sábado, 29 de novembro de 2014

Mancini avalia peso de dívidas e deixa seu futuro em aberto no Botafogo


A duas rodadas do fim do Brasileiro, técnico acredita que falta de pagamento é a principal causa da situação crítica do time, que corre sério risco de rebaixamento




Mancini: falta de grana foi o principal problema do Botafogo
durante o Campeonato Brasileiro (Foto: Vitor Silva / SSpress)
Sob o alto risco de rebaixamento, o Botafogo chega à penúltima rodada do Campeonato Brasileiro com a marca de uma temporada recheada de problemas. Polêmicas com a diretoria, dificuldade financeira e jogos fora de casa, para ter mais receita, foram alguns dos fatores extra campo que colaboraram para que o clube chegasse na atual situação.

À frente do grupo e desdobrando-se para lidar com todas as crises que afetaram seu elenco, o "bombeiro" Vagner Mancini, questionado sobre os jogos longe do Rio como fator prejudicial, colocou na balança a questão que mais abalou sua equipe. Na última rodada do Brasileiro, contra o Atlético-MG, a partida será disputada no Mané Garrincha, em Brasília.

- Acho que a falta de pagamento foi o que mais pesou. Tivemos que consertar muitas coisas. Isso fez com que perdêssemos vários jogadores, quase um time inteiro. Tem um peso. Houve um desgaste grande com a diretoria. Mas não me sinto confiante em dizer que nossas dificuldades aumentaram diante dessa necessidade de jogar fora do Rio – ponderou o treinador.

Assim como o goleiro Jefferson, o técnico parece ter caído nas graças da torcida alvinegra. Segundo o treinador, que não tem registro de vaias direcionadas a ele em jogos passados, o torcedor entendeu o que estava ao seu alcance.

Eu tinha dito antes da eleição que seria interessante ficar, mas agora não me sinto no direito de falar. Parece que estou forçando uma situação. A diretoria tem que ter total liberdade para tomar suas decisões. Tem que ser uma decisão depois dessas duas rodadas"

Vagner Mancini, técnico do Botafogo

O interesse de Mancini em sua permanência no Botafogo, independentemente de rebaixamento ou sobrevivência na Série A, foi revelado pelo técnico antes das eleições. Porém, o discurso adotado após a definição da nova diretoria é mais cauteloso.

- Eu tinha dito antes da eleição que seria interessante ficar, mas agora não me sinto no direito de falar. Parece que estou forçando uma situação. A diretoria tem que ter total liberdade para tomar suas decisões. Não me sinto à vontade de falar sobre isso agora. Tem que ser uma decisão depois dessas duas rodadas.

Em penúltimo lugar no Brasileiro com 33 pontos, o Botafogo enfrenta o Santos no domingo, na Vila Belmiro. O Glorioso corre o risco de já entrar em campo rebaixado, já que Palmeiras e Vitória, concorrentes diretos do Alvinegro, jogam no sábado. Os paulistas não podem somar ponto contra o Internacional, no Beira Rio, e os baianos não podem vencer o Flamengo em Manaus.

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro