terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bota derruba último obstáculo por patrocínio; clube economiza R$ 10 mi


Decisão reconhece acordos trabalhistas, e Alvinegro deve ter nessa semana CNDs para acerto com a Caixa; Prefeitura reconhece cobrança indevida de IPTU de General




O Botafogo está muito próximo de acertar definitivamente o patrocínio com a Caixa Econômica Federal até o fim de 2017. A expectativa é que última pendência para o acerto aconteça nessa semana. O clube está otimista que terá em mãos as Certidões de Débito Negativo (CNDs) trabalhista nas próximas horas.

Nesta segunda-feira, uma decisão judicial liberou o último processo trabalhista que estava travando a emissão das CNDs. O clube pagou cerca de R$ 200 mil ao ex-jogador Anselmo e conseguiu a liberação. A expectativa é que o sistema da Justiça do Trabalho dê baixa à dívida nas próximas 48 horas e emita as certidões. Com elas em mãos, o Botafogo vai receber aproximadamente R$ 1 milhão nesse ano e outros R$ 12 milhões na próxima temporada pelo acordo de patrocínio com a Caixa.
 
Botafogo já estampou a marca da Caixa na camisa contra o Corinthians (Foto: André Durão)

Mesmo sem as certidões em mãos, o Botafogo estampou a marca do futuro patrocinador no jogo contra o Corinthians, no último sábado. Há duas semanas, o clube assinou um acordo de licença de marca com a Caixa, em Brasília.


Clube economiza R$ 10 milhões

As boas notícias não param por aí. Na última sexta-feira, o Botafogo conseguiu a CNDs municipais, que eram outro obstáculo. No acordo, a Prefeitura do Rio de Janeiro reconheceu a cobrança indevida do IPTU da sede de General Severiano. Por lei, complexos esportivos não precisam pagar o tributo. Além do departamento jurídico, o clube contou com a ajuda dos advogados Benício Pessanha, Bruno Dubeux e Daniel Vellame, do Escritório Dubeux, Pessanha, Cid & Maciel Advogados e Associados. No total, foi possível obter um proveito econômico de aproximadamente R$ 10 milhões.

Para agilizar o processo, o Botafogo negociou todas as dívidas com a Prefeitura e quitou até mesmo as que não eram diretamente de sua responsabilidade. Como por exemplo os IPTUs atrasados, cerca de R$ 1 milhão, dos locatários de estabelecimentos dentro de General Severiano e do Shopping Casa & Gourmet, usado como garantia para um antigo débito de imposto sobre serviço (ISS) com o município – a diretoria vai cobrar futuramente o valor dos atuais "donos" dos espaços. As pendências trabalhistas também foram regularizadas, mas burocracias atrasam o desfecho: desde a greve bancária que começou no início do mês no país aos credores incrédulos que pedem comprovantes de que vão receber via Ato Trabalhista.

O Botafogo tentava uma parceria da Caixa desde o início do ano. A estatal anunciou em janeiro um montante de R$ 83 milhões em patrocínios para a temporada e fechou as portas para clubes que não estavam em sua relação. Mas em General Severiano nunca viram o cenário como desistência, e Carlos Eduardo Pereira manteve diálogos constantes com o banco. O espaço de maior valor da camisa alvinegra está vago desde abril de 2015, quando a "Viton 44" saiu. A ascensão do time no returno do Campeonato Brasileiro é visto como primordial para aumentar a exposição do clube na mídia e atrair os investidores.


Fonte: GE/Por Fred Gomes e Marcelo Baltar/Rio de Janeiro