segunda-feira, 1 de maio de 2017

Jair espanta oba-oba e indica Botafogo ofensivo: "Pode ser um trio (de ataque)"



Após treino aberto ao público no Nilton Santos, técnico freia empolgação com chance de classificação antecipada na Libertadores e convoca torcida para duelo com o Barcelona de Guayaquil





Jair Ventura completa 50 jogos a frente do Bota nesta terça-feira (Foto: Divulgação/Botafogo)



Treino aberto com cerca de 500 torcedores, 28 mil ingressos vendidos até domingo, chance de classificação matemática com duas rodadas de antecedência no Grupo da Morte da Libertadores... A torcida está empolgada, mas Jair Ventura tratou de frear qualquer clima de oba-oba para a partida desta terça-feira, contra o Barcelona de Guayaquil, do Equador, às 21h45 (de Brasília) no Nilton Santos. O técnico pediu foco na partida e lembrou os duelos decisivos que a equipe vem encarando desde a Pré-Libertadores.


– São duas situação na verdade: uma de clima de jogo, outra de oba-oba. Isso de já estar classificado não pode penetrar na gente, temos três jogos para definir a classificação. (...) A gente tenta por vezes não colocar muito peso em certos momentos, mas ao mesmo tempo temos responsabilidade. E toda vez que fomos cobrados nos saímos muito bem. O Colo-Colo talvez foi a equipe mais difícil que jogamos, e mesmo com tempo muito curto conseguimos passar. Tem esse e mais dois jogos, tem que ter calma.


A primeira parte do treino foi fechada para Jair definir o time que vai enfrentar os equatorianos. O técnico, porém, não promete muitos mistérios, confirmou Carli e Airton, que saíram com dores contra o Sport, na Copa do Brasil, e indicou até escalar um time mais ofensivo, com três atacantes.


– Não tenho dúvida nenhuma. Já está decidido, pode misturar, lógico. Não tem uma matemática exata. De repente até um pouco mais, pode ser um trio de ataque (risos). Tem que jogar o que está melhor no momento. Briga é boa, falo sempre em meritocracia, não possa fazer diferente. Cara que entra, vai bem, merece a chance – afirmou.


Confira outros trechos da entrevista:


ESCALAÇÃO

Passa muita coisa pela cabeça do treinador. Vocês acompanham bem, não deve ter muita surpresa, não. Está bem desenhado, vocês não vão errar na provável de vocês (risos)


TORCIDA
Aproveitar a oportunidade para convocar a torcida, 12º jogador, se está faltando gás ela grita e o jogador dá um pouco mais. Vamos ficar mais fortes ainda. Que amanhã a casa fique cheia.


JOGO DE Nº 50

Sempre importante, a gente sabe que longevidade do treinador é algo difícil. Fico feliz de tão jovem chegar à essa marca. 2010 foi meu primeiro jogo como treinador. Apesar de jovem, já estou há muito tempo nessa situação. Cheguei ao clube em 2008 como estagiário, se um dia eu sair será como treinador. Fico feliz, mas mais importante é ganhar o jogo.


TRABALHO NO DIA DO TRABALHOA gente vê muito situação quando está boa, acontecendo, fala: 'queria estar na situação desse treinador, desse time'. Mas será que eles estariam dispostos a pagar o preço? Desde 2008, fiquei um ano trabalhando de graça como estagiário. Muitos profissionais almejaram estar aqui também e não conseguiram. Tem que estar matando um leão a cada dia.


BARCELONA DE GUAYAQUIL
Time leve, com contra-ataque perigoso, vai jogar no nosso erro. Não tem porque ser diferente, é uma estratégia. Temos sempre que atacar pensando em defender. Ser inteligentes. Eles tiveram dificuldades de propor o jogo lá, mas aqui vai ser mais difícil. O contra-ataque é o que mais me preocupa.


ANSIEDADE
Ela não pode atrapalhar. É saber separar esse clima leve e bom da torcida no treino, mas sabendo como nos comportarmos sem a bola, pois o contra-ataque é uma arma em todo mundo.


AIRTON E CARLI
Torcida pode ficar tranquila que os dois vão para o jogo. Aí, estou estou dando o time já (risos).


MONTILLOTreinamento especial, ainda não volta, ficou para a partida do Grêmio. Vamos com calma, ele vem da China, tem que ter cuidados diferentes. Cada atleta reage de uma maneira aos treinos, e tem a competitividade do futebol brasileiro e da loucura do calendário. Queremos ele 100%.


RENOVAÇÕES DE CONTRATO

A gente primeiro trabalha com regime presidencialista. Temos o vice-presidente o Lopes, isso é feito em conjunto. Troca ideias, vê o que está viável ou não. Lógico, importante a renovação, vamos buscar sempre.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro