao mesmo tempo representantes nos poderes do clube, como o Conselho Fiscal e a Junta de Julgamento e Recursos.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE