domingo, 16 de outubro de 2016

Jair diz que vitória nos acréscimos tem a cara do Botafogo: "No sacrifício"


Treinador enaltece os jogadores por entrega, diz que ainda não pode contar com Sassá o jogo todo e evita fazer previsões: "Não sei onde vamos chegar"





Não foi só o torcedor do Botafogo que sofreu na Ilha na tarde deste domingo, com o gol da vitória por 3 a 2 diante do Atlético-MG acontecendo nos acréscimos. De acordo com o técnico Jair Ventura, os jogadores sofreram e se sacrificaram dentro de campo. Por isso, segundo o treinador, que o triunfo foi obtido com o gol de Dudu cearense. (Veja os melhores momentos acima)


- O Botafogo está de parabéns. Jogou com a nossa cara. Intensidade, entrega.... Mais um gol no fim do jogo. Por que isso? Porque nos entregamos muito. Três jogadores pediram para sair. Por que isso? Porque jogamos sempre com intensidade, no sacrifício. O Dudu entrou e fez o gol.

Jair Ventura à beira do campo na vitória do Botafogo contra o Atlético-MG (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)


Confira a entrevista completa:

Time não empata. É tudo ou nada?


Penso dessa maneira. No jogo contra o Figueirense, o Emílio Faro (auxiliar) me alertou que o jogo estava muito aberto no segundo tempo. Que bom. É lógico que jogando dessa maneira você também pode perder. Tem vezes que temos que optar por ir para cima. Hoje foi um jogo diferente do que contra o Inter. O Inter esperou mais. O Atlético-MG queria a vitória. Sabíamos que seria um jogo aberto. O Botafogo teve um jogo coletivo, a equipe muito organizada. Por mais que busquemos o gol, estamos organizado. Não podemos buscar o gol do qualquer maneira.

Sequência

Ganhar quatro jogos seguidos no Brasileiro é difícil demais. O time está de parabéns. Agora vamos para mais uma batalha no Recife (quarta, contra o Santa Cruz)

O céu é o limite?

A gente tinha o primeiro objetivo que era nos livrar matematicamente do rebaixamento. Conseguimos com oito rodadas de antecedência. Muita gente não acreditava. Agora vamos buscar o máximo possível. Não sei onde vamos chegar, mas vamos buscar o máximo. O mais gostoso é que não precisamos fazer nada de diferente. Temos que manter o que estamos fazendo. Mas o Brasileiro é muito difícil. A gente não consegue saber o que vai acontecer. A gente consegue cuidar da performance. Vontade e sacrifício eu vou cobrar nesses sete jogos que restam.

Arbitragem


Eu não vi os lances ainda. Não sei do que o Atlético-MG está reclamando. Não tenho nada para falar da arbitragem.

Lesões

Se a gente perde, fica como desculpa. É difícil. Sempre temos em mente algumas substituições. Na leitura do jogo o treinador tem que ver como melhorar. Hoje eu queria fazer outras coisas, mas alguns jogadores pediram para sair. Tenho que parabenizar a preparação física.

Gols no fim

A gente vem fazendo gols no final da partida. Mérito de todo grupo, da preparação física, do Ednislon (Senna, chefe da preparação), da fisiologia. Não adianta eu querer intensidade por 90 minutos, e o time não responder

Confiança

Ajuda. Em tudo você precisa de confiança. Com os resultados, isso ajuda. O time está mais leve, já nos livramos do rebaixamento. Mas estamos com os pés nos chão. Cada jogo será assim, com muita entrega. Temos que jogar 110%

Sassá

Ainda não posso contar com ele por 90 minutos. Não quero perder meu artilheiro. Perdemos o Diogo, o Luis Ricardo. Temos que elogiar a força do grupo. Estamos nos reinventando a cada partida. O Pimpão, hoje, jogou como falso 9. Se perde, iam falar que eu estava inventando.

Momento

Foram 11 anos esperando por esse momento. Estudei por 11 anos, e não podia reprovar na prova. É assim o futebol, mas me preparai bastante para esse momento. Passei por todas categorias, fui auxiliar, interino. Foi de maneira gradativa. Meu trabalho demorou para acontecer. Mas não me iludo com esse momento bom. Ninguém vive só de vitórias no futebol, ainda mais no Brasil. Queria que as pessoas lembrassem desse momento quando os resultados não vierem. Tem que avaliar o trabalho durante a semana, no dia a dia.

Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro