quarta-feira, 1 de junho de 2016

Ponto forte do Bota, defesa vê média de gols sofridos dobrar após Brasileiro


Pelo Carioca e Copa do Brasil, sistema defensivo alvinegro pegou 11 bolas no fundo das redes em 22 partidas. Na Série A, time foi vazado quatro vezes em quatro jogos







A campanha do vice-campeonato do Botafogo no Carioca deixou uma boa impressão no clube e na torcida: além da safra proveitosa de jovens valores que vem surgindo nesta temporada, o sistema defensivo se mostrou o ponto forte do time em 2016. Terminou o estadual como o setor menos vazado ao lado do Vasco, com nove gols sofridos em 18 jogos, sendo que em 10 saiu ileso. A média de 0,5 - um tento tomado a cada duas partidas - se manteve nas duas primeiras fases da Copa do Brasil, mas dobrou após começar o Campeonato Brasileiro. Em quatro duelos, buscou a bola quatro vezes no fundo das redes. Ainda que a média de um gol por compromisso na Série A não seja de todo ruim, pesa o fato de a marcação da equipe ter sido furada em todos os confrontos: contra São Paulo, Sport, Atlético-PR e Fluminense (veja no vídeo acima).

Um fator que ajuda a traduzir o crescimento de gols tomados é a alta rotatividade da dupla de zaga. Contra o São Paulo no Raulino de Oliveira, Emerson Silva e Renan Fonseca foram os titulares. Na partida seguinte, diante do Sport na Ilha do Retiro, Joel Carli voltou de lesão e entrou no lugar do "Barba", mas sentiu novamente um problema muscular. Contra o Atlético-PR e Fluminense, em Juiz de Fora (MG) e Volta Redonda (RJ) respectivamente, Emerson Silva e o xará prata da casa foram os zagueiros do Alvinegro. Nos quatro compromissos pelo Brasileirão, Helton Leite, Luis Ricardo e Victor Luis completaram o sistema defensivo do time. As muitas alterações no setor se justificam pelo grande número de contusões: Jefferson, Diogo Barbosa, eleito o melhor lateral-esquerdo do Carioca, e Airton ainda não estrearam na Série A. Carli continua vetado pelo departamento médico, e Rodrigo Lindoso foi o último a se machucar.

Defesa do Botafogo vem sofrendo mais gols neste início de Campeonato Brasileiro (Foto: Marlon Costa/Futura Press)

Se a média de gols sofridos aumentou, ao menos o Botafogo conseguiu, em meio às diferentes duplas de zaga testadas, espantar um fantasma que o perseguia desde o início do ano: as bolas aéreas. Das 17 vezes em que foi vazado em 26 jogos nesta temporada, o time de Ricardo Gomes tomou sete de cabeça, mas nas quatro primeiras rodadas do Brasileirão conseguiu corrigir essa deficiência. O gol da derrota para o São Paulo foi o terceiro de falta levado pelo Alvinegro em 2016, e nos demais confrontos acabou sendo surpreendido por chutes de dentro da sua própria área, coisa que só havia acontecido três vezes antes de começar a Série A. Uma cobrança de pênalti na Copa do Brasil fecha a conta dos tentos sofridos pela equipe até agora.


Diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Mané Garrincha, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo repete o sistema defensivo dos últimos jogos e tenta ficar 90 minutos sem sofrer gols pela primeira vez neste seu retorno à Primeira Divisão. Com quatro pontos, um à frente do Z-4, o Alvinegro é o 13º colocado na classificação e precisa vencer para não correr o risco de voltar para a zona de rebaixamento.


FONTE: GE/Por Matheus Palmieri*Rio de Janeiro*Estagiário, sob supervisão de Thiago Lima